Homicídios de ambientalistas na América Latina chegam a 122, denuncia jornal do Vaticano; o Brasil é o país mais perigoso

 

IHU

Pode-se morrer de clima, e não apenas por causa da poluição. Os ativistas que defendem o ambiente, muitas vezes comprometidos com o combate de interesses que os dominam, arriscam a vida. Em 2015, foram assassinados 185 no mundo, 122 deles na América Latina.

A reportagem é do jornal L’Osservatore Romano, 17-05-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Quem divulgou os dados foi a organização internacional Global Witness, que, em 10 anos, documentou 1.176 assassinatos de militantes ecologistas em todo o mundo.

Aqueles que lutam pelo respeito do nosso planeta – denuncia a Global Witness – muitas vezes não gozam de qualquer tipo de proteção, nem midiática nem de segurança, e também atacam interesses de grupos muito poderosos, lobbies e multinacionais, ou do crime organizado.

Na América Latina, o Brasil é o país mais perigoso para os ativistas. Os atingidos são os militantes envolvidos nas negociações nos grandes projetos de infraestrutura e os índios que lutam pelo respeito das suas terras.

Os autores do relatório apontam que, muitas vezes, as investigações sobre os homicídios são muito superficiais e só chegam a afetar, no melhor dos casos, o autor material do assassinato, e não aqueles que estão por trás, os mandantes.

(EcoDebate, 22/05/2017) publicado pela IHU On-line, parceira editorial da revista eletrônica EcoDebate na socialização da informação.

[IHU On-line é publicada pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos Unisinos, em São Leopoldo, RS.]

 

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