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Pernambuco: MTE resgata 284 trabalhadores no corte de cana-de-açúcar

Trabalhadores no corte de cana-de-açúcar, em foto de arquivo
Trabalhadores no corte de cana-de-açúcar, em foto de arquivo

Grupo trabalhava sem condições de saúde e segurança no corte de cana-de-açúcar, em fazendas no município de Palmares

Brasília, 20/11/2008 - Em ação fiscal coordenada pelo Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego, 284 pessoas foram resgatadas de situação degradante no exercício de atividades ligadas ao corte da cana-de-açúcar, no município de Palmares, a 120 km de Recife (PE).

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Fiscalização do Grupo Móvel retira do trabalho degradante mais de 3,8 mil trabalhadores

Trabalhador não recebe Equipamento de Proteção Individual e é resgatado pelo Grupo Móvel. Foto do MTE
Trabalhador não recebe Equipamento de Proteção Individual e é resgatado pelo Grupo Móvel. Foto do MTE

Balanço de 2008 do Ministério do Trabalho e Emprego mostra que foram 201 fazendas fiscalizadas em 113 operações. O pagamento de indenização chegou a R$ 6,9 milhões

A fiscalização do trabalho é fundamental para dar continuidade à Política Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, lançada em 2003 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Coordenadas pela Secretaria de Inspeção do Trabalho (SIT), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), as ações fiscais visam erradicar o trabalho escravo e degradante e regularizar os vínculos empregatícios dos trabalhadores encontrados e, principalmente, garantir a dignidade do trabalhador rural brasileiro.

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Mais de 170 trabalhadores são retirados de usina canavieira em Minas Gerais e São Paulo

Empresa pagou as verbas rescisórias, assinou Termo de Ajustamento de Conduta e encaminhou os trabalhadores às suas cidades de origens

Brasília, 13/11/2008 - O Grupo Especial de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego encontrou 176 cortadores de cana que laboravam no setor sucroalcooleiro dos municípios de Conceição das Alagoas (MG) e Ituverava (SP). Detectadas algumas irregularidades, a empresa teve que antecipar o término do contrato de trabalho dos funcionários, encaminhá-los às suas cidades de origens e assinar um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho, comprometendo-se a - já na próxima safra - buscar trabalhadores migrantes em suas cidades de origem e alojá-los de acordo com as exigências da legislação.

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Para embaixador, apontar trabalho escravo na plantação de cana-de-açúcar é distorcer a realidade (Leiam, também, nota do EcoDebate)

[Point slave labour in planting of cane sugar is distort reality, says ambassador]

O subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Itamaraty, André Amado, em entrevista sobre a Confêrencia Internacional sobre Biocombustíveis Foto: Valter Campanato/ABr
O subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Itamaraty, André Amado, em entrevista sobre a Confêrencia Internacional sobre Biocombustíveis Foto: Valter Campanato/ABr

Não se pode dizer que há trabalho escravo na plantação de cana-de-açúcar somente por ser possível encontrar na atividade situações de trabalho em condição degradante. Foi o que afirmou ontem (3) o subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Itamaraty, embaixador André Amado. Para ele, isso seria uma distorção da realidade.

“Eu acho que é uma distorção da parte de pessoas que querem [simplesmente] distorcer [a realidade], não é uma alegação que se baseie em fatos”, disse Amado durante entrevista coletiva sobre a Conferência Internacional sobre Biocombustíveis.

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MTE lança programa para acabar com figura do aliciador de mão-de-obra rural

[MTElaunches program to end figure of the intermediary of labor-rural]

Ministro Carlos Lupi no lançamento do projeto Marco Zero, em Imperatriz (MA). Foto de Renato Alves
Ministro Carlos Lupi no lançamento do projeto Marco Zero, em Imperatriz (MA). Foto de Renato Alves

Objetivo deste projeto inédito de intermediação de mão-de-obra no meio rural é eliminar o papel do aliciador ilegal de trabalhadores, o chamado gato, e garantir o cumprimento das leis trabalhistas

O Ministério do Trabalho e Emprego lançou hoje programa voltado especificamente para a intermediação e capacitação de mão-de-obra rural. Chamado de Marco Zero, o projeto é inédito e terá a parceria dos estados do Maranhão, Pará, Piauí e Mato Grosso, identificados como as principais origens de trabalhadores resgatados em condições degradantes. A cerimônia de lançamento aconteceu em Imperatriz (MA) e contou com a presença do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, e dos governadores que participam da ação, além da representante do Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) no Brasil, Laís Abramo, e de secretários estaduais.

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Fiscalização resgata 51 trabalhadores em situação degradante no Pará

[Inspection rescues 51 workers in degrading situation in Pará]

Sete empresas rurais que lidavam com atividades de carvoaria na Região Norte do Brasil foram visitadas. Entre os resgatados havia sete mulheres e um menor de idade

O Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego realizou nova operação no estado do Pará e o resultado foi o resgate de 51 trabalhadores de situação degradante. A ação aconteceu nos municípios de Abel Figueiredo e Rondon, entre os dias 21 e 30 de outubro, sendo vistoriadas no período seis carvoarias e uma fazenda. Cinco delas estavam irregulares tanto em questões ambientas quanto trabalhistas.

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Malásia: crianças indonésias e trabalhadores migrantes escravizados em plantações de dendezeiros

dendezeiro, palma

As companhias dos dendezeiros estão obtendo fortunas na Malásia, principalmente com a atual corrida dos agrocombustíveis. Mas nenhuma parte delas vai para aqueles que põem seu corpo e alma para fazer com que o dinheiro seja extraído das plantações de dendezeiros (ver Boletim do WRM Nº 134). Os trabalhadores migrantes da Indonésia parecem estar entre aqueles que obtêm a pior parte.

Pelo menos 103 plantações de dendezeiros em Sabah empregam aproximadamente 200.000 migrantes legais bem como 134.000 trabalhadores ilegais da Indonésia. Um artigo de Erwilda Maulia, publicado no The Jakarta Post em 17 de setembro de 2008 denuncia “práticas escravizadoras” nas plantações de dendezeiros em Sabah, Malásia. A Comissão Nacional para a Proteção da Criança revelou que milhares de trabalhadores migrantes indonésios e seus filhos têm sido “sistematicamente escravizados”.

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trabalho degradante: Ação de fiscalização no sul do país resgata quinze trabalhadores

O Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego resgatou 15 trabalhadores em situação degradante nas cidades de União da Vitória (PR) e Calmon (SC), em operação realizada entre os dias 14 e 23 de outubro. A ação foi resultado de um trabalho conjunto do MTE, Ministério Público e Polícia Federal. Segundo o auditor fiscal e coordenador da ação, Guilherme Moreira, os trabalhadores recebiam pelo que fosse produzido e não contavam com instalações sanitárias decentes nem abrigo de proteção.

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MPT em PE convoca a Usina Ipojuca para resolver situação degradante dos trabalhadores do engenho

Depois de constatar a situação degradante de 400 de trabalhadores do Engenho Sibiró do Mato, localizado no município de Ipojuca, distante 52 km do Recife, o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Pernambuco convocou para quinta-feira (23), às 15h, uma audiência com os representantes da Usina Ipojuca, responsáveis pelo engenho; do Sindaçucar, além de auditores fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), que interditaram a frente de serviço no dia 15 deste mês e também as 29 casas de taipa, que não estavam em condições de habitabilidade. O MPT fica na Rua Quarenta e Oito, 600, no Espinheiro.

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trabalho degradante: Fiscais resgatam sergipanos de granjas do interior paulista

Trabalhadores que coletavam e embalavam frangos não tinham registro em carteira e vieram ilegalmente para SP. O salário pago era a metade do prometido pelo “gato”, que cobrava aluguel, luz e comida dos empregados. Por Bianca Pyl*, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

Uma denúncia de um trabalhador rural ao sindicato da categoria conduziu a Gerência Regional do Trabalho e Emprego de Bauru, no interior de São Paulo, a uma empresa que embalava frangos em granjas nos municípios de Pratânia (SP) e Laranjal Paulista (SP). Na empresa José Alves da Silva, os auditores fiscais encontraram 21 trabalhadores em situação degradante.

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Trabalhadores são resgatados de área de manejo florestal


Resgate na Faz. Tabuleiro: alguns trabalhadores estavam no local há mais de 2 anos (Foto:MTE)

Fiscais encontraram empregados alojados em barraca de lona e em casa precária. Dona da propriedade, que tinha autorização para produzir carvão vegetal, arrendou fazenda para empresa que utilizava “gatos” para aliciamento. Por Bianca Pyl, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

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Trabalhadores e adolescentes são resgatados pelo grupo móvel


Carvoaria da Fazenda União, em Goianésia do Pará, funcionava ilegalmente, sem licença (Foto: MTE)

Dez pessoas - entre eles um adolescente - trabalhavam em desmatamento ilegal e produção irregular de carvão. Bebiam água suja e dormiam em locais impróprios. Em outra fazenda, quatro adolescentes foram resgatados. Por Bianca Pyl, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

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trabalho degradante: Grupo Móvel de Fiscalização resgata 34 trabalhadores em Joinville

Eles estavam trabalhando na limpeza, plantio, poroamento, aplicação de agrotóxico e corte de pinus nos municípios de Araqüari, Barra do Sul e Luiz Alvez (SC)

Terminou no dia 3/10 a ação fiscal do Grupo Móvel de Fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), onde foram encontrados 34 trabalhadores em situação degradante na limpeza, plantio, poroamento, aplicação de agrotóxico e corte de pinus nos municípios de Araquari, Barra do Sul e Luiz Alvez, em Joinville (SC).

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Exploração de trabalho clandestino no Brasil necessita de atenção


A feira dominical da Kantuta, no Pari - próxima às oficinas de tecelagem - reúne muitos bolivianos residentes em São Paulo (Foto: Alcimar Frazão)Agência de Notícias Repórter Brasil.

Trabalhadores que estão em situação irregular no Brasil são explorados em confecções, principalmente na cidade de São Paulo, mas não recorrem à justiça, pois temem a deportação. Para a advogada e pesquisadora Denise Pasello Valente Novais, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), essa situação precisa mudar. De acordo com Novais, que defendeu recentemente uma tese de doutorado sobre o tema, estão hoje em São Paulo entre 120 e 160 mil bolivianos. Para compreender as condições desses migrantes, que não estão todos na mesma situação, a pesquisadora fez um mapeamento das suas rotas desde a Bolívia até a cidade. Por Flavia Natércia, da ComCiência.

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Fiscalização resgata 141 trabalhadores em situação degradante em usina no Ceará

Dentre eles, havia cinco menores. Quatro atuavam no corte de cana-de-açúcar e um na indústria. Do total de resgatados, 55 estavam no canavial e 86 no parque industrial da usina.

Uma equipe de fiscais do Grupo de Fiscalização Móvel do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) resgatou 141 trabalhadores encontrados em condições degradantes numa usina de álcool no municipio de Paracuru, a 80 km de Fortaleza (CE). Dentre eles, havia cinco menores, sendo quatro que atuavam no corte de cana-de-açúcar e um na indústria. Do total de resgatados, 55 estavam no canavial e 86 no parque industrial da usina.

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Fiscais flagram trabalho degradante nos cafezais de Minas Gerais

Maior produtor de café do país é famoso pela excelência de seus grãos, mas ainda possui empregadores que violam direitos básicos do trabalhador

O Brasil é o maior produtor e exportador de café do mundo, além de possuir o segundo maior mercado consumidor. É conhecido internacionalmente pela qualidade de seus grãos, especialmente os produzidos em Minas Gerais. O estado é responsável por 64% das exportações brasileiras. Durante o 17º Prêmio Brasil de Qualidade de Café, os dez primeiros colocados foram todos mineiros, principalmente da região Sul do estado. Por Bianca Pyl, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

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Na contramão da história: Condições degradantes, como a escravidão, ainda envergonham o País


Imagem/Gráfico do Jornal de Brasília.

Números do Ministério Público do Trabalho mostram o lado atrasado na economia de um Brasil que luta para se inserir no mundo globalizado. Trabalho escravo e infantil, condições degradantes de atividades no campo e nas cidades e empregos sem carteira assinada são algumas das aberrações trabalhistas verificadas em todo o País. Essa realidade é também negativa para o Brasil diante do contexto mundial em que organismos internacionais e Organizações não-Governamentais (ONGs) se articulam para levantar barreiras contra produtos gerados a partir da exploração humana e da degradação do meio ambiente. Por Wanderley Araújo, do Jornal de Brasília, 31/08/2008.

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Mato Grosso do Sul: Usina reincidente é flagrada com 126 em condição degradante

Da primeira vez, em março do ano passado, 409 trabalhadores (dentre eles, cerca de 150 indígenas) haviam sido resgatados da Dcoil, situada em Iguatemi (MS). Mesmo assim, cortadores de cana foram novamente encontrados em situação desumana. Por Maurício Hashizume, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

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