A má qualidade do café da manhã piora a saúde cardiovascular na infância

 

A qualidade do café da manhã está associada a importantes fatores de risco cardiovascular e metabólico em crianças com excesso de peso.

Assim, conclui um estudo realizado por cientistas espanhóis, mostrando como programas de educação nutricional deve colocar o foco na redução de alimentos altamente energéticos, tais como produtos ultraprocesados, comumente encontrados em pequenos-almoços das crianças.

Do Servicio de Información y Noticias Científicas (SINC)

 

café da manhã
Além do café da manhã ou não, a qualidade da primeira refeição do dia também é relevante. / Pixabay

 

Os pesquisadores no Instituto de Inovação e Sustentabilidade na cadeia alimentar ( IS-FOOD ) da Universidade Pública de Navarra (UPNA) publicaram um estudo mostrando que a qualidade nutricional de pequeno-almoço está associado com significativas de risco fatores para risco cardiovascular e metabólico crianças com excesso de peso, mesmo naquelas com boa forma física que praticam exercício todos os dias.

Os autores do artigo, publicado na revista Nutrientes , descobriram que as crianças que comeram café da manhã com má qualidade nutricional e maior densidade de energia (definido como mais calorias por grama de alimento) tinham níveis mais elevados de colesterol e ácido úrico e superior resistência à insulina.

Os cientistas concluem que os programas de educação nutricional para melhorar a saúde cardiovascular da população pediátrica devem incluir recomendações específicas destinadas a reduzir o consumo de alimentos de alta densidade energética na primeira refeição do dia.

“O café da manhã não é apenas a primeira refeição do dia, mas também pode ser considerado o mais importante”, diz Idoia Labayen, professora do Departamento de Ciências da Saúde da UPNA. Apesar disso, muitas crianças vão à escola sem tomar café da manhã, o que faz com que elas cheguem mais famintas na hora do almoço e possam comer mais do que deveriam “.

“A ausência do café da manhã tem sido previamente relacionada ao excesso de gordura e outros distúrbios associados, por isso a promoção do café da manhã já está sendo utilizada como parte da estratégia na prevenção da obesidade infantil”, acrescenta Labayen.

Qualidade no café da manhã

No entanto, além do café da manhã ou não, a qualidade da primeira refeição do dia é muito relevante. Depois de avaliar os hábitos alimentares de pequeno-almoço a partir de um total de 203 alunos de 8 a 12 anos estão acima do peso, observou-se que 13% das crianças não-manhã todos os dias e que aqueles que comeram café da manhã com má qualidade nutricional e maior densidade energéticos apresentaram níveis mais elevados de colesterol e ácido úrico no sangue e maior resistência à insulina.

“Impacto negativo fato, melhorou-almoço densidade de energia no metabolismo da glicose, mesmo naquelas crianças que atingiam as recomendações diárias de atividade física, ou seja, 60 minutos de moderada a vigorosa”, explica o especialista.

Os investigadores salientam que os programas de educação nutricional para melhorar a saúde cardiovascular e metabólica das crianças deve colocar o foco na redução do consumo de alimentos de alta densidade energética, como “produtos ultraprocesados, comumente encontrados no café da manhã dos filhos” conclui Labayen.

Referência bibliográfica:

Victoria Muñoz-Hernandez, Lide Arenaza, Luis Gracia-Marco, Maria Medrano, Elisa Merchan Ramirez, Wendy D. Martinez Avila, Maddi Oses, Jonatan R. Ruiz, Francisco B. Ortega, Idoia Labayen. Influence of Physical Activity on Bone Mineral Content and Density in Overweight and Obese Children with Low Adherence to the Mediterranean Dietary Pattern. Nutrients 2018. https://doi.org/10.3390/nu10081075

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/10/2018

A má qualidade do café da manhã piora a saúde cardiovascular na infância, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 22/10/2018, https://www.ecodebate.com.br/2018/10/22/a-ma-qualidade-do-cafe-da-manha-piora-a-saude-cardiovascular-na-infancia/.

 

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Um comentário em “A má qualidade do café da manhã piora a saúde cardiovascular na infância

  1. Este artigo me faz lembrar um livro que li em minha adolescência chamado “Bandeirantes e Pioneiros”, que compara o desenvolvimento do Brasil com o desenvolvimento dos Estados Unidos e o café da manhã é uma das causas dessa diferença.
    Pois bem, pela manhã, enquanto o americano ingere o breakfast ou pequeno almoço, o brasileiro toma uma média de café com leite e come um pão com manteiga. Como o organismo ficou muito tempo sem se alimentar, isso não é suficiente para recuperar as energias gastas durante a noite e logo o brasileiro sente fome, o que afeta seu rendimento.
    Por volta de meio dia, quando o americano vai para a cozinha e come um sanduíche, o brasileiro precisa comer muito mais. É por isso que fazemos uma hora de almoço. Comemos muito e, mesmo com uma hora de almoço, não finalizamos a digestão e as primeiras horas da tarde são improdutivas.
    Segundo Viana Moog, o autor do livro, essa é uma das causas da diferença de progresso entre o Brasil e os Estados Unidos.

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