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A poluição atmosférica pode ser um dos responsáveis pelo colapso das populações de abelhas

A poluição atmosférica é um fator que torna mais difícil para as abelhas e outros insetos polinizadores encontrarem comida, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Virgínia (University of Virginia). Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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É tempo da piracema. A Vida agradece, artigo de Jorge Gerônimo Hipólito

Piracema, foto CapitalNews
Piracema, foto CapitalNews

O fenômeno da piracema teve início em 01 nov 08 com término previsto para 28 fev 09. Os pescadores devem estar atentos para as normas, pois elas são criadas com o objetivo único de se manter a vida em equilíbrio. Na teoria tudo é maravilhoso, mas na prática, interesses mil são contrariados, principalmente, aqueles decorrentes do uso do cachimbo, ou seja, “farinha pouca meu pirão primeiro”. Curioso, percebem que peixe tem a ver com pirão. Pois é, logo haverá apenas farinha, vez que os peixes…

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Decreto do governo federal autoriza a destruição de cavernas no país

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicado ontem no “Diário Oficial da União” permite, a partir de agora, que milhares de grutas sofram “impactos negativos irreversíveis”.

São cerca de 7.300 grutas identificadas no país. Antes, todas eram protegidas por lei. Com as mudanças na legislação, cavernas naturais passam a ser classificadas por quatro critérios de relevância: máximo, alto, médio e baixo. Por Thiago Reis e Matheus Pichonelli, da Agência Folha.

Apenas as formações de “máxima relevância” deverão ser preservadas. As demais poderão ser eliminadas desde que haja autorização por parte de órgãos ambientais.

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Pesca predatória em Arraial do Cabo, RJ: Pesquisa mostra redução de 50% na quantidade e no número de espécies capturadas

Na quinta-feira passada, Joaquim Duarte, de 53 anos, lançou a rede no mar da Praia Grande, em Arraial do Cabo, uma rotina de 40 anos, e, após 11 horas de espera, conseguiu pegar 500 bonitos, mas para dividir com outros nove pescadores. Há pelo menos quatro meses Joaquim não conseguia nada ali, uma escassez que ameaça a pesca artesanal na única Reserva Extrativista Marinha do estado e a segunda das 13 do Brasil.

- Há cinco anos, todos os dias eu deixava passar cardumes de três mil enchovas porque logo atrás vinha um com cinco mil. Hoje, não consigo cercar 50 - diz ele. Por Paulo Roberto Araújo e Taís Mendes, do O Globo, 09/11/2008.

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Sobrepesca européia ameaça o atum azul

[European overfishing threatens the blue tuna, by Henrique Cortez]

Funcionários do mercado Tsukiji, em Tóquio, inspecionam um lote de atum-azul: a espécie corre o risco de desaparecer. Foto de Kiko Nogueira. Fonte: Planeta Sustentável.
Funcionários do mercado Tsukiji, em Tóquio, inspecionam um lote de atum-azul: a espécie corre o risco de desaparecer. Foto de Kiko Nogueira. Fonte: Planeta Sustentável.

Estudo da Technical University of Denmark (DTU Aqua) e da University of New Hampshire, avalia que o atum azul, no atual ritmo de sobrepesca, deve desaparecer ao longo de todo o nordeste do oceano atlântico e do mediterrâneo. Não será a primeira vez, porque o atum azul desapareceu das águas dinamarquesas na década de 1960. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.

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Entrevista com Michael Jenkins: Conservação da natureza pode ser lucrativa

[Interview with Michael Jenkins: nature conservation can be profitable]

Trecho da floresta amazônica
Trecho da floresta amazônica

Por muito tempo, o discurso em defesa do meio ambiente tentava sensibilizar as pessoas pela importância que matas, rios e biodiversidade têm para toda a humanidade, seja no seqüestro de carbono, na regulação do clima, no fornecimento de água limpa e até mesmo na eventual possibilidade de se encontrar em plantas e animais a cura para as mais diversas doenças.

O pensamento continua o mesmo, mas agora se percebeu que o apelo tem de ser mais pragmático. É necessário pagar para poder conservar. E também é possível lucrar com conservação. O tema é explorado em caderno especial que circulou com a edição desta quinta-feira, 6, no O Estado de S. Paulo. Abaixo, está a íntegra da entrevista sobre o assunto concedida ao Estado por Michael Jenkins, ambientalista e presidente da ONG Forest Trends. Por Giovana Girardi, de O Estado de S. Paulo.

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Um terço da captura mundial de peixe é desperdiçado na produção de ração animal

[One-third of the world's fish catch is wasted in the production of animal feed]


Foto Greenpeace

Rações preparadas a partir de peixes representam 37% (31,5 milhões de toneladas) do total de peixes retirados dos oceanos a cada ano e 90 % das capturas transformam-se em farinha e óleo de peixe. Em 2002, 46% de farinha de peixe e óleo de peixe foram utilizadas como alimento para a aqüicultura (piscicultura), 24% para alimentar porcos e 22% para a alimentação de aves.

É o que demonstra um novo estudo alarmante, que será publicado em novembro na revisão anual do Annual Review of Environment and Resources, documentando que um terço das capturas mundiais de peixes, marinhos e fluviais, é destinado à alimentação de peixes, porcos e aves, desperdiçando um precioso recurso alimentar para seres humanos e menosprezando a grave crise de sobrepesca nos oceanos. Por Henrique Cortez, do EcoDebate.

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Estudo mostra que população da jararaca-ilhoa pode ter caído pela metade em dez anos; Pesquisadores suspeitam de tráfico de animais

jararaca-ilhoa (Bothrops insularis)
jararaca-ilhoa (Bothrops insularis)

A população da jararaca-ilhoa (Bothrops insularis), que só existe na Ilha da Queimada Grande, a 33 quilômetros de Itanhaém (SP), pode ter sido reduzida à metade em um período de dez anos, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Butantan.

O estudo, publicado na revista South American Journal of Herpetology, indica que há cerca de 2.100 serpentes na ilha – aproximadamente a metade do número encontrado na literatura. A estimativa, feita por grupo que estuda a espécie desde 1995, faz parte de um estudo que tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio Regular a Pesquisa. Por Fábio de Castro, da Agência FAPESP.

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Operação promete salvar mais de 332 mil filhotes de tartarugas


A Operação Pró-Quelônios, realizada por servidores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) na Reserva Biológica (Rebio) Abufari, centro-oeste do Amazonas, já salvou, em menos de três meses, 600 quelônios adultos das armadilhas de traficantes de animais. Agora, nas primeiras semanas de novembro, a operação chega a sua fase mais importante: a eclosão dos filhotes. A expectativa da chefia da Rebio é superar o recorde do ano passado, quando foi registrado o nascimento de 332 mil tartaruguinhas.

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Tartarugas marinhas em Cabo Verde correm risco de extinção

Caretta caretta
Foto tartaruga, Caretta caretta (Nomes comuns: cabeçuda ou mestiça), fonte Atlas Virtual da Pré-História

Cidade da Praia, 26 out (Lusa) - Uma em cada três tartarugas que chegou este ano às praias da ilha cabo-verdiana da Boa Vista foi morta, indicam os cálculos dos ambientalistas, alertando que em uma década esta espécie pode estar extinta.

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Contra desmate, satélites vão vigiar todos biomas do Brasil

biomas
Biomas, fonte IBGE

Projeto financiado pelo PNUD permitirá que o Ministério do Meio Ambiente monitore todas as regiões brasileiras, e não apenas a Amazônia, como acontece hoje.

O Ministério do Meio Ambiente deve começar, ainda neste ano, a monitorar por satélite todos os biomas brasileiros, com objetivo de combater o desmatamento. À Amazônia, da qual o Brasil capta imagens de satélite desde 1988, serão somados Cerrado, Caatinga, Mata Atlântica, Pantanal e Pampa — num total de 4,3 milhões de quilômetros quadrados, uma área maior do que a Índia e sobre a qual não há dados confiáveis a respeito da degradação florestal.

A previsão do ministério é que as informações estejam disponíveis a partir do ano que vem. Com o monitoramento por satélite, será possível elaborar com mais precisão políticas públicas de conservação ambiental. Por Mariana Desidério, da PrimaPagina.

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Projeto do governo coloca 70% das cavernas do Brasil sob risco de destruição

caverna
National Geographic Imagens

Projeto ameaça 70% das grutas do país. Hoje, as 7.300 já identificadas são protegidas por um decreto assinado em 1990. Nos próximos dias, o governo federal deve alterar a norma, após dois anos de pressão de empresas, sobretudo mineradoras e hidrelétricas, que vêem nas grutas um empecilho à expansão de seus empreendimentos.

A minuta, enviada na semana passada para a Casa Civil, autoriza, na prática, que cavernas que não sejam de “máxima prioridade” sofram “impactos negativos irreversíveis”. Por Matheus Pichonelli e Thiago Reis, da Agência Folha.

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Estudo tenta determinar que espécies devem ser salvas da atual extinção em massa


Foto: WWF

O planeta está passando pela sexta onda de extinção em massa e isto deve ter severos impactos na biodiversidade do planeta, caso se confirme o desaparecimento, até o final do século, de 50% das espécies animais e vegetais. Pesquisadores da University of California, Santa Barbara, em artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, PNAS, tentam avaliar quais espécies vegetais devem ser salvas da extinção. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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Tecnologia ajuda a monitorar as espécies ameaçadas de extinção no Pará

Programas de computador ampliam o poder de previsão dos cientistas quanto aos fenômenos relativos à distribuição da biodiversidade amazônica. O tempo gasto hoje nas pesquisas com a geração de mapas de distribuição potencial de plantas e animais ameaçados poupará, no futuro, o acúmulo de perdas econômicas e ecológicas para a Região Amazônica.

Na Amazônia paraense, ecólogos e sistematas aplicam técnicas de modelagem ambiental para identificar e mapear a ocorrência dos nichos ecológicos de espécies ameaçadas. Os mapas produzidos com auxílio de softwares avançados resultam de uma das etapas do Projeto “Espécies Ameaçadas e Áreas Críticas para a Biodiversidade no Estado do Pará”, parceria entre o Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) e a Conservação Internacional (CI), que dá continuidade ao Biota Pará – programa de inventariamento e mapeamento da fauna e flora paraense. Os resultados obtidos vão auxiliar a elaboração de políticas públicas de conservação ambiental, como o Programa Extinção Zero, lançado pelo Governo do Pará no início de 2008.

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Cumprimento do código florestal não garante conservação de 25% das espécies do Cerrado

Cerrado. Foto de arquivo EcoDebate
Cerrado. Foto de arquivo EcoDebate

Essa é a estimativa de levantamento da ONG Conservação Internacional; estudo sugere que apenas a legislação ambiental não é suficiente para proteger a biodiversidade da região frente ao avanço do agronegócio

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Assim no mar, como na terra, artigo de Márcia Pimenta

[Ecodebate] O mito da extensão infinita dos oceanos, como acontece com as grandes áreas de floresta, promove a crença de que os recursos naturais destes ecossistemas são infinitos. Porém, mais importante do que o tamanho é a saúde do ecossistema e sua capacidade de produtividade biológica, e no caso dos oceanos, sua produtividade pesqueira. Ao explorarmos estes recursos insustentavelmente, perdemos biodiversidade e dinheiro, como advertiu o Ministro para Meio Ambiente, Conservação da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha, Sigmar Gabriel, durante a cerimônia de abertura da 9ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica - CDB, em Bonn. Segundo ele, a perda anual de espécies vegetais e animais custa 2 trilhões de Euros, ou seja, 6% do PIB mundial.

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Pesca predatória desperdiça 50 bilhões de dólares

Estudo do Banco Mundial e da FAO alerta que frota pesqueira joga fora recursos marinhos

As frotas pesqueiras de todo o mundo desperdiçam bilhões de dólares por explorar excessivamente espécies já à beira do esgotamento e por mau gerenciamento. O alerta está num relatório do Banco Mundial e do Fundo Mundial para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Os autores do estudo calculam o prejuízo em cerca de US$ 50 bilhões. Do O Globo, 10/10/2008, com informações complementares do EcoDebate.

A chamada sobrepesca já é uma dos maiores ameaças à biodiversidade marinha. Calculase que a maioria das espécies de grande valor comercial, como o atum e o bacalhau, estejam perto de não conseguir recuperar mais suas populações.

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Um em cada quatro mamíferos do mundo corre risco de extinção


O relatório atualiza a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN, que ao todo inclui 44.838 espécies

Um quarto dos mamíferos do mundo corre risco de extinção, afirmou um relatório divulgado na segunda-feira, acrescentando que a destruição dos habitats deles e a caça eram os principais motivos de seu desaparecimento.

O documento, o mais amplo do tipo realizado até hoje e de cuja elaboração participaram 1.700 pesquisadores, mostrou que a população de metade das 5.487 espécies de mamífero do mundo encontrava-se em declínio. Incluem-se no grupo dos mamíferos desde a gigantesca baleia-azul ao minúsculo morcego-nariz-de-porco-de-kitti. Por Alister Doyle, da Agência Reuters.

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