Aprender a perdoar é um santo remédio, artigo de Américo Canhoto

Dr. Américo Canhoto
Dr. Américo Canhoto

[EcoDebate] Questão de freqüência – ressonância – sintonia. Na sua essência a atitude de perdoar é mais científica, prática e inteligente do que religiosa – pouco tem a ver com ser bonzinho ou mauzinho.

Pouca capacidade de perdoar; aumenta a probabilidade de adoecer.

É quase inevitável ainda; no dia a dia, ofendemos e nos sentimos ofendidos com freqüência, isso, ainda é mais ou menos compatível com nossa forma de viver.


É lei da física: Cada vez que emitimos uma onda pensamento/sentimento lenta e de baixa freqüência, como raiva, ódio, mágoa, rancor ou medo; ao retornar a nós, ela é capaz de afetar a função dos órgãos, criando um padrão de funcionamento orgânico doentio; tanto em nós quanto nos que estiverem em sintonia conosco.

Raiva, ódio e mágoa são doenças morais contagiosas? Mais ou menos – o mecanismo é de ressonância.

Nós somos capazes de criar doenças; não apenas em nós mesmos; mas também, uns nos outros; caso vibremos na mesma freqüência; pois, estamos conectados.

Descuidados, permutamos doenças; ao invés de sanidade – e, o pior é que esse padrão de atitudes gera kharma; saber ou não saber disso; apenas agrava ou atenua a responsabilidade; não nos exime dela.

Freqüências energéticas são como bumerangues, que dia menos dia retornam trazendo equilíbrio de sanidade ou lixo energético que se acopla pelo caminho; deixando perplexos os médicos, pois os sintomas do doente não se ajustam aos padrões normais das descrições das doenças.

Noutras vezes, todos os tratamentos, por mais bem conduzidos que sejam, não funcionam a contento ou as recaídas são muito freqüentes; enquanto o padrão vibratório da pessoa não se modifique.

Façamos a seguinte analogia: a doença causada em certos órgãos pela estagnação de energias pesadas e lentas, como ódio e mágoa criam uma “ferida energética” – não adianta espantar as “moscas eletrônicas” (formas pensamento); pois outras virão tomar seu lugar – é preciso uma verdadeira e radical cirurgia moral.

Não perdoar acentua o estresse.

Projetamos nos outros e no meio, o que vai na nossa intimidade; e a falta de treino em perdoar, nos leva a vivermos em permanente guerra, declarada ou não, com as outras pessoas; competindo para ser ou ter mais, ou para nos sentirmos melhores do que os outros.

Se perdoar já exigia inteligência; na atualidade a situação se agravou; pois, o sistema de vida neurótico retarda o desenvolvimento da capacidade de perdoar e de amar; é inevitável que a competição induza e funcione como um instrumento de liberar agressividade, e violência explícita; e mesmo subliminar.

Viver sob o jugo da mágoa, desejos de vingança e retaliação, faz com que fiquemos em alerta ou em guarda; esperando sempre ter de volta o que emitimos; esse estado alimenta os medos, eleva ansiedade e induz o corpo a aumentar cada vez mais a secreção de hormônios e mediadores químicos ligados ao perigo; causando pane nos sistemas orgânicos; e daí, criando mais e mais doenças.

Vingativos e magoados são agentes poluidores.

A poluição eletromagnética em Gaia gerada pelo nosso pensar, sentir e agir é um sério problema de saúde pública.

Pessoas não capacitadas ao perdão funcionam como verdadeiros exterminadores da paz e da sanidade coletiva; proporcionando toda sorte de doenças; além de guerras e violência.

Quando nos curamos dessas graves doenças da alma colaboramos de forma eficaz para a cura planetária.
Não se trata apenas de combater de forma primária o desmatamento ou o envenenamento da água, terra e ar: Sem cura ético – moral não haverá vida.

A incapacidade de perdoar gera doenças degenerativas.

Na primeira fase de emoções de desarmonia como o ódio, a mágoa, o ressentimento temos mau funcionamento de células, órgãos e sistemas; pois o funcionamento orgânico fica alterado e glândulas como a epífise, hipófise, tireóide, paratireóide, pâncreas, fígado, testículo, ovário passam a secretar hormônios a mais ou a menos dependendo do tipo de emoção e suas variáveis – cada emoção, desejo, sentimento tem um órgão alvo.

Na fase seguinte, iniciam lesões leves e mais facilmente reversíveis.

A seguir, dependendo da intensidade do processo, tem início as lesões degenerativas como é o câncer.

O perdão cura.

Se a falta de capacidade de perdoar pode gerar muito tipos e graus de doenças, é lógico que o perdão possa facilitar a cura.

O desejo de perdoar com intensidade e energia será capaz de recuperar o estrago causado pelo padrão vibratório desarmônico; com a ressalva: produzir uma doença é como fazer um bolo, não se faz um apenas com farinha, é preciso usar outros ingredientes dependendo da receita; há receitas para adoecer e algumas passam de pais para filhos de geração em geração.

Na infância aprendemos a copiar dos adultos suas formas de adoecer.

Perdoar apenas não suficiente para atingir a cura; quando adoecemos houve a contribuição de excesso de todos os tipos, vícios, hábitos inadequados; claro que não basta a capacidade de perdoar melhorada para a doença transformar-se em saúde; é preciso diminuir ou eliminar os outros fatores causais.

Cultivar o perdão pode prevenir doenças.

O hábito de perdoar, além de importante recurso de cura pode ser ferramenta na prevenção de doenças geradas pela resposta de retaliação ás ofensas – essa é uma atitude das mais sábias, pois estamos sempre expostos aos vírus cibernéticos da mágoa, ressentimento, ódio etc.

Estudos demonstram a associação dos sentimentos de reação às ofensas com vários tipos de câncer; portanto treinar o perdão pode tornar-se uma eficaz vacina.

Estes estudos podem ser checados e interpretados por qualquer pessoa. Exemplo, quando tivermos notícia de um familiar, amigo ou conhecido com câncer, estudemos a dinâmica da sua vida e encontraremos as situações que o ofenderam e como a pessoa reagiu a elas.

Outra vantagem profilática é o abrandamento dos efeitos maléficos do estresse.

Mesmo que nossas doenças atuais aparentemente não se relacionem com as energias das reações às ofensas, o exercício do perdão pode evitar que em situações futuras ocorra a somatória e retiramos um importante fator de risco.

Impedimentos.

Somente os fortes e sábios perdoam. Agressões e retaliações são marca registrada dos fracos, pouco inteligentes e medrosos.

Pensamento para reflexão: Perdoar não significa compactuar nem compartilhar erros.

Na sua fase inicial, é aprender a cuidar da própria vida – e permitir que os outros façam o mesmo.

Américo Canhoto: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.

* Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 10/06/2010

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3 comentários em “Aprender a perdoar é um santo remédio, artigo de Américo Canhoto

  1. Tratar esse sentimento da magoa nao e’ facil.Se fosse nao levaria para algumas pessoas anos de terapia.Existe sim a grande chance de Perdoar quando primeiramente existe o Perdao proprio.O aceitar que tudo e’ evolutivo, mesmo que as vezes a dor seja indescritivel.Existira alguem que ira se aproximar e dizer que teve os mesmos sentimentos, e a mesma situacao e aos poucos percebemos que perdoar o outro sera facil, o dificil sera perdoar a nos mesmos.Terapia?Pode ser.Religiao?Pode ser.Autoestima?Ate pode ser.Mas tudo sera uma mascara, uma mentira se nao amadurecermos com os acontecimentos.Tudo sera em vao se nao enfrentarmos.Ai sim,teremos saude,trabalho,familia,tudo!Mas sem esse autoconhecimento como perdoar o outro?

  2. Realmente, perdoar tem sido um desafio árduo para quem quer realmente perdoar, principalmente seus piores inimigos, os mais hostis possíveis, e ideologias extremo-opostas e divergentes.
    O homem, continua andando para trás da evolução, e se bobear, pode ser extinto da Terra e do Universo, que será a punição final. Ódio, inveja, rancor, hostilidade, frieza, indiferença, são sentimentos negativos que se tornaram normais nos dias de hoje, ninguém mais sabe o verdadeiro significado do Amor, respeito, paz, fraternidade, perdão. Parece que esses sentimentos positivos hoje, são comparados a um copo de plástico descartável, que usa uma vez e joga fora depois. O ser humano caminha para um trecho sombrio, perigoso, e hostil. O homem pode desaparecer SIM, se continuar dessa forma.

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