Manifestantes em São Paulo pedem que Dilma vete novo Código Florestal

 

Um protesto contra o Código Florestal convocado pelas redes sociais na internet reuniu dezenas de manifestantes na tarde de sábado (3/3) no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista. Segurando panos verdes nas mãos, os manifestantes posicionaram-se de forma a escrever a frase “Veta, Dilma”, que podia ser lida do alto por curiosos que pararam sobre o Viaduto do Chá para observar o protesto.

“Estamos à véspera de votação do novo Código Florestal. E a ideia é que todos os estados se mobilizem na campanha ‘Veta, Dilma’. Na quarta-feira [7], em Brasília, vamos fazer uma manifestação com várias entidades para pedir que a presidenta Dilma Rousseff cumpra o que foi prometido na eleição, de vetar o Código Florestal”, disse Beloyanis Monteiro, coordenador de Mobilização da organização não governamental SOS Mata Atlântica.

Um dos pontos mais criticados pelos manifestantes com relação ao Código Florestal diz respeito à anistia para os que desmataram ilegalmente. “Um exemplo de anistia é nos mangues. Quem fez qualquer tipo de ocupação de mangues até 22 de julho de 2008 não precisará recompor o mangue e ainda poderá manter a atividade”, criticou Basileu Alves Margarido Neto, do Instituto Democracia e Sustentabilidade, que faz parte do Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável.

Segundo Margarido Neto, a aprovação do Código Florestal, da maneira como ele está, vai induzir a novos desmatamentos no país. “Aprovando o texto da forma como está, mesmo esse do Senado, que é ruim, mas melhor que o da Câmara [dos Deputados], que é um desastre, certamente teremos um crescimento significativo do desmatamento”, disse.

O projeto que altera o Código Florestal (PL 1.876/99) foi aprovado na Câmara no ano passado. Como o Senado modificou o texto aprovado pelos deputados, a proposta será votada novamente pela Câmara na próxima terça-feira (6). Depois, segue para a sanção da Presidência da República.

Reportagem de Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 03/03/2012

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