Refrigerante é o ‘novo tabaco’, diz especialista

 

Criança bebendo refrigerante. Foto: Skeeze / Pixabay / CC

 

Especialistas alertam para consumo exagerado e dependência, já apontando para os principais males gerados pela bebida

O alto consumo de refrigerante em todo o mundo rendeu à bebida o título de “novo tabaco”, considerado empecilho na busca por uma vida saudável. Nos Estados Unidos, por exemplo, as políticas públicas voltadas ao combate da obesidade proibiram a venda do produto em escolas do ensino fundamental.

Diante da crítica aos males do consumo, as grandes produtoras de refrigerantes têm ligado o sinal de alerta com a queda nas vendas, uma vez que já se substituí o refrigerante por derivados como água mineral, chás e bebidas energéticas.

No Brasil, a Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas do Ministério da Saúde realizou em 2014, uma pesquisa telefônica que constatou uma queda de 20% no consumo de refrigerantes, nos últimos seis anos. Porém, o consumo ainda é alto, pois 21% dos entrevistados afirmaram consumir a bebida ao menos cinco vezes por semana.

Uma portaria interministerial, criada pelo o Ministério da Saúde e Ministério da Educação em 2006, preconiza uma alimentação mais saudável nas escolas brasileiras. Porém, a implantação dessa legislação não apontou, até o momento, uma melhora significativa na alimentação escolar.

De acordo com Edeli Simioni de Abreu, professora de gastronomia e nutrição da Universidade Presbiteriana Mackenzie, os refrigerantes escondem inúmeros componentes que podem ser prejudiciais à saúde: além da grande adição de açúcar, o alto teor de sódio e ácido fosfórico (bebidas sabor cola), corantes artificiais e químicas em geral são amplamente prejudiciais à saúde.

Segundo a especialista, os problemas vão de obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e renais a osteoporose (em longo prazo) e doenças renais. Ainda, a quantidade de químicas e açúcares corrói o esmalte dos dentes e também pode dar úlcera e gastrite.

Já os refrigerantes acondicionados em latas de alumínio contêm internamente resina chamada bisfenol (BPA), o qual tem sido associado a problemas hormonais que podem levar à infertilidade. “O melhor a se fazer é evitar o consumo de refrigerantes e substituí-los por água, água de coco ou suco de frutas natural. O consumo de outras bebidas industrializadas como sucos artificiais, néctar de frutas, chás, bebidas energéticas e águas gaseificadas e aromatizadas podem esconder os mesmos componentes e ser tão prejudiciais quanto os refrigerantes. Além disso, dão a falsa sensação de saúde ao consumidor”, completa a professora.

in EcoDebate, 08/12/2015

 

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in EcoDebate, 08/12/2015

 

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Alexa

6 comentários em “Refrigerante é o ‘novo tabaco’, diz especialista

  1. Concordo em todas as dimensões. Lamento sempre parecer chato ou estraga-prazeres sempre que diplomaticamente se registram estes fatos…

    Abs…

    RNaime

  2. A diferença entre o refrigerante e o tabaco é que enquanto o tabaco prejudica quem não fez a escolha de fumar também (sendo alérgica a uma das 4,7 mil substâncias nocivas do cigarro, sou lembrada disso quase que diariamente, a cada vez que a minha garganta fecha como se eu estivesse sendo estrangulada porque alguém está fumando a menos de 20m de distância), o refrigerante prejudica apenas a pessoa que está bebendo o refrigerante.

    A comparação melhor seria que o refrigerante é como a carne. Em altas doses, ( e parte do problema é que não parecem tão altas assim culturalmente, ele faz mal à saúde). A sua fabricação traz danos ambientais (ligados principalmente ao volume de refrigerantes produzidos no mundo). Mas fora isso, não vão machucar quem não tenha escolhido bebê-los (e nisso se diferenciam até do álcool, pois não é comum que pessoas fiquem violentas depois de beber uma garrafa de guaraná, mas substitua o guaraná por pinga e…).

    Há uma dose de vício em seu consumo? Definitivamente, depois de um mês sem se tomar Coca-cola, o primeiro copo tem um gosto horrível. Mas não é um vício que possa ser comparado à fissura do tabaco.

    E francamente, é uma escolha. Sim, eu SEI que refrigerantes têm efeitos na saúde. Eu USO esses efeitos, toda vez que tomo uma lata de Coca-cola para diminuir a dor de cabeça causada pela alergia. A combinação de cafeína, teobromina e açúcar da Coca-cola são uma das coisas mais eficientes e menos nocivas (a opção com nível de eficiência mais próximo no meu organismo é a dexametazona) para me fazer ficar minimamente funcional após uma crise alérgica.

    E não tenho vergonha dessa escolha, nem ignorância dos seus efeitos. Ao tomar uma lata de Coca-cola não estou prejudicando ninguém ao meu lado (exceto na medida que o consumo prejudica o meio-ambiente, válida para quase tudo), ao contrário do que pessoas fumando cigarro (ou maconha. Quer ficar doidão sem prejudicar ninguém, coma um brownie e não dirija depois) estão fazendo.

  3. Prezada Mariana,
    O refrigerante tem uma dose alta de malefícios.
    É a primeira vez que vejo alguém tomar Coca Cola para combater alergia.
    Seu médico sabe disso?

  4. Oi Paulo,

    Sim, a minha médica sabe. Todas as três (endocrino, nutróloga e alergologista).

    Coca-cola, antes de ser um refrigerante, era um remédio. Continua sendo (a fórmula não mudou tanto assim) e continua funcionando. Como qualquer remédio, tem indicações e efeitos colaterais. Em termos de uso como remédio, os efeitos colaterais são bastante chochos, em termos de uso como alimento (tipo aquelas pessoas que chegam a tomar um litro de refrigerante por dia), como a dose é exagerada, os efeitos são consideráveis.

  5. Só para mostrar que não sou a única a fazer isso:
    http://www.quickanddirtytips.com/health-fitness/medical-conditions/how-to-treat-a-headache-without-drugs

    A Coca-cola é um ótimo exemplo de “caffeinated beverage” . O açúcar e a teobromina que ela também tem também agem diminuindo dores de cabeça (as três substâncias podem causar dor de cabeça na “síndrome de abstinência”, se tomadas em excesso, então é necessário um equilíbrio nisso).

Comentários encerrados.

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