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Michael Moore pede mudança radical em indústria automotiva dos EUA

Autoestrada na Califórnia. Foto do NYTimes
Autoestrada na Califórnia. Foto do NYTimes

“Deveria utilizar esse dinheiro para manter a atual força de trabalho e para que os que foram demitidos sejam empregados, para que possam construir os novos sistemas de transporte do século XXI”…

O polêmico diretor americano Michael Moore propôs hoje declarar em estado de guerra a indústria automotiva dos Estados Unidos para transformá-la completamente.

Em carta postada em seu site, o produtor de documentários como “Fahrenheit 11 de setembro” e “Tiros em Columbine” afirmou que “a única forma de salvar a GM (General Motors) é matar a GM”. Matéria da Agência EFE.

Na maior quebra na história dos Estados Unidos e para se proteger dos devedores, a empresa recorreu ao Capítulo 11 de falências em um tribunal de Nova York.

Em um plano de nove pontos, Moore pede ao presidente Barack Obama para informar ao país que se está “em guerra” e que “as unidades de produção de automóveis (devem se transformar) em instalações para a fabricação de veículos de transporte em massa e equipamentos de energia alternativa”.

Moore lembrou que, em 1942, os EUA suspenderam a fabricação de automóveis e utilizaram as linhas de montagem para construir os aviões, tanques e metralhadoras usados na Segunda Guerra Mundial.

“Essa conversão não demorou nada. Todos ajudaram. Os fascistas foram derrotados”, indicou.

“Agora estamos em uma guerra diferente, uma guerra que dirigimos contra o ecossistema e que foi liderada por nossos próprios líderes empresariais”, ressaltou.

Moore acrescentou que os produtos que saem de GM, Ford e Chrysler, as três grandes fabricantes de automóveis americanas, são agora as maiores armas de destruição em massa responsáveis pelo aquecimento global e pelo derretimento das calotas polares.

Segundo o diretor, a Casa Branca não deveria entregar US$ 30 bilhões à GM para que a empresa siga fabricando automóveis.

“Deveria utilizar esse dinheiro para manter a atual força de trabalho e para que os que foram demitidos sejam empregados, para que possam construir os novos sistemas de transporte do século XXI”, indicou.

Moore também propôs transformar algumas plantas da GM para a construção de moinhos de vento, painéis solares e outras formas de energia alternativa.

* Matéria da Agência EFE, no UOL Notícias.

[EcoDebate, 03/06/2009]

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