A Literatura e a contação de histórias: a arte de ser professor, artigo de Renata Burgo Fedato

 

leitura
Foto: EBC

 

A Literatura e a contação de histórias: a arte de ser professor, artigo de Renata Burgo Fedato

[EcoDebate]

A arte de contar histórias necessita se permitir entrar na fantasia e no imaginário do mundo infantil e também juvenil. Mas como fazer isso, se somos adultos, professores, enquanto contadores de histórias?

O fato de sermos adultos, muitas vezes, nos impossibilita de mergulhar no imaginário das crianças e ainda mais dos jovens, já que, em muitas situações precisamos racionalizar as questões do dia a dia. Contudo, para ser professor e contador de histórias são necessárias habilidades que vão além da racionalização.

Instigar a criança e o jovem a adentrar no mundo da literatura é compreender que muitas emoções, imagens, sensações serão formadas e experimentadas ao longo do percurso da contação de histórias. É perceber que esse é o objetivo daquele que conta a história, permitir que novas emoções sejam experimentadas pelo ouvinte, e que ele saiba que tudo aquilo que ele está vivenciando, sem sair do lugar, advém da literatura, dos livros. Assim, que ele reconheça que esse universo está disponível a qualquer momento, basta o ato de ler.

Ler para uma criança requer algumas práticas essenciais, como: utilizar a expressão corporal, fantasiar-se, utilizar artefatos que venham em auxílio do desenvolvimento dos cinco sentidos dos alunos, entonar a voz, propiciar um ambiente aconchegante, etc.

Um dos aspectos importantíssimos ao professor enquanto contador de histórias é evidenciar ao aluno que todas as sensações que ele está vivenciando no momento está nos livros, que pode ser acessado a qualquer momento, enquanto leitor de imagens, para uma criança ainda não alfabetizada, e para o jovem, já detentor do ato de ler.

Ser professor e contador de histórias é compreender que crianças e jovens podem transitar entre o mundo das fadas, dos heróis; vivenciar a eterna luta do bem contra o mal através da literatura, distanciando-se nesses momentos de contação, do mundo real, possibilitando também entrar em contato com diferentes conflitos, vivenciados pelos personagens das histórias.

Portanto, ser professor e adulto requer conversar com o mundo da fantasia, se permitir voltar a ser criança e jovem através do ato de ler e contar histórias, desenvolvendo nas crianças e nos jovens o gosto pela literatura e pelo envolvimento com as histórias que estão “presas” nos livros, mas que nos permitem viajar sem sair do lugar.

Prof. Me. Renata Burgo Fedato, professora e tutora dos cursos de Segunda Licenciatura e Formação Pedagógica do Centro Universitário Internacional Uninter.

 

Colaboração de Telma Razera, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 05/09/2018

[cite]

 

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate, ISSN 2446-9394,

Caso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.

O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.

Remoção da lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate

Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para newsletter_ecodebate+unsubscribe@googlegroups.com ou ecodebate@ecodebate.com.br. O seu e-mail será removido e você receberá uma mensagem confirmando a remoção. Observe que a remoção é automática mas não é instantânea.

Um comentário em “A Literatura e a contação de histórias: a arte de ser professor, artigo de Renata Burgo Fedato

  1. A arte do Professor, no regime de busca e acumulação de lucro, é centrada no estudante, com objetivo final de abastecer o mercado; a arte do Educador, praticante de uma verdadeira Educação – que não existe no regime de busca e acumulação de lucro – é centrada no educando e na sociedade. Essa não existe oficialmente nos estados cujo regime é de busca e acumulação de lucro.

Comentários encerrados.

Top