agrotóxicos: O holocausto está aqui, mas não o vêem, artigo de Graciela Cristina Gómez

“Se soubesse que o mundo ia acabar amanhã, eu ainda hoje plantaria uma árvore”. (Martin Luther King, Jr.)

Adital – Vinte anos depois da catástrofe de Bophal, Índia, mais de 100 mil pessoas sofrem na atualidade de doenças crônicas por causa da contaminação causada pelo escapamento.

Essa data foi estabelecida pela organização PAN International (Pesticide Action Network), para recordar as mais de 16 mil pessoas, falecidas no fato ocorrido em 1984 pelo escapamento de 40 toneladas do gás tóxico metil isocianato, químico utilizado na elaboração de um praguicida da Corporação Union Carbide, adquirida em 2001 pro Dow Chemical. Somente nos três primeiro dias morreram 8 mil pessoas. (1)

No ano de 2000, a fábrica Eveready, da mesma empresa (Unión Carbide Argentina), foi denunciada por enterrar cladestinamente pilhas alcalinas não aptas para a comercialização. O depósito de resíduos tóxicos se encontrava em um prédio no kilômetro 752 da rota 9, na cidade de Jesus Maria, provícia de Córdoba. A fábrica funcionou nesse lugar entre 1965 e 1987, mas desde 1994 está assentada lá a empresa brasileira Iochpe Maxion. Essa firma acordou com Eveready, hoje sob licença da empresa Ralston Purina Argentina S. A., o saneamento do terrano e o traslado dos materiais tóxicos. A companhia Ailinco comencou a remover os resíduos industriais no final de setembro para trasladá-los em caminhões supostamente acondicionados a um prédio de enterramento ou tratamento localizado em Zárate, Buenos Aires. (2)

Cada ano no mundo, cerca de 3 milhões de pessoas são intoxicadas pelo uso de agrotóxicos. Morrem mais de 220 mil por ano. Isso significa 660 mortes por dia, 25 mortes por hora.

O programa de vigilância epidemiológica dos Ministérios da Saúde e da Organização Panamericana da Sapude em sete países da América Central, estima que a cada ano 400 mil pessoas são intoxicadas por praguicidas.

As Nações Unidas consideram que a taxa de intoxicação nos países do sul poderia ser 13 vezes maior que nos países industrializados, pelo qual se declarou os praguicidas como um dos maiores problemas em âmbito mundial. Para 1991, calculava-se que 25 milhões de trabalhadores agrícolas sofreriam um episódio de intoxicação por praguicidas e que esses seriam responsáveis por 437 mil casos de câncer e por 400 mil mortes involuntárias. (3)

DO CAMPO DE GUERRA, AO CAMPO SEMEADO:

“Os agrotóxicos não foram inventados para a agricultura e não foram solicitados pelos agricultores, são um produto da guerra. E hoje quando vemos os problemas causados pelos agrotóxicos, temos que dizer o nome certo: Veneno – Arma Química – Agrotóxico.

Na Primeira Guerra Mundial, a Alemanha foi bloqueada e os aliados proibiram a importação de salitre chileno e outros abonos nitrogenados que podiam ser utilizador na fabricação de explosivos. Quando terminou a guerra, os alemães tinham um enorme estoque de nitratos, que já ninguém queria. A indústria química os reciclou e os impuseram ao agricultor. Assim nasceram os abonos nitrogenados. A agricultura foi uma espécie de lixeiro para a indústria da guerra.

Como produto da guerra, eles foram criados para matar o homem, para destruir suas plantações, não para trazer benefício à humanidade. Quando a primeira bomba atômica explodiu, no verão de 1945, viajava em direção ao Japão em um barco americano com uma carga de fitocidas, então declarados como LN 8 e LN 14, suficientes para destruir 30% das colheitas. Mais tarde, na guerra do Vietnã, esses mesmo venenos, com outros nomes, tais como “agente laranja”, serviram para a destruição de dezenas de milhares de quilômetros quadrados de bosques e de cultivos.

Também o DDT, usado para matar insetos, surgiu na guerra para combater a malária. Depois da guerra, novamente a agricultura serviu para canalizar as enormes quantidades armazenadas e para manter funcionando as grandes capacidades de produção que haviam sido montadas. (4)

Mais de 500 mil toneladas de praguicidas obsoletos, proibidos ou caducos, acumulam-se em quase todos os países em vias de desenvolvimento e em transição, supondo uma grave ameaça para a saúde de milhões de pessoas e para o meio ambiente”. (5)

Nicarágua: Em um engenho, foram necessárias 986 pessoas falecidas pelos efeitos do agrotóxico Nemagón para que a Assembléia Nacional da Nicarágua começasse a se mover. Os resultados são dramáticos. Segundo cálculos, morreram 1383 trabalhadores e nos últimos anos há uma média de 46 mortos mensais. (6)

Argentina: Em Missões, 5 de cada 1000 crianças nascem afetadas por Meliomelingocele, uma malfomação do sistema nervoso central. Em Missões, estima-se que cerca de 13% de sua população tem alguma discapacidade. “Quando vemos que orçamento tem para a América Latina a Monsanto, que tem sua grande agência aqui em Posadas, 30 bilhões de dólares são investidos em agrotóxicos para que uns poucos sejam muito ricos e para que todos os demais sejamos discapacitados”. (7)

Ver também os ralatórios da província do Grupo de Reflexão Rural, o relatório “Pachamama” (Ecos de Romang) e “As derivações do caso Portillo” (diário O Dia, Gualeguaychú), ente outros, que geram vergonha e impotência em nosso país.

Paraguai: É o terceiro exportador e quarto produtor mundial de soja. 85% das sementes plantadas pertencem a Monsanto. O ministério de Sapude registrou 430 casos de envenenamento e morte entre os anos 1999 e 2000.

Nesse contexto, talvez o caso mais ressonante no Paraguai seja a morte da criança Silvino talavera, ocrrida em janeiro de 2003 que deu origem ao primeiro julkgamento de produtores, condenados a somente 2 anos de cárcere. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) aponta que de um total de 3 e 5 milhões de casos anuais de agricultores afetados, 40 mil morrem por intoxicações agudas. (8)

Uruguai: O diretor do Registro Nacional de Câncer, do Ministério de Saúde Pública, Dr. J.A. Vasallo, em seu livro Câncer no Uruguai, de 1989, expressa que há um aumento de 64% nos últimos 30 anos. (9)

Brasil: Comprova-se a contaminação transgênica desde Cataratas! Um estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (IBAMA) no Parque Iguaçu confirmou que os cultivos de soja transgênica que abundam na sua zona de influência são a causa da contaminação genética de diversas espécies vegetais. O cultivo da soja na zona de resguardo do parque está proibido por lei. (10)

No primeiro semestre de 2004, a China embargou um carregamento de soja proveniente do Brasil, registrava-se contaminação com fungicidas Carboxin e Captan. Esse procedimento, segundo ambientalistas, é comum em exportações para países pobres, quando parte da carga comercial é cheia de grães contaminados. Diante do rechaço da China do produto contaminado, acredita-se que a soja tenha sido adquirida por países com menor poder de impor restrições comerciais, como a Indonésia. No entanto, esse mesmo lote com níveis de contaminação similares poderia estar também na mesa dos brasileiros. (11)

Colômbia: É muito difícil calcular as intoxicações na Colômbia e na América Latina, porque a maioria dos casos não é registrada. As autoridades subestimam as queixas, como ocorre com milhares de intoxicações por fumigações aéreas de Roudup (glifosato) em zonas de cultivos de uso ilícito na Colômbia, em concentrações muito mais altas que as autorizadas para o uso agrícola.

Cabe lembrar a ocorrida em 1967 em Chiquinquirá (Boyacá), Colômbia, que envolveu mais de 500 pessoas, das quais 165 precisaram de tratamento hospitalar e 63 morreram. Intoxicaram-se e morreram dezenas de crianças quando tomaram café-da-manhã com pão elaborado com farinha de trigo contaminada com Folidol (paration).

Peru: a tragédia de Tauccamarca, ocorrida em outubro de 1999, onde 24 crianças foram envenenadas e mortas após ingerir um alimento contaminado com Parathion, praguicida produzido pela multinacional Bayer, 24 crianças morreram na comunidade cusquenha após consumirem o café-da-manhã escolar. A morte foi quase instantânea, em meio as mais atrozes dores. Outras 22 crianças sobreviveram, mas é possível que seus sistemas nervosos tenham ficado seriamento danificados. (12)

As mortes causadas pelo herbicida paraquat da Syngenta (Gramoxone) no mundo são calculadas em milhares. Paraquat tem sido responsabilizado por numerosos problemas de saúde nos países em que é utilizado. Malásia é um dos 13 paíese que o proibiram, mas há 120 que seguem utilizando-o. Em compensação, a UE o aprovou. (13)

Na Costa Rica, desde 1980 e durante duas décadas, tem sido considerado como a primeira causa de envenenamento e responsável de uma terceira parte das mortes de centenas de trabalhadores agrícolas. Não se conhece antídoto nem tratamento eficaz para controlar um envenenamento com paraquat.

Estima-se 85% de casos não registrados, no ano de 2000 752 pessoas foram intoxicadas por praguicidas, das quais 12 foram casos fatais. (14)

Em uma investigação recente sobre a água engarrafada na índia revelou níveis altos de lindano, entre outros praguicidas com o DDT e o malation altamente tóxicos, e por isso foi desencadeada também uma campanha contra a Coca-Cola por vender suas coca-colas contaminadas. Isso na Grã-Bretanha não foi nenhuma novidade, depois de ter acusado à mesma empresa, que sua água mineral Dasani, tinha o dobro de bromato do que o permitido, e de não ser potável e, sim, tirada do encanamento público, desde essa data, essa água engarrafada faz furor na Argentina. (15)

Chile: O lindano, apesar de estar proibido desde 1998 pelo Ministério da Agricultura para seu uso agrícola devido a seus graves efeitos para a saúde das pessoas, segue-se aplicando nas cabeças das crianças para combater a pediculosis. Longe de erradicar o mal, esse praguicida gerou resistência e a pediculosis tornou-se endêmica, segundo reconhecem autoridades do Ministério da Saúde. (16)

México: os índices de câncer no México têm aumentando a partir de 1989, foi registrado como a segunda causa de morte do país. Nesse ano, houve 40.628 mortes (48,2 por 100 mil habitantes). Curiosamente, na cidade de Comitán, onde se criam muitos porcos e na região Costa de Chiapas, o alto índice de pessoas com câncer de estômago coloca a cidade no primeiro lugar em nível mundial nessa doença. Na região, é muito usado o lindano para matar os piolhos e atacar sarna dos porcos. Também se usa o pó que se aplica no milho com o fim de armazená-lo e evitar que entre os insetos ou para que os gurgulhos não estraguem o feijão. Nessa região fronteiriça, são realizadas há anos constantes fumigações sobre os plantios de comunidades indígenas que atingem também casas, animais domésticos, plantações de milho e de café. Grandes populações de abelhas foram eliminadas e, com isso, os produtores de mel. O lindando também contamina altamente os solos, rios, poços, lagoas e águas subterrâneas.

Na Zona Altos, o lindano também é freqüentemente usado pelos promotores da Secretaria de Saúde para a aplicação em crianças de até quatro meses para combater os piolhos de cabelo. A IARC como a Agência de proteção Ambiental dos Estados Unidos (US EPA) classificou o lindano como um possível carcinógeno humano.

Para uso agropecuário, existem três empresas que comercializam lindano: Agromundo, Engenharia Industrial e Idústrias Gustaffson. Cabe destacar que essa última foi comprada em 2004 pela multinacional Bayer, uma verdadeira especialista em envenenamento planetário, e vende o lindano sob o nome de Germate Plus. Além disso, a Bayer havia comprado, em 2001, a empresa Aventis Crop Science, uma fusão de Laboratórios Hélios, AgrEvo e Rhone Poulen. Além de borrifar os indígenas de Chiapas com Baygon. (17)

A empresa Anaversa, em Córdoba, Veracruz, em maior de 1991, causou numerosas mortes por câncer e efeitos crônicos na população; nunca foi efetuada a limpeza do lugar, nem as vítimas foram indenizadas, embora a empresa tenha cobrado o seguro contra acidentes. Um segundo caso é o da empresa formuladora de praguicidas Artivi, em Juchitepec, Estado de México.

Um terceiro caso é o de Teckmen, em Salamanca, Guanajuato, que produziu há décadas inseticidas organoclorados persistentes, gerando problemas de saúde e contaminação ambiental. Em suas intalações, a empresa conserva 84 mil toneladas de resíduos organiclorados que deixou Fertimex mais 45 mil toneladas de enxofre contaminado. Essas e outras substâncias se encontram ao relento. (18)

AS FÁBRICAS DO ESPANTO:

DUPONT: Durante a Guerra Civil dos EUA, fornecia a metade da pólvora usada pelo exército da União, também dinamite. Seguiu sendo um provedor do exército estadounidense tanto na Primeira Guerra Mundial como na Segunda, também colocaborou no Projeto Manhattan, sendo responsável da fábrica de produção de plutônio no Laboratório Nacional Oak Ridge.

Dupont foi, junto com a General Motors, o inventor dos CFC (substâncias que afetam a camada de ozônio).

Em um relatório enviado por Saddam Hussein às Nações Unidas antes da invasão do Iraque, revelou-se que Dupont havia participado no desenvolvimento do programa nuclear iraquiano.

Uma investigação da Agência de Proteção do Meio Ambiente acusou a Dupont de ocultar os efeitos do C-8 (um produto usado para a obtenção do Teflon). Vários estudos sugerem que o efeito acumulativo desse material seja cancerígeno, além de poder provocar malformação durante a gravidez.

BASF: BASF é a a maior empresa química do mundo. De origem alemã, compreende mais de 160 subsidiárias e conta com mais de 150 plantas de produção em todo o globo. Entre seus produtos está a anilina, de efeitos cancerígenos para animais e seres humanos.

IG Farben foi fundado em 1925 com a fusão da BASF, Agfa e Hoechst. IG Farben foi a única companhia alemã com seu próprio campo de concentração, onde morreram ao menos 30 mil pessoas, e muitos mais foram enviados para as câmaras de gás. IG Farben construiu uma grande fábrica em Auschwitz, com uma força de trabalho de aproximadamente 300 mil escravos. O gás Zyklon B que era utilizado nas câmaras de extermínio, era fabricado por Degesch, uma subsidiária da IG Farben, com esse veneno foram executados milhões de judeus, ciganos e soviéticos.

Terminada a Segunda Guerra Mundial, as nações aliadas, durante os Julgamentos de Nuremberg, ordenaram o desmembramento do consórcio.

As empresas sucessoras de IG Farben na atualidade são Bayer, BASF e Hoechst, as que herdaram o total das propriedades de IG Farben não as propriedades penais.

Atualmente, BASF lançou uma campanha publicitária que promove o agrotóxico de nome comercial “Opera” que é um fungicida – um veneno para fungos – que é utilizado nos monocultivos de soja para controlar doenças de fim de ciclo, em particular a ferrugem asiática. A publicidade nos mostra uma criança sorridente, com uma pequena planta na mão e com uma extensa plantação de soja no fundo. A imagem é acoompanhada pela frase “A inovação BASF está aqui para melhorar tua qualidade de vida”. O idílico da imagem se distancia muito da realidade que o cultivo de soja e seu pacote tecnológico associado representam para nosso campo e seus habitantes.

BAYER: produziu até a Primeira Guerra Mundial uma droga chamada diacetilmorfina, uma droga viciante, vendida originalmente como tratamento para a tosse, que logo passou a se chamar heroína. A heroína era uma marca registrada da Bayer, até que foi proibida antes da Primeira Guerra Mundial.

Desde 1925 e até 1951, Bayer se converteu em parte da IG Farben, um conglomerado de indústrias químicas alemãs que formaram a base financeira do regime nazista. O Dr. Fritz ter Meer, condenado a sete anos na prisão pelos crimes de guerra pelo tribunal de Nuremberg, tornou-se Diretor-supervisor da Bayer em 1956, depois de sua soltura.

Também é de sua atribuição a criação de agentes químicos como: Gás mostarda (arma química) e tabun (gás nervoso) (19)

SYNGENTA: pesticida assassino e sementes “Terminator”:

O Paraquat é vendido em mais de cem países com o nome genérico de “Gramoxone”, representa uma parte importante das ganâncias da trasnacional radicada em Basiléia – que em 2006 teve lucro líquido declarado de cerca de 900 milhões de dólares – e “tem causado milhares de mortes”.

Nascida em 2000 da fusão das divisões agroquímicas da Novartis suíça e do consórcio algo-sueco AstraZeneca – o Gramoxone segue sendo vendido em todo o mundo e sua expansão não para, como provam as novas instalações que a empresa abriu na China.

Em maio deste ano, diversas organizações da Ásia, África e Europa apresentaram uma denúncia contra a Syngenta diante da FAO. A empresa não respeita seu artigo 3.5 que chama a evitar certos pesticidas extremamente tóxicos. Em julho passado, a Corte de Justiça Européia também se pronunciou contra tal produto.

As plantas do tipo “Terminator” produzem sementes estéreis que não dão mais que uma colheita. Os camponeses não podem voltar a ocupa-las para a semeadura.

Segundo a denúncia de março de 2006 das organizações suíças, “o único objetivo dessa tecnologia é dominar o mercado de sementes e assegurar o controle da alimentação mundial… o que implica uma violação ao direito humano da alimentação”. (20) No Brasil, uma milícia armada atacou camponeses em um “campo experimental” da multinacional Syngenta localizado em Santa Teresa oeste. Esse campo foi ocupado e denunciado pelos camponeses, mas às 13:30 do domingo, dia 21 de outubro, foram atacados. Um membro da Via Campesina, Valmir Motta, de 32 anos, pai de três filhos, foi executado com dois disparos no peito. Outros seis trabalhadores rurais foram feridos gravemente. (21)

MONSANTO: acusada de contaminar o povo de Times Beach, as águas do povo Anniston, criado do Aspartame, (Nutarsweet) adoçantes de efeito tônico para o cérebro, não conforme com isso, fornece a ceféina à Coca-Cola.

Pelo seu glifosato Round Up foi condenada ao ser demonstrado seu caráter potencialmente cancerígeno e perturbador ao sistema endócrino, e de “provocar efeitos nefastos para o ambiente a longo prazo. (22)

Hoje seu milho transgênico, aprovado para consumo humano pela EU, dois de seus híbridos que se submeteram a votação incluem a modificação genética Nk603, foi analizado recentemente pelo instituto francês CRIIGEN, que encontrou claros sinais de toxicidade nos dados apresentados pela empresa fabricante, a multinacional Monsanto.

O terceiro dos milhos aprovados, conhecido como Herculex, tem sido repetidamente denunciado, porque as análises realizadas pelas empresas fabricantes, Pionner e Dow, revelaram sinais de toxicidade que exigem novas investigações.

Amigos da Terra, COAG e Greenpeace têm denunciado reiteradamente a Agência Européia de Segurança Alimentar (EFSA) por não exigir mais investigação antes de dar o visto a novos transgênicos e por não levar em consideração as evidências sobre os efeitos prejudiciais” já que enquanto não se produza uma melhora radical da avaliação de riscos dos transgênicos, os procesos de autorização devem ser suspensas. (23)

Na Índia, o Ministério da Agricultura reconhece que, entre 1993 e 2003, ocorreram 100 mil suicídios de camponeses. Entre 2003 e 2006 (outubro), ocorreram 16 mil suicídios a acad ano. No total, entre 1993 e 2006, houve cerca de 150 mil suicídios, 30 por dia durante 13 anos! Milhares de camponeses, cuja forma de vida tem sido destruída, têm recorrido ao suicídio como única escapatória.

Recorreram al algodão da Monsanto buscando reduzir o custo em praguicidas, a armadilha do endividamento lhes veio mais rapidamente porque as sementes do algodão da Monsanto são ainda mais caras. (24)

O DEBATE NEGADO E OS SILÊNCIOS DA IMPRENSA

Essa é uma das principais conclusões que apresenta uma meticulosa investigação realizada pelo Observatório dos Meios da Agência Jornalística do Mercosul (APM), da Faculdade de Jornalismo e Comunicação Social da universidade Nacional de La Plata (UNLP(, da Argentina. Essa investigação desnuda as técnicas manipuladoras da imprensa hegemônica.

Uma medição do Observatório dos Meios da APM constatouque os principais jornais econômicos de Buenos Aires promovem o prigrama que converte a comida em gasolina para os ricos. (25)

A imprensa e os governos se negam a um debate sobre esses temas, negando e ocultando informação, quando, justamente, conscientizando a população evitar-se-ia tantas mortes e haveria um melhor manejo e prevenção sobre os agrotóxicos.

No entanto:

– Vemos na televisão dias atrás um vergonhoso programa de “Um mundo de baixo consumo”, aplaudindo os biocombustíveis, mostrando a cultura ianque, e os carros “híbridos”, somente acessíveis a Bill Gates. Por que não se realizou no Paraguai, no Brasil ou em Santa Fé mostrando os estragos da soja? Vamos ver se nos presenteiam óleo de batatas fritas em Puerto Madero para o carro, façam fila, por aí têm sorte…

– O mesmo canal levanta uma notícia a realizar-se com integrantes da Ação Ecológica sobre mineração, a hora de realiza-se, seguramente por pressões. (26)

– A corte da província de Catamarca anula um plebiscito sobre um SIM ou um NÃO para a instalação de uma mina de urâncio a céu aberto, esquecendo o artigo 124 de nossa Constituição Nacional, sem levar em conta que o artigo 41, está em “Direitos e Garantias” de nossa Constituição, sim não se deram conta, e que o povo é soberano e eles somente um número, um mero representante desse soberano.

– As crianças nascidas com malformações em Santa Fé e Missões, jamais tiveram uma nota em nenhum jornal de Buenos Aires, alguns jornais locais e as redes ecológicas lutam sozinhas, espondo esses temas e mostrando ao mundo, que, com pavor, repetem as notícias uma e outra vez…, enquanto Argentina: se cala.

O milagre da soja, segundo alguns rafaelinos que escutamos, envergonhando-nos de ser santafecinos, em uma Universidade de Três de Fevereiro, Buenos Aires, falando de arte, lhe agradecem pela soja… pela arte!

Brinden con Round Up, señores… Cuando los plaguicidas maten hasta el último pájaro de los montes que aún nos quedan, no agradecerán ni a Monsanto, ni a Bayer, ni a Syngenta y compañía. Porque estar en el holocausto y no darse cuenta, es ya estar muerto en vida.

Brindem com Round Up, senhores… Quando os praguicidas matarem até o último pássaro dos montes que ainda nos restam, não agradecerão nem a Monsanto, nem a Bayer, nem a Syngenta e companhia. Porque estar no holocausto e não se dar conta, é estar morto em vida.

Fontes:

1-Rebelión “3 de diciembre, Día del no uso de plaguicidas”
2- www.funam.org.ar ,” Remueven residuos tóxicos enterrados clandestinamente por Eveready en Córdoba.”
3- www.rel-uita.org – “3 de diciembre, Día del no uso de plaguicidas”
4- www.rel-uita.org “Agrotóxicos de la guerra a la agricultura”
5- www.Eco2site.com “Nuevo código para pesticidas”
6- www.nodo50.org “El drama de los agricultores nicaragüenses afectados por el pesticida nemagón”
7-Ecoportal.net “Malformaciones en Misiones por el uso de agrotóxicos”
8- www.lineacapital.com.ar “Cinco de cada mil niños misioneros padecen malformaciones por agrotóxicos”
9- www.ecocomunidad.org.uy “Agrotóxicos hasta en la sopa”
10- Radio mundo real “Brasil: comprueban contaminación transgénica en Parque Iguaçu ”
11- www.adital.com.br
12- www.rel-uita.org “3 de diciembre,Dia del no uso de plaguicidas”
13- Ecoportal.net “Syngenta: Contaminación Agroquímica”
14- www.agroecologia.es “3 de diciembre,Dia del no uso de plaguicidas”
15-.www.indymedia.org
16- Diario El clarín Chile
17- Ecoportal.net ” Otra amenaza, el Lindano. Niños en peligro”
18- Greenpeace “En el aniversario del accidente de Bhopal, repudian el uso de plaguicidas”
19-Wikipedia.org
20-www.paginadigital.com.ar “La transnacional suiza Syngenta en la mirilla”
21- Anred org “Brasil: milicias armadas de Syngenta atacan a campesinos”
22-Ecos de romang “Doctor¡grítelo mas fuerte!”
23- www.amigosdelatierra.org “Ecologistas y agricultores denuncian que la UE aprobará tres transgénicos potencialmente peligrosos con el voto favorable de España”
24-Ecoportal net
25- Biodiversidala.”Los silencios de la prensa argentina: ¿por qué no debaten sobre Agrocombustibles?
26-Bolsonweb.com.ar “Canal 13 cancela una nota con un ecologista chubutense”
27- Página12 “La consulta popular sobre minería que fue impedida por la Justicia”.

[Tradução do español: Adital]

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