Americanos são presos por tentarem deixar o Haiti com 33 crianças sem autorização

Dez americanos foram presos no Haiti porque tentavam sair do país com 33 crianças do país sem autorização. Eles foram detidos, no dia 30/01, na fronteira com a República Dominicana. As informações são da agência BBC Brasil.

De acordo com o governo haitiano, o grupo não tinha documentos para comprovar que crianças eram órfãs ou que tinham direito de retirá-las do país. Os americanos fazem parte da organização não governamental New Life Children’s Refuge, com sede no estado americano do Idaho. As crianças tinham entre 2 meses e 12 anos de idade.

Os americanos disseram à BBC que pretendiam levá-las para um orfanato montado na República Dominicana. Eles consideraram a prisão um erro e achavam que tinham autorização para viajar até o país vizinho. Os americanos ainda não foram indiciados.

Com o terremoto do último dia 12, que arrasou a capital haitiana, várias crianças perderam os pais e diversos orfanatos foram destruídos. Com receio de que criminosos aproveitem a fragilidade em que se encontra o país para o tráfico de crianças, o Ministério de Assuntos Sociais impôs regras para rígidas para a adoção dos órfãos – uma delas é autorização para sair com a criança do Haiti.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) já alertou para o desaparecimento de meninos e meninas de hospitais haitianos depois do terremoto.

Segundo o Unicef, o tráfico de crianças no Haiti já existia antes dos tremores e a mesma situação foi verificada em diversos países após a passagem de uma tsunami em dezembro de 2004.

Reportagem da Agência Brasil, publicada pelo EcoDebate, 01/02/2010

Inclusão na lista de distribuição do Boletim Diário do Portal EcoDebate
Caso queira ser incluído(a) na lista de distribuição de nosso boletim diário, basta utilizar o formulário abaixo. O seu e-mail será incluído e você receberá uma mensagem solicitando que confirme a inscrição.

Participe do grupo Boletim diário EcoDebate
E-mail:
Visitar este grupo

Comentários encerrados.

Top