Áreas Prioritárias para a Expansão da Dendeicultura no Estado do Pará: Uma Análise do Zondendê

ÁREAS PRIORITÁRIAS PARA A EXPANSÃO DA DENDEICULTURA NO ESTADO DO PARÁ: UMA ANÁLISE DO ZONDENDÊ E A OCORRÊNCIA DO AMARELECIMENTO FATAL DO DENDEZEIRO

Adriano Venturieri – Pesquisador A da Embrapa Amazônia Oriental, adriano@embrapa.br; Moises Mourão Junior – Pesquisador B da Embrapa Amazônia Oriental, moises.mourão@embrapa.br; João de Deus Barbosa Nascimento Jr – Analista A da Embrapa Amazônia Oriental, joao.nascimento@embrapa.br; Alessandra de Jesus Boari – Pesquisadora A da Embrapa Amazônia Oriental, alessandra.boari@embrapa.br; Rui Alberto Gomes – Pesquisador A da Embrapa Amazônia Oriental, rui.gomes@embrapa.br.

[EcoDebate]

RESUMO:

O desenvolvimento de um sistema produtivo sustentável, perene, com baixo impacto ambiental e elevado potencial socioeconômico no bioma amazônico sempre foi visto como um modelo ideal de desenvolvimento para a região. Nesse contexto, a implantação e expansão da cultura da palma de óleo foram impulsionadas e hoje representa uma das atividades agroindustriais com maior potencial de crescimento. A utilização de gorduras zero trans pela indústria de alimentos, a expansão na produção da matriz energética através da adoção de biodiesel e mais recentemente, a pressão internacional para redução de gases do efeito estufa resultantes da queima de combustíveis fósseis, contribuíram, nos últimos anos, para um crescimento na produção de dendê de aproximadamente 78% no Estado do Pará.

Neste contexto, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, Embrapa, realizou um grande esforço no sentido de desenvolver e validar uma metodologia, através do projeto intitulado Zoneamento Agroecológico da Cultura do Dendê – ZONDENDÊ, visando identificar as áreas mais propícias ao desenvolvimento agrícola da cultura no Brasil. Metodologia que leva em consideração aspectos relacionado ao clima, tipos de solos, restrição às áreas de floresta e unidades de conservação. O Zondendê mapeou áreas que apresentam diversos potenciais de produção, variando de acordo com maior ou menor adoção de tecnologia por parte do produtor agrícola.

Porém, mesmo com um cenário favorável de desenvolvimento para os próximos anos, a cultura do dendezeiro enfrenta o desafio de controlar o Amarelecimento Fatal (AF). Esta síndrome é responsável pela dizimação de milhares de plantas, proporcionando grandes prejuízos aos produtores. Diversos pesquisadores vêm conduzindo experimentos visando identificar o agente causal do AF, sem, no entanto, alcançar resultados definitivos até o momento.

Atualmente, as cultivares de híbridos intraespecífico de palma de óleo africana (E. guineensis) tipo Tenera, apesar de muito produtivos apresentaram suscetibilidade ao AF, resultando em milhares de hectares devastados pelo AF. Em contrapartida, os esforços de pesquisas validaram a resistência genética de híbridos interespecíficos entre a palma de óleo africana e o caiaué (E. guineensis x oleifera). Cultivares de híbridos interespecíficos vem sendo cultivados em áreas de ocorrência de AF e mesmo em replantio de áreas dizimadas pelo AF se mostraram resistentes, produtivos e economicamente eficientes para estas condições. Todavia, os cultivares de híbridos interespecíficos demandam polinização assistida, tendo maior custo de produção do que as cultivares tipo tenera.

SUMARY:

The development of a production system sustainable , perennial , low environmental impact and high socio-economic potential in the Amazon biome has always been seen as an ideal model of development for the region . In this context, the implementation and expansion of the culture of oil palm were driven and today represents one of the largest agro-industrial activities with growth potential . The use of zero trans fats by the food industry , the expansion in the production of the energy through the adoption of biodiesel and more recently , international pressure to reduce greenhouse gases from burning fossil fuels , have contributed in recent years , for growth in palm oil production of approximately 78 % in the State of Pará

In this context , the Brazilian Agricultural Research Corporation , Embrapa , conducted a large effort to develop and validate a methodology , through the project entitled Agro-Ecological Zoning of Culture Dendê – ZONDENDÊ , to identify the most favorable areas for agricultural development in culture Brazil . Methodology that takes into account aspects related to climate, soil types , restricted to forest areas and conservation units . The Zondendê mapped areas that have many potential production , varying more or less technology adoption by the farmer .

However , even with a favorable development for the coming years , the cultivation of oil palm faces the challenge of controlling the Fatal Yellowing ( AF ) . This syndrome is responsible for the decimation of thousands of plants , providing great losses to producers . Several researchers have conducted experiments to identify the causal agent of AF , without, however , reaching definitive results yet .

Currently , cultivars of intraspecific hybrids of African oil palm ( E. guineensis ) Tenera type , although very productive presented susceptibility to AF , resulting in thousands of hectares devastated by AF . In contrast , research efforts validated the genetic resistance of interspecific hybrids between the African oil palm and caiaué ( guineensis x E. oleifera ) . Interspecific hybrid cultivars are being grown in areas of occurrence of AF and even replanting areas decimated by AF were resistant , productive and cost effective for these conditions . However, cultivars of interspecific hybrids require assisted pollination , with higher production cost than the tenera type cultivars .

INTRODUÇÃO:

Objetivando analisar a ocorrência do AF nos municípios produtores de Dendê no Estado do Pará e as recomendações espaciais preconizadas no Zondendê, foi realizado levantamento em cento e quarenta propriedades e coletados dados sobre limites geográficos e ocorrência do AF. As informações foram integradas em um Sistema de Informação Geográfica (SIG), onde foi possível adicionar informações sobre textura dos solos, vegetação, altimetria, balanço hídrico, precipitação média, período mais seco, período mais chuvoso, temperatura média, entre outras. Após a intersecção espacial das variáveis, foram realizadas análises estatísticas, visando determinar a existência, ou não, de correlação entre a distribuição espacial do AF com as outras variáveis mapeadas. Os resultados mostraram que existe diferença significativa entre o balanço hídrico e a distribuição espacial do AF, o que é fortalecido quando analisamos o mapa de deficiência hídrica.

Por fim, ressalta-se que a maioria das áreas com condições edafoclimáticas preferenciais para a produção de cultivares tipo Tenera favorece a ocorrência do amarelecimento fatal. No entanto, foi possível delimitar uma região, a qual se denominou “Arco da Produção de Palma com cultivares Tenera do Estado do Pará – APPT”, identificadas no Zondendê como áreas “Preferencial” e “Regular”, para produção, porém sem registro de ocorrência do AF. Dessa forma, este estudo definiu regiões onde são recomendados plantios com maior segurança para cultivares tipo Tenera devido ao baixo risco de AF e regiões com alto risco de AF onde são recomendadas cultivares de híbridos interespecíficos, que são resistentes à esta doença. As metodologias utilizadas para este trabalho bem como os resultados na forma de mapa para as áreas indicadas são apresentadas a seguir.

MATERIAL E MÉTODO – ÁREA DE ESTUDO:

Para o desenvolvimento do trabalho foram utilizados dados obtidos de fontes variadas, tais como: zoneamento agroecológico para a cultura do dendê, informações georreferenciadas de produtores, dados climáticos do sistema de proteção da Amazônia (Sipam), base de dados do laboratório de sensoriamento remoto da Embrapa Amazônia Oriental e sistema compartilhado de informações ambientais do IBAMA (Siscom). Foram ainda utilizados cento e quarenta (140) pontos e propriedades com plantios de dendê, distribuídos em trinta e um (31) municípios nas mesorregiões Metropolitanos de Belém e Nordeste do Estado do Pará (Figura 1), onde atualmente localizam-se os produtores de dendê.

Fig. 1 – Localização das Mesorregiões Metropolitana de Belém e Nordeste Paraense

Fig. 1 – Localização das Mesorregiões Metropolitana de Belém e Nordeste Paraense

O trabalho inicial consistiu em identificar e espacializar as propriedades e os pontos obtidos para o estudo utilizando a interpretação de imagens de satélite, os mapas e as informações georreferenciadas fornecidas pelas empresas e produtores. Visando facilitar as análises estatísticas, todas as propriedades foram rotuladas com presença ou ausência do AF (presença – 1 e ausência – 0), independente do número de ocorrências, tamanho do plantio e localização das plantas.

Em um segundo momento, foi incorporado ao SIG as variáveis independentes que estavam disponíveis nas diversas bases de dados consultadas (textura dos solos, vegetação, altimetria, balanço hídrico, precipitação média, período mais seco, período mais chuvoso, temperatura média, entre outras).

A terceira etapa do processo foi à incorporação do Zoneamento Agroecológico do Dendê, Zondendê, nível de manejo C, ao banco de dados geográfico. De acordo com Embrapa (2010), o nível de manejo C “é baseado em práticas agrícolas que refletem um alto nível tecnológico. Caracteriza-se pela aplicação intensiva de capital e de resultados de pesquisas para manejo, melhoramento e conservação das condições das terras e das lavouras. A motomecanização está presente nas diversas fases da operação agrícola”.

Ainda de acordo com Embrapa (2010), o Estado do Pará apresenta quatro classes em relação ao potencial de produção caracterizadas dentro do Zondendê como:

Áreas Preferenciais: potencial alto, terras sem limitações significativas para a produção sustentada do dendezeiro. O clima apresenta déficit hídrico menor que 200 mm e até três meses secos consecutivos (<50 mm). Esse mínimo de restrições não reduz, expressivamente, a produtividade ou benefícios e não aumenta a necessidade de insumos e práticas mitigadoras acima de um nível aceitável.

Áreas Regulares: potencial médio a alto, terras com limitações moderadas para a produção sustentada do dendezeiro. O clima apresenta déficit hídrico entre 200 mm e 350 mm, com até três meses secos consecutivos (<50 mm). As limitações reduzem a produtividade ou os benefícios ou elevam a necessidade de insumos e práticas mitigadoras para aumentar o rendimento da cultura.

Áreas Marginais: potencial baixo, terras com limitações fortes para a produção sustentada do dendezeiro. O clima apresenta déficit hídrico entre 350 mm e 450 mm, com até três meses secos (<50 mm). Essas limitações reduzem a produtividade ou os benefícios ou, então aumentam os insumos necessários, de tal maneira que os custos somente seriam justificados marginalmente.

Áreas Inaptas: potencial muito baixo, terras com limitações muito fortes e clima desfavorável que as tornam inadequadas para a produção econômica do dendezeiro.

Como diretriz para este trabalho, somente as áreas “Preferenciais” e “Regulares” foram analisadas, pois a utilização de áreas marginais aumenta consideravelmente os custos de produção, inviabilizando, principalmente, a produção familiar.

Finalmente, para analisar os resultados foram realizados os testes Qui-Quadrado, teste de Correlação de Spearman, Teste de Contingência C e o Teste T de Student.

RESULTADOS E DISCUSSÃO:

O Zondendê elaborado pela Embrapa Solos mapeou um total de 230.485 km2 (23.048.510 ha) de áreas no estado do Pará distribuídos conforme quadro 1 e visualizados na figura 2 (mapa do Zondendê no Estado do Pará).

Quadro 1 – Distribuição das áreas para o plantio de Dendê do Estado do Pará

 

km2

ha

Preferencial

16.668

1.666.831

Regular

106.084

10.608.430

Marginal

8.109

810.902

Inapta

99.623

9.962.347

Total

230.485

23.048.510

 

Figura 2 – Mapa do Zoneamento Agroecológico do Dendê para o Estado do Pará.

Figura 2 – Mapa do Zoneamento Agroecológico do Dendê para o Estado do Pará.

No entanto, a partir do processo metodológico utilizado, ou seja, a sobreposição do Zondendê e das áreas sem ocorrência do amarelecimento fatal (AF), uma nova região foi identificada, formando o Arco da Produção de Palma para cultivares Tenera (APPT) (figura 3).

Fig. 3 – Localização do Arco da Produção de Palma com cultivares Tenera (APPT) e Zoneamento Agroecológico do Dendê.

Fig. 3 – Localização do Arco da Produção de Palma com cultivares Tenera (APPT) e Zoneamento Agroecológico do Dendê.

No APPT podem ser cultivados cultivares tipo Tenera que são suscetíveis ao AF com maior segurança, devido ao menor risco de incidência do AF nesta região. No APPT foram identificados 11.385, 76 km2 (1.138.576,40 ha) de áreas com potencial para produção do dendê e menor risco de incidência do amarelecimento fatal. Deste total, 235,51 Km2 (23.551,4 ha) correspondendo a 2,07% do APPT estão localizados na área caracterizada como “Preferencial” dentro do Zondendê. Os 11.150,25 km2 (1.115.025,00 ha) restantes, que correspondem a 97,93% do total do APPT estão localizados nas áreas caracterizadas como “Regulares”.

As regiões preferenciais e regulares segundo o Zondendê, que não estão localizadas no APPT, devem ser cultivadas com cultivares de híbridos interespecíficos resistentes ao AF, pois estas regiões têm médio a alto potencial produtivo e maior risco de incidência do AF.

Através da combinação entre as áreas indicadas pelo Zondendê no Arco de Produção de Palma com cultivares Tenera e o mapa de uso da terra do Estado do Pará, foi possível identificar a composição da área antropizada. (Figura 4) (quadro 2).

Fig. 4 – Composição do uso da terra no Arco de Produção de Palma com cultivares Tenera (APPT).

Fig. 4 – Composição do uso da terra no Arco de Produção de Palma com cultivares Tenera (APPT).

Quadro 2 – Composição do Uso da Terra no Arco de Produção de Palma com Cultivares Tenera (APPT)

 

USO DA TERRA

ÁREA (Km²)

ÁREA (ha)

ÁREA (%)

AGRICULTURA

479,31

47.931,20

4,21

AGROPECUÁRIA

4.534,31

453.431,10

39,82

EXPLORAÇÃO FLORESTAL

7,20

719,50

0,06

PECUÁRIA

2.730,33

273.033,30

23,98

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

3.634,61

363.461,00

31,92

Total

11.385,76

1.138.576,00

100,00

 

Através da análise do quadro 2, pode ser observado que 39,82% da área se encontram com o uso “Agropecuária”. De acordo com Venturieri et al. (2010), nesta classe, a agricultura tradicional é realizada de forma simultânea ao subsistema de pastagens para criação extensiva de gado tanto em áreas de várzeas quanto de terra firme. Relacionada, também às áreas de assentamento da reforma agrária, esta classe ocorre, ainda, em antigas regiões de ocupação espontânea, caracterizada pelo predomínio da agricultura familiar, acrescida de uma pecuária de subsistência.

Ocupando uma área menor, porém expressiva, representando 31,95% do APP encontra-se a classe “Vegetação Secundária”. De acordo com Venturieri et at. (2010), esta classe abrange a regeneração natural, advinda de processos antrópicos que causaram corte raso da floresta. Observada em diferentes níveis sucessionais, as capoeiras surgem após o abandono de áreas utilizadas para agricultura, além das técnicas inadequadas de manejo de pastagens, que propiciam a degradação das mesmas através de invasão de plantas pioneiras.

A classe pecuária, formada exclusivamente de pastagens visando à criação de gado em regime extensivo, ocupa 23,98 do total do APPT.

Percebe-se que somente 4,21% do total do APPT são áreas recobertas por agricultura perene, associada normalmente às culturas do dendê e do côco.

Diante dos dados obtidos, pode-se afirmar que o Estado do Pará apresenta um potencial para expansão da cultura do dendê em áreas antropizadas. Vale destacar que o setor produtivo projeta uma expansão para 300.00 hectares de plantio para os próximos anos e que esta meta poderá ser alcançada utilizando, principalmente, as áreas de vegetação secundária.

A opção de priorizar as áreas de vegetação secundária em detrimento as áreas de “agropecuária” e “pecuária” deve-se ao fato das duas apresentarem sistemas produtivos instalados, abrangendo tanto a agricultura familiar, quanto propriedades especializadas na atividade pecuária. Por outro lado, a implantação de plantios em áreas de vegetação secundária representa a reincorporação de áreas abandonadas ao setor produtivo, reduzindo a pressão pela derrubada de novas áreas de floresta primária, contribuindo assim, para a redução do desflorestamento da Amazônia.

CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES:

Utilizando o zoneamento do AF e o zondendê, o Estado do Pará poderá traçar uma estratégia mais segura para expansão da palma de óleo, uma vez que o zondendê caracteriza regiões em função do potencial de produção da cultura e o zoneamento do AF fornece base para o manejo varietal de cultivares de híbridos intraespecíficos tipo Tenera, assim como cultivares de híbridos interespecíficos.

Para novos plantios com cultivares tipo Tenera, são recomendadas as áreas disponíveis nos limites do Arco de Produção de Palma com cultivares Tenera, pois os dados obtidos mostraram que existe certa resistência ao estabelecimento do Amarelecimento Fatal nesta região.

Para plantios com cultivares de híbridos interespecíficos, deverão ser observadas as recomendações preconizadas pelo Zondendê, priorizando as áreas “Preferenciais” e “Regulares”, sem restrição de limites geográficos.

Atualmente, as empresas produtoras adotam o plantio de híbridos interespecíficos em áreas de alto risco de ocorrência do AF e as cultivares tipo tenera são preferidas em condições com baixo risco de ocorrência do AF. Dessa forma, é importante determinar regiões com maior e menor risco de incidência do AF para direcionar o manejo varietal da cultura.

A recomendação atual para a dendeicultura paraense, segundo reunião realizada pelo comitê de Manejo Integrado de Pragas (MIP) Dendê, realizada em 2010 é a seguinte:

– Em áreas afetadas pelo AF deve ser realizado replantio com cultivares de híbridos interespecíficos.

– Áreas vizinhas de focos de AF devem ser plantadas com híbridos interespecíficos.

No entanto, devido ao maior custo de produção, estes cultivares devem ser utilizados preferencialmente em regiões com maior risco de AF devido à sua resistência, ou seja, fora do APPT, pois esta região deve ser cultivada preferencialmente com cultivares tipo Tenera.

– O plantio de cultivares de Elaeis guineensis deve ser realizado em áreas distantes de focos de AF. Porém, algumas informações não foram consolidadas, como a dimensão exata da distância de focos tomada como segurança e a demanda por zoneamento do AF.

Dessa forma, o zoneamento do AF é uma ferramenta muito útil para tomadas de decisões e para embasar a expansão da cultura da palma de óleo no estado do Pará com maior segurança agronômica.

AGRADECIMENTOS

A equipe agradece a colaboração das empresas Marborges, Denpasa, Agroplama, Yossam e a Palmasa pelo envio das informações referentes à ocorrência, ou não, de AF.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGOPECUÁRIA – EMBRAPA. ZONEAMENTO AGROECOLÓGICO DO DENDEZEIRO PARA AS ÁREAS DESMATADAS DA AMAZÔNIA LEGAL: Embrapa. Relatório Síntese. Rio de Janeiro, 2010. 44p.

VENTURIERI, A.; BARCELAR, M.D.; SAMPAIO, S.M.; SANO, E. E.; JUNIOR, M.M. Relatório do Mapeamento do Uso e Cobertura da Terra da Calha Norte e Leste do Estado do Pará. In: Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Pará. Embrapa. 2010. (in press).

ANEXO

Qualificação das áreas antropizadas dos municípios localizados no Arco da Produção da Palma com cultivares Tenera (APPT).

 

MUNICÍPIO

USO DENDÊ ARCO

AREA(Km²)

AREA(%)

COLARES

AGROPECUÁRIA

4,58

49,21

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

4,72

50,79

Total

9,30

100,00

SANTO ANTÔNIO DO TAUÁ

AGRICULTURA

0,01

0,01

AGROPECUÁRIA

70,51

69,62

PECUÁRIA

11,86

11,71

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

18,90

18,66

Total

101,28

100,00

VIGIA

AGRICULTURA

7,92

6,99

AGROPECUÁRIA

64,50

56,89

PECUÁRIA

13,23

11,67

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

27,72

24,45

Total

113,36

100,00

SAO CAETANO DE ODIVELAS

AGRICULTURA

5,58

5,92

AGROPECUÁRIA

60,14

63,84

PECUÁRIA

14,69

15,60

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

13,80

14,65

Total

94,21

100,00

CASTANHAL

AGRICULTURA

0,11

0,12

AGROPECUÁRIA

83,77

88,69

PECUÁRIA

0,02

0,02

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

10,56

11,18

Total

94,45

100,00

TERRA ALTA

AGROPECUÁRIA

42,86

86,81

PECUÁRIA

0,01

0,02

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

6,50

13,17

Total

49,37

100,00

SÃO FRANCISCO DO PARÁ

AGROPECUÁRIA

81,47

61,04

PECUÁRIA

28,73

21,52

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

23,28

17,44

Total

133,48

100,00

IGARAPÉ-AÇÚ

AGRICULTURA

0,56

0,23

AGROPECUÁRIA

181,20

76,48

PECUÁRIA

31,00

13,08

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

24,16

10,20

Total

236,92

100,00

 

 

NOVA TIMBOTEUA

AGROPECUÁRIA

141,68

90,27

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

15,27

9,73

Total

156,95

100,00

SANTA MARIA DO PARÁ

AGROPECUÁRIA

84,45

89,26

PECUÁRIA

0,00

0,00

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

10,17

10,74

Total

94,61

100,00

PEIXE-BOI

AGROPECUÁRIA

17,24

86,92

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

2,60

13,08

Total

19,83

100,00

BONITO

AGRICULTURA

85,04

18,02

AGROPECUÁRIA

320,65

67,93

PECUÁRIA

25,74

5,45

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

40,57

8,59

Total

471,99

100,00

CAPANEMA

AGROPECUÁRIA

0,75

8,91

PECUÁRIA

7,42

88,17

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

0,25

2,92

Total

8,41

100,00

SÃO MIGUEL DO GUAMÁ

AGROPECUÁRIA

25,65

93,33

PECUÁRIA

0,09

0,32

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

1,74

6,34

Total

27,48

100,00

TRACUATEUA

AGROPECUÁRIA

0,10

3,72

PECUÁRIA

2,35

88,25

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

0,21

8,03

Total

2,66

100,00

OURÉM

AGRICULTURA

0,09

0,02

AGROPECUÁRIA

328,17

81,15

PECUÁRIA

8,11

2,01

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

68,02

16,82

Total

404,38

100,00

CAPITÃO POÇO

AGROPECUÁRIA

1.449,19

70,41

PECUÁRIA

176,00

8,55

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

433,08

21,04

Total

2.058,27

100,00

IRITUIA

AGROPECUÁRIA

161,20

81,94

PECUÁRIA

18,21

9,26

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

17,31

8,80

Total

196,73

100,00

 

 

GARRAFÃO DO NORTE

AGRICULTURA

2,60

0,27

AGROPECUÁRIA

643,62

67,46

PECUÁRIA

8,94

0,94

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

298,90

31,33

Total

954,06

100,00

NOVA ESPERANÇA DO PIRIÁ

AGROPECUÁRIA

3,44

3,44

EXPLORAÇÃO FLORESTAL

0,45

0,45

PECUÁRIA

73,44

73,46

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

22,65

22,66

Total

99,97

100,00

AURORA DO PARÁ

AGROPECUÁRIA

180,46

66,62

PECUÁRIA

20,40

7,53

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

70,02

25,85

Total

270,88

100,00

IPIXUNA DO PARÁ

AGROPECUÁRIA

386,51

24,09

EXPLORAÇÃO FLORESTAL

2,39

0,15

PECUÁRIA

810,05

50,49

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

405,52

25,27

Total

1.604,47

100,00

PARAGOMINAS

AGROPECUÁRIA

83,22

30,86

PECUÁRIA

86,07

31,92

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

100,35

37,22

Total

269,64

100,00

TOMÉ-AÇÚ

AGROPECUÁRIA

43,04

4,04

EXPLORAÇÃO FLORESTAL

4,26

0,40

PECUÁRIA

652,05

61,16

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

366,83

34,41

PECUÁRIA

0,00

0,00

Total

1.066,18

100,00

ACARÁ

AGRICULTURA

38,36

36,39

AGROPECUÁRIA

7,69

7,29

PECUÁRIA

15,40

14,61

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

43,95

41,70

Total

105,40

100,00

TAILÂNDIA

AGRICULTURA

250,32

21,72

AGROPECUÁRIA

25,04

2,17

EXPLORAÇÃO FLORESTAL

0,10

0,01

PECUÁRIA

522,72

45,35

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

354,49

30,75

Total

1.152,67

100,00

 

 

MOJU

AGRICULTURA

88,26

8,95

AGROPECUÁRIA

32,88

3,33

PECUÁRIA

202,84

20,57

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

662,04

67,14

Total

986,02

100,00

IGARAPÉ-MIRI

AGRICULTURA

0,47

0,46

AGROPECUÁRIA

1,48

1,47

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

98,76

98,06

Total

100,71

100,00

CAMETÁ

AGROPECUÁRIA

2,70

1,52

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

174,79

98,48

Total

177,49

100,00

MOCAJUBA

AGROPECUÁRIA

5,82

2,01

PECUÁRIA

0,98

0,34

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

283,53

97,66

Total

290,33

100,00

BAIÃO

AGROPECUÁRIA

0,33

0,97

VEGETAÇÃO SECUNDÁRIA

33,93

99,03

Total

34,26

100,00

 

EcoDebate, 23/10/2013


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