Na era da violência (Parte 1), artigo de Américo Canhoto

[EcoDebate] Um simples passar de olhos pelo jornal de hoje (Diário da Região de São José do Rio Preto) me fez repensar o sentido de agressividade e violência – a começar pela manchete: “Gado e cana devastam 35 mil teixeirões (campo de futebol da cidade) de mata ciliar na região de rio preto”.

No total 29,1 mil hectares da vegetação da beira dos rios da bacia do Turvo/Grande foram destruídos. Sem cobertura vegetal, risco de erosão e assoreamento aumenta, comprometendo a vida dos rios e a qualidade da água. Degradação é agravada por ranchos e portos de areia irregulares. O MPF ajuizou ações pedindo a demolição de 800 ranchos nas margens dos rios Grande e Paraná”…

Escaneando numa leitura rápida o jornal foi possível detectar alguma forma de violência explícita ou subliminar em mais de 80% das notícias.

Em todos os sentidos possíveis nas mais simples vivências humanas a agressividade e a violência está contida nas atitudes consideradas normais.

A violência está em alta – conforme colocamos em escritos anteriores (Nada mais será como antes), devido á aceleração das experiências, nós estamos perdendo as contenções (freios sociais) – o aumento da violência de todos os tipos nos estimulou a oferecer material para reflexão e um pouco da nossa experiência como médico de famílias a respeito de agressividade e impulsos para a violência: doméstica, social, cultural, econômica, política, religiosa; e criminalidade de todos os tipos; em alta crescente.

Todos nós estamos escandalizados com as notícias diárias de todos os matizes de violência em todas as camadas sociais – De repente, pessoas acima de qualquer suspeita tornam-se criminosos atirando filhos pela janela, seqüestrando e matando namoradas em nome do amor; dando vazão á sua agressividade e violência latente; escondidas sob o verniz da educação e das contenções sociais e culturais. Quais as razões? – Cada um segundo seu sistema de crenças dá sua opinião a respeito da origem desse distúrbio e, o pior sobre a cura: pena de morte; faça isso e aquilo (mas, e quando for seu filho querido filho ou seu amor?) – Nossa opinião alicerçada em nossa experiência nos conduz a um diagnóstico sem compromisso durante o bate papo: falta de educação. Conforme estamos colocando em nossos escritos do Projeto Educar Para Um Mundo Novo (cada livro é um capítulo) – até a doença é pura falta de educação; pouco a ver com instrução – pessoas muito instruídas e mal educadas; podem tornar-se doentes, suicidas e até criminosos capazes de genocídios, dominações financeiras e políticas que matam lentamente; ou de uma vez; milhares de pessoas…

Agressivo eu?

Apenas para ilustrar: Nós adultos para que nos tornemos mansos e pacíficos teremos que, antes de usar o recurso do conhecimento, vontade e contar com o concurso do tempo; precisamos identificar em nós de forma clara a tendência para a agressividade e violência planejada ou não; porém isso pode ser feito de forma simples na infância se os pais estudassem os filhos. Para começar: um dos tópicos que gostaria de reforçar no inicio desta conversa refere-se ao imediatismo das preocupações dos adultos com relação ás doenças e problemas das crianças – nos primeiros anos de vida o foco é colocado apenas nas doenças físicas: febre, gripe, dor de garganta, diarréia… – não que elas não sejam importantes; mas, nessa condição, estamos apenas fixados no medo da perda; deixamos de lado, usando e abusando de desculpas e justificativas do tipo: Puxou não sei para quem! – É igualzinho a fulano de tal! – Isso, é da idade, depois passa! – as tendências afetivas, psicológicas e comportamentais das crianças – tanto as inatas (se tivermos dez filhos educados da mesma forma todos são diferentes entre si – uns terão comportamento de bullying; outros não); quanto, as características adquiridas na convivência com os adultos; e outras decorrentes da influência do meio ambiente. Esse pequeno descuido; pode nos causar grandes problemas no futuro; e depois vivemos chorando desculpas e justificativas quando nossos filhos se tornam infratores, drogados, criminosos, etc.

Nosso assunto estará centrado na agressividade e nos impulsos para a violência, seja leve como antes era considerada a postura bullie; ou dignos de penalização pela justiça, claros ou camuflados, desculpáveis pela “normose” do lucro como são a maioria dos crimes ambientais; ou os mais escabrosos; aqueles que chocam.

O primeiro passo é vestirmos as carapuças: diagnóstico de nós mesmos.

É vital identificar em nós a tendência para a agressividade e violência; com ou sem desejo de exercer o poder descabido de qualquer tipo de lucro ou de levar vantagem em tudo; através da agressão; antes de qualquer discurso, desculpas e justificativas no trato com as crianças e os jovens.

Optamos realizar o bate papo como proposta de trabalho e, não apenas como leitura de passatempo; pois de simples leituras e boas intenções as cadeias, hospitais, manicômios estão lotados. No decorrer da conversa levantamos algumas questões; reforçamos alguns alertas e sugerimos algumas posturas; tentaremos não podar as repetições, pois uma de suas possibilidades é desfazer passo a passo as cristalizações mentais (crenças – e dentre elas a de que o bullie se cura com o tempo) – Claro que, nosso material seja simples, pois a nosso ver; todas as lições estão colocadas no dia a dia de cada um; ler e estudar cada situação depende do interesse de cada pessoa e de cada família. Espero sinceramente que não veja daqui a não sei quanto tempo o drama de alguma pessoa chorando desculpas; mas que recebeu a chance de rever seus conceitos e seu sistema de crenças e desperdiçou por comodismo entender seu papel de algoz e de vítima no “fenômeno bullying”. Por exemplo, quem destruiu a natureza com culturas que ajudam a exterminar o futuro do planeta; não se livrará das penas impostas pela consciência através de doações a entidades que atendem ás vítimas da violência de qualquer tipo.

Não adianta apenas apontar problemas, é preciso discutir soluções; portanto ao final de cada tópico faremos alertas e propostas de solução para que sejam discutidas na intimidade de cada um, na família, e em grupos de estudo.

Não tente anestesiar a consciência: Para finalizar esta parte, citaremos um antigo provérbio chinês: “Você deve se preocupar é quanto tudo está bem”. Para muitas mentes descuidadas isso parece um contra senso – no entanto devemos pré ocupar a mente com a tentativa de observar e refletir para melhor agir antes das inevitáveis provações. Um grande Mestre nos disse algo parecido noutra linguagem: “Vigia e ora” – (Jesus).

Tudo bem por aí? Nenhum problema á vista na sua família; ainda?

BRINCANDO DE CONCEITUAR

“Sou uma pessoa muito boa e pacifica, desde que não pisem no meu calo, desde que não mexam comigo!”…

Afinal, o que é violência? Em todas as atividades humanas, sem exceção, as atitudes podem ser de paz ou de agressividade.

Vivemos de forma descuidada, em se tratando de agressividade e violência apenas percebemos a que salta aos olhos e a que se materializa – durante nosso bate papo discutiremos alguns aspectos de violência subliminar que costumam passar despercebidos pelas pessoas que se acham da paz – achar-se da paz; aí mora o perigo – nossa consciência vive dormindo com o inimigo: desculpas e justificativas.

Agressividade
Tendência a atacar com o único motivo de sobrepujar, provocar uma reação no oponente com objetivo de subjugá-lo ou matá-lo. Na atualidade nem sempre o agressivo ataca de forma explícita, a agressividade torna-se cada vez mais subliminar, camuflada e, portanto, mais difícil de ser erradicada; em alguns meios sociais é quase que, considerada uma virtude necessária para tornar-se um vencedor; sobre os pacatos e cooperativos. Essa postura costuma ser um paradigma nas relações do mercado de trabalho.

Esse ponto é pouco abordado no conceito bullying; mas ele é fundamental; pois, no bullie a agressividade e a covardia caminham lado a lado.

Também podemos citar a atitude de provocar que, é ignorada como um sintoma de agressividade. No entanto, quem provoca quer briga, para mostrar a si mesmo que é mais poderoso (o desejo básico da provocação; uma marca registrada do bullie; além de subjugar ou humilhar – é esconder o sentimento de menos valia – somente os fracos de caráter provocam). Essa derivação da agressividade é comum em múltiplas situações da vida moderna e, uma das mais perigosas para a paz íntima e social; pois, como bem diz o ditado popular: “quem procura acha”. No dia a dia na convivência com as pessoas enfrentamos olhares e posturas desafiadoras num entrechoque de bullies – o conceito de normalidade camufla a postura bullying de viver.

Dica.
Na infância é fácil detectar esse tipo desafiador; claro que com mais facilidade quando se acompanha de ímpetos para violência. Essas crianças vivem provocando a tudo e a todos, desde seus colegas e irmãos até os adultos; esse padrão de atitudes para expressar seus dotes agressivos é subconsciente – pode ser atenuado ou reforçado pela influência do meio; no qual essa criança irá se desenvolver – costuma-se dizer que o pimpolho tem personalidade (forte?)…

Alerta.
Os que são sempre “do contra”, sistematicamente já sinalizam, embora, de forma mais camuflada esses impulsos de bullie. Contrariar é uma forma de desafiar; mesmo e principalmente na fase de auto – afirmação da infância; há limites que a simples observação basta para diagnosticar problemas á vista. Quando a criança passa a ser do contra sistematicamente, vale a pena os adultos revisarem a postura do seu discurso – quanto mais o adulto se torna repetitivo mais a criança num instinto de defesa reage contrariamente para ver qual bullie domina o outro.

Reflexão.
Num mundo onde o foco está essencialmente assentado na vida profissional – Vale a pena avaliar nossa condição de chefe e de subordinado e suas interações na atitude bullying.

Passividade
O passivo é a vítima predileta do bullie. Omitir-se quando é possível agir, é um crime contra a evolução.

O passivo é um agressivo interesseiro; mas sem muita coragem; ontem vítima amanhã algoz – se não houvesse passivos não haveria bullies.

Na infância um recurso comum, é o choro com ou sem motivo; quanto mais os adultos se arreliam com a choradeira, mais a criança chora; esse é um mecanismo que seu subconsciente usa para conseguir seus intentos e até para agredir (bullie ao contrário). Qual a diferença entre a ação consciente e a subconsciente?
– Se esta predomina mesmo nos adultos?

Para detectar esse tipo de tendência bullie da criança basta não ser surdo; mas para resolver é preciso ser inteligente – Como lidar com esse tipo de criança? – No bebê é preciso checar se tudo está correto (sem dor, fome e se está trocado); daí tape os ouvidos e deixe que se canse. Na criança maior vale usar o discurso: quando você parar de chorar; a gente conversa! – Evite sempre que possível ceder aos desejos dela manifestos com choro ou gritaria – Mas, se tem o hábito de gritar com a criança; na briga entre bullies; ela vai ganhar – que o digam os psiquiatras e os psicólogos…

Como transformar sua casa num hospício:

De vez em quando me deparo com tiradas interessantes das pessoas – dia destes, a mãe de uma dessas crianças ligadas no 220 e gritona; me ofertou a seguinte pérola educacional (muito comum por sinal) – Quando ele não me obedece com a fala – dou uma de louca, rodo baiana; e então ele fica quieto e obedece. Mal sabe ela que está fabricando um hospício onde há freqüentes campeonatos para ver quem pode ou grita mais – coitada da vizinhança; mas, imaginemos que haja mais algum hospício desses em torno; breve haverá competição no quarteirão…

Dica.
Estudem a postura e o comportamento das crianças da Geração Nova (elas já nascem vacinadas contra o bullie); boa parte delas tem muita dificuldade em cruzar os braços quando se trata de ajudar, colaborar e até de lutar contra as injustiças; e se, por um motivo qualquer são constrangidas a fazê-lo sofrem muito e podem até adoecer.

Alerta.
Ser manso e pacífico (os amansadores de bullies) nada têm a ver com ser poltrão nem acomodado; apenas inteligente.

Agressividade reativa
A falta de valores ético/morais e da esperança de conseguir um lugar ao sol da vitória na sociedade de consumo deixou a descoberto um tipo de violência primária gratuita que sempre existiu – nós não estamos ficando mais agressivos e violentos – sempre fomos. No passado não era tão comum a manifestação dessa característica agressiva e violenta da alma já na infância (daí, o conceito bullying estar hoje rolando na mídia); embora ela apenas fosse contida e bloqueada pelo medo que os adultos produziam na criança – O supra-sumo do bullying (reveja o conceito básico).

Dica.
Os que manifestam esse comportamento poderiam ser diagnosticados na infância quando batem, mordem e arranham todos os que aparecem na frente de seus desejos: pai, mãe, cão, brinquedo e até partes do próprio corpo (são pessoas autodestrutivas – no futuro podem até desenvolver doenças auto – imunes – bullies excessivamente contidos?).

Liberar a agressividade e os ímpetos violentos e sem freios nem peias contra os mais fracos e desvalidos sempre foi a tônica das almas problemáticas não importa que idade tenham. Na atualidade essa modalidade é mais evidente e estudada na vida escolar, recebe o nome de “bullying” – antiga falta de educação ou berço.

Alerta.
Essa tendência de comportamento pode ser aguçada já na infância; ou camuflada pela sociedade e seus valores. Um exemplo é o primata moderno tão bem representado na atualidade pelo jargão “animal”. Fulano é um “animal” nos esportes, por exemplo; ele desrespeita os adversários antes das competições com a intenção de intimidar e levar vantagem; porém, bate vários recordes e, é campeão; daí é aclamado pela sociedade que cultiva o bullying como forma de atingir metas de sucesso e de felicidade – e até de ganhar eleições como veremos nos debates ou embates nesta eleição como tem sido nas outras.

Em muitas situações do dia a dia os com essas tendências bullie são venerados. Heróis da massa exibem tendência á violência e á truculência sem máscaras quando seus interesses são ameaçados. Admirados quando considerados vencedores; logo execrados por seus admiradores – bullies x bullies.

Dica de solução.
A agressividade latente e primária quando direcionada sob justa disciplina para valores da boa ética e da moral adequada; é capaz de transformar prováveis maníacos bullies em modelos a serem seguidos. O jargão: só o amor constrói é real desde que aplicado com inteligência – Sim! Lamento informar aos que se acham amorosos que não existe amor sem inteligência…

Violência subliminar
Esta é a base que sustenta o interesse deste trabalho, a agressividade e a violência escondida atrás das máscaras de corretos e de bonzinhos que a educação e a cultura nos ajudam a criar; uma doença chamada normose – a problemática que retarda nossa evolução e que Jesus nos alertou: Lobos em pele de cordeiro – túmulos caiados de branco por fora e cheio de podridão por dentro – desmantelar essa armadilha reforçada pelo estilo bullie de vida atual deve ser uma de nossas metas.

Alerta.
Quando descobrimos a lei de causa e efeito e constatamos que “não perdemos por esperar”; pois a cada ação corresponde uma reação; inexoravelmente; passamos a perceber que há formas melhores de resolver os interesses mais imediatos, na boa, com calma e paz.

A natureza não dá saltos, de início tentamos esconder dos outros tais impulsos de bullie (antigos briguentos; desaforentos; machões; “paraíbas”). Dependendo da forma como essa percepção seja elaborada, surge ou não, o sentimento da culpa ou remorso pelas violências já praticadas (purgatório). Nessa fase, o primeiro impulso é a tentativa de enganar a lei camuflando a agressividade, se possível até dando-lhe ares de santidade (inferno).

Dica.
Quando passamos a sofisticar essa atitude de camuflagem; significa que nossos problemas de violência íntima e social tornaram-se complexos; e difíceis de serem resolvidos; pois eles se escondem na escuridão da alma; além de disfarçados dos mais diferentes ardis de jurisprudências onde se esconde a maior parcela do bullying atual.

Atitudes de um mundo moderno; ainda na Era da escuridão.

Proposta de trabalho.
Simplicidade que, traz a tiracolo sua irmã gêmea a realidade ou verdade é o antídoto contra essa doença infernal: camuflagem. Aprendamos, a pensar, sentir e dizer: sim, sim – não, não – descartar os talvez; é atitude sábia e saudável. Poucos discordam que é preciso mudar; mas, reformar o que; se não nos conhecemos – o autoconhecimento é o primeiro passo; a aceitação é o segundo; e o resto da tarefa é finalizado com a ajuda do tempo e do esforço.

Agressividade é estágio da evolução
Surge com o desabrochar da individualidade ainda pobre em capacidade de discernir. O instinto de sobrevivência e o egoísmo seguido do orgulho (vontade e necessidade de sobrepujar o outro) são suas bases. Sempre foi assim; A condição atual da agressividade não é pior do que antes, apenas mais á mostra. A decepção; é porque nos iludimos com a evolução da tecnologia e esperávamos uma condição de progresso ético/moral compatível.

No momento, é preciso vigiar mais; pois á medida que os perigos que rondam a vida humana tornaram-se cada vez mais imaginários (medo de não ser mais, de não possuir como o outro ou de não gozar o suficiente) a violência e a agressividade assumiram uma condição cada vez mais letal e mais difícil de ser detectada: subliminar, camuflada e até legalizada, sob certas circunstâncias.

Dica.
Para que nos tornemos da paz, é preciso não julgar os outros; apenas a nós mesmos; mas, com inteligência, pois cultivar culpas e remorsos é perda de tempo e de recursos.

Proposta de solução.
A paz não começa dentro de casa; mas dentro de nossa casa íntima: a consciência. Transforme sua inteligência num juiz e árbitro justo. Julgue-se, imponha as penas que achar necessárias e cabíveis (basta aceitação do momento presente). Conceda a si mesmo a liberdade condicional; uma das formas mais belas é a que o Mestre Jesus ofereceu aos doentes curados: “Vá e não peques mais”.

O silêncio que fere
Calar quando era o momento de falar é um dos tipos de violência mais sutis e destruidores; posturas do tipo “gelada”, “fritada”; elas são forma de expressar crueldade.

CALAR É UM ATO DE INCLUSÃO OU DE EXCLUSÃO.
Parar de falar; para ouvir; é um ato que nos inclui na turma da boa educação.
Calar: Quando alguém chega; exclui; fere; segrega.
Calar e virar as costas: É atitude de desprezo; que mostra quem somos: infantis; orgulhosos; autoritários…
Calar: Quando o interlocutor necessita de uma resposta, é indiferença ou crueldade.
Calar: para repensar é início de aprendizado da humildade.
Calar: e a seguir pedir desculpas é ato de nobreza.

Dica.
Não desapontemos, com o silêncio.

Procuremos fazer bom uso das oportunidades no falar; pois:

A comunicação é chave na civilização:
É preciso que penses, analises e comuniques o que estás a sentir; pois isso humaniza.

Alerta.
Não nos esqueçamos: os outros não têm o dom da adivinhação.

Cuidado com o baldinho das mágoas: muitos relacionamentos se deterioram por guardarmos pequenas mágoas numa espécie de balde interno; e depois de cheio; sem mais nem menos; o chutamos; esparramando tudo e assustando interlocutor e expectadores. – Está ficando doido? – Tudo isso, por uma coisa tão pequena?

Por que calamos?

Calar por falta de coragem:
Quem cala por medo; ou porque é pouco corajoso; atrapalha a sua vida e a das outras pessoas. O poltrão; é uma verdadeira lixeira; dos detritos dos outros e provoca o bullie.

Calar por orgulho:
Se alguém te ofendeu; perdoa sem demora. Se tu ofendeste sejas o primeiro a pedir perdão. Pois, ressentimentos, azedumes, desejos de vingança, atingem primeiro; nossos centros de força; causando danos imprevisíveis; à nossa saúde física; mental/emocional e até podem levar á morte prematura.

Bônus por ter continuado a leitura.
Viver em paz já está complicado sem adversários ou com aqueles que já detectamos – lidar com inimigos invisíveis é encrenca na certa. Não foi á toa que Jesus nos exortou a perdoar adversários; enquanto estamos a caminho com eles; nada apenas voltado para a evolução espiritual; depois da morte; a idéia central da fala do Mestre é usufruir já da paz que o perdão traz consigo; buscar a não violência é muito simples; inteligente e prático.

Outros motivos que nos levam á atitude de calar:

Calar por preguiça:
Quando calamos; para não ter que argumentar; além de denotar falta de qualidade; pode atrapalhar a vida das pessoas.

Dica:

Quando temos consciência do erro esperamos um alerta; de quem nos quer bem. Muitas vezes; alguém cometeu um erro; e já esperava pela nossa intervenção; ao nos negarmos a conversar sobre o assunto; acentuamos culpa; remorso e sentimento de rejeição da outra pessoa. No entanto; vê como falas; mesmo para admoestar; devemos fazê-lo com doçura; com a intenção única de ajudar.

Calar frente à mentira:
Quem cala diante da mentira conhecida; está referendando-a; torna-se cúmplice; sofrendo-lhe dia menos dia; os efeitos; segundo a Lei.

Calar como forma de consentimento:
Diz o ditado: “quem cala consente”; Referenda como verdade o feito ou dito; assina em baixo.
No entanto; quem conhece a Lei de retorno sabe que, muitas vezes vale mais calar deixando que o agressor envenene-se nos próprios efeitos, calúnias e maledicência. Inúmeras vezes é melhor fechar a boca; do que perder tempo; energias; em retrucar…

Dica:

A intenção é tudo.
Juízo: a esperteza de alguns faz com que usem o silêncio de forma ladina; esperam que o tempo apague o assunto; mal sabem que da vida; do destino; nada fica oculto. Dia menos dia; tudo que esteja errado; retorna; para ser corrigido. Melhor antecipar a paga com a lei do amor e da caridade do que sofrer.

Na dúvida:
Quando não estiveres certo; se; é melhor; mais oportuno; falar ou calar; cala. Pois; o prejuízo será menor.
Se nós costumamos usar esse tipo de bullying é preciso cautela conosco mesmos.

Continuar seria um ato de violência contra a paciência do amigo – segue a parte 2.

Américo Canhoto: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Usa a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.

* Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 13/04/2010

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