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Os Projetos de Desenvolvimento Sustentáveis (PDS), idealizados por Dorothy Stang, provam que sustentabilidade é possível

A missionária norte-americana Jane Dwyer, que desenvolve trabalho em Anapu, durante entrevista Foto: Antônio Cruz/ABr
A missionária norte-americana Jane Dwyer, que desenvolve trabalho em Anapu, durante entrevista Foto: Antônio Cruz/ABr

Os Projetos de Desenvolvimento Sustentáveis (PDS), idealizados por Dorothy Stang, são exemplo de que é possível obter renda da floresta amazônica preservando a mata. A afirmação é da também missionária americana Jane Dnyer, que está em Anapu (PA) há 12 anos e mantém o trabalho na região desde o assassinato de irmã Dorothy, em 2005.

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Reduzir o consumo é fator chave para um futuro sustentável

Global Environmental Change
Global Environmental Change

A cada dia novos estudos e pesquisas confirmam que o atual modelo de desenvolvimento, baseado no “infinito” crescimento do consumo, é insustentável. Vivemos em um planeta finito com recursos igualmente finitos, logo o conceito de desenvolvimento baseado na expansão infinita da economia não funcionará por muito tempo. Pena que, reconhecer o obvio, nem sempre seja simples.

Agora, pesquisadores do Australian Commonwealth Scientific and Research Organization (CSIRO), confirmam as previsões do controverso livro The Limits to Growth, editado em 1972, e que previa o colapso global, em termos economicos e ecológicos, em meados do século 21. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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Livro apresenta boas práticas de coleta, armazenamento e comercialização de castanha-do-Brasil

A melhoria da qualidade da castanha-do-Brasil e sua comercialização são um grande desafio para agricultores, seringueiros e povos indígenas. Mas na região do noroeste, essa realidade já vem sendo alcançada por alguns povos do Noroeste de Mato Grosso, como o povo indígena Arara e os agricultores do Projeto de Assentamento Juruena. Eles melhoraram suas práticas de coleta e armazenamento da castanha e obtiveram uma quebra de apenas 11% do estoque coletado e alcançaram preços de R$ 21,00 a lata contra os R$ 8,00 pagos pelos atravessadores em 2007.

Quais são algumas dessas técnicas de melhoria da qualidade da castanha-do-Brasil coletada e cuidados gerenciais que devem ser tomados para sua comercialização são os eixos norteadores da publicação “Boas práticas de coleta, armazenamento e comercialização da castanha-do-Brasil: Capacitação e intercâmbio de experiências entre os povos da Amazônia mato-grossense com manejo de produtos florestais não-madeireiros“.

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Amazônia: laboratório das biocivilizações do futuro, artigo de Ignacy Sachs


Ignacy Sachs debaterá a Amazônia na conferência “Outra Amazônia - laboratório das biocivilizações do futuro”, que acontecerá em Brasília (12/11 - UnB) e São Paulo (17/11 - Tuca/PUC). Leia a seguir o documento que servirá como base para o debate

O próximo Fórum Social Mundial se reunirá em Belém, em Janeiro 2009. A escolha do lugar é altamente simbólica.

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Governo do Amazonas apresenta plano de prevenção ao desmatamento

[Government of Amazonas presents plan to prevent deforestation]

Amazônia, em foto do WWF
Foto: WWF

O governo do Amazonas apresentou ontem (5/11), em Manaus, o Plano Estadual de Prevenção e Combate ao Desmatamento. Criado para promover ações de preservação das áreas de floresta no estado, o plano foi divulgado durante a abertura da 1ª. Conferência Latino-Americana de Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais e será encaminhado ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

Entre as ações propostas estão a valorização dos serviços ambientais florestais, a implementação de projetos de energias limpas e o fortalecimento da gestão ambiental. A intenção é que o plano possa contar com recursos do Fundo Amazônia, criado pelo governo federal no mês de agosto para investir na redução de desmatamento da Amazônia.

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‘Quem realmente está preocupado com o consumo pode ver na crise uma alternativa para fazer diferente’. Entrevista especial com André Lacombe

planeta sustentável

O meio ambiente é, certamente, nos últimos anos, um dos assuntos que mais tem ganhado espaço no cotidiano da sociedade. Isso porque não apenas está em discussão um “meio ambiente” longe das grandes cidades, mas sim a nossa vida, as questões éticas em relação a nossa forma de viver, de ser e de consumir. A preocupação com a ecologia está crescendo, mas, segundo o professor André Lacombe, os quesitos relacionados às marcas e preços dos produtos ainda têm mais relevância para o consumidor do que as questões que envolvem a preocupação ambiental no que diz respeito à produção de determinado produto. “As formas de comportamento vão melhorar conforme as empresas ou quem quer que ofereça as opções ao consumidor nos tragam melhores alternativas do que temos hoje”, afirmou ele em entrevista, realizada por e-mail, à IHU On-Line.

André Lacombe Penna da Rocha é graduado em Administração, pela PUC-Rio. Obteve os títulos de mestre e doutor em Agricultural Economics pela University of London, na Inglaterra. É professor na PUC-Rio.

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Tecnologias para preservar meio ambiente podem gerar milhões de empregos

Peter Poschen

O especialista sênior da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Genebra, Peter Poschen, explica o relatório que indica o crescimento de empregos verdes, decorrentes das mudanças climáticas. Foto de Janine Moraes (Estagiária sob sup. de Marcello Casal Jr/ABr)

As tentativas mundiais de frear o aquecimento global estão surtindo efeito na geração de empregos. A constatação foi apresentada no relatório Empregos Verdes: Trabalho Decente em um Mundo Sustentável e com Baixas Emissões de Carbono, da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

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A crise do dinheiro no mundo da mandioca, artigo de Washington Novaes


[O Estado de S.Paulo] Por menos que o mercado financeiro o deseje, a cada dia a crise nos mercados mundiais traz à luz mais discussões sobre o descompasso entre o terreno das finanças, a realidade concreta e os limites do planeta; entre os valores em jogo nesse mercado (fala-se em mais de US$ 500 trilhões) e o valor da produção efetiva (o produto bruto mundial é calculado em cerca de US$ 60 trilhões por ano); entre os formatos de calcular esse produto e as realidades que eles ignoram; entre as possibilidades reais em termos de recursos e serviços naturais e o consumo insustentável, já além desses limites concretos.

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O planeta é o que você come

Os ecotarianos, a tribo do momento, defendem um tipo de alimentação que prejudique o mínimo possível o meio ambiente

Se você tem uma horta no quintal de casa, prefere os alimentos orgânicos e evita comer carne para não contribuir para o desmatamento da Amazônia e o aquecimento global, pode não saber, mas é um ecotariano. O ecotarianismo é a palavra do momento no Hemisfério Norte, especialmente na Inglaterra, onde o termo foi cunhado em 2005 por um grupo de universitários de Oxford. Dá nome a um movimento alimentar que visa, antes mesmo da preferência de cada um pelo sabor de uma comida ou outra, à preservação do meio ambiente. Apoiado no mantra do mundo moderno de que o planeta sofre influências diretas de nossos hábitos de consumo, o ecotariano prefere alimentos in natura, orgânicos, produzidos próximo de sua casa e, em grande parte das vezes, não come carne. “Quem busca minimizar a sua “pegada ecológica”, se preocupa em saber como foi produzido e transportado o alimento que irá comer”, explica o engenheiro Rubens Born, coordenador executivo da ONG Vitae Civilis. Por Claudia Jordão, da Revista IstoÉ, 2033 - 22/10/2008.

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Reunião Ampliada do Grupo de Trabalho Transfronteiriço para a Proteção da Serra do Divisor e Alto Juruá ( Brasil - Peru)

De 16 a 18 de outubro, no município de Mâncio Lima, no estado do Acre, será realizada na Terra Indígena Poyanawa a reunião ampliada do Grupo de Trabalho Transfronteiriço (GTT), com o objetivo de dar continuidade à articulação do movimento social do Acre, para discutir os problemas que ocorrem na faixa de fronteira Acre–Brasil / Ucayali-Peru. Este encontro está sendo organizado pela Comissão Pró Índio do Acre - CPI-AC, Organização dos Povos Indígenas do Rio Juruá - OPIRJ e SOS Amazônia, que junto com diversas organizações, associações e representantes governamentais pretendem estabelecer estratégias e acordos entre povos indígenas e populações tradicionais visando à proteção, conservação, o uso sustentável da biodiversidade e a garantia de seus territórios.

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Crise financeira pode estimular crescimento sustentável, diz ONU

Ao invés de colocar em segundo plano a luta contra o aquecimento global, a atual crise do crédito poderia estimular novas formas de crescimento sustentável, ao reformular todo o sistema financeiro por trás da atividade econômica, disse na sexta-feira o chefe do Secretariado de Mudança Climática da ONU, Yvo de Boer. Por Patrick Worsni, da Agência Reuters.

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Leonardo Boff: ‘Hoje minha luta é pelo ambiente’

Esperar é um direito, sem a esperança o futuro dos homens e das mulheres, entendido seja como indivíduos, seja como entidades coletivas, fica completamente prejudicado. E jamais, como agora, o destino de todo o planeta e, portanto, a esperança num mundo melhor, parece estar ligado à questão ambiental, que tem como núcleo a falta de atenção pela Terra, por seus recursos, objeto de décadas de uma verdadeira e própria rapina. Por todas estas razões, Leonardo Boff, teólogo brasileiro, um dos mais importantes expoentes da Teologia da Libertação, amigo e conselheiro do presidente paraguaio Fernando Lugo, convidado por “Torino Spiritualità [Turim Espiritualidade]”, cuja edição de 2008 é dedicada precisamente à esperança, enfrentou em sua aula magistral o tema das alterações climáticas e das contínuas agressões aos ecossistemas. Aproveitamos a ocasião de sua presença na capital do Piemonte para enfrentar com ele este nó tão delicado.

A entrevista é de Vittorio Bonanni e publicada pelo jornal Liberazione, 27-09-2008. A tradução é de Benno Dischinger.

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Caixa exigirá uso de madeiras de origem legal em obras e empreendimentos habitacionais financiados pelo banco

Medida visa à prevenção e controle do desmatamento do bioma Amazônico

A partir de janeiro, a Caixa Econômica Federal passará a exigir comprovação do uso de madeira legal por parte das construtoras e empresas do segmento imobiliário. A medida faz parte do acordo de cooperação entre o Ministério do Meio Ambiente, a CAIXA e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) assinado hoje (30), pela presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho.

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As previsões inúteis e o roteiro possível, artigo de Washington Novaes

[O Estado de S.Paulo] Não é preciso repetir todos os números. Quem tenha lido o caderno Pnad Especial, que este jornal publicou (19/9), e visto os números terríveis - 14,1 milhões de analfabetos no País, 4,8 milhões de crianças que trabalham, 40 milhões de trabalhadores sem carteira assinada, 8,1 milhões de desempregados -, assim como o índice de desigualdade social (pior que o da Índia) e o da concentração de renda (patamar semelhante ao de El Salvador, Panamá, Zimbábue, Zâmbia, Suazilândia), certamente estará perdendo noites de sono, imaginando caminhos mais alentadores para o futuro. Mas pensando também em como buscar alternativas sustentáveis num mundo mergulhado em crise financeira, social (925 milhões de pessoas passando fome, segundo a ONU, quase metade da humanidade abaixo do linha de pobreza) e ambiental (consumo além da capacidade de reposição do planeta, mudanças climáticas).

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Brasil terá ’superávit ambiental’ em 2050, constata estudo da USP

O Brasil e a Rússia devem ser os únicos grandes países do mundo a atingir 2050 com um balanço positivo entre crescimento da economia e conservação dos recursos naturais. No caso brasileiro, a matriz energética mais limpa e as florestas dão ao País mais preparo para enfrentar as mudanças climáticas e mais oportunidades de negócios nesse campo. É o que mostra estudo da Universidade de São Paulo (USP), que calculou o balanço dos países em relação às mudanças climáticas. Por Andrea Vialli, do O Estado de S.Paulo, 24/09/2008.

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O Homem, a Árvore e o Sonho, artigo de Jorge Gerônimo Hipólito

[EcoDebate] A iniciativa de reflorestar, nos faz feliz, mesmo que a área seja pequena, pois, gestos pequenos provam atitudes imensas. Quando vemos crianças plantando mudas de árvores dá-se a impressão de que as árvores também são crianças e faz sentido, pois, elas também irão crescer e passarão por todas as fases, isto é, de criança, adolescentes e adultos. Depois vem a terceira idade e logo se fecha o ciclo. Um ciclo se fecha e ao mesmo tempo outro se inicia.

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Pistas práticas para cuidar da Terra (II), artigo de Leonardo Boff

No artigo anterior referimos pistas práticas que tinham a ver com a mudança da mente ou do olhar. Agora importa considerar as mudanças das práticas da vida cotidiana:

Procure em tudo o caminho do diálogo e da flexibilidade porque é ele que garante o ganha-ganha e é uma forma de diminuir os conflitos e até poder resolvê-los.

Valorize tudo o que vem da experiência, dando especial atenção aos que não são ouvidos pela sociedade.

Tenha sempre em mente que o ser humano é um ser contraditório, sapiente e ao mesmo tempo demente; por isso seja critico e simultaneamente compreensivo.

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Pistas práticas para cuidar da Terra (I), artigo de Leonardo Boff


Dois princípios são fundamentais na superação da atual crise pela qual passa o planeta Terra: a sustentabilidade e o cuidado. A sustentabilidade, assentada na razão analítica, tem a ver com tudo o que é necessário para garantir a vida e sua reprodução para as atuais e as futuras gerações.

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