Cientista britânico vê poucos benefícios nos biocombustíveis

OXFORD (Reuters) – A crescente produção de biocombustíveis tem distorcido os orçamentos do governo, ajudado a elevar os preços de alimentos e causado o desmatamento no sudeste da Ásia, afirmou na sexta-feira o principal cientista do Ministério da Agricultura britânico. Por Nigel Hunt, Reuters/Brasil Online – Publicada em 04/01/2008 às 16:37

“A maneira como estamos produzindo atualmente biocombustíveis não é a maneira certa”, disse o ex-cientista-chefe do Banco Mundial, Robert Watson, citando o programa de álcool dos EUA e o apoio alemão ao biodiesel como os que estão entre os menos efetivos.

Watson disse à Oxford Farming Conference que a produção de biocombustíveis a partir de cana-de-açúcar no Brasil pode ser um dos únicos métodos atuais sustentáveis.

Ele afirmou ainda que precisa haver uma pesquisa e um desenvolvimento agressivos no setor, e que em cinco a dez anos é possível que tecnologias novas e melhores possam ser comercialmente viáveis.

Crispin Tickell, diretor do programa de Ciência e Civilização da Universidade de Oxford, afirmou que a política de álcool dos EUA era “desastrosa”.

Tickell, que já foi chefe de gabinete do presidente da Comissão Européia, disse que é preciso dar mais atenção a fontes de energia renováveis como a solar e a geotérmica.

“Os biocombustíveis têm um papel importante, mas apenas como uma de uma série de tecnologias”, disse ele à conferência.

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