Ibama identifica e multa em R$ 15,5 milhões os responsáveis pela extração ilegal de 7,3 mil toras na TI Pirititi (RR)

 

Madeira apreendida pelo Ibama em abril na Terra Indígena Pirititi, no sul de Roraima

Madeira apreendida pelo Ibama em abril na Terra Indígena Pirititi, no sul de Roraima

Foto: Ibama

O Ibama identificou os responsáveis pela extração ilegal de 7.387 toras da Terra Indígena (TI) Pirititi, no sul de Roraima, apreendidas pelo Instituto em abril deste ano. O furto danificou 1.372 hectares de floresta nativa da Amazônia. Os agentes ambientais aplicaram oito autos de infração, que totalizam R$ 15,5 milhões, contra duas madeireiras e dois proprietários rurais. Na ocasião, foram apreendidos 15,6 mil metros cúbicos de madeira em tora, o maior volume registrado em uma operação no estado.

Após a apreensão, a fiscalização na região foi reforçada com agentes ambientais de outros estados, que receberam apoio do Exército e da Companhia Independente de Policiamento Ambiental (CIPA) de Roraima. A operação resultou na identificação de outros focos de desmatamento ilegal nos municípios de Rorainópolis e Caracaraí (RR). O volume de maçaranduba, cupiúba, angelim ferro e angelim pedra extraído na região é estimado em 19 mil m³, totalizando 34,6 mil m³ no estado.

Cinco madeireiras e quinze pessoas foram autuadas nesta segunda fase, cujas multas somam R$ 13,5 milhões. As toras extraídas ilegalmente seriam usadas para abastecer serrarias em Rorainópolis (RR).

“As árvores cortadas tinham destino certo. A investigação apontou quem são os criminosos responsáveis pela destruição do patrimônio natural dos índios”, afirmou o coordenador de Operações de Fiscalização, Roberto Cabral. Segundo ele, a operação, comandada pela Diretoria de Proteção Ambiental, será intensificada até que se verifique a regularidade de todas as madeireiras do estado.

O Ibama define com o Ministério Público Federal (MPF) a destinação da madeira, que pode ser levada a leilão judicial.

Com 40 mil hectares, a Pirititi abriga índios isolados. Portaria da Fundação Nacional do Índio (Funai) impede o acesso à TI sem autorização da Coordenação-Geral de Índios Isolados e Recém Contatados.

 

Fotos da apreensão de madeira extraída ilegalmente da TI Pirititi em abril.

 

Do Ibama, in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 19/06/2018

 

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