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Chegando em Morros: areia, águas, buritis e especulação imobiliária, artigo de Amanda Freire

Buritisal em fundo de vale. Foto do banco de imagens do Cerrado da USP
Buritisal em fundo de vale. Foto do banco de imagens do Cerrado da USP

Um domingo de outubro, seis da manha. Começa uma viagem cujo objetivo era a participação do Fórum Carajás e da Associação Tijupá a um encontro entre moradores de comunidade vizinhas para discutir com os diretos interessados os problemas das terras naquela região, em relação ao avanço do agronegócio e da especulação imobiliária.

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Viagem pela região de Chapadinha: onde ficam os bacuris? artigo de Amanda Freire

Mayron Regis e Amanda, pelo Forum Carajas, em busca das vozes das comunidades para saber onde ficam, ainda, os bacurizeiros, efetuaram uma viagem cerrado adentro. Os dois, na garupa de motos, foram pulando pelos areais ou pelos solos pedregosos, passando por imensas extensões de babaçuais e jussarais, subindo e descendo entre chapadas e baixões. No primeiro dia foram 10 horas de viagem efetiva, no qual puderam ver a inteira representação dos biomas dessa região no nordeste do Maranhão, proxima ao Municipio de Chapadinha. A transição de um ecossitema ao outro era colorida e surpreendente como o desabrochar de flores de baixo de um sol intenso. No céu nuvens como ilhotas vagavam pelo mar turquês.

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O Bacuri e a Vida nos Cerrados, artigo de Amanda Freire

[The Bacuri and Life in the Cerrado, article by Amanda Freire]

O Bacuri é uma das grandes arvores que compõe o imenso patrimônio que nos pertence, em quanto humanidade e em quanto brasileiros. Sua beleza e magnificência se inserem com graça nas paisagens amazônicas e do cerrado. Sua distribuição geográfica é ampla, mas vendo sem ameaçada pela continua mudança no uso das terras. Isso porque o Bacuri, de um lado, não é mais que um magnificente obstáculo aos olhos de vidro de quem vê na terra um simples pano de fundo para produzi e comercializar monoculturas visando ao puro lucro.

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Cumprimento do código florestal não garante conservação de 25% das espécies do Cerrado

Cerrado. Foto de arquivo EcoDebate
Cerrado. Foto de arquivo EcoDebate

Essa é a estimativa de levantamento da ONG Conservação Internacional; estudo sugere que apenas a legislação ambiental não é suficiente para proteger a biodiversidade da região frente ao avanço do agronegócio

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Comércio criminoso de carvão devasta a Caatinga e o Cerrado


Fornos em profusão: carvão ilegal é produzido em pelo menos 24 cidades de três estados e alimenta um fluxo mensal de 3 mil caminhões. (Foto: arquivo EcoDebate)

Relatório reservado do IBAMA revela enorme devastação em 24 cidades de Goiás, Minas Gerais e Bahia para produção de carvão vegetal ilegal. O negócio movimenta cerca de R$ 60 milhões a cada mês

Uma operação do INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), realizada entre maio e julho, identificou o grande centro de produção ilegal de carvão vegetal no Brasil. O que resta dos biomas cerrado e caatinga está sendo derrubado em 24 municípios - 13 do centro-oeste da Bahia, outros nove do norte de Minas Gerais e três de Goiás. O IBAMA identificou um grupo - formado por fazendeiros, comerciantes, caminhoneiros e até políticos da região - que derruba e depois queima, em centenas de fornos, florestas inteiras e até pequenas árvores. Relatório de fiscalização reservado obtido pelo Correio constatou que na zona rural dessas cidades são produzidos e vendidos ilegalmente cerca de 210 mil metros cúbicos de carvão a cada mês. Por Leonel Rocha, da equipe do Correio Braziliense, 04/10/2008.

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Obras de infra-estrutura levam à devastação do cerrado

A conservação das áreas de vegetação nativa do cerrado, que já teve mais de 40% da cobertura vegetal devastada para dar lugar às pastagens e agricultura, depende de mobilização e de alternativas econômicas para o desmatamento. O diagnóstico é do pesquisador e professor da Universidade Federal de Goiás, Laerte Ferreira, apresentado no livro A Encruzilhada Socioambiental: Biodiversidade, Economia e Sustentabilidade do Cerrado, lançado ontem (25), em Goiânia, com a participação do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

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São Paulo suspende supressão de vegetação do Bioma Cerrado no Estado

O governo do Estado de São Paulo suspendeu, por meio de uma resolução, as autorizações para corte de cerrado por um período de 180 dias. O objetivo é resguardar o pouco que resta desse bioma até que seja aprovada uma lei que o proteja –o projeto será enviado em breve para a Assembléia. Por Afra Balazina, da Folha de S.Paulo, 13/09/2008.

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No Dia Nacional do Cerrado ambientalistas defendem a inclusão do cerrado e da caatinga como patrimônio nacional

No Dia Nacional do Cerrado organizações não-governamentais do meio ambiente realizam manifestação em favor da proposta de Emenda Constitucional 115/95, que inclui o cerrado e a caatinga como patrimônio nacional Foto: Janine Moraes (Estagiária sob sup. de Marcello Casal Jr/ABr )

Organizações não-governamentais (ONGs) da área de meio ambiente promoveram ontem (11), Dia Nacional do Cerrado, manifestação em favor da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 115/95 que inclui o cerrado e a caatinga como patrimônio nacional. A concentração começou às 15h em frente ao Palácio do Planalto.

Os ativistas queriam entregar ao presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), uma carta e uma lista de assinaturas pela aprovação imediata da PEC.

De acordo com a carta das ONGs, a devastação do cerrado ameaça o fornecimento de água doce no Brasil e pode levar o país a uma crise energética. O documento também chama a atenção para o índice de 70% de destruição do bioma e as ameaças às comunidades tradicionais de índigenas, quilombolas e ribeirinhos, devido ao avanço da exploração agrícola na região.

[EcoDebate, 12/09/2008]

Carta aberta: A invisibilidade do Cerrado na política ambiental, por Carlos Walter Porto-Gonçalves


Definitivamente, senhor ministro, o Cerrado não pode continuar sendo vítima da ignorância interessada e de uma visão primeiro-mundista de meio ambiente

[Brasil de Fato] Não é fácil assumir um Ministério do Meio Ambiente num país como o nosso, com o patrimônio de recursos naturais e diversidade cultural que temos, mas sob o domínio de uma mentalidade desenvolvimentista que ainda pensa o presente e o futuro com o passado fordista. Desde Fernando Collor de Mello que esse Ministério vem sendo ocupado por eminentes ambientalistas reconhecidos internacionalmente como o saudoso José Lutzemberger e, recentemente, por Marina Silva e, agora, por V. Sa. Tudo indica que nossas elites políticas compreenderam bem o fato de o Brasil ser importante ecologicamente para o planeta e que isso nos coloca sob os holofotes internacionais daí as nomeações de personalidades tão respeitadas por sua militância no campo.

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Crédito para desmatadores: o cerrado por um fio. Entrevista especial com Jeanine Felfili

Ainda ministra, Marina Silva, no início de 2008, determinou que não mais fosse concedido créditos àqueles produtores que desmatam florestas. Passados alguns meses, com a renúncia de Marina, Carlos Minc assumiu o cargo e logo revisou tal decisão. Resultado: permitiu que, numa área equivalente ao tamanho do Acre, localizada no Cerrado brasileiro, os produtores pudessem seguir desmatando florestas e com crédito concedido pelo Estado. Considerado dono de um bioma de segunda ou terceira linha em comparação à Amazônia, o Cerrado está perdendo anualmente 1,1% da sua vegetação e já perdeu 800 mil km2 no total.

A IHU On-Line conversou sobre este assunto, por e-mail, com a professora Jeanine Felfili. Para ela, com atitudes desse tipo já perdemos mais de 12 mil espécies do patrimônio genético do Cerrado. “Devemos proteger as áreas baixas da Amazônia, mas a autorização da destruição das áreas altas onde as águas se infiltram e abastecem o lençol freático e as nascentes é uma contradição”, disse Jeanine.

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Monocultivo da cana devasta Cerrado no Alto São Francisco, artigo de Maria Luisa Mendonça

O cerrado é conhecido como “pai das águas”, pois abastece as principais bacias hidrográficas do País. Aqui estão as nascentes do rio São Francisco e seus afluentes, como o Samburá, o Santo Antônio e o rio do Peixe, além do Rio Grande, que deságua no rio Paraná. A fauna e a flora são riquíssimas e guardam muitas espécies ameaçadas de extinção. Na Serra da Canastra foram identificadas mais de 300 espécies de aves e 7.000 espécies de plantas.

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Ambientalista alerta para risco de hidrelétrica no Cerrado


Tokarski diz que o desmatamento no Cerrado chega a ser três vezes maior do que na Amazônia.

O diretor da ONG Ecodata, Donizete Tokarski, um dos organizadores do Seminário de Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Alto Tocantins, encerrado nesta sexta-feira na Câmara, acusou os empreendimentos de usinas hidrelétricas de colocar em risco grande parte da biodiversidade do Cerrado. Segundo ele, o desmatamento na região chega a ser três vezes maior do que o verificado na Amazônia, mas, por falta de apelo social, os protestos são menos intensos do que os contrários à devastação da floresta tropical.

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Cerrado e desritimia cardíaca, artigo de Osmar Pires Martins Júnior

O Estado de Goiás ocupa a área central ou core onde se originou, formou e expandiu o bioma Cerrado, o segundo do país que se estende por onze unidades da federação, ocupando mais de dois milhões de quilômetros quadrados ou um quarto do território brasileiro. O Cerrado é um ecossistema de transição ou ecótono que ocorre entre quase todos os demais biomas nacionais: a Amazônia, ao norte; a caatinga, no nordeste; o pantanal, no sudoeste; e a Mata Atlântica, a leste. À característica de transição soma-se a existência de ambientes diversificados, num gradiente que vai de mata fechada – úmida e seca, passando por cerradão, cerrado, campo-limpo, a campos de alta e baixa altitude. Temos um mosaico de habitas e nichos, proporcionando uma rica diversidade de paisagens e de espécies florísticas. Quanto às espécies faunísticas, todos os táxons de animais vertebrados e invertebrados, nos meios terrestre, aquático e aéreo, têm ocorrência no Cerrado.

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Cerrado é fundamental para as florestas, diz pesquisadora

Bioma abriga a nascente das três principais bacias hidrográficas da América Latina - Embora tenha uma rica biodiversidade, o Cerrado não está entre os biomas brasileiros protegidos pela Constituição, caso somente da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica. “Pouco se fala sobre a preservação do Cerrado, existe uma portaria que visa a sua inclusão nos biomas protegidos, mas está em tramitação na Constituição há 5 anos”, ressalta Jeanine Felfili, professora do Departamento de Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB). Por Michelle Amaral, da Redação, Agência Brasil de Fato.

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Em Defesa do Cerrado e da Pesca Artesanal na Bacia do Rio São Francisco: Carta de Buritizeiro

Nós, geraiseiros, quilombolas, extrativistas, vazanteiros, pescadores e pequenos agricultores, estudantes e professores do Alto e Médio São Francisco reunidos no Encontro em Defesa do Cerrado e da Pesca Artesanal na Bacia do Rio São Francisco, em Buritizeiro-MG, de 30 a 31 de maio de 2008, vimos a público dar UM GRITO DE INDIGNAÇÃO E ESPERANÇA pela preservação dos Cerrados e seus rios, nossa base de vida.

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Ambientalistas do Piauí simulam a crucificação do meio ambiente

Um protesto de ambientalistas em frente a sede do Governo do Estado do Piauí, Palácio de Karnak, simulou uma Via Sacra ecológica com a crucificação do meio ambiente. Três cruzes foram erguidas na frente do palácio com um jovem pintado de verde na cruz central e um cartaz nas mãos trazendo a mensagem: “W Dias Pilatos”.

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floresta zero: Blairo Maggi comemora flexibilização de regra ambiental

O governador do Mato Grosso, Blairo Maggi, disse ontem (30) que interpretou como uma “flexibilização” das regras o fato do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, ter assinado portaria que permite que nem todas as propriedades localizadas em municípios do bioma amazônico sejam punidas caso não sigam critérios ambientais. Por Luciana Lima, da Agência Brasil. Leia o restante do texto…

Cerrado: Governo mudará regras contra desmatamento

Áreas de cerrado serão excluídas de portaria que proíbe financiamentos públicos para produtores sem licença ambiental

Cedendo a pressões do governador do Mato Grosso, Blairo Maggi (PR), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve anunciar amanhã, durante o Fórum de Governadores da Amazônia Legal, em Belém, a flexibilização da portaria que restringiu o crédito oficial para os produtores que não têm licença ambiental, medida adotada pela ex-ministra Marina Silva para reduzir o desmatamento. Por Luiza Damé, do O Globo, 28/05/2008. Leia o restante do texto…