novembro 29, 2005

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A exploração da palmeira piaçava no vale do rio Juruá, Acre, por Evandro J. L. Ferreira

UMA ESPÉCIE PROMISSORA PARA A PRODUÇÃO DE FIBRAS VEGETAIS

Evandro J. L. Ferreira – Doutor em Botânica pela City University of New York e o The New York Botanical Garden, Pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia-INPA, Núcleo de Pesquisas do Acre, BR 364, km 4, Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre, CEP 69.915-900, Rio Branco-AC, Brasil. evandroferreira@yahoo.com

Introdução

Piaçava é um nome de origem tupi que significa “planta fibrosa” e tem sido usado para designar pelo menos três espécies diferentes de palmeiras nativas do Brasil, cujas fibras servem para a confecção de vassouras. No Acre, na região do vale do rio Juruá, ocorre uma dessas espécies. Cientificamente conhecida como Aphandra natalia (Balslev & Henderson) Barfod, as fibras foliares desta palmeira têm sido tradicionalmente utilizadas para a produção artesanal de vassouras pelas comunidades de seringueiros, ribeirinhos e indígenas daquela região.

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novembro 21, 2005

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Queimadas: o lado obscuro do agronegócio no Brasil, por Maria Cecília Guimarães e Roberta Lessa

admin

Narrativa de viagem feita de Minas Gerais ao Mato Grosso. Relata a devastação ambiental devida à pratica de monoculturas em latinfúndios.

Dias quentes no coração do Brasil. Setembro já chega ao fim. O céu não molha a terra e o fogo avança sobre a mata, com o sopro do vento que passa. Sobrevoando o Tocantins, é possível ver, à noite, colunas imensas de chamas a devorar, insaciáveis, o que ainda resta de verde-esperança. Porém, é preciso seguir viagem. Ver de perto o que o coração sente de longe.

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novembro 17, 2005

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Pará: Cada vez mais pobre, por Lúcio Flávio Pinto

Os números do empobrecimento do Pará são tão espantosos quanto o despreparo das suas elites dirigentes. As estatísticas são maquiladas e a propaganda prevalece sobre a leitura racional dos números quando se trata de encarar a realidade. Ela mostra que o Estado se distancia cada vez mais dos seus sonhos de progresso.

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novembro 8, 2005

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BR -163: dias piores virão ? por Rogério Almeida

A década de 1970 é festejada além da conquista do tri campeonato de futebol pelo escrete canarinho, pelo “milagre econômico”. Para a Amazônia é marcante o projeto de integração da região ao resto do país, numa lógica de planejamento periférico e vertical desenhada nos gabinetes dos militares. A regra ditava a ampliação da fronteira agrícola e exploração de matérias primas para a conquista da fronteira. Na região do Araguaia pipocava a guerrilha. Com vistas a exploração das riquezas minerais e ampliação da agricultura e pecuária, obras de infra surgiram na floresta como símbolos da modernidade. Entre elas a BR 163, que liga Cuiabá, no Mato Grosso a Santarém, no oeste do Pará.

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novembro 4, 2005

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O fracasso do Protocolo de Kyoto, por Evandro Ferreira

Passado pouco mais de um ano e meio de sua entrada em vigor, a implementação do protocolo de Kyoto já é vista como um fracasso. Esta semana o primeiro-ministro britânico Tony Blair admitiu isso e sugeriu um novo acordo internacional para combater o aquecimento global. Uma das principais razões para o fracasso do protocolo foi a não adesão dos EUA, o maior emissor de gases poluentes do mundo. Os americanos argumentaram que os custos decorrentes da ratificação do tratado seriam muito altos para a economia americana. Um outro fator que levou os americanos e outros países industrializados a não ratificar o tratado foi a exclusão de países em rápido desenvolvimento de qualquer compromisso para controlar a emissão de poluentes. Entre estes estão a China e a Índia, os dois mais populosos do mundo, e o Brasil, reconhecido como o maior emissor mundial de CO2 derivado da queima de florestas nativas.

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