Diagnóstico dos Resíduos Sólidos Agrossilvopastoris no Brasil, Parte 2 – Inorgânicos, artigo de Antonio Silvio Hendges

 

[Ecodebate] O Plano Nacional de Resíduos Sólidos – versão preliminar disponível no site do Ministério do Meio Ambiente (www.mma.gov.br) traz um diagnóstico dos resíduos sólidos agrossilvopastoris inorgânicos no Brasil. Foram avaliadas as embalagens de agrotóxicos, fertilizantes, insumos farmacêuticos veterinários utilizados nas criações de bovinos e aves, resíduos sólidos domésticos e o esgotamento sanitário rural. O Brasil é atualmente o país com maior consumo de agrotóxicos com 700 mil toneladas e vendas de sete bilhões de reais por ano. As embalagens de agrotóxicos são consideradas como resíduos perigosos e apresentam riscos elevados de contaminação ambiental dos solos e águas, animais e seres humanos. As Leis 7.802/1989 e 7.974/2000 regulamentada pelo Decreto 4.074/2002 responsabilizam todos os segmentos envolvidos diretamente com a utilização dos agrotóxicos: fabricantes, revendas, usuários e poderes públicos devem destinar adequadamente estas embalagens.

Em 2002 foi criado pelas indústrias fabricantes de produtos fitossanitários o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias – INPEV, que coordenou desde sua fundação a retirada de 168 mil toneladas de embalagens de agrotóxicos em todo o país e calcula que em 2010 as embalagens primárias que entram em contato com os produtos foram recicladas em 95%. Embora o Brasil tenha bons instrumentos e uma eficácia acentuada na logística reversa das embalagens de agrotóxicos, há uma disparidade na sustentação econômica: o INPEV tem um investimento no programa de R$ 430 milhões e um retorno de somente 17% dos custos de destinação aos recicladores conveniados.

Em relação às embalagens de fertilizantes não há legislação ou programas que incentivem a destinação correta e as estatísticas sobre este assunto são praticamente inexistentes. As projeções são baseadas no fato de que o Brasil é o quarto consumidor de nutrientes para formulação de fertilizantes com 24,5 milhões de toneladas comercializadas em 2010, principalmente em sacas de 50 kg e big bags de polietileno de 1 e 1,5 toneladas. Com estes dados foi estimada uma produção de 64,2 milhões de embalagens/ano sem nenhuma destinação ambiental adequada. Com as embalagens de medicamentos veterinários também não há nenhuma ação concreta de destinação adequada. A legislação dispõe sobre a fiscalização dos produtos e indústrias, comércio e emprego dos medicamentos veterinários, mas não estabelece regras para o destino das embalagens vazias (Decretos 467/1969; 1662/1995; 5.053/2004). Atualmente existem alguns projetos de leis que pretendem regulamentar a logística reversa das embalagens veterinárias em um sistema similar as dos agrotóxicos.

Existem atualmente 7.222 produtos de uso veterinário autorizados para comercialização, destacando-se as vacinas, antibióticos e parasiticidas com vendas de R$ 3 bilhões. A bovinocultura de corte e leite é responsável por 55% e a avicultura por 15% do mercado veterinário brasileiro. Para a pecuária, estima-se em 26,3 milhões de ampolas/ano de vacinas contra febre aftosa, clostridiose, raiva, brucelose e leptospirose e 7,4 milhões de embalagens/ano de antiparasitários. A avicultura deixa 10 milhões de ampolas/ano de vacinas contras as doenças de Marek, Gumboro, Newcastle e coccidíase em vidros com média de 2000 doses.

Quanto aos resíduos sólidos domésticos nas áreas rurais, constatou-se uma tendência de aumento em sua produção tornando-se semelhante aos resíduos sólidos urbanos. A expansão da eletricidade, a generalização dos hábitos de consumo contemporâneos e o acesso facilitado às cidades tornam as comunidades rurais produtoras de resíduos como plásticos, pneus, pilhas, aparelhos eletroeletrônicos, lâmpadas, embalagens em geral. Como somente 31,6% dos domicílios rurais são atendidos por sistemas de coleta, 70% queimam, enterram, depositam em terrenos baldios que formam lixões rurais, jogam em rios, açudes e igarapés. Se considerarmos uma população de 30 milhões nas áreas rurais e a geração subestimada de 0,1 kg de resíduos sólidos/dia é 1,1 milhões de toneladas/ano. Mas se tomarmos como referência os municípios com até 20 mil habitantes que produzem 0,44 kg de resíduos/dia e considerarmos a tendência de aumento dos resíduos rurais, são 5 milhões de toneladas/ano. Os esgotos sanitários nas áreas rurais brasileiras atingem somente 25% dos seus habitantes de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, tornando a situação bastante precária. Considerando um consumo de 90 litros de água/dia/habitante são produzidos aproximadamente 72 litros de esgoto/dia/habitante, com 2,2 milhões de m³ de esgoto doméstico rural/dia e 800 mil m³/ano de matéria orgânica.

Segmento

Resíduos produzidos/ano

Agrotóxicos

31.266 toneladas de embalagens/ano

Fertilizantes

64,2 milhões de embalagens/ano

Insumos farmacêuticos veterinários
Bovinocultura (55%):
Vacinas: 26,3 milhões de embalagens/ano
Antiparasitários: 7,4 milhões de embalagens/ano
Avicultura (15%):
Vacinas: 10 milhões de embalagens/ano
Resíduos sólidos domésticos rurais

1,1 milhões a 5 milhões de toneladas/ano (50% orgânicos e 50% inorgânicos)

Esgotamento sanitário rural

2,2 milhões de m³/dia;

800 mil m³/ano de matéria orgânica.

 

Resíduos sólidos inorgânicos produzidos nas atividades agrossilvopastoris. Fonte: Plano Nacional de Resíduos Sólidos – Versão preliminar

Antonio Silvio Hendges, articulista do Portal EcoDebate, é Professor de Biologia; assessoria em resíduos sólidos e tecnologias, tendências ambientais e educação ambiental. Email: as.hendges@gmail.com

 

Nota do EcoDebate: em relação ao mesmo tema, sugerimos que leiam, também, o artigo “Diagnóstico dos Resíduos Sólidos Agrossilvopastoris no Brasil, Parte 1 – Orgânicos

EcoDebate, 09/02/2012

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2 comentários em “Diagnóstico dos Resíduos Sólidos Agrossilvopastoris no Brasil, Parte 2 – Inorgânicos, artigo de Antonio Silvio Hendges

  1. Prezado Sr. Antonio Silvio Hendges

    Quanto à composição química, só há dois tipos de lixo, o orgânico e o inorgânico

    O lixo orgânico, onde se destaca os restos de comida, os copos e sacos plásticos, papel, madeira, embalagens de agrotóxicos e restos hospitalares, por terem a energia do Sol armazenada, deve ser queimado, pelas prefeituras, em termelétricas, para aproveitar a energia nele contida, transformando-a em energia elétrica, para consumo próprio ou injetando numa rede existente. A queima deve ser em locais específicos com a utilização de filtros apropriados para a fumaça e para as partículas. As cinzas resultantes da queima devem ser oferecidas aos agricultores da região.

    Há que se entender que o gás carbônico, resultante desta queima, é benéfico para o meio ambiente pois, além de amenizar o aquecimento global, posterga o fim da vida na Terra.

    O lixo inorgânico, como as baterias, latas de alumínio, de ferro e outros metais mais, se economicamente viável, deve ser reciclado. Caso contrário, ele deve ser triturado e lançado ao mar que é a LIXEIRA NATURAL DO PLANETA. Como o lixo inorgânico tem maior densidade que a água, ele, SIMPLESMENTE, afundará.

    Com este procedimento terminam os aterros sanitários e aproveitamos a energia contida no lixo orgânico. Mas muitas pessoas se preocupam com os catadores de lixo e com aqueles que trabalham nesta atividade de selecionar o lixo.

    Querer manter atividades de catadores de lixo é querer perpetuar a miséria e uma atividade NADA DIGNA. Essas pessoas deverão, aos poucos, serem instruídas e alocadas em atividades menos NÃO NOBRES. Desde quando catar lixo é atividade DIGNA. Para sobreviver, ainda vai, mas como objetivo é uma lástima, é de uma pobreza ÍMPAR.

    Povo instruído é aquele que, após consumir energia, se escolariza, fica rico, gera seu lixo, separa o inorgânico do orgânico e o leva para os locais apropriados. Fora disso é tudo ilusão e ficção sem a solução real do problema. E para ser instruído tem que consumir energia. Dúvidas no telefones abaixo ou pelo e mail vilanet@terra.com.br.

    Atenciosamente

    Vicente Lassandro Neto
    GEÓLOGO, ECOLOGISTA, Engenheiro em Petróleo, Engenheiro em Segurança no Trabalho, Naturista e Enófilo

    Telefones no horário de Trabalho – 08:00 até 18:00 horas
    Sistema Nacional – 0XX71 3348-4252

    À LUZ DOS ATUAIS PARADIGMAS, SE TENTAR MELHORAR, COM CERTEZA, ESTRAGA – Vicente L. Neto.

    À LUZ DE NOVOS PARADIGMAS, SEM TENTAR MELHORAR, COM CERTEZA, MELHORA – Vicente L. Neto.

    E, PARA OS CONVICTOS, A UTOPIA É VIÁVEL – Vicente L. Neto

    “A BELEZA E A VITALIDADE SÃO PRESENTES DA NATUREZA PARA AQUELES QUE VIVEM AS SUAS LEIS” Leonardo da Vinci.

    “SE, A PRINCÍPIO, A IDEIA NÃO É ABSURDA, NÃO HÁ A MENOR CHANCE PARA ELA” Albert Einstein.

  2. Prezado Sr. Antonio Silvio Hendges

    ÁGUA POTÁVEL E ESGOTOS

    Há um equívoco generalizado permeando a mente de pessoas privilegiadas e formadoras de opinião quando o assunto envolve o planeta Terra, a água e os humanos onde uma das frases que mais se ouve é a seguinte:

    A ÁGUA VAI ACABAR

    Trata-se de uma afirmação cômica, não fosse ridícula e, tecnicamente, errada. Vamos por partes, como diria o esquartejador.

    1 – VOLUMES DE ÁGUA EXISTENTES NO PLANETA TERRA

    LOCAL NATUREZA VOLUME EM Km3
    MAR SALGADA 1.372.000.000
    GELEIRAS CONTINENTAIS DOCE – GELO 23.000.000
    SUB SOLO DOCE – CORRENTE 450.000
    RIOS E LAGOS DOCE – CORRENTE 50.000
    AR – VAPOR DOCE – VAPOR 15.000
    TOTAL 1.395.515.000

    RELAÇÃO – MAR / RIOS E LAGOS 27.440

    Fonte – Princípios de Geoquímica – Brian Mason – página 206

    Como, segundo a crença da humanidade, a água vai acabar, surge a seguinte pergunta: E para onde irá todo este volume de água, 1.395.515.000 Km3? É, exatamente, como o dilúvio. Água não faz escada. Como a arca de Noé atingiu o cume do pico de Ararat que tem 5.165 metros de altitude é de se imaginar que este volume de água cobriu todo o planeta Terra não ficando restrito à região do monte de Ararat.

    Uma casca esférica ao redor da Terra com 5.165 metros espessura tem um volume de 2.632.389.126 Km3, mais ou menos, quase, o dobro do volume de toda a água existente no planeta Terra. Vem, novamente, a pergunta. De onde veio e para onde foi toda a água do dilúvio ?

    Como se pode notar, são fatos, sistematicamente, citados mas que não resistem à uma simples análise técnica. Ficam, à luz dos paradigmas e conhecimentos atuais, sem respostas.

    Entretanto, quando a humanidade afirma que a água vai acabar, ela está querendo dizer que o acesso à água potável vai acabar pelo fato de que, a cada dia que passa, os riachos, rios e lagos ficarem mais sujos, poluídos, como conseqüência do lançamento, neles, dos esgotos domésticos e industriais e, pelo andar da carruagem, o problema não tem solução. Há um alarme que vai faltar água e muita gente vai morrer de sede. Precisamos e vamos acabar com este TERRORISMO HIDRO-AMBIENTAL.

    Como se pode notar, as fontes de água potável, próximas, vão terminar mesmo e teremos que ir buscá-la, cada dia, mais distante, quando em superfície, ou em subsuperfície, nos chamados aquíferos subterrâneos que exige a construção de poços, hoje rasos e amanhã mais profundos o que, em quaisquer dos casos, encarece o custo da água.

    Assim sendo, à luz dos paradigmas atuais, o problema não tem solução. Vamos morrer por falta de água ou teremos água muito cara cujo consumo será privilégio de ricos. Mas o problema é solúvel e, para tal, é preciso mudar paradigmas quando teremos água abundante, por tempo infinito, para toda a humanidade e independente do número de habitantes desta BOLA.

    Primeiro, temos que entender que o MAR é a LIXEIRA NATURAL da BOLA e ele é a maior usina de tratamento de esgotos, a custo zero, pois decanta os sedimentos e só permite a evaporação de água doce.

    Segundo, em lugar da captar a água cada vez mais distante deveremos lançar os esgotos, cada vez mais distante o que exige a construção de dutos que são, em última análise, os mesmos dutos que seriam usados na captação. Ganhamos com esta atitude pois não será preciso tratar os esgotos. O mar, gratuitamente, nos fará este serviço do tratamento. E, como dizia o artista, não me venham com CHORUMELAS. De um modo ou de outro, todos os esgotos, domésticos e industriais têm como destino o MAR mas só que de um modo não planejado.

    O lançamento do esgoto deverá ser feito junto às correntes marinhas em pontos onde elas se afastam dos continentes para não sujarmos as praias. Isso é feito hoje, por exemplo, na cidade de Salvador – Bahia, onde há dois emissários submarinos que operam sem problema algum. Um para parte do esgoto doméstico e industrial da cidade de Salvador e outro proveniente do Pólo Petroquímico da Cidade de Camaçari que lança, no mar, todos os resíduos líquidos industriais do pólo. Já está sendo preparado um terceiro, para esgoto doméstico.

    Assim sendo, a União e/ou os Estados têm que lançar grandes dutos, desde o interior do Brasil até pontos estratégicos ao longo da nossa costa. É assim que se inicia um projeto para nos livrarmos dos esgotos. Nestes pontos, junto à costa, irá chegar um grande volume de água e com uma pressão tal que poderá, em certos casos, acionar uma hidrelétrica. Exemplo semelhante a este é a famosa usina Henry Borden, na cidade de Cubatão em São Paulo.

    Agora viria outra pergunta. E não vamos poluir o mar ? Não, não vamos poluir a água do mar porque o volume de água do mar é 27.440 vezes maior do que o volume das águas dos rios onde nem toda ela é poluída.

    Esse dutos coletariam os esgotos domésticos e industriais das várias cidades por onde passariam. Este esgoto das cidades deve sofrer, apenas, um tratamento primário, filtração e mais nada. Nada de tratamentos químicos que são caros e de eficiência questionada. Esta separação primária é, apenas, para isolar a parte sólida da líquida. Como, normalmente, a parte líquida é a que está em maior quantidade sobra menos para a parte sólida o que facilita o seu gerenciamento.

    Quanto à esta parte sólida, se for de natureza orgânica, queima-se num local apropriado, junto com o lixo sólido, com uso de filtros especiais nas chaminés e podendo, a depender do volume, até gerar energia elétrica. As cinzas do processo da queima podem ser usadas como adubo.

    Se a parte sólida for de natureza não orgânica tenta-se reciclar ou, quando impossível, tritura-se até que se tenha partículas de tamanho reduzido para serem utilizadas em pavimentação, construção e outras destinações. Neste particular, como já dissemos, a criatividade humana é imbatível.

    Não devemos, jamais, lançar estas partículas finas nos dutos, junto com a fase líquida dos esgotos. Digo isto, pelo fato desta atitude criar a possibilidade de ocorrer a decantação desta parte sólida nas selas dos dutos, provocando redução do diâmetro do duto, dificultando o fluxo, podendo chegar ao entupimento.

    Com estas atitudes não vamos mais poluir a água dos rios próxima às cidades criando condições para que ela possa ser captada, em cada cidade, o mais próximo do centro urbano onde será consumida. Vamos captar uma água de melhor qualidade que, na maioria dos casos, dispensará qualquer tratamento químico. Uma simples decantação ou filtração para eliminação de sólidos em suspensão. Vamos buscar a água cada vez mais perto e lançar os esgotos, cada vez mais longe.

    Por outro lado, tratar os esgotos para permitir seu lançamento nos rios, além de caro, é prejudicial à saúde. Vejam o que acontece.

    A cultura atual é que lançamos no rio um esgoto tratado e tecnicamente perfeito. Numa outra cidade à jusante do local onde o esgoto foi lançado a água do rio será captada e tratada. Atualmente, as regras que normalizam a potabilidade da água dizem, as mais importantes, que a água para consumo humano, além de passar por uma rigorosa análise química, tem que estar isenta de coliformes fecais e não apresentar partículas em suspensão.

    Não há exigência alguma quanto à presença de fármacos na água porque a investigação sobre a existência destes fármacos é muito cara e mais caro, ainda, é o processo para sua eliminação caso ela seja, tecnicamente, viável.

    Nos dias de hoje não há esta preocupação com os fármacos e este fato já está causando problemas na Europa onde as águas do rio Ródano entram e saem do corpo humano em catorze oportunidades. Estão surgindo, lá nesta região, desarmonias inimagináveis na saúde das pessoas.

    Com o uso abusivo de remédios, pela população, o volume destes fármacos, nos esgotos, aumenta, dia após dia o que torna um perigo, para a população, o consumo desta “água tratada” onde os critérios de potabilidade são, em princípio, ausência de coliformes fecais e de sólidos em suspensão. Desarmonias, novas na saúde das pessoas, começaram a surgir na Europa deixando a classe médica numa situação difícil.

    Por enquanto é isso, mas não há muito mais para se escrever de modo a acabar com este terrorismo HIDRO- AMBIENTAL, involuntário e inconsciente. Esclarecimentos adicionais podem ser obtidos pelo “e mail” – vilanet@terra.com.br

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