Nota da Secretaria Executiva do Fórum Carajás: Audiência Pública Alto Parnaíba

Os assaltos da parte de instituições de financiamento multilaterais, dos órgãos ambientais, do empresariado e de algumas organizações da sociedade civil ao licenciamento ambiental e as etapas que devem ser obedecidas pelos diversos atores se tornam mais constantes e mais evidentes à medida que o Estado sucumbe a e defende uma lógica desenvolvimentista de apropriação, de extorsão e expropriação dos recursos naturais e dos conhecimentos tradicionais em curto, médio e longo prazo em detrimento do interesse das comunidades que contiveram esses conhecimentos e da sustentabilidade dos ecossistemas

O Fórum Carajás, dentro de suas atribuições de articulação criada em 1992 com a proposta de ser um elo entre as diversas e as multiversas organizações da sociedade civil na área de abrangência da Estrada de Ferro Carajás, e por meio de sua secretaria executiva, vem a público pedir o cancelamento da audiência pública do empreendimento de cultura mecanizada de grãos com aproveitamento da lenha para a produção de carvão, na fazenda Nossa Senhora Aparecida, município de Alto Parnaíba, da empresa Agroflorestal Alvorada, realizada no dia 01 de abril, motivado pela falta de resposta da Secretaria de Meio Ambiente aos ofícios encaminhados em 28 de março de 2008 requerendo cópia do Eia-Rima e requerendo audiência pública, pela divulgação em cima da hora da audiência pública do dia 1 de abril, por marcar quatro audiências seguidas (dia 01 em Alto Parnaíba, dia 02 e dia 03 audiências públicas do senhor Euclides de Carli em Tasso Fragoso e em Balsas e dia 04 audiência pública em Riachão) o que impossibilitaria qualquer participação das organizações da sociedade civil e do movimento sindical de maneira exeqüível, por ter tido pouca divulgação nos meios de comunicação, pelas informações do empreendimento serem contraditórias afinal em release divulgado um dia depois da audiência o responsável respondeu que a proposta não era carvão vegetal discordando do próprio nome do projeto e que a área total é mais de cinco mil hectares enquanto informações preliminares davam conta de serem menos de dois mil e por estar na área de influência da APA do rio Balsas.

SECRETARIA EXECUTIVA DO FÓRUM CARAJÁS
São Luis, 03/04/09

[EcoDebate, 04/04/2009]

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