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O novo pacto mundial dos alimentos, artigo de Walter Belik

milho

[Valor Econômico] Juntando-se ao coro das instituições que estão defendendo uma nova arquitetura nas relações econômicas entre os países a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou, na edição de 2008 da World Economic and Social Survey, para a o fato de que “os mercados não podem mais ser deixados aos seus próprios cuidados no que se refere à necessidade de atingir níveis adequados e desejados de segurança econômica”. Cresce o alarido para que a comunidade internacional promova uma reforma nas instituições globais que surgiram no pós-guerra. Uma agenda com três pontos se apresenta: novos mecanismos de regulação financeira com a re-fundação do acordo de Bretton Woods, um Plano Marshall revisitado e, finalmente, um New Deal para a política alimentar global.

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Desertificação, a degradação dos solos e a seca ameaçam a produção de alimentos, aumentando a crise global da fome

[Desertification, land degradation and drought threaten the production of food, increasing the global crisis of hunger]

desertificação

A magnitude da crise financeira global ofuscou uma outra crise global, a crise alimentar, que deveria estar no centro das atenções dos governos dos em todo o mundo.

O aumento dos preços dos alimentos, no início deste ano, chegou a desencadear motins e revoltas populares em vários países. Um relatório do Banco Mundial, no ano passado, constatou que 74% dos pobres do mundo pertencem ao setor rural agrícola, que é muito dependente do clima, de terras marginais (áreas agrícolas subtilizadas ou de pequeno valor) e ameaçado por secas. É por isto que os elevados preços dos alimentos, combinado com as secas endêmicas, ameaçam a vida de centenas de milhões de pessoas, especialmente na África. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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Mais de um bilhão de pessoas deverão passar fome em 2009

[More than a billion people should go hungry in 2009]
Mapa da Fome, FAO
Mapa da Fome, FAO

A recente queda dos preços das matérias-primas alimentares não mudará nada, ao menos de imediato. O número de pessoas que deverão passar fome aumentará em 2008. E ultrapassará um bilhão de indivíduos em 2009, alertou Olivier de Schutter, relator da ONU para o direito à alimentação, nesta segunda-feira, dia 27 de outubro. A reportagem é de Hervé Morin e publicada no Le Monde, 29-10-2008. A tradução é do Cepat.

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Colômbia: dendezeiro ‘maquiado de verde’ aumenta ameaça à soberania alimentar e aos direitos humanos, artigo de Raquel Nuñez

dendezeiro, palma

Parece uma bofetada. A agroindústria do dendezeiro tem escolhido justamente o dia 16 de outubro, Dia Mundial da Soberania Alimentar e o país da América Latina mais atingido pelo dendezeiro –a Colômbia- para celebrar a Primeira Reunião Latino-americana da “Mesa Redonda para Azeite de Dendê Sustentável” (RSPO).

Trata-se de uma tentativa dos grupos cultivadores de dendezeiros –agora em auge pela possibilidade de destinar seu produto à produção de agrocombustível- de adquirir a certificação da Mesa. Procuram uma “maquiagem verde” que lhes permita evadir a publicidade negativa que os agrocombustíveis têm recebido com relação à crise alimentar e por sua colheita de dor e sangue com as terríveis violações aos direitos humanos das comunidades colombianas.

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Soberania alimentar e a agricultura, artigo de João Pedro Stedile e Dom Tomás Balduíno

Atualmente, não mais do que 30 conglomerados transnacionais controlam toda a produção e o comércio agrícola mundial

Em 1960, havia 80 milhões de seres humanos que passavam fome em todo o mundo. Um escândalo! Naquela época, Josué de Castro, que agora completaria 100 anos, marcava posição com suas teses, defendendo que a fome era conseqüência das relações sociais, não resultado de problemas climáticos ou da fertilidade do solo.

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Falhas de longo prazo no sistema alimentar mundial, artigo de Ricardo Abramovay

“A principal proposta para enfrentar este desafio crucial está no termo intensificação ecológica. O aumento dos rendimentos terá que ser compatível com a preservação dos ecossistemas. Mais que isso: não poderá apoiar-se na energia fóssil que acompanhou a produção de sementes de alta potencialidade durante a revolução verde. Interromper imediatamente a perda de biodiversidade a que conduziu o crescimento agrícola até aqui é indispensável”

[Valor Econômico] A expressão que dá título a este artigo foi empregada recentemente por Joachim von Braun, diretor geral do International Food Policy Research Institute (IFPRI), de Washington (Responding to the World Food Crisis. Three Perspectives. IFPRI (2008).. A celebração, hoje, do Dia Mundial da Alimentação realiza-se num ambiente em que os preços agrícolas conhecem não só aumentos espetaculares, mas uma volatilidade que põe a insegurança alimentar no centro da agenda internacional.

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FAO: América Latina sente efeitos da crise de alimentos na inflação

Apesar de ser um dos maiores produtores mundiais de grãos e praticamente auto-suficiente na produção de alimentos, o Brasil também sente os efeitos da recente crise dos alimentos na inflação, indicam informações da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).

Por isto, o Governo federal anunciou medidas para facilitar a compra de trigo, um dos poucos produtos que o país importa, assim como outras iniciativas para impulsionar a produção agrícola, que este ano voltará a ser recorde.

Na contramão desta tendência, a América Latina, mesmo sendo uma região exportadora, registrou aumento de 6 milhões no número de famintos por causa do aumento nos preços dos alimentos e dos combustíveis e provocou um retrocesso à situação do início desta década. Matéria da Agência EFE.

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FAO pede que países ricos não se esqueçam da crise de alimentos

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) quer lançar este ano uma mensagem para que a crise dos alimentos não seja esquecida ou ofuscada pela atual turbulência financeira, disse hoje à Agência Efe José María Sumpsi, número dois do órgão, por ocasião do Dia Mundial da Alimentação.

“Não esqueçam a fome nem a crise dos alimentos” é a mensagem por meio da qual a FAO expressa seu principal temor: que a crise financeira desloque a dos alimentos do primeiro plano da agenda política mundial, afirmou Sumpsi. Por Antonio Lafuente, da Agência EFE.

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ONU culpa subsídios aos biocombustíveis por alta nos preços dos alimentos


Foto: FAO

ROMA - A agência de alimentos da ONU pediu uma revisão das políticas e subsídios do biocombustível na última terça-feira, dizendo que eles contribuem para a significativa alta nos preços dos alimentos e para a fome em países pobres.

Com políticas e subsídios encorajando a produção que acontece em grande parte do mundo em desenvolvimento, os fazendeiros geralmente acham mais lucrativo manter plantações destinadas à fabricação de combustível do que para a alimentação, uma mudança que ajudou a gerar a falta de comida no mundo. Por ELISABETH ROSENTHAL, do The New York Times.

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FAO apela para uma revisão das políticas e dos subsídios aos biocombustíveis


O relatório ” THE STATE OF FOOD AND AGRICULTURE 2008 BIOFUELS: prospects, risks and opportunities” pesa as oportunidades e os riscos dos biocombustíveis.

As políticas e os subsídios para os biocombustíveis devem ser revistas com urgência, para manter a meta do mundo para a segurança alimentar, proteger os pobres das zonas rurais, promover um amplo desenvolvimento rural e garantir a sustentabilidade ambiental, disse a FAO ontem, 07/10, em uma nova edição da sua publicação anual “The State of Food and Agriculture (SOFA) 2008“. Por Henrique Cortez, do EcoDebate, com informações da FAO.

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O alimento tornou-se uma mera mercadoria, entrevista com Francisco Menezes, diretor do IBASE


Em entrevista concedida por e-mail para a IHU On-Line, Francisco Menezes, diretor do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase), anuncia: “O mundo se depara, nesse momento, com um enorme desafio. O sistema de produção e consumo alimentar é insustentável econômica, social e ambientalmente”. Para ele, “a raiz do problema está no fato do alimento ter se transformado em mera mercadoria”. No entanto, Francisco sugere uma solução. “Mudar esse quadro somente será possível com o convencimento de governos e sociedades que alimento é um direito de todos.”

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crise alimentar: Famintos crescem 8% com alta de alimentos


Depois de uma década em queda, o número de famintos volta a subir na América Latina e no mundo. O alerta é da agência da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) que concluiu em seu recém-publicado relatório anual que a alta dos preços de alimentos fez disparar os números da fome pelo planeta. Por Jamil Chade, do O Estado de S.Paulo, 22/09/2008.

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O mundo está perdendo a batalha contra a fome


Foto de arquivo mostra catadores de lixo assando bifes para o almoço no meio do aterro sanitário conhecido como Lixão da Estrutural. Relatório divulgado ontem (18) pela FAO mostra que o problema da fome se agravou com a inflação dos alimentos Foto: Janine Moraes (Estagiária sob sup. Marcello Casal Jr/ABR

Número de desnutridos no planeta cresceu 75 milhões no ano passado e chegou a 923 milhões, cada vez mais distante dos Objetivos do Milênio, segundo as Nações Unidas. Na América Latina e Caribe, aumento foi da ordem de seis milhões.

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crise alimentar: FAO afirma que o número de famintos no mundo aumentou para 925 milhões de pessoas

O número de pessoas com fome no mundo subiu de 850 milhões para 925 milhões em 2007, por causa da disparada dos preços dos alimentos, anunciou nesta quarta-feira em Roma o diretor da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Jacques Diouf.

“O número de pessoas subnutridas antes da alta dos preços de 2007-2008 era de 850 milhões. Este número aumentou durante 2007 em 75 milhões, alcançando os 925 milhões”, declarou Diouf em audiência nas Comissões das Relações Exteriores e de Agricultura do Parlamento italiano. Da Folha Online*, 17/09/2008 - 12h26.

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crise alimentar: Relator da ONU afirma que preços de alimentos continuarão altos por vários anos

O relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, Olivier de Schutter, afirmou hoje que os preços dos alimentos permanecerão altos durante vários anos, apesar de a pior fase da recente crise já ter passado.

Em um relatório perante o plenário do Conselho de Direitos Humanos da ONU, reunido em Genebra, Schutter lembrou que já antes da alta de preços dos produtos básicos, 854 milhões de pessoas enfrentavam a fome no mundo e acrescentou que este número deve ter aumentado em 50 milhões por causa da crise. Por Isabel Saco, da Agência EFE.

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ONU propõe regras para a produção de etanol


Entidade poupou Brasil, mas disse que biocombustível afetou preços

Para tentar dar um ponto final à polêmica do etanol e seu impacto nos preços de alimentos, a ONU propõe a criação de uma série de critérios para que os biocombustíveis sejam produzidos, uma entidade para monitorar a questão e a revisão dos subsídios que existem para o setor nos países ricos. Hoje, o relator das Nações Unidas para a Alimentação, Olivier de Schutter, apresentará sua proposta aos países da entidade. Ele poupa o etanol do Brasil de críticas e garante que a alta de preços dos alimentos no mundo não foi gerada pelo País. Mas confirma que o biocombustível em outros mercados teve um impacto direto nos preços dos alimentos. Jamil Chade, do O Estado de S.Paulo, 10/09/2008.

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crise alimentar: Relator da ONU diz que a produção de alimentos precisa dobrar até 2050


O mundo terá de aumentar a produção de alimentos em 50% até 2030 e dobrar até 2050 se não quiser sofrer uma falta de comida nas próximas décadas. O alerta é do relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) para o direito à alimentação, Olivier de Schutter. Hoje, ele apresentou o resultado de seu vasto estudo sobre o assunto e alertou para os riscos da especulação no setor de matérias-primas (commodities) e para a alta nos preços de alimentos. Por Jamil Chade, da Agencia Estado, terça-feira, 9 de setembro de 2008, 17:07.

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Crise mundial na produção de alimentos evoca hoje o drama vivido pela Europa durante o século 14, artigo de Manolo Florentino


[Folha de S.Paulo] Os sem-marmita - Diz-se que a época moderna teve início no século 16. Os critérios utilizados variam entre a afirmação do indivíduo e a expansão do comércio, passando por invenções, outros mares e uma nova relação entre os homens e Deus. Agrada-me mais quem encontra algumas de suas mais férteis sementes 200 anos antes, regadas por uma insidiosa inflação que, como a de hoje, a todos inquietava.

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