Pedilúvio, receita do campo contra vírus, artigo de Joel Osório

 

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Pedilúvio, receita do campo contra vírus, artigo de Joel Osório

[EcoDebate]

Na luta contra o novo coronavírus, uma boa ideia vem do campo. É o pedilúvio, utilizado para desinfecção de patas de animais, nos currais e feiras agropecuárias.

A origem da palavra é o latim, batizando a área para lavar pés. Na porta de casa, com água sanitária e detergente, o pedilúvio urbano desinfetaria calçados, proporcionando uma segurança a mais na pandemia. Sempre lembrando a importância de se manter as mãos limpas, e boca, nariz e olhos protegidos por máscaras e óculos.

Mas não descuidemos nunca do que está no chão. Daí a importância de se manter calçados higienizados, antes de descalçá-los em casa ou entrarmos em um outro espaço. Eficaz, o pedilúvio pode ser feito com uma caixa de alumínio ou plástico, como base para uma esponja fina, sempre umedecida em solução de água sanitária e desinfetante. Fácil e prático. Um pano de chão molhado com os produtos substitui a esponja também. Ah, nossos animais de estimação também podem passar pelos pedilúvios se saírem de casa para um passeio.

O pedilúvio contra o coronavírus serve para portarias de prédios, entradas de unidades de saúde, farmácias, mercados, bancos e comércio, como mais um aliado das cidades nessa batalha sanitária. É uma medida simples que pode ser adotada e estimulada por prefeituras. É ainda uma boa opção para as escolas, quando forem reabertas.

Instalei um na minha clínica veterinária, em Niterói, logo no início da pandemia, além de promover a sanitização do entorno. Também doei outros pedilúvios feitos com materiais recicláveis. Nessa guerra, cada um tem que fazer sua parte e o que está ao alcance para derrotar o vírus e a desinformação. O mesmo vale para outras antigas frentes de batalha como as que travamos no país contra o sarampo e a dengue, na caça ao aedes.

Para deter a Covid-19, nunca é excessivo ressaltar a importância de respeitarmos o distanciamento social. Ficando em casa o máximo possível, evitamos dar carona ao vírus para outros bairros e cidades. Quando menos pessoas doentes, melhor será atendida a população que sobrecarrega hospitais e postos de saúde. Assim choraremos menos o trágico número de mortos. Se cuidar agora é prova de amor próprio e de amor ao próximo.

Joel Osório é médico veterinário em Niterói, no RJ. E-mail: joelosorio@bol.com.br

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/05/2020

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