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Os Projetos de Desenvolvimento Sustentáveis (PDS), idealizados por Dorothy Stang, provam que sustentabilidade é possível

A missionária norte-americana Jane Dwyer, que desenvolve trabalho em Anapu, durante entrevista Foto: Antônio Cruz/ABr
A missionária norte-americana Jane Dwyer, que desenvolve trabalho em Anapu, durante entrevista Foto: Antônio Cruz/ABr

Os Projetos de Desenvolvimento Sustentáveis (PDS), idealizados por Dorothy Stang, são exemplo de que é possível obter renda da floresta amazônica preservando a mata. A afirmação é da também missionária americana Jane Dnyer, que está em Anapu (PA) há 12 anos e mantém o trabalho na região desde o assassinato de irmã Dorothy, em 2005.

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Moradores do lote onde morreu irmã Dorothy confirmam proposta de fazendeiro para usar terra

A professora Francisca Silva dos Santos, que dá aula para alunos de primeira à quarta série no Lote 55 do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, criado pela missionária americana Dorothy Stang Foto: Antônio Cruz/ABr
A professora Francisca Silva dos Santos, que dá aula para alunos de primeira à quarta série no Lote 55 do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Esperança, criado pela missionária americana Dorothy Stang Foto: Antônio Cruz/ABr

Anapu (PA) - Relatos de moradores do lote 55, na zona rural do município de Anapu (PA), onde foi assassinada a missionária americana Dorothy Stang em 2005, comprovam que o fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão tentou fazer um acordo com os agricultores para usar a terra. A área, de 3 mil hectares, pertence à União e está subjudice desde a morte da religiosa.

De acordo com relato dos agricultores à reportagem da Agência Brasil, Regivaldo, conhecido como Taradão, organizou uma reunião em que teria mostrado documentos que comprovariam a posse da área onde existe o Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança, idealizado por Dorothy.

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Pará: Fazendeiro é suspeito de haver derrubado 30 mil árvores em área de 100 hectares

A menina Isabel Lima Eneias, em foto do O Liberal
A menina Isabel Lima Eneias, em foto do O Liberal

A fazendeiro Ciro Rodrigues Braz pode ter destruído, só este ano, uma área de aproximadamente 100 hectares, para explorar cerca de 30 mil árvores para fazer carvão e plantar capim, na fazenda Água Azul, em Goianésia, no sudeste do Estado. A supeita é dos fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que, ontem à tarde, estiveram na área, depois da reportagem publicada domingo, em O LIBERAL, sobre a luta da menina Isabel Lima Eneias, de apenas 11 anos, junto com o pai, para recuperar as terras de sua família, também invadidas pelo fazendeiro. Do O Liberal, PA, 18/11/2008.

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Aos 11 anos, Isabel ajuda o pai ameaçado de morte por invasor de fazenda no Pará. Família vira refém do próprio medo

Com medo de que o pai, Aldivino Antônio Eneias, seja assassinado por um grileiro, uma menina de apenas 11 anos se transformou na personagem principal de um conflito agrário em Goianésia do Pará, no sudeste do Estado, a 360 quilômetros de Belém. Isabel Lima Eneias, em vez de fazer atividades próprias da sua idade, questiona magistrados, não se intimida e ainda escreve cartas ao presidente da República. Ela conta que o fazendeiro do município de Jacundá, Ciro Rodrigues Braz, que é conhecido como “Valente”, invadiu o terreno de 18 famílias em uma área próxima ao rio Jutuba, que fica a 30 quilômetros do perímetro urbano do município, em 2002. Mesmo sem nunca ter ouvido falar de Dorothy Stang, a história da menina lembra a da missionária, que, em 2005, foi assassinada por defender durante 20 anos os trabalhadores sem-terra na região de Anapu, no sudoeste paraense. Por Tainá Aires, do O Liberal, PA, 16/11/2008.

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Problemas fundiários no Pará ocorrem desde 1970, diz procurador

Altamira (PA) - O procurador da República em Altamira no Pará, Alan Rogério Mansur Silva, dá entrevista exclusiva à Agência Brasil Foto: Antonio Cruz/ABr
Altamira (PA) - O procurador da República em Altamira no Pará, Alan Rogério Mansur Silva, dá entrevista exclusiva à Agência Brasil Foto: Antonio Cruz/ABr

Falha no desenvolvimento de políticas públicas, ineficiência do Estado, longas distâncias e fraude em documentos são as principais razões que levaram ao atual “caos fundiário” o sudeste do Pará, segundo o procurador da República em Altamira (PA), Alan Rogério Mansur Silva. A região enfrenta problemas com conflitos de terra, desmatamento e mortes desde 1970.

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Fazenda da CR Almeida no Pará, maior terra grilada do país, segue ocupada

Apesar de decisão da Justiça, PF alega falta de logística para atuar em área do Pará que equivale a 34 cidades de São Paulo

Em março de 2007, Justiça determinou a desocupação de fazenda da CR Almeida; advogado afirma que grupo saiu, mas delegado contesta

Um ano e sete meses depois de a Justiça ter determinado a desocupação de uma área no Pará equivalente a 34 cidades de São Paulo, a Polícia Federal ainda não cumpriu o mandado referente à fazenda Curuá, do grupo do empresário Cecílio do Rego Almeida, morto em março deste ano. Por Breno Costa, da Folha Online.

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Conselho Nacional de Justiça (CNJ) devolve à União terras griladas no AM

Terrenos estão situados em área de segurança nacional

Sem poder para mandar prender integrantes de uma máfia de grileiros com atuação no Amazonas, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) “expropriou” as terras que eram ilegalmente negociadas pelo grupo. O CNJ devolveu, em setembro, 587 mil hectares de terras griladas na região ao governo federal, uma área do tamanho do Distrito Federal.

Os imóveis, localizados no município de Pauini (AM), ficam em área de segurança nacional e eram grilados num esquema complexo que envolvia cartórios, empresas privadas e, desconfiam procuradores federais, juízes do Amazonas. As terras griladas eram vendidas para empresas, principalmente de Mato Grosso do Sul e São Paulo, que tinham consciência das irregularidades, mas estavam interessadas em usar o terreno para negociar com a União o abatimento de dívidas com o INSS. Por Felipe Recondo, do O Estado de S.Paulo, 17/10/2008.

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MPF pede e Justiça bloqueia, em Altamira, 34 títulos de terra fraudados, com mais de 1 milhão e 300 mil hectares

O fazendeiro Julio Vito Pentagna Guimarães, que mora no Rio de Janeiro, é acusado de fraudar os registros no cartório da cidade e de expulsar com violência os ribeirinhos da área

O juiz federal Antonio Carlos de Almeida Campelo, de Altamira, atendendo a pedido do Ministério Público Federal, determinou em decisão liminar o bloqueio judicial de 34 títulos de terra fraudulentos referentes à fazenda conhecida como Juvilândia, que ocupa de maneira irregular mais de 1 milhão e 300 mil hectares da Reserva Extrativista do Iriri e da Estação Ecológica da Terra do Meio, unidades de conservação federais.

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PAC da grilagem: Lei perigosa para a floresta


A venda de terras da União a seus ocupantes irregulares, na Amazônia, poderá ser feita não apenas sem licitação, até o limite de 1.500 hectares, mas também sem observância de zoneamento ecológico-econômico. A referência ao zoneamento foi vetada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao sancionar, em 1º de agosto, a lei sobre regularização da posse daquelas áreas. O veto, segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, foi inesperado, “mas não chega a representar um desastre ecológico”. Poderia o ministro, sem criar um conflito com o presidente, apresentar uma avaliação menos otimista, especialmente depois de ser surpreendido pela decisão? A versão final da Lei 11.763 tem as assinaturas do presidente Lula e do ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel. O responsável pela defesa ambiental não foi chamado para assinar nem para opinar. Esse absurdo não é uma “distração” nesse governo. É quase uma norma. Do O Estado de S.Paulo, 10/08/2008.

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A grilagem de terras públicas na Amazônia, artigo de Ariovaldo Umbelino de Oliveira


[Valor Econômico] O processo de grilagem das terras públicas no Brasil iniciou-se depois da entrada em vigor da Lei de Terras de 1850. Ele passou a ocorrer porque o artigo segundo desta lei proibiu a posse de todas as terras devolutas que pertenciam ao Império. Aliás, além de proibi-la, a lei criminalizava seu autor, sujeitando-o a pena de dois a seis meses de prisão, multa de cem mil réis e a reparação dos danos causados.

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Os ribeirinhos do Médio Xingu (primeira parte), artigo de Lisa Feder


[Correio da Cidadania] Subindo o Rio Xingu, de Altamira, em uma longa canoa de metal, em direção ao sul, apreciamos o frescor da paisagem. O nível da água estava alto, era estação chuvosa e por instantes o céu ficava azul e brilhante, marcado por nuvens brancas inchadas. De tempos em tempos, uma clareira pequena aparecia na floresta, com uma ou duas casas feitas de madeira ou palha, com canoas compridas de madeira estacionadas à margem do rio e, de vez em quando, um ou outro barco grande de madeira, coloridos. Passamos por várias pessoas pescando na beira do rio com redes e linhas. Nosso barqueiro, Herculano, soltava um grito de saudações a todos por quem passávamos e cada um deles inevitavelmente respondia a saudação. Eles são ribeirinhos. Herculano também era um.

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Terra de grupo de Dantas é investigada no PA

Documentos a que a Folha teve acesso apontam que a Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, do grupo Opportunity, de Daniel Dantas, comprou irregularmente cinco fazendas no sudeste do Pará. No total, as fazendas somam cerca de 23,5 mil hectares, c ustaram R$ 53,7 milhões e foram vendidas em setembro de 2005 por Benedito Mutran Filho, então um dos maiores proprietários rurais do Estado. Por João Carlos Magalhães, da Agência Folha, em Belém, 24/07/2008 - 10h03.

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Do Riacho Grande a Areia Grande: 30 anos de resistência camponesa à grilagem e aos agrocombustíveis, artigo de Ruben Siqueira

[Ecodebate] Farsa e tragédia, a história da terra no Brasil é a da repetição dos conflitos agrários, suas formas, desmandos e violências. Mesmo depois de “tanta reforma agrária”, “feita” por todos os governos desde o general Castelo Branco até o ex-retirante nordestino e ex-operário Lula. O quadro fundiário se modifica cosmeticamente aqui e ali para continuar o mesmo: a terra sob controle de antigos latifundiários ou modernos empresários, vedada ao acesso dos camponeses sem terra ou com pouca terra. Agora proibida a comunidades tradicionais. O método, o mesmo, da grilagem (apropriação fraudulenta da terra com base em documentos falsos) e da violência, privada ou estatal ou as duas combinadas. A resistência camponesa e a pressão da sociedade não conseguem alterar substantivamente esta “sina”. O afã do agronegócio e o mais recente boom dos agrocombustíveis (chamá-los “bio” é meia verdade) só fazem recrudescer o quadro e a conflitividade.

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Justiça Federal descobre grilagem de terras indígenas no sul do Pará

Com títulos falsos, empresa vendia nos EUA e no Brasil terra de caiapós a R$ 1,20

Era tudo uma grande mentira. Uma trapaça do tamanho de dois países europeus juntos: Bélgica e Holanda. Ocupantes tradicionais do megalatifúndio de 3,8 milhões de hectares, os índios caiapós sequer desconfiavam que num escritório de Nova Iorque (EUA) e em outro gabinete, no Brasil, suas terras eram vendidas a preço de banana, R$ 1,20. As fazendas Santa Margarida e Carapanã, com suas dimensões adulteradas no cartório do 1º Ofício de São Félix do Xingu, no sul do Pará, foram protagonistas de uma novela fundiária com final feliz. A felicidade, no caso, foi do patrimônio público paraense, ameaçado por uma quadrilha que não pensou duas vezes em se valer até mesmo de ‘fantasmas’, como Jovelino Nunes Batista e Joaquim Conceição de Menezes, para se apossar de áreas ricas em mogno e minérios. Por Carlos Mendes, da Redação do O Liberal, PA, Edição de 22/07/2008.

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Medida Provisória (MP) 422/08: Senado autoriza aumento para área de uso rural na Amazônia

Com 37 votos favoráveis, 23 contrários e 3 abstenções, o Senado aprovou nesta quarta-feira (9) o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 16/08, oriundo da Medida Provisória (MP) 422/08, que aumenta o limite da área que pode ser concedida pela União para uso rural, sem processo de licitação, na Amazônia Legal. O atual limite é de até 500 hectares. Com a nova proposta, passa para até 15 módulos fiscais. A matéria será encaminhada à sanção. Por Paulo Sérgio Vasco e Helena Daltro Pontual, da Agência Senado , 10/07/2008.

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País tem 25 milhões de hectares griláveis

O Brasil ainda tem 25,3 milhões de hectares de florestas públicas -o equivalente a pouco mais que o território do Estado de São Paulo- que podem ser alvos de grileiros. A situação, revelada pela atualização do Cadastro Nacional de Florestas Públicas, realizado pelo SFB (Serviço Florestal Brasileiro), ocorre porque essas áreas, apesar de cadastradas pelo governo federal, ainda não estão com sua situação definida.

Quase todas as terras nessa condição (99%) ficam na região norte do país -onde está a maior parte da Amazônia. A reportagem é de Afra Balazina e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 16-06-2008.

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ONGs criticam propostas do governo e do Congresso para Amazônia

Representantes de organizações não-governamentais (ONGs) ambientalistas estão recolhendo assinaturas durante a 3° Conferência Nacional do Meio Ambiente contra propostas do Executivo e do Legislativo, que, segundo eles, vão aumentar a grilagem e a exploração ilegal dos recursos naturais da Amazônia. Por Luana Lourenço, da Agência Brasil. Leia o restante do texto…

Carta pede rejeição de propostas que impactam Amazônia

Articulação de ONGs ambientalistas e movimentos sociais do campo entrega documento que repudia projeto de lei que reduz a reserva legal na Amazônia e condena medida provisória do governo que facilita compra de terras públicas Por Maurício Hashizume, da Agência de Notícias Repórter Brasil. Leia o restante do texto…