Casos de conjuntivite em crianças são mais comuns no verão, alerta especialista

 

saúde

 

Água do mar, cloro da piscina e protetores solares podem levar ao desenvolvimento da conjuntivite

Quando os olhos das crianças ficam vermelhos, coçam e produzem secreções os pais ficam em alerta: é a conjuntivite chegando. Segundo a oftalmopediatra, Dra. Marcela Barreira, a conjuntivite é a inflamação que atinge a conjuntiva, uma membrana fina que reveste a parte branca dos olhos. O principal sintoma é a vermelhidão. Em geral, é causada por vírus, bactérias ou ainda por alérgenos, como pó e substâncias químicas.

“Além de vermelhidão ocular, a criança pode apresentar inchaço no olho, coceira, ardência e secreção. Normalmente, os dois olhos são afetados. É comum ainda que ao acordar, a criança tenha dificuldade para abrir os olhos por conta da secreção acumulada durante a noite”, explica a médica.

De acordo com Dra. Marcela, a conjuntivite alérgica é muito comum nessa época do ano, por conta do contato com cloro da piscina, água do mar e produtos como o protetor solar, que podem irritar os olhos. A conjuntivite causada por vírus e bactérias também tem maior incidência no verão.

Veja algumas dicas importantes:

  • Jamais use qualquer tipo de colírio sem antes consultar um oftalmopediatra
  • A conjuntivite viral pode durar até 15 dias, porém não necessita de tratamento medicamentoso
  • A conjuntivite bacteriana deve ser tratada com colírios antibacterianos, devidamente prescritos por um médico e o tratamento dura cerca de sete dias
  • A conjuntivite alérgica pode ser tratada com medicamentos antialérgicos, porém é preciso identificar a causa da alergia para afastar a criança da mesma (cloro, produtos cosméticos, etc.)
  • Tanto a conjuntivite viral quanto a bacteriana são altamente contagiosas, portanto se a criança já frequenta a escola, não deve ir até ter melhorado
  • Em casa é preciso tomar certos cuidados para não infectar os outros familiares, como lavar bem as mãos, usar álcool gel depois e evitar contato com as secreções oculares
  • No período de tratamento a criança não deve tomar banho de piscina ou de mar para não piorar a condição

Dra. Marcela Barreira
Médica graduada pela Universidade Federal do Paraná. Realizou Residência Médica em Oftalmologia no Hospital Angelina Caron. Recebeu o título de Oftalmologista pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e também foi aprovada pelo International Council of Ophthalmology.

Colaboração de Leda Sangiorgio, in EcoDebate, 17/01/2017

 

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