Diminuição da tolerância à frustração, artigo de Américo Canhoto

[EcoDebate] Pode parecer brincadeira de crianças; mas, os últimos eventos na campanha presidencial servem de referência ao que vem pela frente; de 2011 em diante; conforme já detectamos no dia a dia e colocamos em vários artigos nos blogs.

Jogaram objetos no Serra e bexigas de água na Dilma – tanto faz que tenha sido uma bolinha de papel, um tijolo, uma granada ou um tiro – o que alerta para o perigo é a intenção; a liberação da agressividade na defesa dos interesses; sejam eles: pessoais, partidários ou de classes. Coisas que os dois conhecem muito bem; cada um do seu jeito…

Preparem-se todos; pois, o prognóstico não é dos mais favoráveis: Pessoas que pela sua posição e pelo atrativo que exercem no povão deveriam apenas cuidar para que as eleições e a democracia fossem preservadas – no caso o Exmo Sr Presidente da República deveria ter calado a sua santa boca e não ter falado nada para acirrar os ânimos; ao contrário, se quiser ser considerado um “estadista” como parece ser um dos seus sonhos (nada a ver com a construção do estádio do coringão para abrir a copa).

Deixando de lado a política; um tremendo erro; pois, ela é fundamental na vida humana; da atualidade, especialmente.
Besteira?

Nem tanto assim – seu maridão anda brochando? A culpa em parte é dos jornais e das novelas que ele assiste antes de marcar ponto.

As pessoas teleguiadas estão perdendo o tesão de viver muito rápido e fortemente; em virtude das notícias e dos desmandos dos que estão no poder; claro que isso, não a exime de culpa…

O pau vai comer em todos os tipos de relações (não se empolgue; apenas, no sentido de atritos, brigas e frustrações; apenas). O viagra era verde e amarelou…

Essa droga perigosa começou bem antes: O estilo de educação que predomina faz com que o adulto projete na criança seus desejos e até suas frustrações, tentando usá-la para compensar sua incompetência nas várias áreas da vida.

Dessa forma, projetiva a criança é estimulada a criar cada dia mais expectativas e objetos do desejo que mais pertencem aos adultos do que a ela: dia das crianças; aniversário; papai Noel; propina para estudar e passar de ano; propina para guardar seus brinquedos no lugar; propina para ganhar medalhas nas competições; propina para pedir a benção do vô e da vó; propina para bom comportamento; analgésico para qualquer dorzinha furreba. Para que ele próprio não se frustre o adulto evita a todo custo que a criança viva esse sentimento.

PROPINA NELA.

E o problema da falta de capacidade para definir de forma correta e realista expectativas e desejos torna-se crônico e a cada dia mais difícil de resolver.
No mundo das cobaias o que vale é a propina – sonho de consumo de todo candidato a FP.

Frustrado na primeira tentativa o indivíduo substitui com facilidade um desejo por outro.

A volatilidade dos desejos e metas das pessoas a cada dia aumenta.

Porém; ninguém ilude a lei de ação e reação; todos os efeitos das interferências que seu desejo gerou nas outras pessoas; e no ambiente, passaram a produzir efeitos que breve estarão de retorno, num incrível e insuportável círculo vicioso.

Cuidado turma do Amém Jesus.
Lembram da antiga lei do Javé (antes de Jesus): Quem com ferro fere; com ferro será ferido?

Pois é.
Nada a ver com carro antigo de pobre.

Todo cuidado é pouco.

Se Jesus voltar; Ele voltará com o saco cheio dessa cambada – e vai deixar o pau comer com ou sem terrorismo midiático tipo superbactéria ou de volta para o futuro com balas perdidas e achadas…

Estamos prestes a chegar a um ponto de ruptura.
Prestem atenção ao que rola no primeiro mundo…
Seremos a bola da vez?

Filho de quem?
Ou
Filiado a quem?

A guerrilha dos interesses está a todo vapor…

Américo Canhoto: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.

* Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 27/10/2010


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