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MPF cobra regulamentação do fundo de descontaminação de usinas nucleares

O Ministério Público Federal (MPF), em Angra dos Reis, deu entrada com ação civil pública contra a Eletrobrás e suas coligadas, a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) e a Eletronuclear para cobrar “medidas destinadas à regulamentação e instituição de um fundo para o descomissionamento (descontaminação e desmantelamento) das usinas nucleares Angra I e II, após o término de sua vida econômica útil”.

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Mineração de urânio em Caetité/BA: os custos socioambientais da energia nuclear, artigo de Zoraide Vilasboas

[Mining of uranium in Caetité / BA: social and environmental costs of nuclear power, article by ZoraideVilasboas]

Usina de Beneficiamento de Urânio - Caetité. Foto: Indústrias Nucleares do Brasil (INB)
Usina de Beneficiamento de Urânio - Caetité. Foto: Indústrias Nucleares do Brasil (INB)

É preocupante a situação das populações dos municípios de Caetité (46.192 habitantes) e Lagoa Real (13.795 habitantes), localizados a mais de 750 km de Salvador, capital da Bahia, que vivem sob a influência do único complexo mínero-industrial de extração e beneficiamento de urânio em atividade no país. Até hoje não sabem a real proporção e as conseqüências do transbordamento de líquido radioativo de uma bacia de decantação de urânio que, em junho deste ano, encharcou o solo na Unidade de Concentrado de Urânio (URA/Caetité), operada pela Indústrias Nucleares do Brasil (INB). A ocorrência eleva para mais de 10 os acidentes, incidentes (ou “eventos nucleares usuais”, como prefere a INB), registrados em pouco mais de oito anos de funcionamento, aumentando as dúvidas sobre a competência científica e técnica da empresa para lidar com atividades de grande complexidade - extração, beneficiamento e transporte de material atômico - e alto risco para o homem e o meio ambiente.

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EUA: Descomissionamento da central nuclear de Vermont Yankee expõe os verdadeiros custos da energia nuclear

[USA: decommissioning of Vermont Yankee Nuclear Power Station exposes the true costs of nuclear energy]

Central nuclear de Vermont Yankee. Foto NRC
Central nuclear de Vermont Yankee. Foto NRC

Nada expõe o fracasso colossal da energia nuclear melhor do que o descomissionamento de uma central nuclear. Pelo simples motivo que ele não se resume ao simples desligar da tomada. Um descomissionamento demanda tempo e elevados custos. A desmontagem e limpeza e gerenciamento de resíduos custam muito mais do que a construção da própria usina nuclear. Por Henrique Cortez*, do Ecodebate.

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EUA: Vazamento de água radioativa na usina nuclear de Davis-Besse

[USA: radioactive water leak at nuclear plant from Davis-Besse]

Central nuclear de Davis-Besse, em foto da NRC
Central nuclear de Davis-Besse, em foto da NRC

Central nuclear de Davis-Besse, perto de Toledo, estado de Ohio, sofreu um acidente, com vazamento de água radioativa, que já estaria ocorrendo há algum tempo. A central nuclear é operada pela FirstEnergy Corp.

Na quarta-feira, 22/10, funcionários da central descobriram a corrosão em um dreno, causa de um vazamento de água contendo trítio, um isótopo radioativo, de relativamente curta duração, produzido pelo reator. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.

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Blogosfera: Energia Nuclear em discussão no Blog Telma Monteiro

Dias 22 e 23 de outubro aconteceu em São Paulo a primeira oficina sobre energia nuclear. Participaram 42 representantes de organizações do Brasil, Argentina, Chile, Uruguai e Peru. Foram dados passos importantes nos avanços e nas boas perspectivas de mobilização anti-nuclear na América do Sul!

A partir da próxima semana vou postar a série “Energia Nuclear : o espectro da morte” com textos, documentos e imagens para resgatar o passado de desmandos dos governos na utilização de energia nuclear no Brasil e na América do Sul.

Acesse o mais recente estudo encomendado pela Fundação Heinrich Böll, sobre política externa brasileira: A energia nuclear em debate. Esse estudo analisa a questão nuclear no Brasil, avalia o programa nuclear no governo Lula e aborda os temas da Amazônia. …

No Blog Telma Monteiro

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EUA: Acidente na central nuclear de Vermont Yankee durante operação de reabastecimento e manutenção


Central nuclear de Vermont Yankee, foto da Entergy Nuclear

Vinte e cinco trabalhadores, no piso superior do edifício do reator nuclear de Vermont Yankee, foram evacuados, nesta segunda feira (20/10) em razão de ocorrência de níveis inseguros de radiação.

O alarme interrompeu o trabalho de reabastecimento e obrigou a evacuação, em razão de níveis crescentes de radiação. Após quatro horas, quando foram identificados níveis seguros de radiação, os trabalhos foram retomados normalmente, de acordo com informações da Entergy Nuclear, operadora da central de Vermont Yankee. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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A ‘renascença’ da energia nuclear, artigo de José Goldemberg

[O Estado de S.Paulo] A energia nuclear teve sua “época de ouro” de 1965 a 1975. Nesse período foi iniciada a construção de mais de 200 reatores, principalmente nos Estados Unidos, na França, na Alemanha, no Japão e na União Soviética. Somente em 1975 foi iniciada a construção de 32 reatores. Com isso a eletricidade produzida por reatores nucleares passou a representar cerca de 17% de toda a eletricidade produzida no mundo - a França e o Japão respondem por mais da metade. Após 1980, contudo, foi iniciada a construção de apenas quatro ou cinco reatores por ano, em geral para substituir velhos reatores nucleares que foram desativados. Desde 1985, nos Estados Unidos, que têm cerca de cem reatores nucleares funcionando, não foi iniciada a construção de nenhum outro reator.

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Espanha: Acidente paralisa a central nuclear Ascó I


Um vazamento de óleo na central nuclear Ascó I, (Tarragona) paralisou ontem (24/09) a central, que permanecerá inativa por tempo indeterminado. O vazamento ocorreu na tubulação de óleo que controla uma válvula da turbina, reduzindo a pressão no óleo, razão para a paralisação da turbina e, por conseqüência, do reator. Por Henrique Cortez, do Ecodebate, com informações de Agências.

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AIEA mostra diferenças entre critérios de segurança nuclear na Alemanha

Berlim, 19 set (EFE) - O teste ao qual a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) submeteu a Alemanha neste mês evidenciou hoje as divergências entre o Executivo federal e quatro estados federados que rejeitaram participar da inspeção voluntária, da qual apenas Baden-Württemberg participou.

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Nota de repúdio de Ongs e Movimentos Sociais contra a tentativa de nuclearização da América do Sul


O texto, assinado por organizações e movimentos sociais do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Colômbia e Uruguai, rejeita o Pacote Nuclear desenvolvido pelos governos argentino e brasileiro, que inclui a criação de uma empresa binacional voltada para o enriquecimento de urânio, produção de radioisótopos e desenvolvimento de reatores nucleares. O assunto foi tratado em reunião entre os presidentes dos dois países na semana passada, em Brasília.

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Planalto ainda não aderiu à proposta de construção de 60 usinas nucleares


A proposta do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, de instalar 60 usinas nucleares, totalizando uma potência de 60 mil megawatts, até 2050, no mais tardar, 2060, ainda não foi apresentada ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), instância governamental na qual são debatidos temas dessa natureza. Na Presidência da República, a avaliação é de que a idéia deve ser respeitada por ser de um ministro, mas, por enquanto, o assunto não está sendo cogitado em nenhuma instância governamental. Por Paulo de Tarso Lyra, do Valor Econômico, 17/09/2008.

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Brasil deverá construir 50 usinas nucleares nos próximos 50 anos, afirma Lobão

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ontem (12), em Angra dos Reis, que o Brasil já definiu como prioritária a retomada do programa nuclear brasileiro e que deverá construir cerca de 50 a 60 usinas nucleares nos próximos 50 anos – com capacidade de geração de aproximadamente mil megawatts cada unidade. Por Nielmar de Oliveira, da Agência Brasil.

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É prematuro falar na construção de 50 usinas nucleares no país, diz presidente da Aben

O presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Francisco Rondinelli, considerou prematuro se falar na construção de 50 ou 60 novas usinas nucleares, com mil megawatts (MW) de energia cada, no Brasil, nos próximos 50 anos. Por Alana Gandra, da Agência Brasil.

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Nota do Ecodebate sobre a matéria ‘Brasil deverá construir 50 usinas nucleares nos próximos 50 anos, afirma Lobão’

Brasil deverá construir 50 usinas nucleares nos próximos 50 anos, afirma Lobão

[Ecodebate] Já discutimos e questionamos a equivocada opção nuclear deste governo por diversas vezes, mas, como a sandice não parece ter fim, retomamos nossos questionamentos.

Em primeiro lugar, construir de 50 a 60 usinas nucleares nos próximos 50 anos equivale a construir uma usina por ano, algo que nem os EUA jamais tentaram. A China, que atualmente investe pesadamente em energia nuclear (para geração de energia e para fins militares) possui um “ambicioso” projeto de construir 20 usinas em 50 anos. Logo, o número apresentado pelo ministro é uma sandice.

A expansão do programa nuclear brasileiro não foi discutida com a sociedade, não foi debatido e não pode ser iniciado pela simples vontade imperial do governo de plantão. Um governo é transitório e passageiro, mas pode cometer erros que perdurem por muito tempo. Centenas de anos no caso da energia nuclear.

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A Volta da Energia Nuclear, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)


[EcoDebate] Existe uma íntima correlação entre a crise energética e o aquecimento global, afinal, o aquecimento é fruto particularmente da queima de combustíveis fósseis, que emitem CO2, o gás básico do efeito estufa. Diante da crise energética mundial, aprofundada pelo aquecimento global, a energia nuclear voltou ao topo do debate. Se durante muitos anos ela foi contestada pelo movimento ambientalista, agora produz contradições mesmo dentro dele, a exemplo do renomado cientista James Lovelock. Para ele, a energia nuclear é a panacéia para a crise de energia e a única resposta imediata ao aquecimento global.

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Rússia acelera a construção da primeira usina nuclear flutuante

Se depender da Rússia, em breve estará em operação uma frota de usinas nucleares flutuantes (Floating Nuclear Power Plants, FNPP). A primeira unidade já está em construção, devendo entrar em operação comercial em 2010. Por Henrique Cortez, do Ecodebate.

A primeira unidade, batizada como Academician Lomonosov, sob coordenação da agência nuclear russa (Russian Federal Atomic Energy Agency), iniciou sua construção em abril de 2007, no estaleiro Sevmash, do Russian State Centre for Nuclear Shipbuilding, em Severodvinsk. A unidade foi projetada para uma vida útil de 40 anos, ao custo de construção estimado em U$ 400 milhões.

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França: Central nuclear de Tricastin sofre novo acidente


Um campo de girassóis em frente à central nuclear Areva em Tricastin, em Bollene, no sul da França. Foto: Fred Dufour / AFP / Getty Images

A ASN, Autorité de Sûreté Nucléaire, informou ontem a ocorrência de um acidente, em 8 de setembro de 2008 às 10:30, durante a manipulação de combustível no reator de Tricastin 2. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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HTGR ou ‘pebble bed’: Projeto nuclear sul-africano não atende aos padrões de segurança dos EUA


Projeto nuclear na África do Sul, com a tecnologia “pebble bed”, apresentado como à prova de derretimento, não pode obter certificação nos Estados Unidos, na sua forma atual, tendo em vista que não cumpre requisitos mínimos de segurança.

O reator de leito fluidizado, de alta temperatura, refrigerado a gás, o chamado HTGR ou “pebble bed”, não utiliza o sistema de varetas. O combustível nuclear é armazenado em milhares de grãos de urânio, que ficam dentro de esferas do tamanho de bolas de golfe, a quais controlam o calor da reação nuclear. Os projetistas afirmam que a tecnologia produz energia sem risco de derreter o núcleo reator e, por isso, ele precisa de menos proteção externa, dispensando os sistemas de contenção secundária. E esta é, exatamente, a razão pela qual não seria aprovado nos EUA. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.
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