Estudo nos EUA sugere que mudanças climáticas podem prolongar temporada de alergias

Aquecimento está estendendo período de polinização e aumento de pessoas com crises alérgicas foi verificado

Os espirros, congestão e coriza característicos de crises alérgicas poderão incomodar as pessoas por mais tempo por causa das mudanças climáticas, que estão estendendo a temporada de pólen, afirmam médicos italianos.

Segundo o estudo divulgado nesta segunda-feira, 1, em congresso da Academia Americana de Alergia, durante os últimos 26 anos a quantidade de pólen no ar aumentou progressivamente. Reportagem da Agência Reuters.

O grupo de médicos da Universidade de Gênova registrou a quantidade de pólen, a duração da temporada e a reação das pessoas diante de cinco tipos de pólen na região de Bordighera entre 1981 e 2007.

“Nós observamos que a elevação progressiva da temperatura prolongou a duração da temporada de pólens de algumas plantas, o que, consequentemente, aumentou a quantidade média do pólen no ar”, disse o médico italiano Walter Canônica.

O porcentual de pacientes que apresentaram reação alérgica ao pólen aumentou durante o estudo, contudo os médicos não afirmam que a temporada mais longa de pólen colabore com o aumento de pessoas suscetíveis a esse tipo de alergia.

“Temporadas mais longas e níveis elevados de pólen no ar certamente colaboram com o surgimento de sintomas críticos ou atenuados de rinite alérgica”, disse a médica norte-americana Estelle Levetin, que não participou do estudo.

Cerca de 25 milhões de norte-americanos, metade deles crianças, apresentaram rinite alérgica no último ano, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Reportagem da Agência Reuters, no Estadao.com.br.

EcoDebate, 03/03/2010

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