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O hiperconsumismo leva a um impasse, entrevista com Benjamin Barber


Imagem: Stockxpert

A crise financeira serve para desbaratar alguns mitos: o mito do mercado todo-poderoso, com seus corolários, entre eles a desregulamentação e a privatização; o mito do capitalismo hiperconsumista; e, o mito de que o capitalismo pode triunfar fabricando desejos, necessidades, e não produtos. A análise é de Benjamin Barber, ex-conselheiro de Bill Clinton.

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A humanidade já consome mais recursos naturais do que o planeta é capaz de repor

[Humanity already consumes more natural resources than the planet is able to restore]


Imagem: Stockxpert

O colapso é visível nas florestas, oceanos e rios. O ritmo atual de consumo é uma ameaça para a prosperidade futura da humanidade

A exploração dos recursos naturais da Terra permite à humanidade atingir patamares de conforto cada vez maiores. Diante da abundância de riquezas proporcionada pela natureza, sempre se aproveitou como se o dote fosse inesgotável. Essa visão foi reformulada. Hoje se sabe que a maioria dos recursos naturais dos quais o homem depende para manter seu padrão de vida pode desaparecer num prazo relativamente curto - e que é urgente evitar o desperdício. Um relatório publicado na semana passada pela ONG World Wildlife Fund dá a dimensão de como a exploração dos recursos da Terra saiu do controle e das conseqüências que isso pode ter no futuro. O estudo mostra que o atual padrão de consumo de recursos naturais pela humanidade supera em 30% a capacidade do planeta de recuperá-los. Ou seja, a natureza não mais dá conta de repor tudo o que o bicho-homem tira dela. Por Roberta de Abreu Lima e Vanessa Vieira, Revista VEJA, Edição n° 2085.

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Um terço da captura mundial de peixe é desperdiçado na produção de ração animal

[One-third of the world's fish catch is wasted in the production of animal feed]


Foto Greenpeace

Rações preparadas a partir de peixes representam 37% (31,5 milhões de toneladas) do total de peixes retirados dos oceanos a cada ano e 90 % das capturas transformam-se em farinha e óleo de peixe. Em 2002, 46% de farinha de peixe e óleo de peixe foram utilizadas como alimento para a aqüicultura (piscicultura), 24% para alimentar porcos e 22% para a alimentação de aves.

É o que demonstra um novo estudo alarmante, que será publicado em novembro na revisão anual do Annual Review of Environment and Resources, documentando que um terço das capturas mundiais de peixes, marinhos e fluviais, é destinado à alimentação de peixes, porcos e aves, desperdiçando um precioso recurso alimentar para seres humanos e menosprezando a grave crise de sobrepesca nos oceanos. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.

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O planeta é o que você come

Os ecotarianos, a tribo do momento, defendem um tipo de alimentação que prejudique o mínimo possível o meio ambiente

Se você tem uma horta no quintal de casa, prefere os alimentos orgânicos e evita comer carne para não contribuir para o desmatamento da Amazônia e o aquecimento global, pode não saber, mas é um ecotariano. O ecotarianismo é a palavra do momento no Hemisfério Norte, especialmente na Inglaterra, onde o termo foi cunhado em 2005 por um grupo de universitários de Oxford. Dá nome a um movimento alimentar que visa, antes mesmo da preferência de cada um pelo sabor de uma comida ou outra, à preservação do meio ambiente. Apoiado no mantra do mundo moderno de que o planeta sofre influências diretas de nossos hábitos de consumo, o ecotariano prefere alimentos in natura, orgânicos, produzidos próximo de sua casa e, em grande parte das vezes, não come carne. “Quem busca minimizar a sua “pegada ecológica”, se preocupa em saber como foi produzido e transportado o alimento que irá comer”, explica o engenheiro Rubens Born, coordenador executivo da ONG Vitae Civilis. Por Claudia Jordão, da Revista IstoÉ, 2033 - 22/10/2008.

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Consumo na cidade de São Paulo influencia a devastação da floresta e a exploração de mão-de-obra escrava


Pesquisa vasculha setores e aponta empresas vinculadas aos impactos sociais e ambientais na Amazônia

As entranhas da relação entre a destruição da Amazônia e a economia da cidade de São Paulo foram expostas, nesta terça-feira (15), com a apresentação do estudo “Conexões Sustentáveis São Paulo - Amazônia: Quem se beneficia com a destruição da Amazônia?“.

O trabalho foi elaborado por jornalistas das ONGs Repórter Brasil e Papel Social Comunicação, que durante meses percorreram milhares de quilômetros pela Amazônia para verificar a situação dos impactos ambientais e sociais causados pelo avanço da agropecuária, do extrativismo, das plantações de soja e até dos financiamentos públicos e privados sobre a floresta. Por Bianca Pyl, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

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A hora de refazer todas as contas, artigo de Washington Novaes

[O Estado de S.Paulo] Nos mesmos dias em que o mundo acompanhava, perplexo, o farto noticiário sobre as tentativas de conseguir no Congresso norte-americano a aprovação de um plano de US$ 700 bilhões para conter a crise financeira que já se espalhava por todos os continentes, a comunicação praticamente não deu nenhuma importância à notícia, divulgada pela ONG canadense Global Foot Print Network, de que no dia 23 de setembro a humanidade ultrapassara, este ano, o consumo de todos os recursos que o planeta pode produzir ao longo de 365 dias. A partir daí, ocorre um consumo de recursos e serviços naturais além do que a biosfera terrestre pode repor - um sobreconsumo que agravará a crise, pois aumentará a desertificação e a chamada crise da água, produzirá maior perda de florestas tropicais, gerará a emissão de mais poluentes que contribuirão para mudanças climáticas, etc.

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Pesquisa afirma que a população britânica deveria limitar o consumo de carne e leite para ajudar a combater as mudanças climáticas


Relatório da Universidade de Surrey, citado por Juliette Jowit, do The Guardian, sugere que carne deve ser consumida quatro vezes por semana por pessoa, para reduzir os impactos nas mudanças climáticas. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.

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Consumo se transforma em espaço de debate político, moral e ético

A transformação do consumo em questão política é um dos temas que serão abordadas no 4º Encontro Nacional de Estudos de Consumo (Enec), que será aberto amanhã (24), na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O evento é promovido por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFF), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

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Trânsito brasileiro: por uma reeducação a partir da população. Entrevista especial com Jaime Waisman


O problema do transporte e da poluição já não faz mais parte exclusivamente dos pesquisadores do trânsito e do dia-a-dia daqueles que estão presos num metrô lotado, esperando um ônibus ou numa fila quilométrica de carros nos grandes centros urbanos. As principais promessas dos candidatos a prefeitos de algumas das maiores cidades do Brasil incluem tal problema. Todos querem ter o nome marcado pela melhoria no trânsito brasileiro, principalmente em relação à implementação de mais linhas de metrôs. Segundo o professor Jaime Waisman, “os prefeitos provavelmente poderão fazer muito pouco nessa área, pois terão de contar com a ajuda do governo do estado e do governo federal. Caso contrário, realmente não haverá sucesso nessa proposta”. Em entrevista concedida por telefone à IHU On-Line, Waisman fala sobre o panorama atual do trânsito no país e aponta algumas soluções que precisam ser adotadas não apenas através de políticas públicas, mas principalmente pelos próprios cidadãos. O professor diz que a imagem atual do automóvel é muito positiva, mas que “precisamos fazer com o carro aquilo que fazemos com a bebida: não necessariamente abandoná-lo, mas usá-lo com moderação”.

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consumismo: Atual matriz de produção pode levar a colapso

Pensamento econômico voltado só para crescimento está consumindo mais do que o planeta oferece.

A discussão de sustentabilidade ainda está muito focada no valor econômico. Muitas empresas agem nesse sentido apenas porque é bom para a imagem, porque atrai mais investimento, mas falta mudar a estratégia de fazer negócio, o modelo corrente de produção. Do O Estado de S. Paulo, 04/09/2008.

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Para ser cidadão, é preciso simplesmente consumir


Um mundo sem ideais. Uma vida política desértica. Sexo e prazer banalizados. A visão do psicanalista Charles Melman sobre nossa sociedade e seu futuro não é nada animadora. Por trás das críticas que o francês - um dos principais colaboradores de Jacques Lacan - faz ao mundo atual está o avanço desenfreado do consumo, essencial para o bom funcionamento da engrenagem que move o sistema capitalista.

A reportagem é Raquel Salgado e publicada pelo jornal Valor, 29-08-2008.

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Abaixo os jipões, artigo de Marcelo Leite


[Folha de S.Paulo] É curioso que as pessoas se preocupem tanto com a qualidade do ar em Pequim. Particularmente em São Paulo, essa mania tem muito de postiça. Além de parar de pensar com a própria cabeça, vamos também começar a respirar com o pulmão dos atletas olímpicos?

Nem a chuva de verão que despencou na terça-feira, em pleno inverno (vá lá, acontece), parece ter sido capaz de lavar a poluição que inflama os brônquios e resseca as narinas. Basta um pouco de sol para a camada de ozônio e material particulado ficar visível no horizonte. Um “photo-smog” quase palpável, para chinês nenhum pôr defeito.

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Jogar fora não existe, artigo de Danilo Pretti Di Giorgi


[Correio da Cidadania] Ouvi recentemente o economista Hugo Penteado, dono de um excelente blog, questionando a idéia de “jogar algo fora”. Ele lembrou como temos o estranho costume de olhar o planeta como uma grande lata de lixo onde podemos descartar tudo. O “fora” na verdade não existe, se considerararmos que estamos todos “dentro” da Terra e que daqui não podemos sair, apesar dos delírios tecnológicos tão apreciados pelos que defendem a manutenção e até mesmo a ampliação dos níveis de produção e consumo atuais. Muito daquilo que produzimos e transformamos a partir dos recursos retirados do planeta vai continuar nos acompanhando na nossa caminhada.

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Consumo sustentável. O que é isso? Entrevista especial com Lisa Gunn


Foto: Corbis

“A verdade é que o consumidor hoje não tem muita informação para entender realmente os impactos dos seus hábitos de consumo”, segundo a socióloga Lisa Gunn, que concedeu por telefone a entrevista abaixo à IHU On-Line. Ela falou sobre a pessoa humana ecologicamente correta e as dificuldades de contribuir com atitudes sustentáveis. Acredita que o consumidor precisa ter uma atitude menos passiva “e cobrar das empresas das quais está acostumado a consumir justamente essas informações socioambientais do processo produtivos e também do pré-consumo e pós-consumo, assim como exigir dos governantes uma atitude a favor de políticas públicas que incentivem o desenvolvimento dessas atitudes sustentáveis”.

Lisa Gunn é formada em Antropologia e Sociologia, pelo Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Realizou especialização em Desenvolvimento Sustentável, pela Carl Duisberg Gesselschaft, na Alemanha. É mestre em Ciência Ambiental, pela Universidade de São Paulo (USP). Atualmente, é coordenadora do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

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Porque comer menos pode ajudar o meio ambiente


Estudo constata que uma dieta saudável e um regresso à agricultura tradicional podem ajudar a reduzir o consumo de energia e de alimentos nos EUA.

Estima-se que 19 por cento do total da energia utilizada nos EUA é consumida na produção e distribuição de alimentos. A energia norte-americana é, majoritariamente, de origem fóssil, cada vez mais cara e escassa, além de ser a principal fonte de emissão de carbono nos Estados Unidos. Por Henrique Cortez, do Ecodebate.

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Consciência ecológica em baixa no consumo, mostra pesquisa da PUC-Rio

A preservação do meio ambiente está na moda. Mas o consumo ecológico ainda não conquistou cariocas com poder aquisitivo e nível de instrução altos. Estudo da Escola de Negócios da PUC-Rio mostra que, na hora de decidir o que comprar, esse consumidor continua privilegiando critérios como preço e marca. Já o fato de o produto ser poluente ou não fica em último plano. A reportagem é de Mariana Schreiber e publicada pelo jornal O Globo, 20-07-2008.

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Vídeo: O número de jovens que agem pensando no meio ambiente caiu de 64% para 47%

Mães revelam o nível de consciência ecológica dos filhos. Em casa, são eles os que menos colaboram. Mães mostram que os filhos não são tão ecologicamente corretos como eles dizem. Do Fantástico, 13/07/2007, 10m48s.

[EcoDebate, 15/07/2008]

O preço do índio, artigo de Rogério Grassetto Teixeira da Cunha

[Correio da Cidadania] Você sabia que o preço do índio subiu mais de 1500% em pouco mais de três anos, valendo mais de mil dólares o quilo em agosto de 2006? Refiro-me aqui ao elemento químico índio. Isto vem ocorrendo devido à exploração e uso cada vez mais intensos e à diminuição dos estoques, tal como tem acontecido com um sem-número de outros minerais. O problema é que extraímos recursos naturais para a produção de bens e serviços como se eles tivessem suprimento infinito. Isto se dá não só com minérios, mas com petróleo, gás, energia e água (para não falar das espécies animais e vegetais), como tudo, em suma. Esta é uma relação doente com o planeta. Para piorar, os arautos e soldados do modelo econômico vigente ainda defendem com unhas e dentes na mídia a necessidade imperiosa de crescimento constante, infinito e o mais acelerado possível. Ou seja, além de extrairmos os recursos como se eles não tivessem fim, ainda colocamos o pé no acelerador e achamos isso bonito.

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