Especial: Pesquisa revela que doenças sexualmente transmissíveis (DST) atingem 10,3 milhões de brasileiros

A diretora do Departamento de DST/Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, fala durante a divulgação do resultado de pesquisa sobre doenças sexualmente transmissíveis Foto: Elza Fiúza/ABr
A diretora do Departamento de DST/Aids do Ministério da Saúde, Mariângela Simão, fala durante a divulgação do resultado de pesquisa sobre doenças sexualmente transmissíveis Foto: Elza Fiúza/ABr

  • Pesquisa revela que DST atingem 10,3 milhões de brasileiros
  • Estudo indica que DST atingem mais os homens negros no Brasil
  • Pesquisa mostra que homens têm 31,2% mais riscos de contrair DST
  • Um em cada quatro homens com sintomas de DST se automedica, revela pesquisa

Pesquisa revela que DST atingem 10,3 milhões de brasileiros

Pesquisa divulgada ontem (18) pelo Ministério da Saúde revela que 10,3 milhões de brasileiros já tiveram algum sinal ou sintoma de doenças sexualmente transmissíveis (DST). Desse total, 6,6 milhões são homens e 3,7 milhões são mulheres.

Outro dado da Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos, indica que 18% dos homens e 11,4% das mulheres não procuram nenhum tipo de tratamento.

De acordo com o ministério, os problemas causados pelas doenças sexualmente transmissíveis podem aumentar em 18 vezes o risco de infecção pelo vírus HIV.

Estudo indica que DST atingem mais os homens negros no Brasil

O total de homens negros que relataram sinais ou sintomas de doenças sexualmente transmissíveis (DST) é de 19% enquanto o índice para homens brancos é de 13,8%.

O levantamento informa que pacientes com indícios de DST “nem sempre recebem orientações adequadas”.

Apenas 30% dos homens e 31,7% das mulheres que procuraram atendimento foram orientados a fazer o teste de HIV. A recomendação para o exame de sífilis foi ainda menor: 24,3% para eles e 22,5% para elas.

Outro dado da pesquisa revela que 40% dos homens e mulheres que recorreram aos consultórios não foram informados sobre a necessidade do uso de preservativo e de comunicar a doença aos parceiros.

Pesquisa mostra que homens têm 31,2% mais riscos de contrair DST

Os homens brasileiros têm 31,2% mais riscos de apresentar algum sinal ou sintoma de doenças sexualmente transmissíveis (DST) do que as mulheres.

Segundo o estudo, manter relações sexuais com parceiros do mesmo sexo mais do que dobra a probabilidade de uma pessoa apresentar sinais de DST. Indivíduos que tiveram mais de dez parceiros na vida têm 65% mais possibilidade de contrair alguma doença sexualmente transmissível.

Um em cada quatro homens com sintomas de DST se automedica, revela pesquisa

O levantamento revela que 25% dos homens brasileiros que apresentam algum sinal ou sintoma de doenças sexualmente transmissíveis (DST) – ou um em cada grupo de quatro – se automedicam. O número cai para apenas 1% quando o foco são as mulheres.

De acordo com a Pesquisa de Conhecimentos, Atitudes e Práticas da População Brasileira de 15 a 64 anos, nessa faixa etária, quanto menor é a escolaridade, maior é o percentual de quem recorre às farmácias e não aos consultórios médicos.

A Região Norte concentra 24,5% dos homens que declararam ter tido pelo menos uma DST. Apesar de não ter divulgado os índices das demais regiões, o ministério informou que nenhuma ultrapassa os 20%.

Já em relação às mulheres que declararam ter tido pelo menos uma DST, a pesquisa indica que não há diferenças “significativas” entre as regiões brasileiras. No Nordeste, por exemplo, a taxa é de 7%, e no Sul, de 11,2%.

Reportagem de Paula Laboissière, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 19/08/2009

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2 comentários em “Especial: Pesquisa revela que doenças sexualmente transmissíveis (DST) atingem 10,3 milhões de brasileiros

  1. quero saber de todos os tipos de sintomas de dores provocadas no utero por doenças dst

    Resposta do EcoDebate:

    Prezada Edimare,

    Nossas informações publicadas tem objetivos jornalísticos e não substituem as necessárias orientações médicas.

    Assim sendo, recomendamos que procure o serviço público de saúde para que seja avaliada por médicos e, se necessário, seja submetida aos testes necessários.

    Atenciosamente,

    Henrique Cortez
    coordenador do EcoDebate

Comentários encerrados.

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