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Alterações climáticas prejudicam combate à pobreza

Nicholas Stern no IPEA
Nicholas Stern no IPEA

Se as medidas corretas fossem tomadas agora, o custo seria de apenas 1% do Produto Interno Bruto mundial

Ignorar as mudanças climáticas pode sair mais caro que as duas guerras mundiais, mas se as atitudes corretas forem tomadas agora, o custo seria de apenas 1% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo. Essa conclusão é do economista Nicholas Stern, conselheiro do governo britânico para assuntos de mudanças climáticas, que apresentou na última semana, no Ipea em Brasília, uma análise dos danos que as mudanças climáticas podem provocar no combate à pobreza. Para Stern, o combate às alterações climáticas não pode esperar.

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Países precisam reduzir em 80% as emissões de carbono

Gráfico das emissões brasileiras
Gráfico das emissões brasileiras

É o alerta feito pelo Fórum Ipea de Mudanças Climáticas que recebeu cientistas internacionais do IPCC

Os coordenadores do GT-2 do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas) apresentaram no Ipea, em Brasília, um relatório sobre as mudanças climáticas que ocorrem no mundo e alertaram que o corte nas reduções de carbono são urgentes. Pela manhã, houve uma coletiva para a imprensa. Durante a tarde, os cientistas fizeram uma apresentação aberta ao público no auditório do instituto.

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O Plano (Anti)Nacional de Mudanças Climáticas, artigo de Carlos Alfredo Joly

Desmatamento na Amazônia, em foto de arquivo MMA
Desmatamento na Amazônia, em foto de arquivo MMA

“Ao pararmos de incinerar nossa rica, e em grande parte desconhecida, biodiversidade estaremos, voluntariamente, atingindo uma meta significativa de redução de emissão de gases de efeito estufa”

No Brasil, a questão das mudanças climáticas está fortemente associada ao uso sustentável da biodiversidade, pois 75% das nossas emissões de gases do efeito estufa (GEEs) vêm da destruição de nossos ecossistemas nativos, especialmente o desmatamento da Amazônia.

O país teve a oportunidade de iniciar as negociações do Período Pós-2012 (Pós-Kioto), propondo uma diminuição voluntária de suas emissões de GEEs, com metas prefixadas de redução de desmatamento e com mecanismos de certificação e fiscalização internacional.

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Alteração climática na Amazônia pode afetar Europa, diz Inpe

Desmatamento na Amazônia, em foto de arquivo MMA
Desmatamento na Amazônia, em foto de arquivo MMA

O volume de chuvas na Amazônia poderá diminuir até 40% nas próximas três décadas, caso seja mantido o atual ritmo de desmatamento. Isso poderá gerar alterações climáticas no mundo todo, com efeitos em países da Europa, disse Maria Assunção Dias, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

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Emissões de poluentes aumentaram nos 40 países mais industrializados do mundo


Crescimento da emissão de gases poluentes preocupa as Nações Unidas

Há duas semanas da conferência do clima na Polônia, as Nações Unidas alertam para aumento da emissão de gases poluentes nos países mais industrializados do mundo.

As emissões de gases do efeito estufa aumentaram 2,3% em média nos 40 países mais industrializados do mundo entre 2000 e 2006. O dado faz parte do levantamento da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) divulgado nesta semana. Matéria da Agência Deutsche Welle, DW-World.de .

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Pesquisadores franceses avaliam o impacto do aquecimento climático sobre peixes de água doce

O consenso internacional sobre a realidade das mudanças climáticas é agora evidente: o aquecimento global é imputável, em grande parte, às atividades humanas, provocando uma rápida deterioração do ambiente e é uma ameaça cada vez maior à biodiversidade. No entanto, os mecanismos de seu impacto ainda são pouco conhecidos, especialmente no ambiente aquático.

No CEMAGREF (Institut de Recherche pour l’Ingénierie de l’Agriculture et de l ‘environnement), dois pesquisadores, que, ao longo das últimas duas décadas, analisaram as populações de peixes de água doce, observaram mudanças profundas nestas populações, mudanças que são mais intensas e duradouras do que previsto. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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Mudar é mais fácil do que evoluir


Segundo Michael Donoghue, da Universidade Yale, corredores ecológicos são fundamentais para determinar a distribuição das espécies. Entender essa dinâmica é importante para avaliar o impacto das mudanças climáticas na biodiversidade (Foto: Eduardo Cesar)

Em suas pesquisas, o professor Michael Donoghue, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária da Universidade Yale, nos Estados Unidos, procura entender por que existem mais espécies em certas áreas do planeta e quais são os fatores ecológicos e evolutivos que explicam os padrões de distribuição dos organismos.

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Aquecimento global aumentará a emissão de carbono a partir de turfeiras

[Global warming predicted to hasten carbon release from peat bogs, by Henrique Cortez]

Nature Geoscience, November 2008 - Vol 1 No 11
Nature Geoscience, November 2008 - Vol 1 No 11

Bilhões de toneladas de carbono, “estocado” nas turfeiras* (vide nota explicativa) de todo o planeta, poderiam ser liberadas na atmosfera, nas próximas décadas, como conseqüência do aquecimento global, segundo um novo estudo, que analisa a interação entre turfeiras, lençóis freáticos e as mudanças climáticas.

O estudo foi realizado por cientistas da Universidade de Harvard, Worcester State College e Japan Agency for Marine-Earth Science and Technology, em artigo publicado na atual edição da revista Nature Geoscience , November 2008 - Vol 1 No 11. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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As mudanças climáticas ameaçam a saúde pública

[Climate change threatens public health, by Henrique Cortez]

American Journal of Preventive Medicine
American Journal of Preventive Medicine

Novas pesquisas e modelos matemáticos, cada vez mais sofisticados, indicam que as ameaças do aquecimento global e das mudanças climáticas já não são meras possibilidades. Pior que isto, os dados já alertam para a realização dos piores cenários e, com eles, grandes impactos na saúde publica. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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Novos estudos dizem que já estamos na zona perigosa dos níveis de dióxido de carbono

[New studies say that we are in the danger zone levels of carbon dioxide, by Henrique Cortez]

Cenários de emissões de CO2 atmosférico, considerando alternativas em que o carvão seja  gradualmente eliminados linearmente entre 2010 e 2030. Fonte Yale University
Cenários de emissões de CO2 atmosférico, considerando alternativas em que o carvão seja gradualmente eliminados linearmente entre 2010 e 2030. Fonte Yale University

Os piores cenários do aquecimento global podem se realizar, porque já estamos entrando na zona perigosa dos níveis de dióxido de carbono (CO2).

Com a aproximação da próxima cúpula mundial do clima, em dezembro de 2009, em Copenhague, na Dinamarca, quando serão negociadas novas metas de redução após o protocolo de Kyoto, crescem os alertas para que sejam fixadas rigorosas metas de emissão, como única alternativa para evitar o caos climático.

A mais recente pesquisa, publicada na revista Open Atmospheric Science Journal, por um grupo de 10 cientistas dos Estados Unidos, no Reino Unido e França, relata que, para evitarmos as catástrofes climáticas, precisamos reduzir os níveis atmosféricos de dióxido de carbono (CO2) para patamares inferiores aos que já existem hoje. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.

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Barack Obama na Casa Branca: Crise financeira global reduz o otimismo dos ambientalistas

Cientistas membros do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas confiam em nova postura da Casa Branca a partir de janeiro, mas temem que recessão atrapalheluta contra aquecimento global

“Transformar os Estados Unidos em líderes em mudanças climáticas.” A promessa integra a agenda de governo (leia o quadro nesta página) do presidente eleito Barack Obama no site change.gov - criado pela campanha democrata para informar os norte-americanos sobre a transição na Casa Branca. Qualquer cético que lembrasse da recusa de George W. Bush em assinar acordos ambientais, incluindo o Protocolo de Kyoto, pensaria que a proposta do ex-senador por Illinois não passa de utopia. Por Rodrigo Craveiro, da equipe do Correio Braziliense, 08/11/2008.

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Agência Internacional de Energia diz que estabilizar clima pode ser inviável


Imagem: Stockxpert

A Agência Internacional de Energia tem uma má notícia para o planeta: na melhor das hipóteses, o aquecimento global neste século deverá ser de trágicos 3ºC em relação à era pré-industrial. A redução de emissões de gases-estufa necessária para evitar a mudança climática perigosa pode não ser tecnicamente viável.

O veredicto está no “Panorama Global de Energia 2008″, documento que apresenta as tendências do cenário energético mundial. O período analisado vai de 2006 a 2030. Da Folha de S.Paulo.

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Agência Internacional da Energia adverte para um aumento potencial de 6 graus C na temperatura

[Energy Agency warns of 6 °C rise in temperatures, by Henrique Cortez]

2008 World Energy Outlook
2008 World Energy Outlook

Nossa crescente voracidade por energia pode levar a temperatura do planeta a um aumento de 6°C, nos patamares do pior cenário possível, de acordo com os especialistas climáticos que integram o IPCC. Este cenário, de conseqüências potencialmente catastróficas, foi retirado dos relatórios do IPCC por ter sido considerado improvável, mas o risco foi reafirmado pela AIE, o que equivale dizer que não é tão improvável assim. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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O tempo é curto na área do clima, artigo de Washington Novaes

[Time is short in the area of climate, article by Washington Novaes]

aquecimento global

[O Estado de S.Paulo] Avivou muito as discussões a presença em São Paulo, esta semana, do afável e cordial - mas não menos contundente - sir Nicholas Stern, ex-economista-chefe do Banco Mundial e coordenador do relatório sobre mudanças climáticas pedido pelo governo britânico em 2006. Nesse documento, que mudou o rumo das discussões, Stern afirmara que tínhamos dez anos para enfrentar a questão do clima, aplicando em soluções pelo menos 1% do produto bruto mundial (cerca de US$ 600 bilhões) a cada ano; se não o fizermos, corremos o risco da “mais grave recessão econômica da História”, que pode significar a perda de 20% do produto mundial.

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IPCC alerta que crise econômica afetará metas globais de redução de emissões

[IPCC warns that economic crisis will affect overall targets for reducing emissions]

emissões de CO2

A crise financeira e o risco de recessão mundial ameaçam o consenso político em torno de um acordo mundial para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, que deve ser fechado na Conferência Mundial sobre o Clima, em Copenhague, em 2009. A meta sugerida pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) é de 80% até o ano de 2015. O alerta dado ontem é de cientistas do IPCC, reunidos em Brasília. As metas podem virar poeira se ocorrer uma forte desaceleração do crescimento, especialmente entre as grandes potências. Por Leila Suwwan, no O Globo, 30/10/2008.

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Mudanças climáticas ameaçam 45% das espécies de árvores na Amazônia

[Climate change threatens 45% of tree species in the Amazon]

trecho da floresta amazônica

Quase metade das espécies de árvores da Amazônia podem ser extintas até 2100 se as emissões mundiais de dióxodo de carbono continuarem aumentando. A temperatura média global pode subir 4,5 graus e o impacto imediato será a falta de água que, já em 2050, pode afetar de 1,6 a 2,6 bilhões de pessoas. A estimativa assustadora foi anunciada ontem, em Brasília, pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês).

- O aquecimento global é inequívoco - afirmou Martin Parry, do IPCC. - Para o Brasil ainda há muita incerteza, mas já temos evidências científicas que não só o Nordeste, mas o Sul do país sofrerá com a falta de água. Por Luciana Abade, do Jornal do Brasil, 30/10/2008.

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Como as mudanças climáticas afetam o ciclo da água?

[How Does Climate Change Affect The Water Cycle?]

aquifero

As mudanças climáticas têm um impacto sobre o ciclo da água, levantando a questão de saber se devemos investir na adaptação a estes impactos ou centrar em questões mais prementes dos recursos hídricos, como a disponibilidade hídrica e saneamento para populações cada vez maiores? Se investir na adaptação às mudanças climáticas é uma prioridade, então é melhor para investir na proteção dos ecossistemas naturais ou no desenvolvimento de engenharia de infra-estrutura? Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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Sob críticas o governo já fala em novo Plano Nacional de Mudança Climática

[Under criticism the government already speaks on new National Plan for Climate Change]

Foto de queimada na Amazônia
As queimadas e o desmatamento respondem por 75% das emissões de CO2 no Brasil. Foto de queimada na Amazônia, arquivo EcoDebate

Documento atual, que ainda não está pronto, é defasado e não tem metas; para secretária, texto é “obra em progresso”. Segundo Ministério do Meio Ambiente, segunda versão ficará para 2009; ONGs apresentam hoje propostas de redução de CO2

Antes mesmo de conseguir concluir o Plano Nacional de Mudança Climática, o governo federal já prevê a montagem de outro documento, oito meses após o término do primeiro.

O texto atual, em fase de consulta pública, foi tachado de frouxo por ambientalistas. A principal crítica é o fato de ele não apresentar metas de redução de emissões de gases-estufa -ou, em alguns casos, não determinar o prazo em que deverá ser cumprido o objetivo. Por Afra Balazina, da Folha de S.Paulo, 29/10/2008.

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