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‘Reforma agrária deve ser defendida, política do Incra, não’

A divulgação da lista com os 100 maiores desmatadores da Amazônia Legal, entre 2005 e 2008, pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente), recolocou o debate sobre quem são os principais responsáveis pela destruição da floresta. No documento do MMA aparecem oito assentamentos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), sendo que seis deles ocupam os seis primeiros lugares da lista. (Leia esclarecimento do MST sobre o tema). Da Radioagência NP.

Estes assentamentos fantasma são responsáveis pelo desmatamento de quase 230 mil hectares da Amazônia, o que equivale a 44% do total da área desmatada pelos 100 maiores desmatadores. Porém, o professor de Geografia Agrária da USP (Universidade de São Paulo), Ariovaldo Umbelino, destaca que isto é fruto de uma política distorcida do Incra.

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Conflitos no Campo Brasil 2007: Mais de 35% dos conflitos pela água nos Estados banhados pelo São Francisco

Os conflitos pela água praticamente duplicaram no Brasil de 2006 (45) para 2007 (87). O número de famílias envolvidas saltou de 13.072 para 32.747. Dezenove estados registraram conflitos pela água. Minas Gerais com 20 ocorrências é, de longe, o estado mais conflitivo. É sintomático que o maior número de conflitos aconteça em Minas Gerais, estado onde nasce o São Francisco, símbolo da integração nacional. O uso predatório de suas águas é decorrência de seu intenso uso com finalidade econômica, particularmente para geração de energia, uso industrial e grandes projetos de irrigação. A transposição do Rio São Francisco é a obra que leva ao extremo essa visão economicista da água. Em função desta visão fica relegado a um plano muito inferior o olhar holístico sobre a água, que exige que ela seja considerada nas suas dimensões vital (biológica), ambiental, dos direitos humanos, estética, religiosa, cultural, paisagística, social. Leia o restante do texto…

Quando a água é conflito, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

[EcoDebate] Os conflitos pela água praticamente duplicaram no Brasil de 2006 (45) para 2007 (86). O número de famílias envolvidas saltou de 13.072 para 32.746. Poderíamos até dizer que a CPT antes não estava conseguindo interpretar corretamente os fatos e não prestava atenção nos conflitos pela água, que agora está mais preparada, portanto, os conflitos estão sendo registrados com mais precisão. Pode ser, mas sem dúvida o aumento dos conflitos pela água, fato mundial, também vai se ampliando no território brasileiro, em função da política que vai sendo implantada. Dezenove estados registram conflitos pela água. Minas Gerais com 20 ocorrências é, de longe, o estado mais conflitivo. Leia o restante do texto…

Ambientalista defende o debate de um pacto nacional para socorrer o Nordeste


[Foto: ambientalista e coordenador do portal EcoDebate, Henrique Cortez]

O verdadeiro projeto do governo para a transposição do Rio São Francisco não é conhecido pela sociedade, afirmou, nesta quinta-feira (14), o ambientalista e coordenador do portal EcoDebate, Henrique Cortez. Ele disse que existe muita fantasia em torno do tema e pediu a contribuição do Senado para realizar um pacto nacional destinado a discutir o desenvolvimento sustentável do Nordeste. Em sua opinião, projetos que visem à solução do problema da seca naquela região devem ser discutidos em nível nacional e não adotados por “imposição imperial”. Por Iara Farias Borges, Agência Senado

Henrique Cortez, que participou de audiência pública promovida por quatro comissões permanentes, no Plenário do Senado, com o objetivo de discutir o Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional, explicou que, pelo projeto do governo, em relação ao eixo norte do rio, a água será levada a reservatórios já existentes.

Em sua opinião, isso não vai alterar o modelo, que classifica de “injusto”, de distribuição de água. Para que a população receba a água desses reservatórios, observou, os governos locais teriam que investir em sistemas de distribuição, o que, segundo ele, é muito difícil de ser realizado porque os estados não têm recursos.

Já em relação ao eixo leste do rio, o ambientalista ressaltou que o problema de seca que enfrenta a região é sério e poderá ser minimizado com a construção de adutoras e tubulações para distribuir água. Disse ainda que é necessário um projeto que compreenda de forma sistêmica o problema da falta de água, o que não será solucionado pela transposição do Rio São Francisco.

transposição do rio São Francisco: Copo de água para quem tem sede é furada, diz Ciro

Na quinta-feira (14/2), em uma audiência pública no Senado Federal sobre a transposição do Rio São Francisco, o deputado federal e ex-ministro Ciro Gomes (PSB-CE) assumiu que as populações difusas do semi-árido brasileiro não serão beneficiadas. Renina Valejo - Cáritas Brasileira - com colaboração de Marcy Picanço do Cimi. Leia o restante do texto…

Especialista vê desigualdade social na raiz dos problemas de seca no Nordeste

Durante audiência pública no Plenário do Senado que discutiu o Projeto de Integração do Rio São Francisco com Bacias Hidrográficas do Nordeste Setentrional, o representante da entidade Articulação para o Semi-Árido Brasileiro (ASA-Brasil), Luciano Marçal da Silveira, apontou a desigualdade social e econômica, e não a falta de água, como a principal causa dos problemas da população do semi-árido nordestino. Iara Guimarães Altafin, da Agência Senado. Leia o restante do texto…