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O Lado Escuro do Crescimento Agrícola Brasileiro: Violência, Motim e Pilhagem Ambiental na Amazônia, artigo de Isabella Kenfield

Enquanto a economia brasileira cresce devido ao aumento dos preços das commodities em todo o mundo, ao mesmo tempo cresce os conflitos pela terra na Amazônia – onde a fronteira agrícola está expandindo rapidamente. As vezes, a região parece ingovernável para a administração do Presidente Luís Inácio “Lula” da Silva e o Partido dos Trabalhadores (PT), que enfrentam forte pressão para atender os interesses do agronegócio regional, nacional e internacional.

Desde que ganhou a presidência em 2003, o governo Lula tem estado envolvido num conflito entre seis grandes arrozeiros e 19.000 indígenas numa área de 1,9 milhões de hectares de cerrado e floresta banhada pelo rio Amazonas, chamada Raposa Serra do Sol, em Roraima, o estado mais setentrional, na fronteira com Venezuela e Guiana. Atualmente, o conflito pode provocar uma guerra civil na região.

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A demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, artigo de Stephen Grant Baines

(UnB) Stephen Grant Baines é professor do Departamento de Antropologia (DAN) da Universidade de Brasília

Nos últimos anos está havendo uma campanha de informações falsas, veiculadas através da mídia por uma meia dúzia de rizicultores (que ocuparam parte da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, e vêm expandindo suas lavouras), junto com alguns políticos e empresários roraimenses, para desinformar a opinião pública a respeito desta Terra Indígena - questão re-acirrada por declarações de alguns militares à imprensa, e violências e agressões de alguns rizicultores contra os índios, culminando numa ação movida por fazendeiros e pelo governo do estado visando anular ou modificar sua demarcação, concluída em 1998 e homologada pelo governo do presidente Lula em abril de 2005.

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STF adia decisão sobre reserva Raposa Serra do Sol


Imagem: Agência Estado

Numa manobra que inverteu a fila de votações no Supremo Tribunal Federal (STF), os ministros adiaram a decisão da Corte sobre o futuro da reserva indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, para julgar na próxima semana uma ação menos complexa e com menor visibilidade, que definirá os limites da reserva pataxó Caramuru-Catarina Paraguaçu, no sul da Bahia. A questão da Raposa Serra do Sol começou a ser julgada em agosto e teve um voto totalmente a favor dos índios, que querem manter o decreto da União que demarcou a reserva em terras contínuas. Por Mariângela Gallucci, da Agencia Estado, quarta-feira, 17 de setembro de 2008, 19:39.

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Terra Indígena Raposa Serra do Sol: Terra, território e diversidade cultural, artigo de Juca Ferreira e Sérgio Mamberti

“A soberania não se constrói com fantasmas nem paranóias, mas com a atualização de nossas forças e nossos potenciais. O ministro Ayres Britto tem razão ao sublinhar que não precisamos de outro instrumento jurídico além da Constituição de 1988″

[Folha de S.Paulo] O voto do ministro Carlos Ayres Britto sobre a reserva Raposa/Serra do Sol evidencia a oportunidade de deixarmos para trás os resquícios de uma mentalidade colonial e termos um avanço histórico, rumo a uma política contemporânea que contemple o diálogo produtivo entre as diversas etnias e culturas que compõem um país de dimensões continentais como o Brasil. O voto deixa claro, ainda, que o respeito ao espírito e à letra da Constituição de 1988 é o caminho.

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Debate aberto pelo STF cria cenário otimista para terras indígenas. Entrevista com Paulo Maldos, presidente do CIMI


Joênia Wapichana, do Conselho Indígena de Roraima, Paulo Santilli, da Funai, e Jocenildo Saterê, participam de audiência pública em comissão do Senado, 14/05/2008, sobre demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Foto: Valter Campanato/ABr

Desde abril paralisada, voltou a ser analisada pelo STF a homologação definitiva da demarcação contínua da Terra Indígena de Raposa/Serra do Sol (RR). A disputa que envolve índios que sempre habitaram a região e arrozeiros invasores é considerada um dos momentos mais importantes na história recente dos tribunais brasileiros e está cercada de histórias de medo e violência ao longo dos últimos anos, como atesta o fato de 21 lideranças indígenas já terem sido assassinadas na contenda.

Para analisar e refletir a respeito do andamento da ação de homologação no STF, o Correio da Cidadania conversou com Paulo Maldos, presidente do CIMI (Conselho Indigenista Missionário). Para ele, o resultado parcial ainda não favorece nem mesmo aos índios. Mas com as posições de representantes do governo e do ministro Carlos Ayres de Britto, o quadro é positivo em relação à demarcação em terra contínua da reserva, pois, mesmo com o pedido de vistas requerido por outro ministro, a argumentação dos rizicultores é inconsistente e já foi amplamente superada. Por Gabriel Brito, do Correio da Cidadania.

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Raposa Serra do Sol: Leia voto do Ministro Caros Ayres Britto, do STF, a favor da demarcação contínua

Amiga/o, abaixo, via internet, o Voto do Ministro Caros Ayres Britto do STF - Supremo Tribunal Federal - sobre Demarcação da Reserva Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Carlos Ayres Brito é RELATOR no STF. Ele votou a favor da DEMARCAÇÃO DA RESERVA Indígena Raposa Serra do Sol, DE FORMA CONTÍNUA, conforme quer o Governo Lula, conforme pede os indígenas e a sociedade civil organizada. O Voto do Ayres Brito é muito bem fundamentado juridicamente, muito ético e justo. O Ministro Menezes Direito pediu vistas ao processo. Esperamos que os outros 10 ministros do STF confirmem o parecer de Ayres Brito, pois é o justo.

Um abraço terno. Frei Gilvander Moreira
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Disputa pela Raposa Serra do Sol: privatização de lucros, socialização de mazelas, artigo de Rogério Almeida

[EcoDebate] Ao se lançar os olhos sobre as amazônias, as brasileiras ou não, pode-se construir um mapa de conflitos em disputa pela terra e os recursos nelas existentes. E terra nas amazônias do Brasil tem sido uma questão mais de morte do que de vida das populações consideradas originárias.

O colonizador, ao aportar por essas plagas, fez jorrar sangue de inúmeras populações indígenas, chegando a dizimar várias delas. E são elas as mais penalizadas ao longo da história da “conquista” da fronteira.

Indígenas ladeados de outras gentes que moldam a fauna social das amazônias, camponeses(as), ribeirinhos(as), pescadores(as), quebradeiras de coco, extrativistas, quilombolas e tantos(as) outros(as) são tratados(as) – aos olhos de quem cobiça as terras dessas paragens, não mais tão distante – como entraves ao avanço do capital.

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Raposa Serra do Sol: A terra não representa simplesmente uma questão de sobrevivência econômica. Entrevista especial com Joênia Batista de Carvalho

O Brasil vive um momento muito relevante para a sua história. O país acompanha a decisão sobre a demarcação contínua das terras de Raposa Serra do Sol, em Roraima, de forma apreensiva e dividida. Políticos e ruralistas do estado defendem que ilhas sejam criadas dentro da reserva para que os índios possam ali viver, ou seja, trata-se de mais uma invasão da cultura dos não-índios. Enquanto isso, os índios e a sociedade que os apóia travam essa batalha desigual, protegendo a cultura que está intimamente ligada àquela terra. Na primeira sessão do julgamento, que aconteceu nesta última quarta-feira, dia 27-08-2008, o ministro-relator Carlos Ayres Britto fez um discurso veemente em favor da causa indígena. Depois do seu voto, foi feito um pedido de vista ao processo pelo ministro Carlos Alberto Direito.

Antes de Ayres de Britto proferir seu voto, a índia Joênia Batista de Carvalho, conhecida como Joênia Wapichana, a primeira índia a graduar-se em Direito no Brasil, defendeu oralmente a causa dos índios de Raposa Serra do Sol, onde nasceu e se criou, na tribuna do Supremo Tribunal Federal. Caso a entidade aprovar a revisão da homologação do território de Roraima, todas as outras terras indígenas demarcadas no Brasil poderão ser também revistas. Em entrevista, realizada por telefone, à IHU On-Line, Joênia avaliou esta primeira parte do julgamento como uma grande alegria, pois, para ela, o ministro-relator conseguiu, com suas palavras, esclarecer diversos pontos em relação a este processo. “Eu fiquei bastante comovida com a forma como ele traduziu toda a importância dos povos indígenas para o Brasil, a importância de manter a nossa terra de forma integral. Foi brilhante, iluminado. O ministro conseguiu escrever tudo isso que nós vínhamos falando, reclamando”, disse ela.

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Raposa Serra do Sol e os municípios: Homologar terra indígena em seu território não lhes subtrai área, artigo de Marcelo Leite

[Folha de S.Paulo] O voto do relator Carlos Ayres Britto no STF (Supremo Tribunal Federal) trouxe alguma luz sobre a controversa TIRSS (Terra Indígena Raposa/Serra do Sol). Mas muita confusão e má-fé ainda se propagam pelo éter, na internet e sobre papel, o que justifica voltar ao tema.

O prefeito de Pacaraima (RR), Paulo César Quartiero (DEM), líder dos rizicultores que contestam a área contínua homologada, alega que seu município desaparecerá. Não é verdade.

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Raposa Serra do Sol: O pedido de vista deve ser um movimento para reduzir a extensão da reserva. Entrevista especial com José Geraldo de Sousa


Imagem: Agência Estado

Há 30 anos, uma luta é travada em Roraima pelos indígenas da reserva de Raposa Serra do Sol. Quando finalmente conseguiram a homologação e demarcação do seu território, enfrentam uma nova luta. Agora não apenas contra os invasores não-índios de seu espaço de direito, mas também pelo questionamento feito por políticos locais em relação a esta demarcação. Depois de enfrentar a indiferença por parte do Exército, contarem com o apoio da Polícia Federal e serem ameaçados violentamente pelos arrozeiros que ocuparam um espaço de direito indígena, vêem o seu futuro ser decidido pelo Supremo Tribunal Federal. O debate acerca da revisão da homologação das terras de Raposa Serra do Sol começou na quarta-feira, dia 27-08-2008, e, depois de receber o voto favorável a causa dos índios por parte do ministro Ayres Britto, um pedido de vista sobre o julgamento foi feito e a decisão foi adiada. A IHU On-Line conversou com o professor da UNB José Geraldo de Sousa, que nos deu uma opinião sobre este episódio a partir do olhar do Direito Constitucional. “O pedido de vista deve ser um movimento para tentar abrir espaço para essas outras manifestações, ou seja, tentar reduzir a extensão da reserva em função da tentativa de compatibilização com os interesses dos arrozeiros e do desenvolvimento do estado proposto pelo governo estadual em detrimento dos direitos dos indígenas”, afirmou ele. A entrevista foi realizada por telefone.

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Relator vota por demarcação em área contínua, mas pedido de vistas suspende julgamento de Raposa Serra do Sol no STF


Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante julgamento sobre a demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, em área contínua Foto: Antonio Cruz/ABr

O ministro Carlos Ayres Britto, relator da ação que contesta no Supremo Tribunal Federal (STF) a demarcação em área contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, votou pela manutenção da reserva conforme homologada em 2005 pelo governo federal, com 1,7 milhão de hectares. Por Marco Antônio Soalheiro, Agência Brasil.

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Raposa e os gafanhotos, artigo de Marcelo Leite

Homologação da terra indígena não ameaça a integridade do território nacional

[Folha de S.Paulo] No norte de Roraima há um lugar que os macuxis chamavam de Pedra da Raposa. Era a casa onde elas se encontravam, desde sempre. E por muito tempo, também, foi o local em que os índios se reuniam para sair em pescaria.

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Relator da ONU defende diálogo em casos de demarcação de reserva indígena


O relator especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais dos Povos Indígenas, James Anaya, fala à imprensa sobre sua missão no Brasil. Foto de Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

O relator especial das Nações Unidas para os Direitos Humanos e as Liberdades Fundamentais dos Povos Indígenas, James Anaya, acredita ser necessário observar a documentação existente sobre as terras para fazer a demarcação de uma reserva indígena. Ele fez o comentário ao se manifestar ontem (25) sobre a disputa entre índios e ruralistas pela Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. Na avaliação dele, é necessário haver diálogo entre as partes interessadas para chegar a um consenso em situações semelhantes a que será julgada nesta quarta-feira (27), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) decidirá se a demarcação da área deve ser contínua ou não. Por Ana Luiza Zenker, da Agência Brasil.

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De costas para Rondon. O ataque de ideólogos militares à demarcação da reserva Raposa-Serra do Sol


Rondon no topo do monte Roraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana Inglesa, com as bandeiras dos três países, e acompanhado de índios macuxis, em 27 de outubro de 1927. Imagem do Jornal da Unicamp.

O ataque de certos ideólogos militares à demarcação da reserva Raposa-Serra do Sol afronta o pensamento e obra do marechal. Ele valorizava a existência de Nações Autônomas indígenas; não a mera assimilação de indivíduos ao mercado de trabalho, como querem agora generais e empresários. A opinião é do antropólogo Ricardo Cavalcanti-Schiel, mestre e doutor pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atualmente vinculado ao Laboratoire d’Anthropologie Sociale do Collège de France/École des Hautes Études en Sciences Sociales. O artigo encontra-se no sítio do Le Monde Diplomatique Brasil, 23-08-2008.

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Jurista diz que decisão do STF sobre Raposa Serra do Sol ameaça outras reservas


Joênia Wapichana, do Conselho Indígena de Roraima, Paulo Santilli, da Funai, e Jocenildo Saterê, participam de audiência pública em comissão do Senado, 14/05/2008, sobre demarcação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol. Foto: Valter Campanato/ABr

O Supremo Tribunal Federal (STF) deixará margem jurisprudencial para futuras ações que contestem a demarcação de outras reservas no país se determinar, em julgamento na próxima quarta-feira (27), mudanças na demarcação em área contínua da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima. A avaliação foi feita pelo professor José Geraldo Souza, diretor da Faculdade de Direito da Universidade de Brasília (UnB). Por Marco Antônio Soalheiro, da Agência Brasil.

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Entrevista com James Anaya, relator da ONU para Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais dos Povos Indígenas

Não há o menor fundamento lógico no temor de desintegração ou mutilação do Estado brasileiro

Desde que chegou, no dia 14, o americano James Anaya está causando alvoroço no País - pois sua visita ocorre às vésperas da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o futuro da terra indígena Raposa Serra do Sol, localizada em Roraima. Anaya não é um americano comum. De etnia apache - imortalizada nos filmes de faroeste por escalpelar colonizadores abatidos em combate -, ele escolheu o Brasil como sua primeira missão no cargo de relator especial da ONU para Direitos Humanos e Liberdades Fundamentais dos Povos Indígenas, para o qual foi eleito em maio. A reportagem e a entrevista são de Vannildo Mendes e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 24-08-2008.

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Raposa Serra do Sol à luz do Direito, artigo de Washington Novaes

[O Estado de S.Paulo] Ao mesmo tempo que a demarcação da área indígena Raposa Serra do Sol se vai transformando em delicada questão internacional - com a decisão do relator especial da ONU para direitos indígenas de visitar a região -, o Supremo Tribunal Federal (STF) decide na próxima semana se confirma a demarcação homologada pelo presidente da República em 2005 ou se dá razão aos plantadores de arroz que ocuparam porções ali, recusam-se a sair e são apoiados por grande parte da corporação política do Estado, em sua pretensão de que o STF mande fazer uma demarcação apenas em “ilhas” ao redor das aldeias e permita aos invasores permanecer onde estão.

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presença indígena na ocupação de nossos limites territoriais: Guardiões de fronteira, artigo de Fernando de Tacca


Rondon no topo do monte Roraima, na fronteira do Brasil com a Venezuela e a Guiana Inglesa, com as bandeiras dos três países, e acompanhado de índios macuxis, em 27 de outubro de 1927.

O recente conflito na implantação da reserva indígena Raposa Serra do Sol colocou militares de alta patente como protagonistas de falas contrárias à demarcação de terras contínuas e com críticas à política indigenista atual, principalmente em áreas de fronteiras. Vale lembrar que, se existe política indigenista no Brasil, deve-se à ação inconteste de Cândido Mariano da Silva Rondon. Engenheiro formado pela Escola Militar da Praia Vermelha, de onde também saiu Euclides da Cunha, o Marechal Rondon criou em 1910 o Serviço de Proteção ao Índio e Localização do Trabalhador Nacional (SPILTN), a partir de 1918 chamado de SPI. Este órgão governamental já trazia implícito no seu nome a idéia de integração das populações indígenas ao processo produtivo nacional. A integração dos povos indígenas via ação civilizatória do Estado, pelas ações do SPI, não implicava na perda das identidades e das tradições com a incorporação de valores da nação. A chamada Comissão Rondon, responsável pela ocupação territorial através da expansão do telégrafo utilizou mão-de-obra indígena para abrir suas picadas na mata, e também instrumentalizou índios para ocupar os próprios postos de telégrafos, como foi o caso dos nhambiquaras em Barão de Melgaço

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