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O governo pretende permitir a exploração na faixa de fronteira por estrangeiros

Até o fim do ano, segundo o Ministério de Minas e Energia, a indústria de mineração será chamada pelo governo para discutir a maior reforma no marco regulatório do setor em mais de quatro décadas. O Código de Mineração foi promulgado em 1967 e finalmente será mudado. A intenção do governo é encaminhar ao Congresso, no início de 2009, um conjunto de projetos de lei que inclui a criação de uma agência reguladora, a permissão à exploração por estrangeiros na faixa de fronteira e o uso do direito minerário como garantia aos pedidos de financiamento bancário. Por Daniel Rittner, do Valor Econômico, 18/11/2008.

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Secretário quer prisão para traficantes de pessoas e regularização para estrangeiros que são vítimas

O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e o diretor em exercício da Polícia Federal, Roberto Troncon, no 1º Seminário Internacional sobre Migração Irregular e Tráfico de Pessoas Foto: Elza Fiúza/ABr
O secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, o secretário executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, e o diretor em exercício da Polícia Federal, Roberto Troncon, no 1º Seminário Internacional sobre Migração Irregular e Tráfico de Pessoas Foto: Elza Fiúza/ABr

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, defendeu ontem (11) que os países devem combater de maneira dura as quadrilhas internacionais de tráfico de pessoas mas, ao mesmo tempo, respeitar os direitos humanos dos estrangeiros vítimas da prática.

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Entidade quilombola denuncia descumprimento da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho

Representantes de comunidades quilombolas denunciaram ontem (10), em Brasília, o descumprimento de artigos da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O alerta ocorreu durante o seminário Oportunidades e Desafios para Implementação da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Sobre Povos Indígenas e Tribais em Países Independentes.

Aprovada em 1989, a convenção é o instrumento internacional que trata dos direitos dos povos indígenas e tribais no mundo em relação a diversas matérias, como o direito de autonomia e controle de suas próprias instituições, formas de vida e desenvolvimento econômico, propriedade da terra e de recursos naturais, tratamento penal e assédio sexual.

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Corte Interamericana admite que Convenção 169 pode estar sendo descumprida no país

Há dificuldades no país para o cumprimento da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que prevê os direitos dos povos indígenas e tribais em países independentes. A avaliação é do juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos, Roberto de Figueiredo Caldas.

Ao participar do seminário Oportunidades e Desafios para a Implementação da Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) Sobre Povos Indígenas e Tribais em Países independentes, ontem (10) em Brasília, ele lembrou que a situação é semelhante a da maioria dos tratados internacionais.

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Saúde Brasil 2007: Estudo do Ministério da Saúde aponta que doenças da modernidade são as que mais matam no Brasil

[Saúde Brasil 2007: Study of the Ministry of Health indicates that diseases of modernity are the biggest killers in Brazil]

O diretor do Departamento de Análises de Situação de Saúde do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio, divulga os resultados do Saúde Brasil 2007, publicação que traça o perfil da mortalidade no país Foto: Marcello Casal Jr./ABr
O diretor do Departamento de Análises de Situação de Saúde do Ministério da Saúde, Otaliba Libânio, divulga os resultados do Saúde Brasil 2007, publicação que traça o perfil da mortalidade no país Foto: Marcello Casal Jr./ABr

Uma pesquisa divulgada ontem (6/11) pelo Ministério da Saúde aponta que as chamadas doenças da modernidade são as que mais matam homens e mulheres no Brasil. A publicação Saúde Brasil 2007 revela crescimento no número de mortes provocadas por doenças crônicas e violentas. As doenças do aparelho circulatório – associadas à má alimentação, ao consumo excessivo de álcool, ao tabagismo e à falta de atividade física – lideram o ranking.

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Temos orgulho da Florianópolis que temos? artigo de Ana Echevenguá

[EcoDebate] O Brasil busca, há tempos, através de políticas medíocres e pontuais, a solução para a violência, a insegurança, a poluição, a miséria reinante nas cidades.

Embora seja normal a fuga de habitantes da cidade pequena para a grande, ou do campo para a cidade, ainda não existem dados sobre o custo humano, político e econômico disso. E nem se pensa num plano diretor único, abrangente do urbano e do rural.

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Governo suaviza regra sobre crime ambiental e reduz multas para infratores

desmatamento

Decreto assinado por Lula era criticado por produtores e pelo ministro da Agricultura. Para Carlos Minc, alterações não significam retrocesso na política ambiental; as áreas de reserva legal terão de ser recuperadas em 1 ano

O governo vai adiar em um ano o prazo para que produtores rurais do país registrem e se comprometam a recuperar área de reserva legal, onde estão proibidas atividades do agronegócio. A reserva de vegetação nativa varia de 20% a 80% das propriedades, dependendo da sua localização. Por Marta Salomon, da Folha de S.Paulo, 24/10/2008

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Pnad-2007 Primeiras análises: Aluguel caro leva famílias a dividirem domicílio, conclui Ipea ao analisar pesquisa

O maior problema das metrópoles, em relação à moradia, são os altos custos dos aluguéis em comparação ao nível de renda da população. O problema leva à coabitação de mais de uma família em um mesmo domicílio, ao comprometimento de parcela excessiva dos ganhos dos trabalhadores e à busca por assentamentos precários.

A avaliação foi feita, no dia 21/10, pela coordenadora de Estudos Setoriais Urbanos do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Maria Piedade Morais, ao apresentar a última parte das análises preliminares do instituto sobre os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007.

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Pnad-2007 Primeiras análises: Para Ipea, política habitacional precisa ultrapassar lógica da casa própria

É preciso diversificar a política habitacional do país que sempre esteve calcada na aquisição da casa própria para adequar os investimentos nessa área às necessidades da população. A análise é da coordenadora de Estudos Setoriais Urbanos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Maria Piedade Morais.

Segundo ela, enquanto o mercado imobiliário brasileiro está voltado para imóveis de luxo, há uma grande demanda por moradias menores, de baixo custo e para alugar no país.

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mistura da mandioca ao trigo: Vender ilusões, artigo de Nagib Nassar

“A mistura da mandioca ao trigo é uma solução extremamente eficiente para substituir importações e evitar o risco da dependência”

A notícia sobre o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao projeto de lei que regulamentaria a adição de derivados de mandioca à farinha de trigo deixou espantados a nós cientistas, aos economistas e até aos observadores neutros de outros países.

O que o senhor presidente vetou foi aquilo que ele mesmo colocou como prioridade máxima e uma vez chamou de melhorar a vida dos pequenos agricultores e outra vez de fome zero. Tantos nomes são dados: mudam-se as palavras, mas o conteúdo fica mesmo.

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A crise das ONGs e das políticas sociais, artigo de Paul Singer

Há mais de um ano as relações entre o Estado brasileiro e as organizações não-governamentais estão em estado quase catatônico, devido a um enrijecimento crescente dos controles de convênios que regem as parcerias entre ambos.

[Folha de S.Paulo] As causas desse enrijecimento são múltiplas. O número de ONGs vem crescendo cada vez mais depressa, conforme os censos do IBGE das Fasfil (fundações e associações sem fins lucrativos): em 1996, havia 107.332 no Brasil; em 2002, elas passaram a ser 275.895; em 2005 (último censo), eram 338.162. Se o ritmo de crescimento do último triênio meramente se manteve, o número de ONGs deve neste ano andar por volta de 416 mil.

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No Brasil, só 1% tem acesso à vacina anti-HPV

Preço da dose varia de R$ 216 a R$ 446 em clínicas particulares

A primeira das duas vacinas existentes no mercado contra o HPV - vírus causador do câncer de colo de útero - chegou ao Brasil em 2006. Apesar de reconhecidamente eficaz, a imunização não atinge hoje 1% da população. Motivo: o preço de cada dose, que pode variar de R$ 216 a R$ 446 nas clínicas particulares. A recomendação é que sejam feitas três aplicações, o que pode elevar o custo para mais de R$ 1 mil. Por Emilio Sant’Anna, no O Estado de S.Paulo, 07/10/2008.

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Plano de Mudanças Climáticas não tem metas nem conteúdo


Sem diretrizes claras, o plano do governo federal consiste em um amontoado de citações a programas já em andamento como o Próalcool e o de eficiência energética com a troca de geladeiras antigas. O CFC retoma o papel de vilão em lugar do desmatamento, responsável por 75% das emissões brasileiras de carbono.

Debaixo de críticas da sociedade civil, os ministros do Meio Ambiente e da Ciência e Tecnologia, Carlos Minc e Sergio Rezende, apresentaram nesta quinta-feira (25/9) o Plano Nacional de Mudanças Climáticas. Com processo participativo “caótico” e pouco conteúdo deliberativo, as 150 páginas do plano mostram a irresponsabilidade do governo em relação ao tema. Não há diretrizes claras para a redução das emissões brasileiras e resume-se a um arrazoado de citações ao outros programas em andamento como o Proálcool e o programa de eficiência energética com a troca de geladeiras antigas. O CFC volta a ser o vilão do meio ambiente, não mais o desmatamento brasileiro que gera 75% das emissões do País. Do ISA, Instituto Socioambiental.

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superávit primário: Meio Ambiente deixa de receber R$ 3,2 bi de royalties

O governo brasileiro desviou para o superávit primário R$ 3,2 bilhões de royalties de petróleo, de recursos hídricos e de minerais vinculados ao meio ambiente entre 2002 e 2007, cerca de 10 vezes mais do que deve receber da Noruega para investir na preservação da floresta amazônica, entre U$ 150 milhões e U$ 200 milhões.

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O mito da tributação elevada no Brasil, artigo de Marcio Pochmann

As especificidades do Brasil dificultam comparações. Cabem duas observações que desconstroem o mito da tributação elevada.

[Folha de S.Paulo] O tema relativo ao peso dos impostos, taxas e contribuições no Brasil permanece ainda sendo tratado na superfície. A identificação de que a carga tributária supera 35% do PIB (Produto Interno Bruto) é um simples registro, insuficiente, por si só, para permitir comparações adequadas com outros países. Ou seja, mencionar que o Brasil possui carga tributária de país rico, embora se situe no bloco das nações de renda intermediária, ajuda pouco, quando não confunde o entendimento a respeito das especificidades nacionais. Elas dificultam análises comparativas internacionais e exigem maior investigação.

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Meio Ambiente: principal programa de conservação gastou apenas 12% dos recursos


Enquanto as atividades ilegais de desmatamento não dão trégua, o mais importante programa do Ministério do Meio Ambiente relacionado à recuperação e conservação das matas brasileiras está com execução orçamentária insatisfatória este ano. Até o fim de agosto, pouco mais de R$ 11,7 milhões foram desembolsados pelo ministério no programa, montante que representa apenas 12% do orçamento autorizado em 2008 para a atividade – R$ 94 milhões (veja a tabela). As principais ações do Programa de Conservação e Recuperação dos Biomas Brasileiros, que dispõe do maior orçamento previsto pela pasta para este ano, estão voltadas à gestão de áreas protegidas nos ecossistemas nacionais. Por Milton Júnior, do Contas Abertas.

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Famílias gastam mais com saúde do que o poder público

Ao contrário do que acontece na maioria dos países desenvolvidos, onde a administração pública financia grande parte das despesas em saúde, no Brasil, de cada R$ 10 gastos no setor, as famílias pagaram R$ 6,02 e o governo R$ 3,88, de acordo com dados de 2005. O restante vem de instituições sem fins lucrativos. O padrão nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico é de, no mínimo, 70% de financiamento público, com exceção dos Estados Unidos e México, onde é de 45%. Por Fabiana Cimieri e Felipe Werneck, no O Estado de S. Paulo, 04/09/2008.

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Projeto de lei que regulamentava a profissão de ecólogo é vetado, mesmo tendo sido aprovado por unanimidade no Congresso

Golpe na mediação ambiental - No dia 4 de agosto, um projeto de lei que regulamentava a profissão de ecólogo, aprovado por unanimidade no Congresso Nacional, foi integralmente vetado pela presidência da República, por sugestão do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Para Décio Semensatto Junior, presidente da Associação Brasileira dos Ecólogos, a decisão foi um equívoco que pode custar caro ao país. Por Fábio de Castro, da Agência FAPESP.

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