Aterro sanitário tranformado em reserva natural atrai turistas em Cingapura

 

Aterro Pulau Semakau serve de reserva natural; local é aberto para turistas durante cinco dias da semana. Foto NYT
Aterro Pulau Semakau serve de reserva natural; local é aberto para turistas durante cinco dias da semana. Foto NYT

Quatro meses de espera é o tempo que leva para os turistas conhecerem um aterro sanitário em Cingapura, o Pulau Semakau, cujo número de visitantes triplicou nos últimos cinco anos, passando de 4.000, em 2005, para 13.000, em 2010.

Mas o local não é um lixão. É uma ilha artificial que lembra uma reserva natural, apesar das 9,8 milhões de toneladas de lixo incinerado que ficam a cerca de 30 centímetros abaixo da superfície. Reportagem em The New York Times.

A escassez de terra em Cingapura –menor do que Rhode Island (3.140 quilômetros quadrados)– levou o governo a desenvolver técnicas inovadoras para descarte de lixo.

Ao juntar duas pequenas ilhas com área quase igual ao Central Park, o governo criou o aterro, o primeiro depósito de lixo na costa de Cingapura que agora é uma atração popular.

Pescadores esportivos vêm durante o dia e astrônomos à noite para observar o céu longe das luzes da cidade. Grupos escolares têm permissão de entrar nas poças formadas pela maré para procurar anêmonas e estrelas-do-mar. De acordo com Ong, os passeios na faixa coberta pela maré são tão populares que estão reservados para quase o ano inteiro.

As instalações de US$ 360 milhões incluem um quebra-mar de 7 km feito de areia, pedra, argila e uma geomembrana de polietileno, que acompanha a periferia da ilha para impedir vazamentos.

O lixo incinerado do continente chega em barcaças e a cinza molhada é esvaziada em fossos para um dia serem cobertos de terra, onde palmeiras e outras plantas crescem naturalmente.

Converter aterros em áreas de uso público não é novidade. Em Nova York, o aterro Fresh Kills, em Staten Island, fechado em 2001, será reaberto como parque em torno de 2035.

Em 1994, o Japão transformou um velho aterro sanitário na região sudoeste de Osaka no Aeroporto Internacional de Kansai, o primeiro aeroporto marinho do mundo.

Porém, Semakau é o único aterro ativo que recebe lixo incinerado e industrial ao mesmo tempo em que dá suporte a um ecossistema florescente, que conta com mais de 700 tipos de plantas e animais e várias espécies ameaçadas.

“Mesmo operando um aterro, a biodiversidade continua a florescer”, diz Ong Chong Peng, gerente geral do local. “Queremos manter esse equilíbrio o máximo possível.”

Fauna e flora são tão preciosas em Semakau que o perímetro previsto do aterro foi alterado para garantir que duas florestas de mangue tivessem acesso à água doce com a mudança da maré.

Espécies protegidas como a garça Ardea sumatrana e tarambolas-da-malásia se reproduzem na ilha, e o ameaçado golfinho-corcunda-indopacífico foram vistos pelas redondezas.

Semakau também é o único aterro sanitário ativo que costuma incentivar visitas do público cinco dias por semana. Enquanto o lado oriental da ilha está cheio de espaços esperando para serem preenchidos, a porção oriental recebe espectadores desde 2005.

Neste ano, depois de mais de uma década em operação, o lado oriental da ilha está programado para desenvolvimento e pode começar a receber lixo já em 2015.

A Agência Nacional de Meio Ambiente, que mantém o local, prevê que, com os dois lados recebendo dejetos, o aterro ficará aberto até pelo menos 2045.

CRÍTICAS

A Agência Nacional de Meio Ambiente do país garante que o sistema único do aterro reduz o volume de lixo em 90%, acrescentando que 2% da energia de Cingapura são produzidos pelos quatro incineradores do continente.

Porém, os críticos reprovam um gerenciamento de lixo baseado inteiramente na incineração. Incineradores de larga escala, como os do país, têm períodos curtos de vida, às vezes de apenas dez anos, antes de necessitarem troca.

Para ambientalistas do Greenpeace, a incineração simplesmente transforma o problema do lixo num problema de poluição.

“O Greenpeace é contrário à incineração de lixo por ser uma grande fonte de substâncias cancerígenas como dioxina, além de outros poluentes nocivos, como o mercúrio, e compostos orgânicos voláteis”, explica Tara Buakamsri, diretor de campanha para o Sudeste Asiático.

Protestos públicos na Malásia e Indonésia ocorreram depois que o governo anunciou planos de construir novos incineradores. Já os filipinos os baniram em 1999 por causa dos riscos à saúde –mesmo ano em que o governo cingapurense passou a usá-los para operar o Semakau.

Também existe o pequeno, mas real, risco de que o lixo contamine o oceano.

Reportagem [Refuse Collects Here, but Visitors and Wildlife Can Breathe Free] do New York Times, no UOL Notícias.

EcoDebate, 31/08/2011

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3 comentários em “Aterro sanitário tranformado em reserva natural atrai turistas em Cingapura

  1. Trabalho a mais de vinte anos com gestão e manejo de resíduos sólidos, em prefeituras, com Estados e, nos últimos anos, com governo federal e organismos internacionais. A princípio pensava que era uma idéia razoável – “desaparecer, perder” a maior parte do lixo, e ainda gerar energia elétrica? Quem pode ser contra uma coisa tão bacana como essa? Mas, com o passar dos anos, leituras, debates, estudos, e a compreensão do quadro do saneamento no mundo e da gestão do lixo em nosso país, vejo com clareza o absurdo dessa proposição.

    Como uma coisa que parece tão boa pode ser tão ruim? É preciso estar atento a essa forma de tratamento de resíduos sólidos que, se reduz um problema – volume de resíduos a aterrar, cria outros, mais complexos e perigosos.

    Como em tudo o mais, o diabo mora nos detalhes. Argumentos e textos são do Dr. Paul Connet, Gaia, reflexões próprias- tudo disponível na Internet.

    Na defesa da incineração argumenta-se que, com o tempo, os atuais custos de disposição em aterros tendem a se elevar; que na Europa, EUA e Japão, há um numero significativo de unidades em operação; que a incineração contribui para a redução das emissões globais de gás carbônico e que pode apresentar vantagens ambientais comparada a outras tecnologias.

    Pra começo de conversa, a coordenação do Programa Brasileiro de Resíduos Sólidos é do Ministério do Meio Ambiente, que coordena as ações de diversos ministérios nesse tema (MCidades, Funasa, Ministério da Integração, entre outros…). Pois bem, O modelo tecnológico preconizado pelo MMA não contempla a incineração de resíduos sólidos com produção de energia – ainda que essa possa ser uma alternativa a ser adotada, conforme estabelecida na Política Nacional de Resíduos Sólidos.

    O MMA propõe a coleta seletiva, reciclagem da fração seca, compostagem da fração úmida e o aterramento dos rejeitos, associação de tecnologias vantajosas sobre vários aspectos e relacionadas a custos e riscos bem menos significativos que aqueles associados à incineração.

    Segundo a diretiva da comunidade Européia que regulamenta o uso de incineradores (Diretiva 2000/76/CE do parlamento europeu de 4 de Dezembro de 2000), “a incineração de resíduos perigosos e não perigosos, podem dar origem à emissão de poluentes do ar, da água e do solo e ter efeitos adversos na saúde humana(…)”. Veja só, é uma tecnologia de alto risco à saúde humana e ao meio ambiente.

    Costuma-se lembrar que em outros países a incineração é uma pratica popular e bem aceita. Nos Estados Unidos, Alemanha, Japão, França as tentativas de expansão desse sistema encontram forte resistência da população. Nos EUA, desde 1985, foram rejeitadas mais de 300 propostas para a instalação de incineradores. Na Alemanha, onde os incineradores são provavelmente melhor operados do que em qualquer outro lugar, apenas poucos incineradores foram construídos desde os anos 80. No início dos anos 90 havia mais de 500 grupos de cidadãos em oposição à incineração; na Baviera, mais de 1 milhão de cidadãos foram para seus municípios em 1991 para pedir a votação de uma nova lei relativa aos resíduos (Das Besserer Mullkoncept), que em essência proibiria completamente a operação de incineradores.

    Há um forte movimento contra a incineração na França, em parte porque eles encontraram níveis elevados de dioxinas no leite de vacas em lugares perto de várias instalações, bem como altas taxas de câncer e defeitos de nascimento.

    O Japão, por exemplo, que tem muitos incineradores em operação é o maior emissor mundial de Dioxinas. Essa substância acumula-se na gordura. Nas mulheres, ao longo dos nove meses de gravidez as dioxinas já acumuladas atravessam a membrana placentária e são transferidas para o feto. Assim, a maior concentração de dioxinas, inevitavelmente, passar para os mais frágeis e vulneráveis seres humanos.No Japão, assim como em outros países, nos garantiram, nos juraram de pés juntos, que as instalações nucleares eram seguras. Taí a realidade. Já nos disseram – os vendedores e promotores dos produtos que estão a vender – ou os que vendem seu prestígio – que a Talidomida era segura, que o cigarro não faz mal à saúde, que Fukushima é segura, que as emissoes veiculares não são um problema, que a economia da islândia está firme e sólida uma semana antes de ir à bancarrota.

    Mas o problema não são apenas as Dioxinas, que lentamente vão se acumulando nas pessoas, animais e meio ambiente Há outros subprodutos formados durante a incineração que sequer são conhecidos seus impactos sobre a saúde pública e o meio ambiente. E a cada ano, novos produtos são introduzidos no mercado.Temos mais de cem mil (cem mil!!!) produtos diferentes circulando pela economia. A cada ano são introduzidos outros milhares. A nanotecnologa está se desenvolvendo rapidamente. E a gente vai botar tudo isso junto e queimar? Não sabemos direito nem como as diversas substâncias se comportam sozinhas, quanto mais misturando umas com as outras. Não cabe precaução, num mundo onde todos os sistemas vitais estão decaindo, entre outras razões pelo envenenamento em doses homeopáticas do Homem e seu meio (Vejam o documento Apelo de Paris)?

    Incineradores de lixo contribuem com a poluição atmosférica, sobretudo por partículas muito pequenas, – uma alta proporção escapa dos filtros e são quimicamente reagentes (Statement of Evidence; Particulate Emissions and Health; Proposed Ringaskiddy; Waste-to-Energy Facility; Professor C. Vyvyan Howard MB. ChB. PhD. FRCPath.; June 2009) – e podem atingir as porções mais inferiores do trato respiratório, prejudicando as trocas gasosas; este material particulado inalável apresenta uma característica importante que é a de transportar gases adsorvidos em sua superfície até as porções onde ocorrem as trocas de gases no pulmão; esse material particulado inalável, é apontado como o poluente mais freqüentemente relacionado com danos à saúde; recente estudo sobre material particulado ultrafino produzido em processos de incineração recomendou enfaticamente sua não adoção (Statement of Evidence; Particulate Emissions and Health; Proposed Ringaskiddy; Waste-to-Energy Facility; Professor C. Vyvyan Howard MB. ChB. PhD. FRCPath.; June 2009).

    “Limites de Emissões” (que vivem a mudar) essa construção social (Ulrich Beck, Sociedad del riesgo) é uma novela a parte. Estudos mais recentes mostram que podem ser encontrados efeitos graves sobre a saúde mesmo quando os poluentes do ar se encontram dentro dos padrões de segurança (Poluição Atmosférica e seus Efeitos na Saúde Humana. Alfesio Braga, Luiz Alberto Amador Pereira, Paulo Hilário Nascimento Saldiva; Faculdade de Medicina da USP).

    Mas mesmo para as emissões que são parcialmente conhecidas é preciso que existam regras específicas, monitoramento adequado e forte controle para que se cumpram essas regras. Nas precárias condições de gestão dos resíduos dos municípios de São Paulo, e da maioria dos estados brasileiros, é bem provável que o controle rigoroso seja uma ficção. Eu vivo em Itanhaém, cidade do litoral sul do Estado de São Paulo. A Rhodia deixou aqui plantada nos anos 80, e em outros municípios da baixada santista, uma série de áreas profundamente contaminadas. O maior, o mais capacitado órgão ambiental de controle do País, somente agiu a posteriori. Isso a 30 anos atrás. Desde então, entgrou em voga, a mentira do “Estado Mínimo”, que vimos recentemente pra onde leva…; Educação mínima, CETESB mínima, e assim por diante…. Difícil confiar nesse contexto.

    Argumenta-se que a partir dos anos 90 houve um grande avanço nas tecnologias de filtrar os produtos (ao menos os conhecidos…) perigosos. Mas veja, os materiais não “somem”, se transformam (lembra de Lavoisier? Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma..); De um melhor controle das emissões dos gases decorre que mais metais pesados e dioxinas são transferidos para as cinzas. De três toneladas de lixo incinerado são geradas uma tonelada de cinzas perigosas, que devem ser destinadas a um aterro de resíduos perigosos.

    Então, por enquanto, aqui em São Paulo e em outros estados querem nos convencer a trocar a redução do volume de resíduos a ser aterrado pela produção de um menor volume de resíduos, mas perigosos?

    trocamos a redução do volume de resíduos a ser aterrado, pelo RISCO de estarmos produzindo subprodutos perigosos, como sistematicamente vem acontecendo? Trocamos a redução do volume de resíduos a ser aterrado pela poluição atmosférica por partículas ultra finas? Eu não aceito isso. Já passei da época de me interessar por quinquilharias e bugigangas “mudernas”.

    Mas, continuam argumentando os defensores dessa tecnologia, veja só, vai gerar energia elétrica. O problema é que a geração de energia a partir do lixo não é eficiente. Bem pouca eletricidade é gerada; reutilizando, reciclando ou compostando os mesmos materiais que seriam incinerados se economiza quatro vezes mais energia. Na perspectiva do aproveitamento energético de resíduos sólidos, a rota da reciclagem associada à digestão anaeróbica é superior à da reciclagem associada ao aproveitamento do gás de aterro e este, por sua vez, é superior à da reciclagem associada à incineração (NOTA TÉCNICA DEN 06/08 Avaliação Preliminar do Aproveitamento Energético dos Resíduos Sólidos Urbanos de Campo Grande, MS; Ministério das Minas e Energia, Empresa de Pesquisa Energética, Rio de Janeiro, novembro de 2008).

    Na Usina de Incineração de ISSEANE, localizada em Paris (França) e considerada a mais moderna da Europa, enquadrando-se em todas as exigentes regras impostas pela União Européia, apenas 15% do calor liberado é revertido em energia elétrica (Relatório de Atividade Anual Usina de ISSEANE 2009).

    Também não é correto afirmar que a incineração de lixo seja vantajosa do ponto de vista da emissão de gases de efeito estufa – GEE. A segregação de resíduos sólidos urbanos na fonte, seguida de reciclagem (para papel, metais, têxteis e plásticos) e compostagem / digestão anaeróbia (para resíduos putrescíveis) resulta no menor fluxo líquido de gases de efeito estufa em comparação com outras formas de tratamento de resíduos sólidos urbanos (Waste management options and climate change. Final report to the European Commission, DG Environment. Alison Smith; Keith Brown; Steve Ogilvie; Kathryn Rushton; Judith Bates; July 2001; AEA Technology).

    Mas não é só isso. O que a opção por uma tecnologia específica pode provocar…. Esse Diabo…

    Os impactos sócio econômicos da opção pela incineração de lixo são também importantes. A característica industrial dos incineradores e o alto custo das usinas impõem um modelo de negócios no longo prazo, com contratos de concessão de pelo menos 20 anos de serviço para unidades que podem durar até 100 anos. O setor público precisa garantir sua alimentação por pelo menos 40 anos (tempo mínimo de operação de uma usina desse tipo).

    Recentemente, a França se viu criticada por ter que importar lixo seco da vizinha Alemanha, para manter em funcionamento algumns de seus incineradores (Incineração de resíduos: contexto e riscos associados; Marcelo Negrão e André Abreu de Almeida; Fundação France Libertés).

    Se algum município decidir incinerar seu lixo ou participar de uma solução regional de incineração, estará se comprometendo à não reciclar uma boa quantidade de resíduos secos por todo o período de operação (40 a 100 anos), para manter a demanda de abastecimento da usina incineradora (Ibid).

    A necessidade de potencial calorífero para a incineração (PCI), conferido essencialmente por papel, madeira e embalagens, torna a reciclagem um obstáculo ao próprio modelo econômico das usinas de incineração. Quanto mais reciclados forem jornais, papeis e embalagens, menos lucrativos serão os incineradores e maior será o custo de garantia econômica para o poder público, ou seja, para o contribuinte (Ibid);

    A geração de postos de trabalho também não é significativa. O número de empregos gerados pela recuperação de materiais face aos gerados pela incineração são mais de 600 vezes maiores nos Estados Unidos e tende a ser maior no Brasil, onde a mão de obra é significativamente mais barata e onde há um extenso setor informal já atuando nessas atividades.

    Como diz o Dr. Paul Connet, “ainda que possa ser possível tornar a incineração segura, não é sensato. Não faz sentido gastar tanto dinheiro destruindo recursos que devemos compartilhar com o futuro. ” Aonde o Ministério Públicos? Aonde as universidades a debater esse tema? Aonde as pessoas a se posicionar?

  2. Muito interessante a disseração acerca de incineradores.

    No que tange aos riscos para a saúde e meio ambiente, de fato precisam ser melhor entendidos e equacionadas as formas de controle e redução.

    Entretanto, grande parte da argumentação se apóia no fato de ser mais vantajoso a reciclagem/compostagem dos resíduos do que a incineração.

    Mas isso é claro. Na gestão de resíduos começamos com o 3 Rs, reduzir, reutilizar, reciclar.

    Qualquer forma de tratamento térmico de resíduos, seja incinerador ou outra qualquer, somente entra na pauta quando não for possível, pela natureza dos resíduos, a sua reutilização ou reciclagem/compostagem.

    O tratamento térmico é a última opção, e não a primeira, como parece sugerir o artigo, e concorre com os aterros. Ou seja, o que seria destinado a aterros, é porque também não foi possível reciclar/compostar, ao contrário o gerador não pagaria para aterrar!!!

    Assim, fica o desafio de equacionar o riscos e seus controles, estudos mais aprofundados etc., mas não essa argumentação confrontando com os3Rs.

    E uma vez alcançado esse controle, a discussão fica entre tratar termicamente ou aterrar e, convenhamos, achar espaços apropriados para aterros, com o correto distanciamento de cursos d’água e lençóis subterrâneos têm sido difícil.

  3. Gostei mais do comentário do que do próprio artigo!!!Obrigadíssima Dan. Recém frequento o Ecodebate e tem sido muito importante para mim, que não conheço em profundidade os assuntos tratados, mas tenho aprendido bastante ao tempo que tenho aproveitado todas as oportunidades para divulgar as matérias para outras pessoas e assim dar minha humilde colaboração na educação dos demais. Continue compartilhando suas reflexões e conhecimentos. Abraços, Rita.

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