Mantidas as atuais políticas energéticas a emissão de CO2 subirá 39% até 2030

International Energy Outlook 2009 (IEO2009)

As emissões globais de dióxido de carbono, o principal gás causador do efeito estufa, aumentarão mais de 44% até 2030 em relação aos níveis de 2006 se não forem adotadas políticas novas e pactos obrigatórios para reduzir a poluição que aquece o planeta, disse nesta quarta-feira a principal agência norte-americana de previsões energéticas. O relatório International Energy Outlook 2009 (IEO2009), foi preparado pela Energy Information Administration (EIA).

Quase 200 países devem reunir-se no final deste ano em Copenhague para formular um novo acordo para controlar a emissão dos gases estufa que substitua o Protocolo de Kyoto, cuja vigência termina em 2012. Por Timotthy Gardner, da Agência Reuters e Henrique Cortez, do EcoDebate.

Além disso, o presidente norte-americano, Barack Obama, e líderes da Câmara e do Senado dos EUA esperam regulamentar os gases estufa através de um mercado de tetos e comércio de emissões.

Sem novos acordos, que se prevê que fomentem novas tecnologias limpas como o uso da energia solar e dos ventos e o enterro subterrâneo do dióxido de carbono, as emissões mundiais do gás chegarão a 40,4 bilhões de toneladas até 2030, contra 29 bilhões de toneladas em 2006, disse a Administração de Informação Energética, braço independente de estatísticas do Departamento de Energia.

O relatório estima que a demanda global de energia deve subir de 472 quatrilhões de BTUs (British thermal units) em 2006 para 552 quatrilhões de BTUs em 2015 e 678 quatrilhões de BTUs em 2030.

Para fins de referência o relatório utilizou como base o preço do barril de petróleo em julho de 2008, estimando o seu valor até 2030. No International Energy Outlook 2009 (IEO2009) foi estimado que, em 2015, o valor do barril de petróleo seria de US$ 110 e US$ 130 em 2030. O volume total de petróleo consumido deve cair para 22 milhões de barris ao dia em 2030, contra 85 milhões de barris em 2006.

De 2006 a 2030, a utilização mundial de energias renováveis deve crescer 2,9% ao ano (figura 1), atingindo, em 2030, uma participação de 21%, contra 19% em 2006.

Em termos globais, a demanda industrial por energia deve crescer de 175 quatrilhões de BTUs em 2006 para 246 quatrilhões de BTUs em 2030. O relatório estima que 94% deste crescimento deve ocorrer nos países em desenvolvimento, mantido o atual crescimento de 2,1% ao ano. 2/3 deste crescimento deve ocorrer no grupo de países BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China).

Em razão disto, boa parte do aumento nos níveis de poluição deverá vir de países em desenvolvimento como China e Índia, que queimam muito carvão.

“Com o crescimento econômico forte e a dependência grande e continuada de combustíveis fósseis prevista para a maioria das economias em desenvolvimento, boa parte do aumento na emissão de dióxido de carbono está previsto para ocorrer entre as nações em desenvolvimento”, disse a EIA em seu relatório anual sobre Perspectivas Energéticas Internacionais.

Os EUA — o segundo maior emissor mundial de gases estufa, depois da China — é de longe o maior emissor dos gases em base per capita.

Para acessar o relatório “International Energy Outlook 2009 (IEO2009)” clique aqui.

[EcoDebate, 28/05/2009]

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