Agro-homeopatia, artigo de Roberto Naime

 

artigo

 

[EcoDebate] Aumentar a resistência da planta e sua massa de forma homogênea e o controle de pragas, contribuindo para que um novo modelo de agricultura surja e se desenvolva, permitindo o consumo de alimentos saudáveis, a preservação do meio ambiente e a sustentabilidade.

Este é o objetivo de Gerson Vitor Dalmolin, médico homeopata com título de especialista pela Associação Médica Brasileira e especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela Associação Médica Brasileira que se dedica a pesquisas na área de Agro-homeopatia.

Perguntado sobre como funciona a Agro-Homeopatia, Gerson Vitor Dalmolin argui que “vem a ser o uso dos ensinamentos de Samuel Hanemann, fundador da homeopatia e seus princípios que o regem, e permite o uso de medicamentos preparados segundo a farmacopeia homeopática, na agricultura, pecuária, avicultura, suinocultura. Com o intuito de obtenção de sanidade e maior qualidade, agro-fitossanitária e sustentabilidade“.

Sobre como a agro-homeopatia surgiu e qual tem sido, neste período, seu desenvolvimento, se manifestou “agro-homeopatia surgiu com pesquisas de vários autores anônimos, que vem fazendo experimentos com preparados homeopáticos, que aos poucos vão apresentando os seus trabalhos para a sociedade.

Sobre qual o cenário da agro-homeopatia no Brasil e como ela vem se desenvolvendo nos últimos anos e quais são, em sua opinião, os desafios que ainda devem ser superados, Gerson Vitor Dalmolin disse “no Brasil ainda é tímido, pois o ceticismo e a cultura pelo uso de agrotóxicos são muito grandes. A agro-homeopatia é um novo modelo, que entra em conflito com o modelo atual, que partes de um sistema devem ser exterminados, para que o resultado final financeiro e quantitativo seja vantajoso, sem ver a outra parte do sistema que vem sofrendo várias consequências no âmbito do ecossistema e na saúde de todos os seres vivos. O resultado final que satisfaça a sociedade em todos os aspectos, econômicos, sustentabilidade e qualidade agro-fitossanitária”.

Questionado sobre as pesquisas e experimentos na área de agro-homeopatia na Universidade Estadual de Mato Grosso, referiu “venho fazendo experimento há sete anos. Mas tudo começou com a ideia de desenvolver um medicamento que aumentasse a resistência do organismo humano, mandei fazer o preparado homeopático que chamei de GG-RIL, e usei nas potências 6CH, 15 CH e 30CH, mas a utilização em seres humanos de forma experimental era muito complexa. Optei por fazer os experimentos na minha horta, com brócolis, cenoura, cebolinha verde e alface. Percebi que estes vegetais tinham um bom desenvolvimento e não sofriam com as pragas, normais deles, que sempre necessitavam de algum inseticida ou fungicida. Os insetos estavam presentes, porém não provocavam infestação e também não causavam danos a estas plantas. Também se observou que a massa e a altura destas plantas eram maiores que o lado testemunha, em que não usei o medicamento homeopático. Devido a este fato, os experimentos foram se estendendo para outros vegetais e o resultado se repete sempre”.

Continua ele “tive grande dificuldade para que este trabalho fosse feito em uma instituição de ensino, no setor específico de Agronomia. No ano passado, um jovem estudante do primeiro ano que teve interesse de fazer estas pesquisas no setor de Agronomia da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, mandou o projeto na qual foi classificado para desenvolver estas pesquisas com preparados homeopáticos, inclusive o GG-RIL. Desenvolver o trabalho já é um grande avanço. Em um ano já tivemos resultados positivos e também novas descobertas dos preparados homeopáticos. Conseguimos medir as suas potências e também a melhor atuação entre elas. Mas a dificuldade maior está no setor financeiro, pois todos os gastos inerentes aos experimentos foram orçados por mim, e continua este dilema, não consegui, neste período todo, alguma entidade ou empresa que financiasse este evento”.

Perguntado sobre as conquistas e quais são as perspectivas e expectativas manifestou a maior conquista é a comprovação de que o preparado homeopático teve o resultado de aumentar a resistência da planta e sua massa de forma homogênea e o controle de pragas. As perspectivas são de um novo modelo na agricultura brasileira, onde existam alimentos saudáveis, preservação do meio ambiente e a sustentabilidade.

Referência:

http://www.ecomedicina.com.br/site/conteudo/entrevista28.asp

 

Dr. Roberto Naime, Colunista do Portal EcoDebate, é Doutor em Geologia Ambiental. Integrante do corpo Docente do Mestrado e Doutorado em Qualidade Ambiental da Universidade Feevale.

Sugestão de leitura: Civilização Instantânea ou Felicidade Efervescente numa Gôndola ou na Tela de um Tablet [EBook Kindle], por Roberto Naime, na Amazon.

 

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 08/03/2018

[cite]

 

[CC BY-NC-SA 3.0][ O conteúdo da EcoDebate pode ser copiado, reproduzido e/ou distribuído, desde que seja dado crédito ao autor, à EcoDebate e, se for o caso, à fonte primária da informação ]

Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate, ISSN 2446-9394,

Caso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta enviar um email para newsletter_ecodebate+subscribe@googlegroups.com . O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.

O EcoDebate não pratica SPAM e a exigência de confirmação do e-mail de origem visa evitar que seu e-mail seja incluído indevidamente por terceiros.

Remoção da lista de distribuição do Boletim Diário da revista eletrônica EcoDebate

Para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para newsletter_ecodebate+unsubscribe@googlegroups.com ou ecodebate@ecodebate.com.br. O seu e-mail será removido e você receberá uma mensagem confirmando a remoção. Observe que a remoção é automática mas não é instantânea.

Top