A corrupção está no ‘DNA’ da política partidária brasileira, artigo de Tadêu Santos

 

artigo de opinião

 

Parte I
…mediante os fatos infelizmente a corrupção, a bandidagem, o apego à propina, ao suborno, à falsidade, à sacanagem, ao cambalacho, as atitudes ideologicamente reacionárias e ambientalmente degradantes, à máfia da mentira, do ódio, da violência e de outras maldades incrustadas na vida política deste país, estou cada vez mais indignado com a classe política deste país…!!!

O interessante é que ninguém admite, mesmo com toda roubalheira, quase que institucionalizada e comprovada pelas autoridades judiciais (Polícia Federal e Ministério Público) amplamente divulgadas na mídia nacional nas últimas décadas…

A cultura de querer tirar vantagem em tudo precisa ser combatida para que um dia o Brasil passe a ser um país sério e confiável, como são alguns países europeus e asiáticos que chegaram a um estágio invejável de qualidade de vida, com paz, harmonia, segurança e muita ética e seriedade!!!

Não bastam reformas pontuais, como a trabalhista e previdenciária, pois é preciso mais que isso, como uma profunda ‘’reforma política’’ que escolha um sistema de governança democrático, com raízes que sustentem os direitos sociais de todos, que sensibilize os corações e mentes de todos os brasileiros, de modo que possamos acreditar que um outro Mundo menos cruel é possível sim!!!

OBS. Não sou e nunca fui filiado a nenhum partido político, apenas um Cidadão preocupado com o futuro deste país. TS.

Parte II
A formação ideológica certamente está relacionada com a educação e experiência adquirida com o passar dos anos em nossas vidas. A partir deste status definimos como nossa personalidade irá reagir às leis da contrariedade do sim e do não. Ou seja, da vida e da morte, do amor e do ódio, do bem e do mal, do amigo e do inimigo, da alegria e da tristeza e assim vai, em uma lista interminável de opções que devemos tomar a todo o momento. Por isso que muitas vezes tomamos atitudes que para os outros podem ser incompreendidas enquanto que a consideramos como normal, pois a decisão está contida nos cruzamentos de concepções e ideias que formam o nosso comportamento.

O manejo da tolerância é a arma mais adequada para aceitarmos as diferenças representadas nas contrariedades mencionadas, desde as fraquezas interiores até a convivência social na família, na comunidade e na interpretação de todos os milhares de dados e informações que veem as nossas mentes a cada segundo. Nesta turbulência cerebral surgem ideias e as externamos através de atos da livre expressão escrita e ou falada. Escolher entre assistir ao um filme ou uma peça de teatro, de caminhar na beira da praia ou ir pra uma academia, de torcer pelo time azul ou vermelho, curtir Blues/Jazz ou pagode, simpatizar e ou aderir a determinado partido político…

O escritor Voltaire deixou um sábio conselho pra Humanidade, alertando que mesmo ‘’que não venhamos a concordar com tudo que dizes, mas devemos defendê-los até a morte o direito de dizeres’’, mesmo que o que digas não possua conteúdo algum… ou seja totalmente insensato. Tenho adotado esta premissa ao longo das minhas caminhadas socioambientais nestes 66 anos de existência nesta região do sul do mundo chamado de Araranguá, SC, Brasil.

Volto a declarar que não concordo com o sistema partidário no país, que apresentam belos e atrativos princípios em prol da democracia, mas que na verdade não os praticam muito pelo contrário os ofendem a partir do momento que se elegem e passam a ter o domínio do poder… Isto é muito cruel e vergonhoso, uma farsa montada a cada eleição e todos os eleitores nada fazem para reverter este triste cenário da vida política deste glorioso país Brasil… É foda, desculpem-me a figura da expressão, mas é f*** mesmo!!! TS

Parte III
A operação Lava Jato não conseguirá encontrar nas ‘’caixas pretas’’ da anunciada tragédia na política brasileira todas as falcatruas, fraudes e crimes em virtude da insuficiência de profissionais competentes e disponíveis na Polícia Federal e no Judiciário, incluindo procuradores e juízes atuantes, independentes e imparciais.

O antro de corrupção está além do que imaginamos, pois estão pegando apenas os peixes grandes, mas por este Brasil afora existem milhões de oportunistas que usam a política partidária para enriquecer fácil e ilicitamente. Antes do mensalão já existia a famigerada ‘Lei de Gerson’ na formação cultural das pessoas e, nos partidos, que é a mania de tirar vantagem em tudo…!

O cenário político do Brasil é extremamente preocupante por não haver uma perspectiva de melhora a curto e médio prazo. Receamos e nos amedrontam os possíveis nomes que poderão disputar a presidência da República deste imenso e glorioso país, com votos de procedência duvidosa e insustentáveis. Este sistema presidencialista parece não funcionar então porque não tentar o parlamentarismo, adotado em vários países, com índices satisfatórios de gestões transparentes…!?

Discordo do exagerado fanatismo petista pelo Lulismo Chavista Madurolista, me assusta a crescente idolatria à violência Nazifacista do idiota Bolsonarismo, me preocupa a temerosa política econômica da elite brasileira com o Temerismo (e seus aliados) e os baderneiros radicais e extremistas sem ideologia definida… Esquerda direita, direita esquerda, todos são portadores da ganância infecciosa pelo poder político e econômico deste país. Pena que não existem mais cineastas como Costa-Gravas para registrar as maracutais da máfia política que causam enormes rombos ao erário público com prejuízos a sociedade.

Algo muito transformador precisa acontecer para alcançarmos ‘’justiça social’’ no Brasil e no resto do Mundo. Nossos ‘’corações e mentes’’ precisam ser reorientados para uma nova concepção de vida!!! A ambição capitalista destrói princípios de equilíbrio social e o ‘’inverso de capitalismo’’, que não é o comunismo e nem o socialismo (no meu entender), também destrói princípios de equilíbrio social. Raros países no mundo apresentam reduzidos índices de desequilíbrio social, econômico e ambiental, pois a grande maioria apresentam comprovadas injustiças em todos os aspectos ‘geo-sócio-políticos’.

Faz-se estrita e urgentemente necessário uma campanha para eleger pessoas de boa índole, éticas e cidadãs, que comprovadamente tenham um histórico dedicado às causas sociais. Definitivamente as pessoas precisam entender que Política não é Comércio, não é Negociata, não é Mercantilismo!!!

Um outro mundo é possível sim, desde que a educação seja o pilar de tudo, que a formação intelectual do indivíduo seja o fator orientador dos objetivos para conviver em uma sociedade justa, humanista e igualitária, sem guerras, violência, fome, ódio, corrupção, fanatismo, radicalismo/extremismo…

Concluindo, me declaro apartidário e contrário às políticas de estado, porém me considero um adepto a teoria de um sistema social democrata (não comunista, mas socialista), baseado nas premissas Marxistas (por isso batizei meu filho, em 1976, em plena ditadura militar, com o nome de Marx), onde não haja a exploração do homem pelo homem e nem a sutil e ingrata ‘’mais valia’’, ou seja, contra qualquer tipo de alienação e exploração social e ambiental, condições arbitrárias e enganosas, que promovem criminosa injustiça social. TS

Tadêu Santos é Ativista Ambiental

in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 16/06/2017

"A corrupção está no ‘DNA’ da política partidária brasileira, artigo de Tadêu Santos," in EcoDebate, ISSN 2446-9394, 16/06/2017, https://www.ecodebate.com.br/2017/06/16/corrupcao-esta-no-dna-da-politica-partidaria-brasileira-artigo-de-tadeu-santos/.

 

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5 comentários em “A corrupção está no ‘DNA’ da política partidária brasileira, artigo de Tadêu Santos

  1. Prezados
    O Eco Debate é um espaço político ou é sobre o Meio Ambiente?

  2. Prezado Vicente Lassandro Neto,

    O EcoDebate é um site socioambiental, que trata de cidadania e meio ambiente.

    Temas políticos tem significativo impacto nas questões ambientais, tanto em relação às políticas públicas, como no modelo predatório defendido pela maioria dos partidos, a soldo do capital, bastando ver o quanto o meio ambiente é ‘moeda de troca’ na compra de apoio partidário.

    Logo, o tema é relevante para o meio ambiente.

    Atenciosamente

    Henrique Cortez, editor

  3. Concordo plenamente com a posição do Sr. Santos, mas me permito fazer os seguintes comentários:
    a) Entendo que poderíamos ter um sistema político do tipo SOCIALISMO DEMOCRÁTICO, sem os dogmas da esquerda histérica e da direita egoísta e insensível onde poucos tem muito e muitos tem pouco;
    b) Direito a todos a saúde, educação e moradia;
    c) Uma imprensa livre;
    d) Direito a propriedade particular;
    e) Sistema político com pluripartismo, jamais uma ditadura de partido único;
    f) Direito de ir e vir sem a intervenção do estado;
    g) Direito de expressão, sem a vigilância do estado;
    h) Destituição do atual congresso e convocação de novas eleições, não permitindo que todos os congressistas contaminados por qualquer ato de corrupção sejam novamente candidatos; i) O combate a corrupção deve ser estendida de uma forma firme a todos os poderes, inclusive o judiciário; e
    j) mandato de 5 anos sem direito a reeleição em todos os níveis.

  4. Prezados
    O homem é apequenado demais para fazer qualquer coisa de modo a prejudicar não só o meio ambiente, como todo o ambiente. É muita ousadia para ZERO de capacidade

    Sds

    Vicente

  5. Concordo que a primeira coisa que precisamos é de políticos éticos, o que não temos. Enquanto a corrupção é ambidestra, a ética não é plataforma de todos os partidos… pelo contrário, parece não ser de nenhum.

    Mas quanto ao parlamentarismo… hei, as pessoas estão surtando com a possibilidade de Michel Temer cair e termos o que a Constituição prevê hoje em dia nesse caso: uma eleição indireta. Acha mesmo que tornar TODAS as eleições para presidente em eleições indiretas é a solução? Pois basicamente, é isso o parlamentarismo: ao invés de se ter um presidente eleito pelo voto direto, o primeiro-ministro (pois não pode ser chamado de presidente, mas é) é eleito pelo voto indireto e tem menos estabilidade de mandato.

    Não digo que seja um sistema ruim… pode ser ótimo, mas tudo depende da qualidade do congresso. E como população, nós mal e mal prestamos atenção no nosso voto para presidente, e quase ninguém se lembra de seu voto para o congresso (basta checar o fator básico: quantos se lembram do seu último voto para Deputado Federal e Senador?)

    Qual o problema que o parlamentarismo solucionaria? O único deles é que torna mais simples derrubar o presidente, mas com menos participação do voto direto do povo, o que para mim, é um problema pior. Prefiro nossos processos de impeachment, por mais que sejam longos e dolorosos. Raros, parece que não mais.

    Mas o problema principal que o nosso sistema político tem não é a dificuldade de se derrubar um presidente. É a dificuldade de se eleger um candidato para qualquer cargo sem que esse candidato gaste o que tem e o que não tem na campanha, e se venda facinho para quem pagar essas contas. Corrupção é lucrativa (retorno de 4 reais para cada 1 “investido”) para os ricos e poderosos, e “necessária” para se eleger, pois campanhas são caras.

    Tem gente que propõe o voto distrital para “resolver” isso, mas o voto distrital não resolve esse problema (basta ver as eleições nos EUA, bem mais caras que as nossas… aliás, não conheço país com voto distrital e SEM eleições caras) e causa uma infinidade de outros (a não ser para Amapaenses, Rorraimenses e Acreanos, o voto distrital e sua cota vizinho só causam problemas).

    Eu proporia uma solução mais simples, afetando o problema diretamente: LIMITE MÁXIMO DE GASTOS DE CAMPANHA. Toda campanha teria um limite máximo de gastos, que, ao invés daquela fórmula escabrosa do TSE seguiria uma fórmula mais simples: o limite máximo de gastos da campanha é a soma dos valores que a pessoa irá receber de salário pelo seu cargo durante o mandato se eleito. Porque se a pessoa estiver disposta a gastar mais do que o que ela vai, em tese, receber, já há algo de errado.

    “Mas isso limitaria os gastos de uma campanha para presidente em, no máximo, um milhão de reais, seiscentos mil e uns quebrados!” É, eu sei, parece muito pouco considerando as campanhas de hoje. Mas compra viagens pelo Brasil, um site decente e uns videos estilo youtuber… e é isso aí. Até nossa paciência seria menos testada na época das eleições. E com um limite de campanha baixo, que pessoas normais poderiam ter condições de conseguir até via crowndfunding se necessário, as chances de uma pessoa HONESTA se eleger aumentam consideravelmente.

    Para evitar caixa 2, o que traria de novo os excessos do poder econômico e corrupção para as eleições, esse limite máximo de gastos teria que ser estrito. Se ultrapassado, perda de cargo automática. Algumas concessões como “um artista fazer um show para o político sem receber cachê, por acreditar na sua mensagem” poderiam existir, mas se demonstrado que o político excedeu o limite de gastos, o mandato deveria ser cassado, sem choro nem vela, sem discussão sobre de onde veio o dinheiro… só ter dinheiro a mais já seria o problema, e já anula o mandato, restringindo direitos políticos pelos 8 anos tradicionais do nosso Direito.. Para saber se o crime é pior e merece também cadeia pode haver mais discussão, mas a perda de mandato deveria ser sumária mesmo.

    Eu acho que isso resolveria o grande problema do nosso sistema político com simplicidade. Iria causar rebu entre os políticos e desemprego entre os publicitários, mas não tenho dó não. Mas a bem da verdade, isso é só um exercício teórico, pois uma medida dessas, simples e com boas chances de ser efetiva, e que limitaria MUITO as chances de corrupção dos políticos (especiamente se colocando a parte mais necessária, da perda de mandato sumária se o político for flagrado tendo gasto mais do que deve) tem zero chance de ser passada algum dia no Brasil.

Comentários encerrados.

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