Sexo sustentável: conheça o preservativo vegan

 

Sexo sustentável: conheça o preservativo vegan
201024 Camisinha Vegana

Empresa alemã fatura alto com camisinha vegana (Divulgação/Einhorn)

Um estilo de vida saudável tem sido a escolha de muitas pessoas pelo mundo. O veganismo cada dia que passa conquista mais adeptos. Além de mudarem suas dietas alimentares, os veganos também deixam de usar produtos, que levem em sua composição ingredientes de origem animal, como, por exemplo, bolsa e sapato de couro.

Segundo a BBC News, foi pensando nesse público que os empreendedores Philip Siefer e Waldemar Zeiler resolveram investir em uma camisinha vegana. Criadores da empresa Einhorn, que significa unicórnio em alemão, os dois empresários já estavam há dez anos no mercado de startups quando decidiram buscar uma alternativa mais voltada para seus valores. As acompanhantes e garotas de programa que vivem no velho mundo logo aderiram à novidade para agradarem os clientes veganos.

Apesar de não ser a primeira empresa a fazer isso – a americana Glyde lançou uma camisinha vegana em 2013 e outras adotaram o mesmo modelo – a preocupação dos empreendedores alemães com a sustentabilidade era ir além da substituição de itens de origem animal de seus produtos.

Para quem não sabe, apesar de a matéria-prima principal dos preservativos ser natural, o látex, seiva extraída de árvores (seringueiras), a grande maioria desses produtos contém também caseína, uma proteína animal, encontrada no leite de mamíferos, usada para deixar o látex mais “macio”.  

Camisinha vegana e sustentável

Além da troca da caseína por um lubrificante natural feito de plantas, o látex obtido para produção dos preservativos é adquirido de pequenos produtores da Tailândia, ao invés das monoculturas tradicionais da borracha, que contribuem para o desmatamento.

Além disso, uma equipe da Einhorn acompanha a produção, pelo menos três meses por ano, para evitar que trabalhadores sejam submetidos a más condições de trabalho, acontecimento recorrente em seringais. Nessas produções, os agricultores recebem também 15% acima do salário mínimo.

Outra diferença passa pelas embalagens: os preservativos Einhorn são vendidos em pequenos pacotes semelhantes aos de batatas-fritas, decorados com padrões únicos criados por artistas, designers e fotógrafos. O objetivo de produzir embalagens divertidas e irreverentes é porque muitas pessoas ainda passam vergonha na hora de comprar um preservativo e acabam escondendo no meio das outras compras. Os sócios querem quebrar esse tabu com as camisinhas sustentáveis.

As embalagens são feitas de bioplástico compostável, mas ainda assim a marca opta por compensar parte do CO2 que emite através do projeto Seven Clean Seas, uma startup de Singapura que leva a cabo plantações de árvores em Espanha, por exemplo. Em 2019 a empresa foi responsável pela emissão de 395 toneladas de CO2, que compensou ao investir no projeto de reflorestamento da Land Life Company, com a plantação de árvores numa área equivalente a oito campos de futebol.

O projeto começou com uma campanha de financiamento coletivo, que conseguiu angariar 100 mil euros. Em 2018, a empresa deles vendeu mais de 4,5 milhões de camisinhas e lançou produtos de higiene feminina produzidos com algodão orgânico.

Com esse movimento, os alemães queriam ainda ter um impacto social com seu empreendimento. A dupla assinou um manifesto obrigando a Einhorn a investir 50% dos lucros em projetos sustentáveis e também sociais, como educação sexual para jovens ou o pagamento justo dos seringueiros. A ideia também é ampliar a área de atuação e levar petições ao Parlamento alemão com temáticas como políticas climáticas e igualdade de gêneros.

Veganismo

O veganismo pode ser especificado como uma forma de viver que busca eliminar o consumo de produtos em que sua origem venha da exploração e maus tratos contra os animais desde a alimentação ao vestuário. Essa prática tem sido muito adotada por diversas pessoas no Brasil e no mundo. No entanto, aderir à alimentação vegana no dia-a-dia não é tarefa fácil e quem deseja começar o ideal é que inicie aos poucos.

Não basta apenas retirar a carne da sua alimentação. É necessário repensar todo a sua veia consumista e considerar as possíveis substituições. Há históricos de que há cerca de 2 mil anos já existiam pessoas preferindo o consumo de produtos vegetais aos animais. Embora não existam pesquisas tão recentes sobre o número de brasileiros veganos, há uma expectativa que, atualmente, este volume já ultrapasse os 5 milhões.

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