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Conferência sobre os biocombustíveis. ‘Uma grande feira de negócios’. Entrevista especial com Lucia Ortiz

Finalizada ontem, a 1ª Conferência Internacional sobre Biocombustíveis, promovida pelo governo brasileiro, foi, segundo a ambientalista Lucia Ortiz, “uma grande propaganda do etanol”. O evento não contou com a presença do presidente Lula, de outros chefes de Estado e não oportunizou que acordos fossem fechados sobre o biocombustível produzido a partir do etanol. “Foi uma grande feira de negócios”, disse Lucia, ao analisar a presença de muitos empresários desse setor. Lucia esteve presente nesta conferência e também no evento paralelo organizado pelos movimentos sociais para discutir o modelo da política brasileira em relação à produção ao etanol.

Lucia Ortiz é coordenadora do Núcleo Amigos da Terra e do GT Energia do Fórum Brasileiro de Ongs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento. É geóloga e mestre em Geociências.

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Minc afirma que, com zoneamento agroecológico, não haverá mais usinas de cana na Amazônia

Canavial, em foto de arquivo MMA
Canavial, em foto de arquivo MMA

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem (20) que o zoneamento agroecológico no pais está muito avançado e que, diante disso, não haverá novas usinas de cana-de-açúcar na Amazônia ou em qualquer outra área de vegetação primária ou de produção de alimentos.

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Coordenador da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, diz que há trabalho escravo nas usinas de produção de etanol

Leonardo Sakamoto, em foto do Blog do Sakamoto
Leonardo Sakamoto, em foto do Blog do Sakamoto

O cientista político e coordenador da organização não-governamental (ONG) Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, disse ontem (18) que, ao contrário do que o governo diz, há trabalho escravo nas usinas de produção de etanol. Segundo Sakamoto, de janeiro até agora, foram libertados mais de 1.800 trabalhadores de fazendas de cana-de-açúcar.

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(CPT) Etanol e trabalho escravo: aonde o governo brasileiro quer chegar?

Canavial, em foto de arquivo
Canavial, em foto de arquivo

No intuito de promover o etanol brasileiro, vendendo a imagem de sua imaculada sustentabilidade, o Ministério brasileiro das Relações Exteriores convocou para os dias 17 a 21 de novembro uma Conferência Internacional intitulada “Biocombustíveis como vetor do Desenvolvimento Sustentável”. Na oportunidade, o subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Itamaraty, coordenador do evento, embaixador André Amado, acaba de rejeitar em bloco qualquer alegação de existência de trabalho escravo no setor de produção de açúcar e álcool. Disse-se “um pouco indignado” pela campanha de “denegrimento” (sic) que visaria o setor com base em denúncias infundadas e confusões conceituais cuja origem não chegou a detalhar.

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Estudo confirma que a expansão do etanol traz risco real à produção de alimentos no Brasil

Canavial, em foto de arquivo
Canavial, em foto de arquivo

A expansão do etanol no Brasil pode causar prejuízo à produção de alimentos no país. É o que afirma relatório elaborado pelo conjunto de organizações denominado Plataforma BNDES, que monitora socialmente as ações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

O estudo foi editado pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) e será divulgado hoje (18), no seminário internacional Agrocombustíveis Como Obstáculo à Construção da Soberania Alimentar e Energética, evento que se realizará em paralelo à Conferência Internacional de Biocombustíveis, em São Paulo.

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Conferência Internacional sobre Biocombustíveis: Lula vai a conferência, em SP, sem formalizar regras sobre zoneamento da cana


Foto da AFP

Mais de um ano depois de assumir compromissos de que a produção de biocombustíveis no país não avançaria sobre a Amazônia nem tomaria áreas de cultivos de alimentos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegará à Conferência Internacional sobre Biocombustíveis sem formalizar as regras do zoneamento da cana-de-açúcar.

Convocada pelo próprio Lula, a conferência ocorrerá na próxima semana, em São Paulo. Às vésperas da reunião, porém, Lula optou por adiar o anúncio das regras negociadas exaustivamente no governo. Por Marta Salomon, da Sucursal de Brasília, Folha de S.Paulo, 15/11/2008.

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Seminário internacional de agroenergia promove debate sobre impactos da cana

cana

Evento paralelo à Conferencia de Biocombustíveis do Governo Federal traz especialistas para debater impactos da cana. Painel será aberto para a imprensa

De 17 a 19 de novembro acontece em São Paulo o Seminário Internacional - Agrocombustíveis como obstáculo à construção da soberania alimentar e energética, organizado por entidades e movimentos sociais e ambientais do Brasil e do exterior. O evento, que ocorre paralelamente à Conferência Internacional sobre Biocombustíveis do governo federal, pretende questionar os mitos da “sustentabilidade” da produção industrial dos agrocombustíveis, aprofundar o debate do papel da agroenergia nas crises alimentar, energética e climática, e apresentar propostas políticas para o fortalecimento da soberania alimentar e energética.

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O rastro de devastação da cana no Brasil

cana

Estudo contradiz tese do governo de que o etanol é uma energia “limpa”, produção do combustível causa danos sociais e ao meio ambiente

O avanço do monocultivo da cana-de-açúcar no Brasil ameaça a soberania alimentar, gera degradação do meio ambiente e propicia exploração do trabalho. Essas são as principais constatações do relatório: “Os impactos da produção da cana no Cerrado e na Amazônia”, elaborado pela Rede Social de Justiça e Direitos Humanos e pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). Matérias de Michelle Amaral, da redação da Agência Brasil de Fato, 13/11/2008.

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CPT e Rede Social lançam relatório sobre os impactos da produção de cana

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) e a Rede Social de Justiça e Direitos Humanos lançam, no dia 18 de novembro próximo, a partir das 9h00, no auditório da APEOESP (ver endereço no final), um relatório minucioso sobre a expansão do monocultivo de cana na Amazônia e no Cerrado. O documento (acessar nos sites indicados no final), contendo 80 páginas de dados, fotos e entrevistas, faz uma análise dos impactos sociais e ambientais dessa expansão e traz um relato detalhado do avanço deste monocultivo em 11 estados: Acre, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. A publicação será debatida e fará parte das análises da mesa temática que discutirá as alternativas em curso pelo mundo na construção da soberania alimentar e energética, durante o Seminário Internacional “Agrocombustíveis como obstáculo à construção da soberania alimentar e energética”. O evento, realizado pela Via Campesina e entidades parceiras, será realizado entre os dias 17 e 19 de novembro em São Paulo, e será um contraponto à Conferência Internacional “Biocombustíveis como vetor do Desenvolvimento Sustentável”, convocada pelo governo brasileiro para promover o etanol nacional e tornar aceitável sua suposta “sustentabilidade” para o mercado global.

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Para embaixador, apontar trabalho escravo na plantação de cana-de-açúcar é distorcer a realidade (Leiam, também, nota do EcoDebate)

[Point slave labour in planting of cane sugar is distort reality, says ambassador]

O subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Itamaraty, André Amado, em entrevista sobre a Confêrencia Internacional sobre Biocombustíveis Foto: Valter Campanato/ABr
O subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Itamaraty, André Amado, em entrevista sobre a Confêrencia Internacional sobre Biocombustíveis Foto: Valter Campanato/ABr

Não se pode dizer que há trabalho escravo na plantação de cana-de-açúcar somente por ser possível encontrar na atividade situações de trabalho em condição degradante. Foi o que afirmou ontem (3) o subsecretário-geral de Energia e Alta Tecnologia do Itamaraty, embaixador André Amado. Para ele, isso seria uma distorção da realidade.

“Eu acho que é uma distorção da parte de pessoas que querem [simplesmente] distorcer [a realidade], não é uma alegação que se baseie em fatos”, disse Amado durante entrevista coletiva sobre a Conferência Internacional sobre Biocombustíveis.

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MPF quer que Ibama assuma licenciamento ambiental de usina de etanol em Roraima

canavial

O Ministério Público Federal (MPF) em Roraima quer que o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) assuma de imediato todo o processo de licenciamento ambiental da usina de etanol Biocapital, que será instalada no município de Bonfim, na fronteira com a Guiana Inglesa.

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biocombustíveis: Artigo questiona os riscos da nova economia do açucar

Artigo [The Perils of the Coming Sugar Economy] de Hope Shand, na revista Foreign Policy In Focus, 10/10/2008, comenta um estudo do ETC Group (Action Group on Erosion, Technology and Concentration) que aponta os riscos dos biocombustíveis. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.

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Minc volta a afirmar que Amazônia e Pantanal não terão cana-de-açúcar


O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, o presidente da comissão, senador Neuto de Conto (PMDB-SC), o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, e o senador Gilberto Goellner (DEM-MT), durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Foto: Antonio Cruz/ABr

Amazônia e o Pantanal Matogrossense estão fora do zoneamento ecológico e econômico para o plantio da cana-de-açúcar. A afirmação é do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, acrescentando que os estudos para a definição das áreas passíveis de plantio para posterior exploração de etanol estão em fase final de elaboração.

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Minc diz que área para plantio de cana-de-açúcar terá mais 7 milhões de hectares


Os ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, e do Meio Ambiente, Carlos Minc, conversam durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Foto: Antonio Cruz/ABr

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse ontem (9) que a área autorizada para plantio de cana-de-açúcar será ampliada em 7 milhões de hectares. Para isso, os plantadores receberão incentivos. Entretanto, a fiscalização também será aumentada. Segundo ele, haverá parceria entre estados e a União, além do maior monitoramento por satélite.

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Nota do EcoDebate sobre a expansão da área de plantio de cana-de-açúcar

O ministro Minc diz que a área autorizada para plantio de cana-de-açúcar será ampliada em 7 milhões de hectares, mas que a Amazônia e o Pantanal Matogrossense estão fora do zoneamento ecológico e econômico para o plantio da cana-de-açúcar e que a expansão não reduzirá a área destinada ao plantio de alimentos.

Essa é uma boa notícia, mas, só por curiosidade, o plantio será ampliado em 7 milhões de hectares onde?

Henrique Cortez, henriquecortez@ecodebate.com.br
coordenador do EcoDebate

Etanol em perigo na Europa

O setor do etanol na Europa e nos Estados Unidos já teme por uma seca prolongada. Mas não em suas terras férteis, mas na capacidade dos bancos de continuarem emprestando dinheiro para os projetos de usinas. Um levantamento feito por um banco internacional apontou que o setor de energias renováveis pode acumular uma dívida de 21 bilhões de euros por ano no processo de expansão de sua produção na Europa. Sem créditos, a tendência é de que muitos projetos sejam abandonados. Por Jamil Chade, da Agência Estado.

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Fundação suíça quer cautela com o etanol

Um novo estudo internacional sugere ao Brasil e a outros países “tirar o pé do acelerador” na produção de etanol enquanto não houver informações mais seguras sobre o impacto do desenvolvimento da bioenergia na mudança da forma de uso da terra.

A recomendação foi feita ontem pelo Conselho Internacional para Governança de Riscos, fundação sediada em Genebra com financiamento de alguns governos ricos (como Suíça, Estados Unidos, Áustria e Coréia) e empresas privadas (entre as quais a seguradora Swiss Re, a companhia francesa de energia EDF, a suíça Atel, a alemã E.ON e a consultoria Oliver Wyman). Assis Moreira, de Genebra, para o Valor Econômico, 02/10/2008.

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Inteligência nacional alerta: cana-de-açúcar é inviável na Amazônia, artigo de Écio Rodrigues

[A Tribuna] Uma última e derradeira dúvida acerca da possibilidade ou não, de se transformar a Amazônia em uma das regiões mais importantes no cenário mundial de produção de etanol, a partir do plantio de cana-de-açúcar, foi definitivamente dirimida.

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