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Mais uma pesquisa associa agrotóxicos ao aumento do risco de desenvolvimento da doença de Parkinson

Imagem: UC Regents / UCLA
Imagem: UC Regents / UCLA

[Por Henrique Cortez, do EcoDebate] Uma nova pesquisa [Dopamine transporter genetic variants and pesticides in Parkinson’s disease], publicada na Environmental Health Perspectives, demonstra que a exposição a dois agrotóxicos (maneb e paraquat) comumente utilizados nos EUA podem aumentar o risco de desenvolvimento da doença de Parkinson, principalmente em pessoas que possuem predisposição genética.

De acordo com os pesquisadores a doença de Parkinson pode se desenvolver nas pessoas que, em seus cérebros, tenham níveis de dopamina inferiores ao normal. No entanto, sem a exposição aos agrotóxicos maneb e paraquat, isto não seria suficiente para aumentar o risco. A ação combinada da exposição aos agrotóxicos e a predisposição genética, por outro lado, podem aumentar em até 5 vezes o risco.

Os resultados confirmam as conclusões de uma outra recente pesquisa [Parkinson’s Disease and Residential Exposure to Maneb and Paraquat From Agricultural Applications in the Central Valley of California] que também indicou a exposição aos agrotóxicos maneb e paraquat como fator de risco de desenvolvimento da da doença de Parkinson. Esta pesquisa foi discutida na nossa matéria “Pesquisa relaciona a exposição a agrotóxicos com o aumento do risco de desenvolvimento da doença de Parkinson“, de 25/04/2009.

Outros estudos já haviam indicado que as populações de regiões agrícolas do sudoeste dos EUA apresentam significativa incidência de predisposição genérica à doença. A intensiva utilização do agrotóxicos maneb e paraquat também aumenta a possibilidade de exposição e contaminação destas populações.

Exatamente por isto, a associação entre estes dois fatores pode ter importantes implicações sobre a saúde destas populações.

O artigo “Dopamine transporter genetic variants and pesticides in Parkinson’s disease“, de Ritz B, A Manthripragada, S Costello, S Lincoln, M Farrer, M Cockburn, J Bronstein. 2009, publicado na Environmental Health Perspectives doi:10.1289/ehp.0800277 está disponível para acesso integral no formato PDF. Para acessar o artigo clique aqui.

Como informação complementar sugerimos que, também, consultem as seguintes fontes:

A fetal risk factor for Parkinson’s disease.
Barlowa, BK, EK Richfielda, DACory-Slechtab, M Thiruchelvamb. 2004.
Developmental Neuroscience 26:11-23.

Parkinson’s disease and residential exposure to maneb and paraquat from agricultural applications in the Central Valley of California.
Costello, S, M Cockburn, J Bronstein, X Zhang and B Ritz. 2009.
American Journal of Epidemiology 169: 919-926.

5′ and 3′ region variability in the dopamine transporter gene (SLC6A3), pesticide exposure and Parkinson’s disease risk: a hypothesis generating study.
Kelada, SN, H Checkoway, SL Kardia, CS Carlson, P Costa-Mallen, DL Eaton, J Firestone, KM Powers, PD Swanson, GM Franklin, WT Longstreth, Jr, T-S Weller, Z Afsharinejad and LG Costa. 2006.
Human Molecular Genetics 15(20):3055-3062.

Developmental exposure to the pesticides paraquat and maneb and the Parkinson’s disease phenotype.
Thiruchelvam, M, EK Richfield, BM Goodman, RB Baggs and DA Cory-Slechta. 2002.
NeuroToxicology 23:621-633.

[EcoDebate, 15/05/2009]

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