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Reduzir o consumo é fator chave para um futuro sustentável

Global Environmental Change
Global Environmental Change

A cada dia novos estudos e pesquisas confirmam que o atual modelo de desenvolvimento, baseado no “infinito” crescimento do consumo, é insustentável. Vivemos em um planeta finito com recursos igualmente finitos, logo o conceito de desenvolvimento baseado na expansão infinita da economia não funcionará por muito tempo. Pena que, reconhecer o obvio, nem sempre seja simples.

Agora, pesquisadores do Australian Commonwealth Scientific and Research Organization (CSIRO), confirmam as previsões do controverso livro The Limits to Growth, editado em 1972, e que previa o colapso global, em termos economicos e ecológicos, em meados do século 21. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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Alimentação e medicamentos tradicionais aumentam o consumo de animais selvagens na China

A China, reconhecidamente, é a maior responsável pela captura de animais selvagens, para fins alimentares e produção de medicamentos “tradicionais”. Relatório da Traffic, uma rede internacional monitoração do comércio de espécies selvagens, destaca que o consumo chinês está aumentando rapidamente, o que coloca diversas espécies em riscos adicionais de extinção. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

O relatório “The State of Wildlife Trade in China” informa que a medicina tradicional chinesa cresce à taxa anual de 10%, com impactos nas populações de animais e de plantas medicinais, que têm diminuído rapidamente, em valores estimados de 15 a 20%.

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O hiperconsumismo leva a um impasse, entrevista com Benjamin Barber


Imagem: Stockxpert

A crise financeira serve para desbaratar alguns mitos: o mito do mercado todo-poderoso, com seus corolários, entre eles a desregulamentação e a privatização; o mito do capitalismo hiperconsumista; e, o mito de que o capitalismo pode triunfar fabricando desejos, necessidades, e não produtos. A análise é de Benjamin Barber, ex-conselheiro de Bill Clinton.

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As próximas crises, artigo de Rogério Grassetto Teixeira da Cunha


Imagem: Stockxpert

[Correio da Cidadania] Embora a crise econômico-financeira atual motive preocupação, principalmente em relação às conseqüências para os mais pobres, preocupo-me muito mais com turbulências de outra natureza, que só tendem a aumentar e terão impacto muito mais profundo. Isso porque estou convicto de que as crises ocasionadas pela reação da natureza aos nossos despautérios ambientais (embora negligenciadas pela maioria da mídia e da sociedade) aumentarão muito em freqüência, serão muito piores e terão efeitos mais duradouros que aquelas geradas pela criatividade burra de engravatados milionários.

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A crise financeira e o impacto ambiental. Entrevista especial com Ladislau Dowbor

[The financial crisis and the environmental impact. Special interview with Ladislau Dowbor]


Imagem: Stockxpert

A crise financeira surge em meio à outra crise, tão relevante para nossas vidas quanto o problema econômico: a crise ambiental. No entanto, os problemas previstos com a questão do clima no mundo suscitaram debates, discussões e pouca adesão. Porém, a crise financeira promoveu uma mobilização mundial para reestabilizar o mercado mundial. Segundo o professor Ladislau Dowbor, que concedeu a entrevista a seguir, por telefone, à IHU On-Line, precisamos “colocar o problema das finanças no plano de fundo do reequilibramento da desigualdade planetária e no financiamento da problemática ambiental”. Dowbor analisou a relação entre as duas crises, as emergências para repensar o meio ambiente a partir do que será construído para reorganizar o mercado financeiro e também sobre as oportunidades que surgem para a natureza a partir da crise no sistema econômico. “Há uma gigantesca esperança com a eleição do Obama porque os Estados Unidos, como economia mais forte do planeta, generalizou políticas que eram contrárias ao ambientalismo, políticas unilaterais sem consulta, o desprezo pelas Nações Unidas e sistemas multilaterais de governança. Tudo isso, junto com políticas irresponsáveis na área de energia de finanças, gerou um buraco negro para o planeta”, afirmou.

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A humanidade já consome mais recursos naturais do que o planeta é capaz de repor

[Humanity already consumes more natural resources than the planet is able to restore]


Imagem: Stockxpert

O colapso é visível nas florestas, oceanos e rios. O ritmo atual de consumo é uma ameaça para a prosperidade futura da humanidade

A exploração dos recursos naturais da Terra permite à humanidade atingir patamares de conforto cada vez maiores. Diante da abundância de riquezas proporcionada pela natureza, sempre se aproveitou como se o dote fosse inesgotável. Essa visão foi reformulada. Hoje se sabe que a maioria dos recursos naturais dos quais o homem depende para manter seu padrão de vida pode desaparecer num prazo relativamente curto - e que é urgente evitar o desperdício. Um relatório publicado na semana passada pela ONG World Wildlife Fund dá a dimensão de como a exploração dos recursos da Terra saiu do controle e das conseqüências que isso pode ter no futuro. O estudo mostra que o atual padrão de consumo de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a capacidade do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não mais dá conta de repor tudo o que o bicho-homem tira dela. Por Roberta de Abreu Lima e Vanessa Vieira, Revista VEJA, Edição n° 2085.

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A pegada ecológica brasileira. Entrevista especial com Lucas Gonçalves Pereira

[The brazilian footprint. Special interview with Lucas Pereira Goncalves]

Imagem representando a 'pegada ecológica'
Imagem representando a ‘pegada ecológica’

Para pensarmos a forma como o meio ambiente está se denegrindo, é preciso atentarmos para a forma como estamos consumindo os recursos naturais. Deixamos, portanto, “pegadas” nos espaços que nos apropriamos e quanto mais exploramos a Terra, mais marcas deixamos na natureza. Desta forma, funciona a Pegada Ecológica, uma estimativa que mostra até que ponto a nossa forma de viver está de acordo com a capacidade que o planeta tem de oferecer e renovar seus recursos naturais assim como de absorver os resíduos que geramos. “Pela metodologia convencional, a pegada do Brasil é de cerca de 2,1 hectares por pessoa, ou seja, cada brasileiro precisa de uma área de cerca de 2 campos de futebol para produzir tudo aquilo que ele consome. Esse valor é pequeno se comparada à pegada dos EUA. Cada americano precisa de quase dez campos de futebol para manter seu padrão de consumo”, declarou Lucas Gonçalves Pereira em entrevista à IHU On-Line, realizada por e-mail.

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Crise, alimento e valores, artigo de Selvino Heck

[Crisis, food and values, article by Selvino Heck]

desperdício de alimentos
desperdício de alimentos

Uma família brasileira joga fora, em média, meio quilo de comida por dia. Um hipermercado pode desperdiçar por mês até 2000 quilos de alimentos bons para o consumo, mas não para a venda. A perda de alimentos nas feiras livres de São Paulo é estimada em 1000 quilos por dia.

Segundo a FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), no Brasil ocorre o desperdício de 26 milhões de toneladas de alimentos por ano, volume suficiente para alimentar bem 35 milhões de pessoas. De 100 caixas de produtos alimentares colhidas no campo, 39 não chegam à mesa do consumidor. Das 43,8 milhões de toneladas de lixo geradas anualmente no Brasil, 26,3 são de comida. 60% do lixo urbano produzido no Brasil é composto por restos de alimentos.

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Um terço da captura mundial de peixe é desperdiçado na produção de ração animal

[One-third of the world's fish catch is wasted in the production of animal feed]


Foto Greenpeace

Rações preparadas a partir de peixes representam 37% (31,5 milhões de toneladas) do total de peixes retirados dos oceanos a cada ano e 90 % das capturas transformam-se em farinha e óleo de peixe. Em 2002, 46% de farinha de peixe e óleo de peixe foram utilizadas como alimento para a aqüicultura (piscicultura), 24% para alimentar porcos e 22% para a alimentação de aves.

É o que demonstra um novo estudo alarmante, que será publicado em novembro na revisão anual do Annual Review of Environment and Resources, documentando que um terço das capturas mundiais de peixes, marinhos e fluviais, é destinado à alimentação de peixes, porcos e aves, desperdiçando um precioso recurso alimentar para seres humanos e menosprezando a grave crise de sobrepesca nos oceanos. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.

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O planeta é o que você come

Os ecotarianos, a tribo do momento, defendem um tipo de alimentação que prejudique o mínimo possível o meio ambiente

Se você tem uma horta no quintal de casa, prefere os alimentos orgânicos e evita comer carne para não contribuir para o desmatamento da Amazônia e o aquecimento global, pode não saber, mas é um ecotariano. O ecotarianismo é a palavra do momento no Hemisfério Norte, especialmente na Inglaterra, onde o termo foi cunhado em 2005 por um grupo de universitários de Oxford. Dá nome a um movimento alimentar que visa, antes mesmo da preferência de cada um pelo sabor de uma comida ou outra, à preservação do meio ambiente. Apoiado no mantra do mundo moderno de que o planeta sofre influências diretas de nossos hábitos de consumo, o ecotariano prefere alimentos in natura, orgânicos, produzidos próximo de sua casa e, em grande parte das vezes, não come carne. “Quem busca minimizar a sua “pegada ecológica”, se preocupa em saber como foi produzido e transportado o alimento que irá comer”, explica o engenheiro Rubens Born, coordenador executivo da ONG Vitae Civilis. Por Claudia Jordão, da Revista IstoÉ, 2033 - 22/10/2008.

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Consumo na cidade de São Paulo influencia a devastação da floresta e a exploração de mão-de-obra escrava


Pesquisa vasculha setores e aponta empresas vinculadas aos impactos sociais e ambientais na Amazônia

As entranhas da relação entre a destruição da Amazônia e a economia da cidade de São Paulo foram expostas, nesta terça-feira (15), com a apresentação do estudo “Conexões Sustentáveis São Paulo - Amazônia: Quem se beneficia com a destruição da Amazônia?“.

O trabalho foi elaborado por jornalistas das ONGs Repórter Brasil e Papel Social Comunicação, que durante meses percorreram milhares de quilômetros pela Amazônia para verificar a situação dos impactos ambientais e sociais causados pelo avanço da agropecuária, do extrativismo, das plantações de soja e até dos financiamentos públicos e privados sobre a floresta. Por Bianca Pyl, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

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A hora de refazer todas as contas, artigo de Washington Novaes

[O Estado de S.Paulo] Nos mesmos dias em que o mundo acompanhava, perplexo, o farto noticiário sobre as tentativas de conseguir no Congresso norte-americano a aprovação de um plano de US$ 700 bilhões para conter a crise financeira que já se espalhava por todos os continentes, a comunicação praticamente não deu nenhuma importância à notícia, divulgada pela ONG canadense Global Foot Print Network, de que no dia 23 de setembro a humanidade ultrapassara, este ano, o consumo de todos os recursos que o planeta pode produzir ao longo de 365 dias. A partir daí, ocorre um consumo de recursos e serviços naturais além do que a biosfera terrestre pode repor - um sobreconsumo que agravará a crise, pois aumentará a desertificação e a chamada crise da água, produzirá maior perda de florestas tropicais, gerará a emissão de mais poluentes que contribuirão para mudanças climáticas, etc.

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Quando começou nosso erro? artigo de Leonardo Boff


Sentimos hoje a urgência de estabelecermos uma paz perene com a Terra. Há séculos estamos em guerra contra ela. Enfrentamo-la de mil formas no intento de dominar suas forças e de aproveitar ao máximo seus serviços. Temos conseguido vitórias mas a um preço tão alto que agora a Terra parece se voltar contra nós. Não temos nenhuma chance de ganhar dela. Ao contrário, os sinais nos dizem que devemos mudar senão ela poderá continuar sob a luz benfazeja do sol mas sem a nossa presença.

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Pesquisa afirma que a população britânica deveria limitar o consumo de carne e leite para ajudar a combater as mudanças climáticas


Relatório da Universidade de Surrey, citado por Juliette Jowit, do The Guardian, sugere que carne deve ser consumida quatro vezes por semana por pessoa, para reduzir os impactos nas mudanças climáticas. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.

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Consumo se transforma em espaço de debate político, moral e ético

A transformação do consumo em questão política é um dos temas que serão abordadas no 4º Encontro Nacional de Estudos de Consumo (Enec), que será aberto amanhã (24), na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O evento é promovido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFF), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

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A partir de hoje a terra estará no vermelho: ‘Exauridos os recursos do ano’, alertam os cientistas

A partir de hoje viajaremos com as contas no vermelho e consumiremos mais recursos do que aqueles que a natureza fornece de modo renovável. Estamos comendo o capital biológico acumulado em mais de três bilhões de anos de evolução da vida: nem mesmo uma superintervenção como a do governo dos Estados Unidos para tapar os buracos dos bancos americanos bastaria para reequilibrar nossa relação com o planeta. Dia 23 de setembro é o Earth Overshoot Day [dia da ultrapassagem dos limites da Terra, ndt]: a hora da bancarrota ecológica.

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Trânsito brasileiro: por uma reeducação a partir da população. Entrevista especial com Jaime Waisman


O problema do transporte e da poluição já não faz mais parte exclusivamente dos pesquisadores do trânsito e do dia-a-dia daqueles que estão presos num metrô lotado, esperando um ônibus ou numa fila quilométrica de carros nos grandes centros urbanos. As principais promessas dos candidatos a prefeitos de algumas das maiores cidades do Brasil incluem tal problema. Todos querem ter o nome marcado pela melhoria no trânsito brasileiro, principalmente em relação à implementação de mais linhas de metrôs. Segundo o professor Jaime Waisman, “os prefeitos provavelmente poderão fazer muito pouco nessa área, pois terão de contar com a ajuda do governo do estado e do governo federal. Caso contrário, realmente não haverá sucesso nessa proposta”. Em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line, Waisman fala sobre o panorama atual do trânsito no país e aponta algumas soluções que precisam ser adotadas não apenas através de políticas públicas, mas principalmente pelos próprios cidadãos. O professor diz que a imagem atual do automóvel é muito positiva, mas que “precisamos fazer com o carro aquilo que fazemos com a bebida: não necessariamente abandoná-lo, mas usá-lo com moderação”.

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Consumo e cultura: Agenda política da cozinha. Entrevista especial com Fátima Portilho e Eliana Saraiva

A massificação das informações que envolvem o meio ambiente tem feito com que amplos setores da sociedade repensem a questão ambiental, incorporem atitudes sustentáveis e revejam os formatos de produção e consumo. Aliás, é o consumo que atinge diretamente a sociedade civil. Campanhas e movimentações têm sido realizadas para que a forma como consumimos seja transformada. Para a socióloga Fátima Portilho, “a adesão à causa ambiental e à transformação em práticas concretas de consumo sustentável dependem das variáveis culturais”, ou seja, em certos espaços da nossa vida será preciso mudar conceitos e atitudes. Já em outros basta uma redução no consumo para que tenhamos uma atitude pró meio ambiente. A técnica ambiental Eliana Saraiva afirma que “precisamos pensar em mudar nossos modos de produção. Não precisamos voltar ao passado, mas pensar em como os problemas devem podem ser minimizados hoje. E não apenas os governantes precisam pensar nisso. Toda a sociedade precisa rever o seu papel”. As duas concederam por telefone à IHU On-Line a entrevista que publicamos a seguir.

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