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Águas para a paz, artigo de D. Luiz Cappio

O Prêmio da Paz 2008, concedido pela Pax Christi Internacional, nos foi entregue, no dia 18 de outubro, em Sobradinho (BA). Três mil pessoas estiveram presentes de 10 estados (incluindo os do Nordeste, receptores da Transposição do Rio São Francisco), da região e de outros países, como Peru, Alemanha, Áustria, Suíça, Canadá e França. Pelas mãos de pescadores, indígenas, quilombolas, sem-terra, atingidos por barragens, moradores de rua, religiosas, gente solidária de todo canto, fomos levar o prêmio ao Velho Chico. Razão da nossa luta, é ele o justo merecedor, pela vida que dá a milhões de brasileiros, como um verdadeiro pai. A placa dourada do prêmio, como um sacramento, ficará na Gruta do Bom Jesus da Lapa.

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Relatório denuncia injustiças sociais e ambientais no São Francisco (segunda parte)

[Report denouncing social and environmental injustice in São Francisco river, part 2]

‘ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO’ NA BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO: O TRAÇADO DE CONFLITOS E INJUSTIÇAS SOCIAIS E AMBIENTAIS

Articulação Popular pela Revitalização do São Francisco
Sobradinho 16 de outubro de 2008
(Continuação)

CONCLUSÕES E PROPOSTAS

Podemos fazer seguinte resumo dos problemas do São Francisco e suas causas variadas (33):

1 - Desmatamento: Nos Cerrados, onde estão localizados os principais afluentes do São Francisco, para produção do carvão vegetal utilizado na siderurgia e produção de grãos, sobretudo soja, e de 96% das matas ciliares das margens, causando erosão, desbarrancamento e assoreamento, além da morte de nascentes. Os riscos de desertificação já são evidentes em alguns pontos da Bacia.

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Relatório denuncia injustiças sociais e ambientais no São Francisco (primeira parte)

[Report denouncing social and environmental injustice in São Francisco river, part 1]

‘ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO’ NA BACIA DO RIO SÃO FRANCISCO: O TRAÇADO DE CONFLITOS E INJUSTIÇAS SOCIAIS E AMBIENTAIS

Relatório - Denúncia

São Francisco Vivo - Terra e Água, Rio e Povo

Articulação Popular pela Revitalização do São Francisco
Sobradinho 16 de outubro de 2008

Introdução

Em Sobradinho (BA), nos dias 18 e 19 de outubro de 2008, Dom Luiz Cappio e o povo do São Francisco e do Semi-árido receberam o Prêmio Pax Christi Internacional pela luta em defesa do Rio São Francisco e do Semi-árido brasileiro.

No Brasil e no mundo os Movimentos Sociais e Organizações Civis se levantaram pela Soberania Alimentar, fazendo da Semana da Alimentação, criada pela Organização das Nações Unidas (ONU), uma jornada de lutas. Foi um libelo em defesa da Água, bem vital, e do acesso à Alimentação, direito fundamental, contra os grandes negócios privados em torno da Água como recurso hídrico, da Terra e da Comida, que ameaçam sua destinação primordial - a Vida de Todos. Um gesto pela Paz, fruto da Justiça Social e Ambiental, como quiseram nossos jejuns, orações e os enfrentamentos populares concretos.Desde sempre o povo do São Francisco tem lutado, afinal são as vítimas principais das conseqüências nefastas dos sucessivos “ciclos do desenvolvimento” impostos autoritariamente: currais de gado, hidrelétricas, irrigação, “reflorestamento”, mineração, entre outros. Mais recentemente, os Movimentos e Organizações Sociais e as lutas populares concretas da Bacia do Rio São Francisco têm procurado se articular para fortalecer a defesa do Rio e de seu povo.

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Transposição do Rio São Francisco é debatida em edição do Cadernos IHU em Formação

Destacamos aos(as) leitores(as) a importância do Cadernos IHU em Formação, edição n° 28, “A transposição do Rio São Francisco em debate“, para que seja possível, através de artigos e entrevistas com alguns dos maiores especialistas, um conhecimento mais profundo dos reais objetivos do projeto de transposição, do seu significado e conseqüências.

O governo e seus aliados, sempre que possível, tenta desqualificar as críticas e os opositores ao projeto de transposição, mesmo com as criticas sendo mais qualificadas do que os questionáveis argumentos em defesa do projeto.

Esta edição do Cadernos IHU em Formação expõe, claramente, quem realmente tem os argumentos mais consistentes.

Cadernos IHU em Formação é publicado pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos, em São Leopoldo, RS.

Para ler ou acessar o Cadernos IHU em Formação, edição n° 28, “A transposição do Rio São Francisco em debate” clique aqui.

Também sugerimos que acessem a tag “transposição do rio São Francisco” para encontrarem um dos mais completos conteúdos sobre artigos e notícias relativas ao projeto e à convivência com o semi-árido.

A Caravana em defesa do São Francisco e do Semi-árido contra a Transposição, artigo de Apolo Heringer Lisboa

Nascente do rio São Francisco
Nascente do rio São Francisco

A Caravana foi composta por dezoito pessoas, entre especialistas e representantes de movimentos sociais. Seus nomes aparecem neste texto como signatários da Carta enviada ao presidente Lula propondo o diálogo em torno de sete pontos centrais, como alternativa ao projeto de Transposição e apontando soluções alternativas para todo o Semi-árido brasileiro. A jornada, que teve início em Belo Horizonte, no dia 19 de agosto, percorreu em treze dias onze capitais brasileiras, e mais quatro cidades do interior nordestino, promovendo debates em Universidades, coletivas de imprensa, debates em rádio e televisão e visitas aos governadores dos estados. Foi mídia regional intensamente e alguma mídia nacional, destacando-se o programa Globo Rural. Durante a Caravana, foi distribuída a publicação Transposição - Águas da Ilusão, que reúne os principais argumentos contrários ao projeto do Governo.

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Relatório denuncia conflitos e injustiças sociais e ambientais na Bacia do São Francisco

A 5ª Romaria das Águas, realizada de 16 a 18 de outubro, em Sobradinho (BA), teve também o caráter de denúncia e de luta em defesa da vida do Rio São Francisco. Um dossiê, elaborado pela Articulação Popular pela Revitalização do Rio São Francisco, e divulgado durante o evento, relata os principais problemas, conflitos, injustiças sociais e ambientais na Bacia do São Francisco, com a proliferação indiscriminada dos agrocombustíveis, da irrigação, da mineração e siderurgia, das carvoarias e do eucalipto, de barragens e usinas nucleares, da psicultura e do turismo em torno do Rio.

O documento tem como objetivo socializar as informações como forma de alertar a sociedade e de avançar na luta pela vida do “Velho Chico” e dos povos ribeirinhos. Através dele, também são analisados impactos dos grandes projetos que estão sendo implantados em torno da Bacia, impulsionados por um modelo de desenvolvimento que beneficia apenas um pequeno grupo e não contempla as diversas realidades dos povos do São Francisco.

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Esquecimento do Velho Chico, artigo de Ruben Siqueira

[EcoDebate] É certo que as eleições do dia 5 de outubro contribuíram para passar desapercebido um “aniversariante” da véspera – o Rio São Francisco. No dia 4, há 507 anos, a expedição portuguesa de reconhecimento comandada por Américo Vespúcio batizou o “Opará” (algo como “rio sem contornos definidos”), dos índios kaetés, com o nome do santo do dia. Apesar da idade, há outros motivos para o esquecimento, além da ignorância de sempre. Dirão que ultimamente o rio freqüenta o noticiário, no rastro da polêmica em torno da transposição de águas para outra parte do Nordeste “seco” (”de clima seco”, porque água tem e muita). Outros preferirão dizer que é notícia boa pelas obras que, diz o ministro Geddel, o estão “revitalizando”…

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D. Cappio volta ao jejum, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

[EcoDebate] Ainda que por um dia, 18, D. Luís Cáppio voltará a Sobradinho e voltará ao jejum. Com ele um incontável número de pessoas ao redor do mundo, articuladas na Via Campesina, numa jornada de jejum contra a fome, a partir do dia 16. Nós, aqui no São Francisco, incluímos também na causa o jejum contra a insegurança hídrica, que vitima 1,2 bilhão de pessoas na Terra, 300 milhões a mais que a fome.

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Águas para a paz: Dom Luiz Cappio recebe prêmio internacional

A relação entre os usos das águas e a paz é tema de romaria, caminhada, seminário, debates, manifestações culturais e dia mundial de jejum coletivo na entrega do Prêmio Pax Christi International.

Entre os dias 16 e 19 de outubro, milhares de pessoas são esperadas em Sobradinho, norte da Bahia, durante a 5ª Romaria das Águas e entrega do Prêmio pela Paz da Pax Christi Internacional (2008 Pax Christi International Peace Award), ao bispo Dom Luiz Cappio e às organizações e movimentos sociais, povos e comunidades tradicionais, envolvidos na luta pela revitalização e contra o projeto de transposição das águas do rio
São Francisco.

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Jornada Mundial de Jejum e Oração pela Paz e Soberania Alimentar: Manifesto Águas para a Paz

Por 24 dias, ao final de 2007, em Sobradinho-BA, Brasil, o bispo franciscano D. Fr. Luiz Cappio fez jejum e oração contra o Projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco para a região setentrional do Nordeste brasileiro, em favor de um programa de convivência com o Semi-árido e pela revitalização verdadeira e integral da Bacia do Rio São Francisco. A Pax Christi Internacional está outorgando o seu Prêmio da Paz 2008 (2008 Pax Christi International Peace Award) ao bispo e aos que com ele lutaram ou foram solidários. A entrega se dará durante a 5ª Romaria das Águas em Sobradinho, em 18 e 19 de outubro de 2008, com o tema “Águas para a Paz”, e a participação de milhares de pessoas e entidades.

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Lançamento do livro Dom CAPPIO: RIO E POVO, por Gislene Margarida Pereira (Gisa)

Na Igreja do Carmo, em Belo Horizonte, dia 02 de outubro (de 2008), aniversário de Gandhi, aconteceu o lançamento do livro Dom CAPPIO: RIO E POVO.

O Velho Chico se fez presente através da belíssima mostra fotográfica de João Zinclar, que mostrava silenciosamente seus danos, tais como: assoreamento, trabalho escravo nas carvoarias, o cerrado morto para dar lugar à monocultura do eucalipto, do algodão, da soja e da cana, as margens desbarrancadas pela ausência das matas ciliares, a pobreza dos ribeirinhos, vítimas de um modelo de desenvolvimento excludente. Flores como strelitzas, girassóis, crisântemos e ramos amarelos (tango) enfeitavam o salão. Pela simplicidade em que vive o povo ribeirinho, organizamos uma “mesa ribeirinha” para contrastrar com a elegância das mesas de frios. Esta “mesa ribeirinha” foi uma das atrações da festa. Ornamentada com frutas comuns dos quintais ribeirinhos: mangas, cajus, mexericas, goiabas, graviolas, ameixas, (faltando só umbus e cajás-manga ) que se misturavam com gamelas de balas da roça embrulhadas em palhas.

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Dom Luiz Cappio recebe prêmio internacional Águas para a paz

A relação entre os usos das águas e a paz é tema de romaria, caminhada, seminário, debates, manifestações culturais e dia mundial de jejum coletivo na entrega do Prêmio Pax Christi International.

Salvador - Entre os dias 16 e 19 de outubro, milhares de pessoas são esperadas em Sobradinho, norte da Bahia, durante a 5ª Romaria das Águas e entrega do Prêmio pela Paz da Pax Christi Internacional (2008 Pax Christi International Peace Award), ao bispo Dom Luiz Cappio e às organizações e movimentos sociais, povos e comunidades tradicionais, envolvidos na luta pela revitalização e contra o projeto de transposição das águas do rio São Francisco.

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Dom Cappio e a luta contra a transposição, artigo de Frei Gilvander Luiz Moreira


“Meu rio de São Francisco, nesta grande turvação, vim te dar um gole d’água e pedir sua bênção”. (Inspirado em Guimarães Rosa, refrão de música de frei Luiz)

[EcoDebate] Um testemunho espiritual e profético na luta pela Sustentabilidade da Vida

1. Pra começo de conversa

A maior devastação ambiental da história do Brasil está em curso e cresce em progressão geométrica. Eis um sinal dos tempos e um sinal dos lugares que compõem o Brasil. Do pau-brasil a brasas, eis um futuro iminente do país-continente aclamado por tantos no passado como um paraíso terrestre, caso não consigamos frear a avalanche de devastação ambiental da nossa única casa comum: o Planeta Terra.

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Frei Cappio recebe prêmio por luta em defesa do Velho Chico


Bispo brasileiro é reconhecido por sua luta em defesa do rio São Francisco, e comunidades que dependem dele, através do Prêmio pela Paz da Pax Christi Internacional 2008

Frei Luiz Flavio Cappio, bispo da diocese de Barra (BA), receberá o Prêmio pela Paz da Pax Christi Internacional 2008 (2008 Pax Christi International Peace Award). O bispo brasileiro foi escolhido para receber o prêmio por suas ações a favor do rio São Francisco, bem como das pessoas que dependem dele para viver.

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Situação da Transposição, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

Diante da peça de marketing publicada no Estadão – Exército tira transposição do Rio São Francisco do papel – cabem alguns esclarecimentos para todos que se interessam sobre o assunto:

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Exército tira transposição do Rio São Francisco do papel


A igrejinha branca e azul nos arredores de Cabrobó (PE), onde o bispo d. Luiz Flávio Cappio, em 2005, fez a primeira greve de fome contra a transposição do Rio São Francisco, está fechada. Na região, não há mais manifestações contrárias à obra e os tratores de esteira e as escavadeiras do Exército rasgam o sertão em ritmo acelerado, começando a abrir os dois canais que vão levar água do “Velho Chico” para as bacias hidrográficas do Ceará, do Rio Grande do Norte, da Paraíba e do agreste de Pernambuco. A reportagem é de Ribamar Oliveira e Wilson Pedrosa e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 10-08-2008.

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Transposição do São Francisco: uma nova indústria da seca, artigo de Adauto Medeiros


Se o Brasil fosse dirigido por gente séria estaria comemorando a vitória sobre a seca e a famosa frase de Dom Pedro II já não teria o menor sentido. A maioria dos nordestinos pensa que de lá para cá não foi feito nada, mas prefiro falar apenas do nosso estado.

Em 1982, construímos a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, com 2,4 bilhões de m3; em 1990/92 começou o baixo Assú com 6.000 hectares e ainda não terminamos. Em 1992 foram construídas as adutoras de Garibaldi, em 2003 fizemos as barragens de Umari e Santa Cruz com 900 milhões de m3. Hoje não temos grandes gargantas para fazer barragem a não ser a Oiticica que está parada há 10 anos. Esta, uma barragem de 500 milhões de m3, serviria para gerar energia como para manter o nível da Armando Ribeiro Gonçalves.

Temos hoje a nossa disposição 13,9 bilhões, sem contar mais 1 bilhão de Coremas/Mãe d´agua no Rio Piranha que vem da Paraíba. Agora vejamos o outro lado: o Rio São Francisco tem uma vazão de 1.860 m³ para o consumo das cidades ribeirinhas e 70% das cidades de Sergipe e Belo Horizonte e mais a irrigação dos plantios as margens do Rio, especialmente Petrolina e Juazeiro. A população ribeirinha chega a 8 milhões de habitantes e sendo o projeto de 26 m³ chegará para nós apenas 2,2 milhões de m³ o que é insignificante em relação à água que temos.

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Elba Ramalho e o São Francisco, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)


[EcoDebate] “Estou muito feliz em fazer um show aqui às margens do São Francisco. Esse rio tem muita energia. Porque assinei a luta contra a transposição do São Francisco fui perseguida e tive shows cancelados. Venho de uma região da Paraíba que tem problemas de água e quero que todos tenham água. Mas sei que existem caminhos mais simples para pôr água para o povo. Mas nós sabemos como funciona a política aqui na nossa região. Eles tiram um projeto que está na gaveta há mais de 30 anos e querem que a gente apóie as iniciativas deles”.

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