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Eletrobrás pretende construir cinco novas usinas no Rio Tapajós

Entardecer no rio Tapajós, Santarém, Amazônia, Brasil, em foto de arquivo MMA
Entardecer no rio Tapajós, Santarém, Amazônia, Brasil, em foto de arquivo MMA

O presidente da Eletrobrás, José Antônio Muniz, anunciou ontem (19), no 22º Congresso Brasileiro de Energia, que a holding estuda a construção de cinco novas usinas hidrelétricas no Rio Tapajós (que abrange os estados do Amazonas e Pará).

Os empreendimentos teriam capacidade de produção de 10,68 mil megawatts (MW) de energia e os projetos seriam licitados até meados de 2010.

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Carta Aberta: Complexo Madeira revela sua complexidade: Etnocídio Indígena anunciado com descaso criminoso do IBAMA

A
MINISTRO DE MEIO AMBIENTE SR. CARLOS MINC
MINISTRO DE MINAS E ENERGIA SR. EDISON LOBÃO
MINISTROS DA JUSTIÇA SR. TARSO GENRO
PRESIDENTE DA FUNAI SR. MÁRCIO MEIRA
PRESIDENTE DO IBAMA SR. ROBERTO MESSIAS FRANCO
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
CONSELHO NACIONAL DE MEIO AMBIENTE
IMPRENSA

As Organizações e Movimentos Sociais abaixo assinados, que defendem a Sustentabilidade da VIDA (IMV, KANINDÉ, MAB, MST, MPA, CIMI, RECID, CPT, CJP, ADA-AÇAÍ, GTA, COIAB, FOIR, ECOA, MHF, CASA, REDE BRASIL FRENTE INSTITUIÇÕES MULTILATERAIS), denunciam que o descaso do IBAMA e FUNAI que ignora suas próprias informações referente à presença de terras e povos indígenas isolados nas áreas de influência das usinas do Madeira pode levar ao etnocídio de Povos indígenas isolados e exigem anulação do processo de licenciamento.

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Terras Indígenas e o Licenciamento Ambiental da Usina Hidrelétrica de Estreito : análise etnográfica de um conflito socioambiental

Esta dissertação apresenta uma análise - fundamentada ma metodologia de análise etnográfica - de um conflito socioambiental decorrente do planejamento e licenciamentoambiental da usina hidrelétrica de Estreito, localizada no rio Tocantins, a partir das visões que seis atores sociais possuem a respeito das possíveis conseqüências da construção da usina. A idéia de analisar as distintas interpretações dos atores sociais se fundou na hipótese de se tratar de um conflito ocasionado pelo choque não só das diferentes leituras dos possíveis impactos do empreendimento, mas das próprias visões de mundo dos atores e, conseqüentemente, das diferenciadas formas de se relacionarem com o meio ambiente e com a base territorial onde deverá ser instalado o futuro empreendimento. Neste sentido, é analisada a dinâmica interna do conflito na medida em que os atores sociais, informados por suas respectivas visões, passam a interagir visando a defesa de seus pontos de vista.

Graziela Rodrigues de Almeida
Para acessar a dissertação no formato PDF clique aqui.

Sugestão de leitura enviada pelo Fórum Carajás

(barragem de Belo Monte) Povos da Volta Grande do Xingu: perplexidade e imprevisibilidade

O Encontro dos Povos da Volta Grande do Xingu, realizado na Ilha da Ressaca e no Travessão 27, neste fim de semana, permitiu a ribeirinhos, agricultores e índios que moram nas diversas comunidades da Volta Grande e em seu entorno (Arroz Cru I e II, Pirarara, Galo, Jurucuá, Paquiçamba, Ilha da Fazenda, Pimental e Ouro Verde) informar-se, analisar e discutir os prováveis efeitos da construção da barragem de Belo Monte, caso esta venha a ser realizada.

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Ibama libera licença de instalação para Usina de Jirau e diz que novo local não trará impactos ambientais maiores

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O presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias, fala à imprensa sobre a liberação da licença de instalação para Usina de Jirau, no Rio Madeira (RO). Ao lado, a secretária executiva do Ministério do Meio Ambiente, Isabella Teixeira Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

As obras da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO) já podem começar. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) vai publicar hoje (14) a licença de instalação que vai permitir o início do canteiro de obras e a construção de uma ensecadeira, que servirá para desviar o rio enquanto as turbinas da hidrelétrica são instaladas.

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Blogosfera: Minc e Tolmasquim: visão holística? no Blog Telma Monteiro

Continua o festival de besteiras sobre licenças ambientais, turbinas e áreas alagadas que os jornalistas nos obrigam a ler ao divulgar entrevistas de Maurício Tolmasquim, Carlos Minc e Edison Lobão, respectivamente presidente da Empresa Pesquisa Energética (EPE), Ministro do Meio ambiente e Ministro de Minas e Energia.

Quem precisa de “visão holística” é o próprio Maurício Tolmasquim que só consegue pensar em obter licença ambiental para satisfazer as empreiteiras. Joga toda a culpa da incompetência no planejamento do desenvolvimento do Brasil nas Ongs, no Ministério Público e no Judiciário. Aliás ele errou, porque o Judiciário tem sido um grande aliado dele e do resto do governo, quando ignora as ilegalidades perpetradas nas emissões de licenças ambientais para projetos de aproveitamentos hidrelétricos, energia nuclear e termelétricas. Continua…

Para acessarem a íntegra do post no Blog Telma Monteiro, clique aqui

Ibama concederá licença de instalação parcial da Usina Hidrelétrica de Jirau

rio Madeira, em foto de arquivo
Rio Madeira, em foto de arquivo

A licença de instalação parcial da Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira (RO) será assinada pelo presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias. A garantia é do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Segundo ele, a licença vai permitir a construção da usina em um novo local, como propôs o consórcio vencedor do leilão.

A licença de instalação é a segunda etapa do processo de licenciamento ambiental e viabiliza o início dos trabalhos de construção do empreendimento. Segundo Minc, a licença de Jirau concedida hoje será apenas para o canteiro de obras e para uma ensecadeira, o que vai permitir que as obras comecem imediatamente. A licença para todo o empreendimento deve sair até o fim do ano.

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Ibama: descaso criminoso ignora documentos da Funai sobre Terras Indígenas e Índios Isolados, nas áreas de influência das usinas do Madeira, artigo de Telma Delgado Monteiro

[Ibama: criminal neglect of the Funai ignores documents on Indigenous Lands and Indians Isolates]

Rio Madeira
Rio Madeira

Eu tenho observado há duas semanas diversas notícias sobre a iminência da concessão da licença “parcial” de Jirau. Primeiro foi o consórcio Enersus, que ameaçou não construir mais hidrelétrica se a licença não saísse até dia 31 de outubro. Não podiam perder a tal da “janela hidrológica”. Ontem foi a vez do Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, que também “ameaçou” conceder a licença para início das obras, sob pena da construção de mais térmicas a carvão. Hoje foi a vez do Ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, também dar seu recadinho sobre a licença ter que sair ainda nesta semana.

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Blogosfera: Geração de energia na Amazônia-caso de Estreito em questão

A construção de hidrelétricas na Amazônia integra um portfólio de projetos baseados no uso intensivo dos recursos naturais da região. O modelo de desenvolvimento tem na concentração da terra, renda e do poder político e econômico seus pilares e ativa tensões entre populações consideradas tradicionais e grandes corporação do capital mundial.

No caso de Estreito, tais projetos tensionam com comunidades indígenas Krahô, Apinajé, no estado do Tocantins, e Gavião e Krikati no Maranhão. Na fronteira há ainda pescadores, extrativistas e camponeses, ladeados por reservas como a Serra das Mesas do lado maranhense e um sítio de árvores fossilizadas no Tocantins. A hidrelétrica de Estreito, prestes a completar o segundo ano em fevereiro de 2009, avança sobre o rio.

Rogério Almeida passou uns dias em Estreito. Conversou com pessoas e fez umas fez umas fotos da obra.

Para acessar a íntegra do post “Geração de energia na Amazônia- caso de Estreito em questão”, no Blog Furo, clique aqui

[EcoDebate, 08/11/2008]

BNDES aprova financiamento de R$ 471,5 milhões para 10 PCHS em Minas Gerais e Santa Catarina

[BNDES approves funding of R$ 471.5 million for 10 PCHS in Minas Gerais and Santa Catarina]

A diretoria do BNDES aprovou financiamento de R$ 471,5 milhões para a construção de 10 Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH), em Minas Gerais e Santa Catarina, controladas pela Empresa de Investimento em Energias Renováveis S.A (Ersa). A construção das usinas vai gerar quatro mil empregos diretos e indiretos.

A participação do Banco equivale a 60,9% do investimento total, de R$ 774,2 milhões, e inclui as instalações de transmissão necessárias à interligação das usinas ao sistema brasileiro. O BNDES tem em carteira 83 projetos de PCHs, que somam 1,6 mil MW, com financiamentos de R$ 4,6 bilhões e que possibilitaram investimentos de R$ 7,5 bilhões.

As 10 PCHs, que possuem capacidade individual instalada inferior a 30 MW e área de reservatório menor do que 3 quilômetros quadrados, terão, em conjunto, potência instalada de 137 MW. A energia será suficiente para abastecer uma população de cerca de 1,4 milhão de pessoas.

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Ibama enfrenta pressão para decidir por licença para Jirau

[Ibama faces pressure to decide on license for Jirau]

Uma guerra de bastidores está sendo travada no IBAMA em torno da liberação ambiental para o consórcio Energia Sustentável do Brasil (Enersus) instalar seus primeiros canteiros de obras da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira. A nova batalha envolve o envio de uma avalanche de documentos à autarquia pela Odebrecht, contestando a mudança na localização da usina, e um ofício colérico do Enersus questionando a “moralidade” da equipe técnica do IBAMA responsável pelo licenciamento da hidrelétrica. Por Daniel Rittner, de Brasília, no Valor Econômico, 03/11/2008.

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O ‘desmanche’ da legislação ambiental brasileira: os Juízes vão permitir? artigo de Telma Delgado Monteiro

[The "dismantling" of the Brazilian environmental law: the judges will allow? article by Delgado Telma Monteiro]

[EcoDebate] Fiquei em silêncio nos últimos quatro dias. Não tive ânimo para escrever sobre minha indignação quanto ao que está acontecendo nos processos de licenciamento ambiental no Brasil. Hoje não resisti.

Lá no rio Madeira as obras da usina de Santo Antônio prosseguem como se o documento da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) sobre a presença dos Índios Isolados na região, nunca tivesse existido. Ontem (29), o Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, resolveu que pode dar uma licença “parcial” – nova modalidade - para a usina de Jirau e o Tribunal de Contas da União (TCU) soltou uma bomba em que recomenda ao governo agilizar a oferta de empreendimentos hídricos no Brasil.

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Ministério Público ameaça processar diretoria do Ibama caso seja concedida licença ambiental às obras da usina de Jirau


A Cachoeira de Santo Antônio, que será submersa caso se construa a usina de mesmo nome no Rio Madeira. Essa barragem ficaria ali, e a de Jirau, 126 quilômetros rio acima Foto: Wilson Dias/ABr

O Ministério Público Federal advertiu o IBAMA que poderá questionar a probidade administrativa de seus diretores caso seja concedida licença ambiental às obras da usina de Jirau sem realização de novos estudos. Em ofício enviado na semana passada ao presidente da autarquia, Roberto Messias Franco, o procurador Mário Lúcio de Avelar afirma que a mudança do local de construção da hidrelétrica traz “impactos ambientais, sociais e econômicos não devidamente mensurados” e avisa que a ausência de estudos complementares poderá resultar em ação com base na Lei 8.429/92, que disciplina a conduta dos gestores públicos. Por Daniel Rittner, no Valor Econômico, 28/10/2008.

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Perdas e desperdícios no setor elétrico superam uma hidrelétrica

desperdício de água
As usinas hidrelétricas fornecem quase 90% de energia elétrica em todo o território brasileiro e, por isto, o desperdício de energia também significa um enorme desperdício de água.

Provocadas por ineficiência das concessionárias ou furto, as perdas do setor elétrico somaram, no ano passado, quase três vezes a energia a ser gerada pela usina de Santo Antônio, a primeira hidrelétrica do complexo do rio Madeira (RO), que começa a ser construída na Amazônia.

Os números são de auditoria sobre o setor elétrico feita pelo TCU (Tribunal de Contas da União). Repassadas aos usuários nas tarifas de luz, essas perdas representaram, no ano passado, uma conta bilionária: R$ 4,7 bilhões foram pagos pelos consumidores. “Um certo nível de perdas é inevitável, mas, certamente, é gerenciável e passível de regulação”, diz o relatório. Por Marta Salomon, da Folha de S.Paulo, 26/10/2008.

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PCHs no Xingu preocupam índios e pesquisadores

Mesa-redonda realizada durante o II Encontro Nascentes do Xingu colocou em debate a questão energética e obras de infra-estrutura na região do Xingu. Lideranças indígenas querem ser consultadas e propõem a criação de um Comitê de Bacia do Rio Xingu.

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Usina no rio Madeira esbarra em tribos indígenas

Funai aponta 5 grupos isolados na área de Santo Antônio, um deles muito perto, e põe cronograma da usina em risco

Há três semanas, máquinas do consórcio Madeira Energia iniciaram as obras para a construção da hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, em Rondônia, um dos principais empreendimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas a obra, orçada em cerca de R$ 10 bilhões e considerada essencial para se evitarem apagões, pode esbarrar em um problema de cunho antropológico e até sofrer atrasos. Por Jailton de Carvalho, do O Globo, 20/10/2008.

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complexo de usinas do rio Juruena: Parecer da Funai diz que estudo que permitiu licenciamento de usina é contraditório


Nasce o rio Tapajós na confluência dos rios Teles Pires e Juruena. Foto: Margi Moss, Projeto Brasil das Águas

Parecer técnico concluído em agosto na CGPIMA (Coordenação de Patrimônio Indígena e Meio Ambiente) da Funai afirma que o principal estudo que permitiu o licenciamento do complexo de usinas do rio Juruena (região noroeste de Mato Grosso) –onde um canteiro de obras foi invadido e incendiado por índios no sábado– é “contraditório”, “incompleto” e não permite estimar os reais impactos das obras ao meio ambiente e aos índios. Por Rodrigo Vargas, da Agência Folha, em Cuiabá, 15/10/2008 - 08h02.

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UHE Pai-Querê: Ambientalistas vão defender biodiversidade do rio Pelotas em frente ao IBAMA


Paisagem do rio Pelotas, ameaçada de inundação pela UHE Pai Querê - Adriano Becker/Setembro 2006. Núcleo Amigos da Terra Brasil

Hoje, dia 15, a partir das 9h, ambientalistas de ONGs integrantes da Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, APEDeMA/RS, vão realizar um Ato Público em frente à sede do IBAMA em Porto Alegre. O objetivo é fazer uma manifestação contrária a possível aprovação da licença ambiental da UHE Pai-Querê. O grupo vai entregar à superintendência regional a carta do III Fórum sobre Impacto das Hidrelétricas no RS, assinada por várias entidades, que aborda o enorme e irrecuperável impacto que a biodiversidade do rio Pelotas vai sofrer se as obras do PAC entrarem em funcionamento como deseja o governo federal.

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