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Ibama interdita depósito de carvão nativo clandestino no sudoeste da Bahia

Ibama interdita depósito de carvão no sudoeste da Bahia

Salvador (20/11/2008) - Agentes do escritório do Ibama em Vitória da Conquista, em operação conjunta com a Polícia Rodoviária Federal, interditaram na cidade de Cândido Sales - a 608 Km de Salvador e a 98 Km de Vitória da Conquista -, um depósito de carvão, onde foram encontrados 298 m3 de carvão nativo sem o Documento de Origem Florestal (DOF).

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Bahia: Carvoaria ilegal destrói área da caatinga

Carvoaria ilegal, em foto de arquivo
Carvoaria ilegal, em foto de arquivo

Apesar do auto de infração e embargo determinado pelo Instituto do Meio Ambiente, a carvoaria Citybusa, que se instalou há seis meses entre os povoados de Lagoa do Serrote e Lagoa do Gruguxi, município de Pilão Arcado (780 km de Salvador), continua operando a todo vapor e deixando sua marca de destruição na região. Na avaliação dos produtores de fundo de pasto (ocupação e uso de espaço aberto, geralmente composto de terras devolutas, acessível a todos os membros da coletividade) que vivem no lugar, já são pelo menos três mil hectares de caatinga devastados pela empresa. Por Cristina Laura, da Sucursal Juazeiro, A Tarde, BA, 12/11/2008.

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Operação Veredas do Ibama: Fazendeiro é preso por causar dano ao Parque Nacional Nascentes do Rio Parnaíba

[Farmer was arrested for causing damage to the Rio Parnaiba national park]

Operação é a primeira de grande porte para proteger bioma Cerrado no Oeste da BA

O fazendeiro Haroldo Uemura foi preso, no dia 6/11, no município de Formosa do Rio Preto, Oeste da Bahia, pela Operação Veredas, do Ibama, por violar embargo de área desmatada realizado há quatro anos e porte ilegal de arma. A área de 2.200 hectares utilizada para o plantio de soja fica localizada na Fazenda Mauá, dentro do Parque Nacional Nascentes do Rio Parnaíba. Uemura foi autuado em R$ 440 mil e permanece detido na Delegacia da cidade. Máquinas, equipamentos, sementes e agrotóxicos utilizados na lavoura de soja foram apreendidos. A soja será doada pelo Ibama para o Fome Zero. As sementes e agrotóxicos serão destinados à Embrapa. O ministro Carlos Minc participou da ação.
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UTE de Barcarena: Tudo dominado? nem tanto…, artigo de Nelson Tembra

[UTE de Barcarena: All dominated? or not ... article by Nelson Tembra]

[EcoDebate] Com a Usina Termo Elétrica (UTE) de Barcarena a Vale pretende gerar 600 megawatts (MW) de energia por ano. A metade seria utilizada pela empresa e o restante disponibilizado pelo sistema de distribuição interligado da região Norte, com investimento total estimado em US$ 800 milhões e emprego do combustível carvão mineral que seria trazido ainda nem se sabe bem de onde, se da Colômbia ou Moçambique, para diversificar a matriz energética, em razão da necessidade de garantir ‘segurança no fornecimento de energia’.

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Caatingas, bichos e pessoas pedem socorro!


Na região da Lagoa do Serrote, município de Pilão Arcado (Bahia), a mais de 1000 km de Salvador, mais de 200 famílias, organizadas em Associações de Fundos de Pasto, estão com as vidas ameaçadas pela ação das carvoarias.

Em apenas cinco meses de funcionamento das carvoarias, mais de 10.000 hectares de caatinga já foram devastados. Árvores seculares como Pau D’Arco, Aroeira, Pau de Birro, Barriguda, Violeta, Angico, Cangaeiro, Camaçari, Baraúna, Catuaba, Caatinga de Porco (ou Pau de Rato) e Pau de Casca, dentre outras, estão sendo rapidamente transformadas em carvão e fumaça.

Animais como caititu, tatu, canastra, cutia, tamanduá-bandeira, veados, onça pintada, onça bodeira, onça preta, répteis e aves estão sendo mortos ou expulsos do seu habitat natural.

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Fiscalização resgata 46 trabalhadores de carvoaria no Ceará

Grupo foi encontrado em Parambu. Valor total das indenizações ficará em torno de R$ 144 mil

Pelo menos 46 trabalhadores foram resgatados de condições análogas a de escravo numa carvoaria em Parambu, município no norte cearence, que trabalhavam numa área arrendada sem as mínimas condições de trabalho exigidas por lei.

O Grupo Móvel de Combate ao Trabalho Escravo chegou à propriedade após uma reportagem do ‘Diário do Nordeste’, que denunciava a situação dos trabalhadores na fazenda, que praticava a derrubada de uma área de 4.700 hectares para produção de carvão vegetal.

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Após ação do Ibama, Incra diz que vai apurar crimes ambientais em assentamentos

Depois do fechamento de três serrarias e 19 fornos de carvão ilegais em um assentamento no Pará, no dia 16/10, o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Rolf Hackbart, determinou ontem (17) que as superintendências estaduais do órgão vistoriem todos os assentamentos para identificar possíveis crimes ambientais.

O objetivo, segundo nota divulgada pelo Incra, é avaliar “eventuais irregularidades, como serrarias, fornos de carvão e desmatamento acima do limite legal”.

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Ibama fecha 3 serrarias e ‘derruba’ 280 fornos de fabricação de carvão clandestino no Pará

Fornos de fabricação de carvão. Foto de arquivo Ecodebate
Fornos de fabricação de carvão. Foto de arquivo Ecodebate

Como parte das ações de combate aos crimes ambientais, deflagradas pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama) realizaram hoje (16), no município Novo Repartimento, na região central do estado do Pará, uma operação para a derrubada de 280 fornos de fabricação de carvão clandestino. Só em um assentamento do Incra, denominado Rio Gelado, foram derrubados 19 fornos e fechadas três serrarias clandestinas.

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Termelétricas a carvão continuam reinando absolutas, por Henrique Cortez

[Thermoelectric coal continues to reign absolute, by Henry Cortez]

Estudos afirmam que a simples redução da queima de carvão já seria o suficiente para reduzir a ameaça das mudanças climáticas, mas nada indica que, até o final do século XXI, o carvão deixe de reinar como principal fonte de geração de energia elétrica.

Em escala global, o carvão responde por 40% da geração de energia elétrica e novos projetos de usinas termelétricas a carvão continuam a ser instalados, mesmo diante da sua maciça emissão de CO2. A razão é muito simples: as reservas mundiais de carvão são estimadas em cerca de 7 trilhões de toneladas.

As reservas norte-americanas, chinesas e australianas são suficientes para atender a demanda durante alguns séculos, nas taxas de consumo atuais.

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Comércio criminoso de carvão devasta a Caatinga e o Cerrado


Fornos em profusão: carvão ilegal é produzido em pelo menos 24 cidades de três estados e alimenta um fluxo mensal de 3 mil caminhões. (Foto: arquivo EcoDebate)

Relatório reservado do IBAMA revela enorme devastação em 24 cidades de Goiás, Minas Gerais e Bahia para produção de carvão vegetal ilegal. O negócio movimenta cerca de R$ 60 milhões a cada mês

Uma operação do INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), realizada entre maio e julho, identificou o grande centro de produção ilegal de carvão vegetal no Brasil. O que resta dos biomas cerrado e caatinga está sendo derrubado em 24 municípios - 13 do centro-oeste da Bahia, outros nove do norte de Minas Gerais e três de Goiás. O IBAMA identificou um grupo - formado por fazendeiros, comerciantes, caminhoneiros e até políticos da região - que derruba e depois queima, em centenas de fornos, florestas inteiras e até pequenas árvores. Relatório de fiscalização reservado obtido pelo Correio constatou que na zona rural dessas cidades são produzidos e vendidos ilegalmente cerca de 210 mil metros cúbicos de carvão a cada mês. Por Leonel Rocha, da equipe do Correio Braziliense, 04/10/2008.

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IBAMA destrói 900 fornos de carvoejamento em Projetos de Assentamento Federal em Açailândia, MA

A Gerência Executiva do Ibama em Imperatriz/MA realizou durante cerca de dois meses (julho a setembro) a Operação Maria Fumaça II. Esta Operação diz respeito à fiscalização em áreas de Projetos de Assentamentos da União com fins de reforma agrária, localizados em regiões próximas ao pólo Siderúrgico de Açailândia, abrangendo os municípios de Bom Jesus das Selvas, Bom Jardim, São Francisco do Brejão, Itinga do Maranhão, Cidelândia e Açailândia.

Foi lavrado um total de R$ 1,5 milhão em multas por atividade ilegal de carvoejamento e outros ilícitos ambientais, tais como transporte ilegal de carvão nativo e madeira em toras, destruição de vegetação nativa com uso de fogo, uso ilegal de moto-serras, depósito ilegal de lenha, desmatamento ilegal de mata nativa e descumprimento de embargo.

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Minas Gerais propõe cotas anuais para consumo de madeiras e subprodutos de matas nativas


Estratégia é cortar o consumo na indústria e reduzir desmatamento

Numa ofensiva para reverter os índices elevados de uso de carvão vegetal clandestino, o governo de Minas encaminhou nesta semana ao Legislativo estadual um projeto de lei que fixa cotas anuais para consumo de madeiras e subprodutos de matas nativas. As cotas vão de 15% a 5%, decrescentes até o ano de 2017. A intenção é zerar o desmatamento no território mineiro em 2023. Por Eduardo Kattah, do O Estado de S.Paulo, 29/09/2008.

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Pesquisa afirma que reduzir a queima de carvão diminui a ameaça das mudanças climáticas


Imagem de satélite da NASA mostra, em vermelho, a emissão de CO2 e a absorção em azul.

O aumento do CO2 na atmosfera, pela queima de combustíveis fósseis, pode ser rapidamente compensado pela redução da queima do carvão. É o que afirma pesquisa do Earth Institute at Columbia University, publicada na revista Global Biogeochemical Cycles. Por Henrique Cortez*, do EcoDebate.

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Estudo registra a herança tóxica do carvão no Ártico


Gráfico demonstrando a concentração na Groelândia, de 1772 a 2003. Mensal em preto e anual em vermelho

Sabe-se que as emissões industriais de poluentes viajam através da atmosfera para o Ártico, onde são depositadas e bioacumuladas por plantas e animais, incorporando-se na cadeia alimentar. Pouco se sabia, no entanto, sobre os níveis de poluição no Ártico anteriores a 1980. Por Henrique Cortez, do EcoDebate, com informações da PNAS.

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RS: Fepam pressiona para liberar usinas de carvão, diz ONG


Entidades ambientalistas denunciam novas ações da direção da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) para beneficiar empresas. No início de Agosto, a diretora-presidente da Fepam, Ana Pellini, trocou dois representes da entidade no Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema). Eles integravam a Câmara Técnica de Recursos Atmosféricos e Poluição Veicular, que discute os limites de poluição para usinas de carvão. Por Paula Cassandra, Agência de Notícias Chasque.

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Carvão ‘encarece’ babaçu, fonte de renda de 400 mil famílias

Aproveitamento do babaçu como carvão vegetal aumenta demanda pelo produto e preocupa quebradeiras tradicionais. Mesmo distante, possibilidade de conversão em biodiesel também pode contribuir para valorização.


Cerca de 400 mil mulheres dos estados do PA, MA. TO e PI estão ligadas ao extrativismo do babaçu

Imperatriz (MA) - A coleta e a extração da amêndoa do coco de babaçu, atividade que responde pela renda familiar de mais de 400 mil mulheres nos Estados do Pará, Maranhão, Tocantins e Piauí, tem sofrido um revés significativo desde que o potencial calorífico do carvão vegetal produzido a partir do coco inteiro ou de sua casca foi “descoberto” pelas indústrias siderúrgicas de produção de ferro-gusa abastecidas pelo minério de Carajás. Texto e fotos: Verena Glass, da Agência de Notícias Repórter Brasil.

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MMX: Ibama multa empresa de Eike Batista em R$ 25 milhões

O Ibama de Mato Grosso do Sul multou a MMX, do empresário Eike Batista, em R$ 25 milhões. O órgão ambiental rastreou os fornecedores de carvão vegetal da siderúrgica e concluiu que 90% deles operam na ilegalidade. De acordo com o Ibama, foram transportados desde o ano passado pelos fornecedores da MMX 30 mil metros de carvão vegetal a mais do que o constante nos DOF (Documentos de Origem Florestal), o que causa impacto direto a 1.500 hectares de floresta nativa. Por Thiago Reis, da Agência Folha, 17/07/2008 - 21h25.

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Direitos sociais viram fumaça no Piauí

Avanço das carvoarias no Sul do Piauí não está apenas destruindo extensas áreas nativas de floresta.

O avanço das carvoarias no Sul do Piauí não está apenas destruindo extensas áreas nativas de floresta. Junto com a madeira que queima em centenas de fornos viram fumaça alguns dos mais elementares direitos sociais dos trabalhadores contratados para transformar em carvão árvores
centenárias no cerrado e nas chapadas do Extremo Sul do Estado. Do jornal Meio Norte, PI.

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