MT: Alcopan, usina de açúcar, álcool e biodiesel, é processada por trabalho escravo

 

trabalho escravo

 

Ação do Ministério Público do Trabalho pede pagamento de R$ 700 mil e falência da usina

A Alcopan, usina de açúcar, álcool e biodiesel no Mato Grosso, foi flagrada mantendo 23 funcionários em condições análogas à escravidão. Eles estavam na unidade da empresa no distrito de Chumbo, próximo à cidade de Poconé. Fiscalização conjunta entre o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Superintendência Regional de Trabalho e Emprego (SRTE) e a Polícia Civil encontrou os trabalhadores.

Ação movida pelo MPT e pelo Ministério Público Estadual (MPE) pede a decretação de falência da usina, além da liberação de cerca de R$ 700 mil para o pagamento dos salários atrasados de 139 empregados.

“Encontramos uma situação de total irresponsabilidade na administração da Alcopan. Na fiscalização, pouco mais de 40 funcionários operavam a planta industrial da empresa, quando a atividade exige mais de 140 empregados”, contou o procurador do Trabalho Rafael Rodrigues, que participou da operação, na qual foi verificada, ainda, falta de manutenção dos equipamentos e sucateamento do maquinário.

Caso haja a liberação dos R$ 700 mil, a prioridade no recebimento das verbas será dos trabalhadores resgatados, o que permitirá a reparação dos danos causados e o retorno deles às cidades de origem.

A usina, que está em processo de recuperação judicial, faz parte do Grupo Zulli. Em março de 2009, decisão da Justiça do Trabalho do estado obrigou a companhia a vender parte de seus bens para assegurar o emprego de cerca de 2 mil trabalhadores, empregados nas oito empresas do grupo.

Fonte: MPT em Mato Grosso

EcoDebate, 14/08/2012

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