O ‘peso’ da consciência, artigo de Américo Canhoto

[EcoDebate] Nem sempre, ou quase nunca, vigiamos as verdadeiras intenções ao realizar escolhas no dia a dia.

A gulodice de nosso Ego costuma criar um sobrepeso em nossa consciência, difícil de ser eliminado.
Na maior parte das vezes, apenas teremos uma consciência bem mais leve que a atual, apenas após uma radical cirurgia moral; pois, a kharmaspiração das gordurinhas do Ego ou a antiga confissão; além de perigosa; pois a anestesia da mente nos tira os reflexos do bem pensar; daí continuamos sempre praticando as mesmas infrações ás leis da ética cósmica. Esse estilo de viver tapeando a culpa ainda mostra-se ineficaz sem o domínio do apetite dos desejos.

Na heróica tarefa de diminuir o peso na consciência para que nos emendemos, é preciso clareza no saber distinguir o que nos pertence; dos valores e problemas dos outros.

Como podemos afetar a vida dos outros com nossas escolhas?

Sempre que pensamos geramos um tipo de escolha que vai afetar a nossa realidade e a de outros, e o tempo todo as fazemos.

Nós devemos lembrar que há muitas maneiras de proceder e cada uma traz consigo de retorno as devidas conseqüências; se não sabemos sentir e intuir muito bem; e se é inevitável pensar, melhor que seja com mais atenção.

Braços cruzados frente ás tarefas da vida é um perigo: Mesmo quando decido não escolher estou decidindo e de certa forma permito que os outros escolham no meu lugar, isso, é uma forma de escolher, inadequada, mas é. E, as piores são sempre aquelas que impomos ou fazemos aos outros sem que eles exercitem o pensar. É como assinar promissórias em branco a desconhecidos, eternidade a fora.

Há escolhas e escolhas…

Algumas dificilmente passam desapercebidas como sobrepeso na consciência; pois trazem consigo fortes e pesadas conseqüências; devendo ser mais detalhadamente analisadas antes de sobrecarregar a consciência fazendo reter o lixo da culpa e do remorso.
Opções desatinadas como: fumar e construir um câncer; descuidar-se e praticar um aborto; não se precaver e adquirir AIDS…

Um sério entrave a manter uma consciência “enxuta” que interfe no estudo da básica lei de causa/efeito, é o conceito dietético da tal de atitude normal; já que descamba quase sempre na banalização, que fazemos a respeito de muitas escolhas produtoras de efeitos até chocantes; mas que, de tão comuns, passam a ser considerados pelas pessoas como algo “normal” – aquilo que todo mundo faz; estilo escolha diet, light, moderada, etc.

Ou o trivial na educação por exemplo: Tipo, escolha/controladora nas relações entre pais e filhos. Alguns pais querem controlar tudo na vida dos filhos desde o que e quanto comem, até o que e quando podem vestir, suas atividades, etc. O resultado são indivíduos pobres ao tomar decisões, sempre esperando que os outros escolham ou decidam por eles. Ou rebeldes sem causa que passam a ser do contra em tudo que lhes seja proposto ou solicitado. Eliminar o sobrepeso da culpa das pisadas na bola sem querer é mais fácil do que as crônicas do errar sabendo.

A informação excessiva e o conhecimento não praticado pesam demais na consciência. Engordam demais a culpa e o remorso.

Nesta altura da evolução, não há desculpas. Todos os aqui em progresso conhecem as leis básicas da ética cósmica; seja desta ou de outras aulas em 3D – mesmo os hoje borderline no discernir, já estão cansados de saber o que é certo e o que é errado.

O que fazer para perder peso na consciência?
Qual o melhor regime?

Ontem começou o verão e todo mundo vai querer desfilar por aí com uma consciência enxuta, esbelta; principalmente nas saídas do corpo; onde não dá prá esconder o sobrepeso…

Praticar a dieta dos Mestres é fácil:

– Se não puder ajudar não atrapalhe. Não se torne um “burrocrata” para não travar seu esbelto futuro e não precisar se arrastar nos “charcos umbralinos ” em 4D.
– Tente o jejum de críticas.
– Fale só o necessário e somente a verdade.
– Não dê palpites na vida dos outros; cuide da sua.
– Exercite o perdão.
– Pratique a caridade – é o exercício que mais faz perder as calorias do sobrepeso do Ego. O resultado é infalível.
– Evite as toxinas da culpa e do remorso.
– Livre-se da preguiça, das desculpas e justificativas.

Na dúvida sobre o que fazer; comece com a atitude de só fazer aos outros o que gostaria de receber das pessoas – a começar pelo pensamento; matriz de todos os distúrbios metabólicos do Egão.

Aviso: Na porta do inferno há uma tabuleta alertando: PROIBIDA A ENTRADA DE CONSCIÊNCIAS FELIZES LEVES E ESBELTAS.

Detalhe importante: Céu e inferno são portáteis. Cada um carrega o seu onde estiver…

Américo Canhotohttp://americocanhoto.blogspot.com/
: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Usa a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.

* Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 28/12/2010


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