Alerta: Este ano a temporada das ‘ites’ vai começar mais cedo, artigo de Américo Canhoto

[EcoDebate] Uma das coisas realmente bem distribuídas e democráticas na vida humana são as doenças; exceto nos primeiros anos de vida, quando somos dependentes da qualidade de raciocínio dos nossos responsáveis (exemplo, a criança pequena; ás vezes, bem que tenta; mas, não consegue evitar que os adultos continuem obrigando que tome leite após o período natural de desmame – 2 anos) – depois de uma certa idade; todo mundo pode construir as suas; sem depender tanto dos outros – e usar a relação custo – benefício que elas trazem consigo como bem entender…

Nós nos preocupamos com tantas coisas tão inúteis quanto desnecessárias e outras bem importantes relegamos.

Raras pessoas discordam do conceito: “É melhor prevenir do que remediar” – porém, a maioria se acomoda, descuida; e prefere remediar do que prevenir e até curar.

Ao que tudo indica este ano a temporada das doenças respiratórias vai começar mais cedo. Nosso assunto de hoje são as alergias.

Elas são universais; embora em graduações diferentes (algumas pessoas sofrem de alergia e nem percebem; para outras a alergia se torna um tormento); hoje, são raras as pessoas no mundo todo que não possuem alguma das “ites” alérgicas; e, cá entre nós, na entrada do outono, elas se casam com os resfriados; as gripes e as viroses sazonais.

Um dos enlaces mais aguardados é a união das alergias respiratórias com a vacina e o vírus da H1N1- vamos ver que bicho vai dar.

Como construímos nossas alergias? Na maior parte dos casos é uma lenta construção.

Uma analogia fácil de entender é a do copo que enchemos gota a gota até transbordar – a última gota é o gatilho que dispara o processo de sintomas. No caso das “ites”, o gatilho costuma ser um fator alérgico capaz de desencadear uma crise; mas, ás vezes, o gatilho pode ser um desequilíbrio emocional ou afetivo.
O órgão de choque da alergia pode ser múltiplo: se, nas vias aéreas superiores: rinite e sinusite (são inseparáveis); na faringe: faringite; na laringe: laringite (sempre há alteração de voz ou tosse rouca); na traquéia: traqueíte; no pulmão: asma (crises secas e gatilho emocional) ou bronquite (crises catarrais e gatilho alérgico); no aparelho digestivo: aftas recorrentes e irregularidade intestinal; se nas vias urinárias: cistites e uretrites não infecciosas; algumas mulheres localizam o processo na área genital e apresentam de forma recorrente: corrimento, coceira, ardor.

Quais os fatores que juntam?

Dentre vários outros; os mais comuns:
* Inalantes: tudo que respiramos; poeiras; fumaças; poluição; ácaros; fungos.

* Mudanças súbitas de temperatura: gelado, ar condicionado; ventilador; mudanças climáticas repentinas.

* Medicamentos: especialmente os de pediatria; pois, para que a criança seja estimulada a tomar eles são coloridos; doces (os veículos ás vezes são mais alergenos do que a substância que se quer ministrar).

* Alimentos: um dos campeões é o leite de vaca; produtos de soja; farinha branca; açúcar; chocolate e toda a parafernália de aditivos químicos usados na indústria de alimentos.

* Produtos de contato com a pele: sabonete; shampoo; creme dental; e todos os cosméticos; artefatos de metal (especialmente o níquel) – enfim tudo que entra em contato com pele e mucosas.

Nosso alerta de hoje: Mesmo sabendo da importância dessa prevenção; não nos preparamos para a chegada das primeiras frentes frias – e quando o tempo muda para frio retiramos ás pressas dos armários: roupas de lã; agasalhos; casacos; cobertores; ededrons…; lotados de ácaros e fungos – Em virtude desse descuido; daí em diante, a pessoa alérgica passa o resto do ano com suas crises de rinite; sinusite; bronquite; asma; tosses catarrais nas crianças…; – quase sempre as crises são atenuadas com tratamentos. e o processo é mantido em stand by até a próxima crise; que pode casar-se com um resfriado; virose; uma gripe; uma infecção bacteriana, etc.

A DICA:

Neste ano a primeira frente fria importante chegou de sopetão; meio que sem avisar; daí, muita gente já foi pega no contrapé do descuido; e na chegada desta frente fria já deu partida no processo das “ites”.

Ainda dá tempo de evitar o agravo do problema com a chegada das próximas frentes frias e depois as massas de ar polar.

RETIREM AOS POUCOS AS ROUPAS GUARDADAS PARA TOMAR SOL – PASSAR POR UM PROCESSO DE LAVAGEM.
A SAÚDE DO SEU ORGANISMO AGRADECE E A FINANCEIRA TAMBÉM. PREVENIR AS ALERGIAS FAZ BEM PARA O BOLSO. JÁ PAROU PARA COLOCAR NA PONTA DO LÁPIS QUANTO CUSTA SUAS CRISES ALÉRGICAS NO DECORRER DO ANO?

Cuidar da saúde é como fazer manutenção de carro.

Em prevenir está a sabedoria – Mas, em se tratando de saúde; prevenir as alergias; pouco ou nada tem a ver com apenas fazer exames e tomar remédios ou vacinas – implica em mudança de atitudes e hábitos – o que, se posto em prática também ajuda na cura das alergias morais – essas, são as piores e mais graves das que nos acometem: alergia á responsabilidade e alergia á lei do trabalho.

Saúde!

Américo Canhoto: Clínico Geral, médico de famílias há 30 anos. Pesquisador de saúde holística. Uso a Homeopatia e os florais de Bach. Escritor de assuntos temáticos: saúde – educação – espiritualidade. Palestrante e condutor de workshops. Coordenador do grupo ecumênico “Mãos estendidas” de SBC. Projeto voltado para o atendimento de pessoas vítimas do estresse crônico portadoras de ansiedade e medo que conduz a: depressão, angústia crônica e pânico.

* Colaboração de Américo Canhoto para o EcoDebate, 08/03/2010

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