Rio de Janeiro: Lagoa Rodrigo de Freitas está sem monitoramento de qualidade de água

 

Por Nanna Pôssa, da Radioagência Nacional

Um dos cartões-postais do Rio de Janeiro, a Lagoa Rodrigo de Freitas está sem monitoramento em tempo real da qualidade da água há quase um mês.

 

Lagoa Rodrigo de Freitas (Igor/WikimediaCommons/CC)
Lagoa Rodrigo de Freitas (Igor/WikimediaCommons/CC)

 

O contrato com a empresa que realizava a coleta e análise da água acabou e o último boletim com o diagnóstico completo foi divulgado no dia 7 de dezembro do ano passado.

O documento traz as condições das comunidades aquáticas, se está própria para atividades desportivas e informações sobre o nível de oxigênio, organismos fitoplanctônicos e a presença de esgoto.

O biólogo Mário Moscatelli alerta que o período de maior risco para a mortandade de peixes é justamente o verão.

Para o biólogo Mário Moscatelli é fundamental controlar o nível de oxigênio e evitar desastres.

O secretário municipal de Conservação e Meio Ambiente, Rubens Teixeira, diz que assim que assumiu o cargo, nesta semana, pediu para à Fundação Instituto das Águas do Município (Rio-Águas) fazer o controle diário do nível de oxigênio.

O Secretário disse que ainda não há prazo de quando o boletim completo da Lagoa Rodrigo de Freitas voltará a ser divulgado, mas que a ordem é diminuir o orçamento.

O Plano Municipal de Contingência da Lagoa Rodrigo de Freitas determina que uma sonda multiparamétrica instalada em ponto central, envie a cada meia hora informações do oxigênio dissolvido, temperatura, PH e salinidade, por exemplo. A análise deve ser divulgada diariamente no site da prefeitura.

O decreto prevê a avaliação completa de amostras de água coletadas duas vezes por semana, em seis pontos da lagoa.

O serviço de monitoramento e análise era realizado pela Tecma Tecnologia em Meio Ambiente desde 2011 e o contrato foi encerrado no final de dezembro. A sonda foi retirada da lagoa.

 

in EcoDebate, 10/01/2017

 

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