Amazonas cria seis unidades de conservação para amortecer os impactos da pavimentação da rodovia BR-319

BR-319

Para tentar amortecer os impactos da pavimentação da rodovia BR-319, que liga Porto Velho (RO) a Manaus (AM), o estado do Amazonas oficializou hoje (26) a criação de seis unidades de conservação na área de influência da estrada, um dos principais empreendimentos logísticos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) na Amazônia.

A criação das UCs – um parque estadual, uma reserva extrativista, duas reservas de desenvolvimento sustentável e duas florestas estaduais – responde parte da exigência para concessão do licenciamento ambiental da obra, que chegou a ser suspenso em setembro pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Na época, o ministro defendeu a implantação do que chamou de “bolsão verde” em torno da rodovia.

A construção de rodovias no meio da floresta costuma incentivar o desmatamento nas áreas próximas, com o chamado efeito “espinha de peixe”, com a abertura de estradas vicinais a partir de novas derrubadas. Na BR-163, que liga Cuiabá (MT) a Santarém (PA), por exemplo, o anúncio da pavimentação elevou o desmatamento na área em 500%.

Juntas, as unidades de conservação somam 2,3 milhões de hectares. Em 2008, cinco UCs federais também foram criadas na área de influência da rodovia. Ao todo, 28 unidades deverão compor o mosaico de proteção em torno da estrada.

As unidades de conservação criadas hoje foram o Parque Estadual Matupiri, a Reserva Extrativista Canutama, as Reservas de Desenvolvimento Sustentável Matupiri e Igapó-Açu e as Florestas Estaduais Canutama e Tapauá.

Matéria de Luana Lourenço, da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 27/03/2009.

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