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Fiscalização do Grupo Móvel retira do trabalho degradante mais de 3,8 mil trabalhadores

Trabalhador não recebe Equipamento de Proteção Individual e é resgatado pelo Grupo Móvel. Foto do MTE
Trabalhador não recebe Equipamento de Proteção Individual e é resgatado pelo Grupo Móvel. Foto do MTE

Balanço de 2008 do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que foram 201 fazendas fiscalizadas em 113 operações. O pagamento de indenização chegou a R$ 6,9 milhões

A fiscalização do trabalho é fundamental para dar continuidade à Política Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, lançada em 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Coordenadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as ações fiscais visam erradicar o trabalho escravo e degradante e regularizar os vínculos empregatícios dos trabalhadores encontrados e, principalmente, garantir a dignidade do trabalhador rural brasileiro.

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Coordenador da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, diz que há trabalho escravo nas usinas de produção de etanol

Leonardo Sakamoto, em foto do Blog do Sakamoto
Leonardo Sakamoto, em foto do Blog do Sakamoto

O cientista político e coordenador da organização não-governamental (ONG) Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, disse ontem (18) que, ao contrário do que o governo diz, há trabalho escravo nas usinas de produção de etanol. Segundo Sakamoto, de janeiro até agora, foram libertados mais de 1.800 trabalhadores de fazendas de cana-de-açúcar.

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(CPT) Etanol e trabalho escravo: aonde o governo brasileiro quer chegar?

Canavial, em foto de arquivo
Canavial, em foto de arquivo

No intuito de promover o etanol brasileiro, vendendo a imagem de sua imaculada sustentabilidade, o Ministério brasileiro das Relações Exteriores convocou para os dias 17 a 21 de novembro uma Conferência Internacional intitulada “Biocombustíveis como vetor do Desenvolvimento Sustentável”. Na oportunidade, o subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Itamaraty, coordenador do evento, embaixador André Amado, acaba de rejeitar em bloco qualquer alegação de existência de trabalho escravo no setor de produção de açúcar e álcool. Disse-se “um pouco indignado” pela campanha de “denegrimento” (sic) que visaria o setor com base em denúncias infundadas e confusões conceituais cuja origem não chegou a detalhar.

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Justiça Federal no Pará determina a prisão de acusado por trabalho escravo

Trabalho escravo: vamos abolir esta vergonha

“Lembra o que aconteceu com a irmã Dorothy?”, disse o empresário em ameaça a testemunha

A Justiça Federal no Pará decretou ontem, 13 de novembro, a prisão preventiva do empresário Agenilson José dos Santos, o Paulista, acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de submeter 163 pessoas a trabalho escravo em Placas, no oeste do estado.

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trabalho escravo: Fiscalizações em carvoarias ilegais no Pará libertam 51 pessoas

Exemplo da condição encontrada no PA: trabalhador sem equipamentos em carvoaria (Foto: MTE)
Exemplo da condição encontrada no PA: trabalhador sem equipamentos em carvoaria (Foto: MTE)

Houve flagrante de escravidão em 6 carvoarias: trabalhadores não recebiam salários e permaneciam até 35 dias sem folga. Patrões valiam-se da servidão por dívida, mas evitavam anotar em cadernos para enganar fiscalização

Das sete carvoarias fiscalizadas pelo grupo móvel do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) no sudeste do Pará, seis mantinham trabalhadores em condições análogas à escravidão. Ao todo, 51 pessoas - entre elas sete mulheres e um adolescente de 15 anos - foram libertadas das fazendas localizadas em Rondon do Pará (PA) e Abel Figueiredo (PA), próximos à Rodovia BR-222. Por Bianca Pyl, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

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Carvoeiros em situação semelhante à de escravidão são resgatados na Bahia

[Coalmen in situations similar to slavery are redeemed in Bahia]

PEC do Trabalho Escravo: Aprovação JÁ

Riachão das Neves (Bahia) - Fiscais do Ministério do Trabalho resgataram nesta quinta-feira (6/11) 35 carvoeiros trabalhando em situação comparável à de escravidão em uma fazenda da cidade de Riachão das Neves, no noroeste da Bahia.

De acordo com o auditor do Trabalho Eduardo Santos da Costa, a maioria não tem carteira assinada e tem descontado do salário até as botinas usadas para proteção contra o calor dos fornos.

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Maranhão: MTE resgata trabalhadores em condições análogas à escravidão em propriedades reincidentes

[Maranhão: MTE rescues workers in conditions analogous to slavery in property offenders]

Trabalho escravo: vamos abolir de vez essa vergonha

Grupo móvel encontrou pessoas submetidas à escravidão sob responsabilidade de reincidentes. Flagrantes envolveram fazendeiro que já está na “lista suja”, presidente do sindicato ruralista de Açailândia (MA) e carvoaria local

Fiscalizações do grupo móvel do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em três áreas no Maranhão resultaram em três flagrantes de trabalho escravo. Na Fazenda Eldorado, no município de Açailândia (MA), 14 trabalhadores eram explorados em situação análoga à de escravos. Entre eles, havia quatro adolescentes - dois com menos de 15 anos. Por Bianca Pyl, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

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Bahia tem 2 mil casos de trabalho análogo à escravidão

[Bahia has 2 thousand cases of work similar to slavery]

Estatística da Organização Internacional do Trabalho (OIT) apontam para 25 mil o número de brasileiros vítimas do trabalho forçado – situações em que, aparentemente formais, as relações trabalhistas expõem o empregado à dependência e subserviência aos empregadores, muitas vezes envolvendo ameaça e assédio moral. Deste total, cerca de 2 mil estão na Bahia, a maioria realizando trabalho rural escravo na região Oeste de Barreiras e Luiz Eduardo Magalhães. Por Emanuela Sombra, do A Tarde e Haroldo Abrantes/Agência A Tarde, 03/11/2008

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Para embaixador, apontar trabalho escravo na plantação de cana-de-açúcar é distorcer a realidade (Leiam, também, nota do EcoDebate)

[Point slave labour in planting of cane sugar is distort reality, says ambassador]

O subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Itamaraty, André Amado, em entrevista sobre a Confêrencia Internacional sobre Biocombustíveis Foto: Valter Campanato/ABr
O subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Itamaraty, André Amado, em entrevista sobre a Confêrencia Internacional sobre Biocombustíveis Foto: Valter Campanato/ABr

Não se pode dizer que há trabalho escravo na plantação de cana-de-açúcar somente por ser possível encontrar na atividade situações de trabalho em condição degradante. Foi o que afirmou ontem (3) o subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Itamaraty, embaixador André Amado. Para ele, isso seria uma distorção da realidade.

“Eu acho que é uma distorção da parte de pessoas que querem [simplesmente] distorcer [a realidade], não é uma alegação que se baseie em fatos”, disse Amado durante entrevista coletiva sobre a Conferência Internacional sobre Biocombustíveis.

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Cresce pressão pela aprovação de proposta de combate ao trabalho escravo

[Growing pressure to approving a proposal to combat slave labor]

A Proposta de Emenda Constitucional nº 438 é defendida por organizações e movimentos sociais como um dos instrumentos mais eficazes para combater o trabalho escravo no país

Movimentos sociais, organizações de direitos humanos, órgãos governamentais e a sociedade civil intensificam a luta pela aprovação da Proposta de Emenda Constitucional nº 438/2001, conhecida como a PEC do Trabalho Escravo, que há sete anos tramita no Congresso Nacional.

No último dia 17, foi realizado um ato nacional pela aprovação da proposta em várias regiões do país, com a coleta de assinaturas para um abaixo-assinado, que será entregue ao presidente do Congresso Nacional, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

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MTE lança programa para acabar com figura do aliciador de mão-de-obra rural

[MTElaunches program to end figure of the intermediary of labor-rural]

Ministro Carlos Lupi no lançamento do projeto Marco Zero, em Imperatriz (MA). Foto de Renato Alves
Ministro Carlos Lupi no lançamento do projeto Marco Zero, em Imperatriz (MA). Foto de Renato Alves

Objetivo deste projeto inédito de intermediação de mão-de-obra no meio rural é eliminar o papel do aliciador ilegal de trabalhadores, o chamado gato, e garantir o cumprimento das leis trabalhistas

O Ministério do Trabalho e Emprego lançou hoje programa voltado especificamente para a intermediação e capacitação de mão-de-obra rural. Chamado de Marco Zero, o projeto é inédito e terá a parceria dos estados do Maranhão, Pará, Piauí e Mato Grosso, identificados como as principais origens de trabalhadores resgatados em condições degradantes. A cerimônia de lançamento aconteceu em Imperatriz (MA) e contou com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e dos governadores que participam da ação, além da representante do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, e de secretários estaduais.

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trabalho escravo: Resgatados 40 trabalhadores em fazendas isoladas na fronteira AC/AM

[slave labor: Rescued 40 workers in isolated farms on the AC/AM border]

NÃO ao trabalho escravo

Vítimas foram aliciadas em cidades de Rondônia e do Acre. Acabaram em alojamentos sofríveis, não tinham água potável e não recebiam salários regularmente. Fiscais demoraram dias para chegar até as três fazendas

Aliciados em outros estados, presos no trabalho por causa do isolamento geográfico, com o salário descontado ilegalmente, alojados precariamente e sem água própria para consumo. Todo esse quadro configurou mais uma libertação de trabalhadores mantidos em situação análoga à de escravos. Desta vez, um grupo de 40 trabalhadores - entre eles dois adolescentes - foi resgatado pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas (SRTE/AM). Eles trabalhavam em três fazendas na Rodovia BR-364, que margeia a divisa entre o estado do Acre e Amazonas. Por Bianca Pyl, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

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Fiscais resgatam 69 trabalhadores em condições análogas à escravidão no Mato Grosso

[MTE recover 69 workers in conditions analogous to slavery in Mato Grosso]

Grupo ocupava alojamentos precários, sem condições básicas de higiene e segurança em fazenda no município de Tapurah, a 320 km de Cuiabá

Ação do Grupo Móvel de Fiscalização de Combate ao Trabalho Escravo da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Mato Grosso (SRTE/MT), em operação que teve início no dia 21 de outubro, resgatou 69 trabalhadores em condições análogas à escravidão. O fato ocorreu em uma fazenda no município de Tapurah, a 320 km de Cuiabá.

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Grupo Móvel resgata trabalhadores em situação de trabalho análogo ao escravo no Maranhão

Entre os resgatados havia uma mulher e três jovens de 17 anos. Trabalhadores dormiam sobre ferramentas e agrotóxicos em alojamento sem condições básicas de higiene

Ação do Grupo Móvel de Fiscalização de Combate ao Trabalho Escravo da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Maranhão (SRTE/MA), em operação realizada entre os dias 06 a 18 de outubro, resgatou nove trabalhadores de condições análogas ao de escravo. Dentre os resgatados havia uma mulher e três menores, 17 anos de idade. O resgate ocorreu no município de Balsas, interior do Maranhão, numa fazenda de cultivo de soja localizada em região conhecida como Pé de Galinha.

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Participe do abaixo-assinado pela punição a escravagistas

Nesta sexta (17), dezenas de instituições e organizações da sociedade civil, empresariais, da justiça, do ministério público e do governo se juntaram em uma mobilização nacional pela coleta de assinaturas para a aprovação da PEC do Trabalho Escravo. Essa proposta de emenda constitucional prevê o confisco de terras onde trabalho escravo for encontrado.

Aos 120 anos da Lei Áurea e aos 60 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, brasileiros continuam sendo traficados para trabalho escravo: 6 mil deles foram libertados em 2007 de um total de 31 mil encontrados nessa situação desde 1995 pelo governo federal. Nesse período, a Comissão Pastoral da Terra registrou denúncias envolvendo mais de 50 mil trabalhadores “aprisionados por promessas”, obrigados a trabalhar em fazendas e carvoarias, em condições desumanas e impedidos de romper a relação com o empregador.

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Ato nacional pede aprovação urgente da PEC contra o trabalho escravo


Ato Nacional pela Aprovação da PEC do Trabalho Escravo, que tem o objetivo de colher assinaturas para aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 438/2001 Foto: Elza Fiúza/ABr

Só em 2008, mais de 3 mil trabalhadores em situação degradante foram resgatados por equipes do grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Desde que o grupo foi criado, em 1995, mais de 30 mil trabalhadores foram retirados de situações irregulares. Para impedir que a prática do trabalho escravo continue existindo no Brasil, entidades da sociedade civil organizaram ontem (17) um ato nacional pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 438/2001) que prevê penas mais rígidas para os exploradores. Entre elas, a expropriação de imóveis (rurais e urbanos) de quem cometer o crime.

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Fiscalização resgata 46 trabalhadores de carvoaria no Ceará

Grupo foi encontrado em Parambu. Valor total das indenizações ficará em torno de R$ 144 mil

Pelo menos 46 trabalhadores foram resgatados de condições análogas a de escravo numa carvoaria em Parambu, município no norte cearence, que trabalhavam numa área arrendada sem as mínimas condições de trabalho exigidas por lei.

O Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo chegou à propriedade após uma reportagem do ‘Diário do Nordeste’, que denunciava a situação dos trabalhadores na fazenda, que praticava a derrubada de uma área de 4.700 hectares para produção de carvão vegetal.

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trabalho escravo: Entre dez libertados do corte de erva mate, cinco são índios

Trabalhadores eram mantidos por meio de dívidas, contraídas na compra de alimentos e ferramentas. Alojamento era irregular e não havia sanitários. Cinco dos dez trabalhadores eram da Terra Indígena Xapecó, em Ipuaçu (SC)

O grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) libertou dez trabalhadores submetidos à escravidão na Fazenda Vista Alegre, em General Carneiro (PR). Cinco deles tinham migrado de Clevelândia, também no estado do Paraná, e os outros cinco, do povo Kaingang, vinham da Terra Indígena Xapecó, em Ipuaçu (SC). Por Bianca Pyl, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

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